seen from United States
seen from China
seen from United Kingdom
seen from China

seen from Canada
seen from Brazil

seen from Singapore
seen from Canada

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Algeria
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from China
seen from Pakistan
seen from Czechia
seen from Russia

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Vai todo mundo perder 😓
Hahahahahahhaha

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
“Buceta rosa”
Acompanhando este episódio lastimável no qual um grupo de homens brasileiros cercou uma moça na Rússia - país que sedia a Copa do Mundo 2018 – e fizeram-na repetir frases de cunho machista, racial e até mesmo misógino, tudo gravado em vídeo que se tornou viral na internet, eu me recordo de quando esquentava os bancos da universidade para estudar linguística. Expressões como “pragmática”, “teoria da enunciação”, “teoria dos atos de fala”, “filosofia da linguagem” me atormentavam por serem pouco acessíveis à minha visão de mundo.
Neste caso dos jovens – machos - brasileiros que atravessaram o continente para mostrar que o Brasil tem um solo bastante fértil para o cultivo do machismo, do racismo, da misoginia, da homofobia e tudo o que segue daí. O Brasil como a Rússia é um país gigante e com costumes até certo ponto semelhantes, separados apenas por um conjunto de leis que normatizam a conduta de casa país. Na Brasil, por exemplo, há a Lei Maria da Penha com a qual a violência contra a mulher é punida com certo rigor; na Rússia, há oscilações em referência à violência doméstica cuja lei determina que o agressor só é punido quando reincidência. No Brasil o crime de racismo tem uma das punições mais severas do mundo: é crime inafiançável. Na Rússia uma simples demonstração de afeto entre seres do mesmo gênero é passível de punição por ser considerada propaganda homossexual. No Brasil, país que alarga as estatísticas de crimes homofóbicos e transfóbicos, ainda não há nenhuma legislação específica.
Então, voltando às minhas lembranças dos estudos linguísticos eu observo, por exemplo, que o sujeito desta comunicação, deste enunciado, não estranhamente é um sujeito coletivo: um grupo de homens brancos, provavelmente heterossexual, cisgênero, de uma classe social que goza relativamente de um conforto financeiro. E uma análise deste tipo de sujeito é muito importante porque ela esfrega na nossa cara a urgência de se debater e de se revisar certos costumes sem mergulha-los nas águas rasas do simples “mimimi”. Ser contrário a certos costumes que agridem determinados seguimentos, raças, crenças, orientações, gêneros não pode ser visto como “mimimi”. É uma questão séria e a reflexão é urgente, sobretudo num país como o nosso no qual se tem lutado tanto pela igualmente e pela democracia.
É triste ainda haver homens que perdem a razão quando abrem mão do respeito e da cordialidade em favor da diversão. Sempre é bom lembrar de que nada parece ser mais terrível do que se divertir com a desgraça alheia, sobretudo quando se age em grupo. Você pergunta: quem matou o índio Galdino, em Brasília, um grupo de homens. Quem quebrou lâmpada fluorescente na cabeça dos rapazes na Avenida Paulista, um grupo de homens, quem agrediu pai e filho por andarem abraçados após terem sido confundidos com um casal gay, um grupo de homens. Quem matou a travesti Dandara no Ceará, um grupo de homens.
Mais uma vez o sujeito é coletivo. É pouco provável que esses episódios acontecessem com o sujeito individual. É como se houvesse uma necessidade primitiva de se afirmar diante do grupo, diante do bando.
E isso é cultural. Eu não tenho como afirmar isso em outras culturas, mas aqui e como professor eu me sinto na obrigação de dizer dessa angustia que é ver constantemente este comportamento ser exercitado, por exemplo na escola, da sala de aula.
Há quem argumente sobre o porquê de, no Brasil, já não caírem tanto em cima do funk carioca que expõe a mulher ao ridículo com letras extremamente grosseiras. Mas se você for olhar esses funkeiros estão escudados pela arte. Então se você for artista, pode. Se você não for artista, não pode. Há certa seletividade nesta crítica, há.
Eu, por exemplo, não me incomodo de ver a Anitta rebolando e o cara tocando piano na “raba” dela. Mas por que, porque ela é uma artista e está desenvolvendo uma performance possível no contexto da arte. Entendeu. Não me causa tanto espanto ver uma garota de 15 anos dizendo que “senta, senta, senta, senta e quica devagar”. E isso me parece muito diferente de ver um bando de marmanjo com sorriso largo gritando “buceta, rosa, buceta rosa”, em praça pública. E por que me incomoda, Porque eles não são artistas. Se eles fossem artistas a mim não incomodaria.
Make Copa do Mundo 2018 💚💛💙
um gol passa o controle em