Juliana Paiva revela que a fama nunca foi o seu foco
No ar como Cassandra em Totalmente Demais, a atriz revela que a fama nunca foi o seu foco na vida real. Confira!
Na sua opinião, a Cassandra chega a ser uma vilã?
JP: Ela pertence ao núcleo cômico da trama, estamos nos divertindo e esperando que o público embarque nessa. Tudo que ela faz é, de certa forma, justificado pela vontade de ser querida e amada. Acho que isso vem muito da carência afetiva dela, da falta da mãe que abandonou as filhas e deixou as duas com o pai. Ainda não tenho algo concreto para me basear, a não ser a rivalidade dela com a Eliza (Marina Ruy Barbosa). Elas não se gostaram de cara. Torço para a Cassandra aprontar muito ainda durante a trama!
Você está gostando de fazer uma personagem que é mais na linha da comédia?
JP: É mais leve. Sinto me feliz, é divertido. A mocinha sofre a trama inteira para sorrir só no final, eu já sorrio desde a primeira cena. Estou muito honrada e realizada profissionalmente por estar fazendo a Cassandra.
A Cassandra é uma personagem que quer ser famosa a todo custo. Você chegou a se espelhar na Jaqueline Joy, personagem da Juliana Paes, em Celebridade?
JP: Vimos várias intérpretes que já foram parecidas com a Cassandra. Mas tenho feito bem do jeito que o texto chega pra mim. Acho que é uma personagem com pegada mais jovem, uma menina-mulher. Ela está em busca da carreira, mas acha, por exemplo, que as fotos que o pai faz dela possam servir para um book.Tem um ar de inocência no meio da comédia. Ela está deslumbrada com sua primeira experiência no estúdio.
Você teve essa mesma determinação antes de iniciar sua trajetória na TV ou o processo ocorreu por acaso?
JP: A Cassandra quer conquistar a fama de qualquer maneira. Eu nunca quis isso. Cheguei a pensar muito se ser atriz era mesmo o que eu queria. Meu pai (Gilmardos Santos) foi modelo nos anos 80, ele me ajudou muito a entender esse mundo. Então, foi bacana porque eu tinha alguém em casa para me orientar. Mas hoje atuar é minha paixão. Tanto que tranquei a faculdade de Publicidade no terceiro período para me dedicar à carreira artística.
Como você consegue lidar com a exposição que a carreira traz e ser discreta na vida pessoal?
JP: Acho que tudo o que fazemos é exposto por consequência do nosso trabalho e por estarmos em uma vitrine. Gosto, porém, de preservar minha intimidade. Não curto, por exemplo, de expor algumas coisas que têm um espaço importante para mim, embora adore os meus fãs e tenha um carinho imenso por eles, que me acompanham desde sempre. Digo que estamos crescendo juntos. Respeito muito e acho que isso é mútuo. Eu não me nego nunca a tirar uma foto.
Como está o coração? Você está namorando?
JP: Não estou não. Agora meu foco é mesmo na Cassandra, e em fazer um bom trabalho.
Você já fez dois papeis de sucesso – a Fatinha de Malhação e a Lili de Além do Horizonte – um bem diferente do outro. A Cassandra se assemelha a algum deles de alguma forma?
JP: Acho que não. A Cassandra conta uma história completamente diferente. Ela tem um lado bem puro. É uma menina que quer realizar um sonho desde pequena. Eu adoro desafios e mais ainda de contar uma boa história.
Foi difícil se despir da vaidade no início da trama para viver essa personagem?
JP: Creio que não. A gente deixou o cabelo um pouco mais maltratado e escuro no começo da trama para passar a história de uma menina que mora no Bairro de Fátima e que nunca teve contato com o mundo da moda, com nenhum tipo de informação desse universo. Ela é uma menina comum que vai se transformar, é uma linda borboletinha dentro de um casulo.
Como você faz para manter esse corpinho?
JP: Gosto de praticar Muay Thai. Ajuda bastante a manter a forma. Na alimentação, eu sou meio criança e gosto mesmo é de um doce.