Surprise! I’m playing everyone’s favorite wine connoisseur and general jerk, Valerius, for @cosfamproductions’ interactive TikTok game “Murder in Vesuvia!” I’m so excited to interact with you all as you solve the mysteries of the palace. Consul Valerius: @fairwindcosplay Brooch 3D printed by @redbugimaginarium PC: @aureliancosplay Costume by me! #cosplay #consulvaleriuscosplay #consulvalerius #thearcana #thearcanagame #thearcanacosplay #thearcanacosplayer #valeriuscosplay #MurderinVesuvoa #cosfamproductions #fanapprenticecosplay #juliandevorak #portiadevorak #nadiasatrinava #asraalnazar #cosplayer #readyasilleverbe #tarot #cosplayersofinstagram #lucioxvalerius #thehierophant #thearcanaapprentice #thearcanavalerius #tiktok #nixhydragames #otomegames #thearcanafam #cosplaygroup #thearcanacourtiers https://www.instagram.com/p/CGkmJRbDozX/?igshid=1pxf4yfnf0qj2
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Ah...it’s him. Consul Valerius. I always hate how I do my makeup for him (I also think my features are way too soft and my current makeup skills can’t really hide that), so you don’t see him very often—but I got all dolled up for a #passthebrushchallenge and I had to try again! Consul Valerius from @thearcanagame: @fairwindcosplay Brooch 3D printed by @redbugimaginarium PC: @aureliancosplay Costume by me! #cosplay #consulvaleriuscosplay #consulvalerius #thearcana #thearcanagame #thearcanacosplay #thearcanacosplayer #valeriuscosplay #katsucon #katsucon2020 #fanapprenticecosplay #juliandevorak #portiadevorak #nadiasatrinava #asraalnazar #cosplayer #readyasilleverbe #tarot #cosplayersofinstagram #lucioxvalerius #thehierophant #thearcanaapprentice #thearcanavalerius #nixhydra #nixhydragames #otomegames #thearcanafam #cosplaygroup #thearcanacourtiers https://www.instagram.com/p/CFNNJVAj601/?igshid=1emp00w2t7v8z
I should probably try and get myself back into Valerius and make some more Arcana content (perhaps for #ClubVesuvia), but I’ve never been fond of how I look as this sarcastic courtier. Maybe it’s the thick brows? Maybe it’s my round face? Maybe it’s Maybelline? Consul Valerius from @thearcanagame: @fairwindcosplay Brooch 3D printed by @redbugimaginarium PC: @aureliancosplay Costume by me! #cosplay #consulvaleriuscosplay #consulvalerius #thearcana #thearcanagame #thearcanacosplay #thearcanacosplayer #valeriuscosplay #katsucon #katsucon2020 #fanapprenticecosplay #juliandevorak #portiadevorak #nadiasatrinava #asraalnazar #cosplayer #readyasilleverbe #tarot #cosplayersofinstagram #lucioxvalerius #thehierophant #thearcanaapprentice #thearcanavalerius #nixhydra #nixhydragames #otomegames #thearcanafam #cosplaygroup #thearcanacourtiers (at Katsucon) https://www.instagram.com/p/CCgi1teD9mv/?igshid=1wrcxvorq1qrg
Lucio grunhiu quando sentiu o pano morno deslizando em suas costas. O efeito analgésico provido pela pasta que ela havia batido no pilão na noite anterior havia acabado e Belladonna sabia que ele não demoraria a pedir mais daquilo assim que ela terminasse de lavá-lo. Apesar da palidez, tinha um aspecto melhor do que ela esperava, considerando que sequer pensava que ele sobreviveria. Precisava, no entanto, fazer com que se alimentasse melhor.
– Então, de onde você é? – ele perguntou enquanto ela cuidadosamente retirava as bandagens que cobriam o corte da amputação. – Seu sotaque não é de nenhum lugar que eu conheça e eu já estive em muitos lugares.
– Por que quer saber? – perguntou em resposta, olhos atentos no que fazia.
– Apenas curiosidade – e franziu o nariz quando viu as bandagens se desenrolando negras em vez de rubras. – Que merda é essa?
– Seu corpo está combatendo a infecção. O sangue contaminado tem essa cor por causa do aço, mas não se preocupe. Uma vez que seu sangue estiver purificado, estará vermelho novamente.
Percebendo o desconforto dele, Belladonna acabou por continuar a conversa para distraí-lo e evitar que ele surtasse como fizera no meio da madrugada.
– Eu sou de vários lugares – fitou-o. – Caso lhe interesse.
– Sempre na estrada?
– Não sempre – sorriu de canto. – Mas quando possível. E você, de onde é?
Lucio desviou o olhar, tentando esconder seu desconforto.
– Nenhum lugar interessante.
– Certo – ela assentiu, afastando-se para pegar um pedaço descascado de Coração de Mandrágora que havia deixado sobre a mesa. Cortou um pedaço menor do que o primeiro que havia dado a ele e então ofereceu-lhe.
– É menos do que antes. Ainda estarei anestesiado? – arqueou uma sobrancelha.
– Sim. Em excesso pode viciar e deixar de fazer efeito, então não pode consumir demais.
– Não me disse isso ontem – resmungou enquanto mastigava a raiz a contragosto.
– Para que? Esperar você deliberar e perder um tempo precioso?
– Hunf – virou a cara. – Eu tinha o direito de saber.
– Eu acabei de contar a você – ela estreitou o olhar, incrédula.
– Deveria ter contado ontem – continuou resmungando.
– Que os deuses me deem paciência – revirou os olhos. – Me avise quando começar a se sentir dormente.
Levantou-se para misturar os ingredientes para a pasta, pilando-os cuidadosamente, quando percebeu Valerius adentrando a tenda.
– Como se sente? – perguntou a Lucio.
– Entediado. Um pouco de vinho seria bom.
– Vinho está fora de cogitação – Belladonna o encarou. – A menos, é claro, que queira perder o que resta do seu braço – disse em tom ameaçadoramente baixo.
– Hunf! – o loiro virou a cara.
– Ouviu a maga – Valerius o fitou antes de se aproximar dela. – Há algo que precise?
– Voltar para casa e descansar – respondeu irritada enquanto pilava os ingredientes. – Roupas limpas, um banho de verdade…
– Se quiser, Dan e Bran podem escoltá-la até a sua loja.
– Eu quero voltar permanentemente, Sr. Hildegard – ela o encarou. – Mas seu amigo, ao que parece… – fitou Lucio, que franziu o cenho, irritadiço. – Precisa de atenção constante para evitar que piore e morra.
– Eu já estou bem melhor – o loiro resmungou.
– Porque eu passei a noite toda vigiando você – Belladonna estreitou o olhar.
– Pelos deuses, Lucio – Valerius lançou-lhe um olhar censurador. – Você tem o que? Cinco anos? Pare de dar trabalho a maga, ela não é sua babá!
– Hunf! – fez um biquinho. Se pudesse, teria cruzado os braços.
– Disse que já cuidou dos feridos pela lâmina – continuou Valerius. – Todos eram assim?
– Não. A maioria estava morta em menos de seis horas – chamou a atenção de ambos. – Já está começando a se sentir dormente? – perguntou a Lucio.
Morgasson apenas assentiu, no que ela se sentou ao lado da cama e o ajudou a deitar, acompanhada por Hildegard.
– Onde tratou essas vítimas? – o moreno indagou.
– Nopal.
– Nopal? – Lucio balbuciou, começando a ficar grogue.
– Estive em Nopal até o começo dos conflitos armados – umedeceu um pedaço de pano em água morna para limpar a ferida. – Vi a cidade-estado se dividir em duas com os meus próprios olhos, quando o feiticeiro chamado Nergal acusou a mãe do rei de adultério e contestou a legitimidade dele em praça pública. Uma acusação grave da qual ninguém sabe se ele tem provas ou testemunhas, mas foi o que bastou para que meio estado se erguesse em rebelião.
– E assim nasceu Verona… – Lucio tentou cantarolar.
– Sim, e agora ela tenta tomar todo o território nopalês e mudar o sistema de governo. Algo me diz que esse feiticeiro pretende ser o novo líder do território. Vocês realmente não sabiam disso? – entreolhou-os.
– Sempre nos contam histórias diferentes – respondeu o moreno. – Além do mais, somos mercenários. Pouco importa a história que contam, contanto que paguem pelo nosso serviço. Como sabe sobre o aço luciferiano?
– Parte são rumores, parte são coisas que eu vi. Quando percebi que não havia recursos para tentar salvar todos, e que a lâmina talvez fosse feita para não deixar sobreviventes, deixei a cidade, separei-me de meu amigue médico.
– Então o lance de a lâmina ser amaldiçoada na forja é boato?
– Não, isso não. Reconheço uma maldição quando vejo uma. Além do mais, quando descobriram aquele tipo de obsidiana naquela mina… Bem… – suspirou enquanto apanhava o pilão para colocar a pasta sobre o ferimento de Lucio. – Não a apelidaram de Poço do Desespero a toa. Dizem que é guardada noite e dia e somente alguns mineiros podem entrar. A maioria dos que saíram de lá enlouqueceram.
– Por que? – perguntou Lucio.
– Dizem ter visto monstros, ouvido coisas… Alguns afirmam terem visto o Diabo em pessoa. Pode ser que seja verdade…
– … Ou? – Valerius arqueou uma sobrancelha.
– Algo lá em baixo está os fazendo alucinar. Não há como saber sem entrar.
– Então… Se isso tudo for verdade, Annyala foi atacada como aviso, certo? Por apoiar Nopal.
– É a única razão que faz sentido, acho – pegou bandagens limpas de cima da mesa. – Se quisessem, poderiam ter tomado a cidade em um único dia e Verona teria todos os recursos que quisesse para tomar o que resta de Nopal. Galadia está em desacordo com Annyala por isso – começou a enrolar as bandagens novas no que restava do braço de Lucio. – Sabem que não tem a menor chance de salvação se Verona decidir atacá-los e estão tentando permanecer neutros, enviando seus médicos para Prakra, Annyala e Nopal, mas todos sabem que se forem encurralados apoiarão Verona. Nos parece que a realeza galadiana prefere se submeter e apoiar a se rebelar e morrer.
– Então oferecemos nossas espadas aos governantes errados – Lucio franziu o cenho.
– Está louco? – Belladonna o encarou enquanto dava alguns nós não muito apertados nas bandagens. – Annyala e Nopal são os únicos com coragem para enfrentar Verona, enquanto Prakra se ocupa com os próprios conflitos e Galadia, Galbrada, Karnassos e Vesuvia se acovardam! Eles não percebem que quanto mais poder o feiticeiro conquistar, pior será para todos! Cada lâmina luciferiana que sai da forja de Verona os torna ainda mais perigosos!
– Então não temos como vencer – concluiu Valerius.
– Talvez. A única vantagem que se tem sobre eles agora é a lentidão do feiticeiro. Dizem que é muito desconfiado e a forja é guardada dia e noite por seus homens de confiança enquanto ele trabalha com o ferreiro-chefe. Ele deixa que o exército faça o que bem entende. Talvez esteja deixando-os pensar que controlam alguma coisa enquanto ele os arma. Se tiver a lábia certa, ou o feitiço certo, aí então estaremos todos perdidos.
– Se sabe de tudo isso e está incomodada, por que não fez nada? – Valerius a encarou.
– Eu sou apenas uma maga. O que é uma maga perto de vinte mil homens armados, ou trinta ou quarenta mil? Essa guerra começou com lábia e com lábia deve terminar.
– Então tudo o que precisamos é matar o feiticeiro.
– Teoricamente sim, mas um único líder caído não é o suficiente. Além disso, chegar em Nergal não seria uma tarefa muito fácil. Se o velho tiver usado de feitiços para controlar a cabeça das pessoas, aí, de fato, tudo o que bastaria seria matá-lo, mas a única forma de descobrir seria testando a teoria.
– Deveria contar isso ao rei – ele concluiu. – Talvez possamos fazer algo a respeito.
– Vocês mal sobreviveram a um ataque de aviso – ela o encarou. – Seus médicos estão todos ocupados tentando salvar os feridos. Como exatamente espera que você e seus homens consigam chegar ao feiticeiro? Quantos de vocês ainda estão vivos?
– Pouco mais de três mil – ele desviou o olhar, envergonhado com a derrota.
– Contra o que, quinze mil? – ela indagou descrente. – É suicídio.
– Se Nergal é perigoso como você diz que é, eu não o quero vivo. É questão de sobrevivência. Primeiro Nopal, depois Annyala, Vesuvia, Galadia, e então quantos mais? Com um território desse tamanho, e com um exército tão grande quanto, quem conseguirá resistir a eles e por quanto tempo?
– Recuperem-se primeiro – ela insistiu. – Um povo ferido não tem forças para lutar, e vocês precisam de homens, armas e provisões. Precisam de aliados, e aliados poderosos. Isso ou… Bem… – desviou o olhar enquanto se levantava para jogar as bandagens velhas de Lucio em uma bacia.
– Ou… ? – Lucio e Valerius perguntaram ao mesmo tempo.
– Podem tentar se infiltrar no exército deles – estendeu a mão sobre a bacia, que se acendeu em chamas, surpreendendo ambos.
– Se juntar ao inimigo para descobrir suas fraquezas… – Valerius ponderou, o olhar distante sobre as chamas. – E eu sou o suicida?
– É apenas uma ideia. Vocês são espadas a venda, façam o que acharem melhor. Apenas entendam suas escolhas e saibam que se escolherem errado, pagarão com suas vidas por isso.
– Você é tão sinistra! – Lucio resmungou. – Podemos falar sobre outra coisa?
– Certo – ela deu de ombros. – Que tal falarmos sobre você descansar e comer direito para se recuperar mais rápido? – pôs as mãos na cintura.
– Que tal falarmos sobre você ir embora? – franziu o cenho.
– Pode apostar que eu irei, mercenariozinho de araque – estreitou o olhar da forma mais ameaçadora que pôde.
– Qual é o problema de vocês dois, hein?
– Seu amiguinho está agindo como criança, querendo dificultar as coisas. Se ele continuar assim, ficará mal e acabará morrendo – ela encarou Lucio.
– Quem você pensa que é? Minha mãe?
Uma risada involuntária escapou de Valerius, chamando a atenção de ambos.
– Nós dois sabemos que Belladonna ao menos se importa com você enquanto cliente dela – disse o moreno. – O mesmo não pode ser afirmado da parte da senhora sua mãe.
– Fecha o bico, cachaceiro – Lucio resmungou.
– Só se você se comportar, bode velho – o moreno retrucou.
– Parecem um casal de velhos – Belladonna revirou os olhos.
– E você é uma bruxa – o loiro se irritou. – Me encarando com esse olhar assassino!
– Deuses, me concedam paciência – ela tombou a cabeça para trás, suspirando. – Sabe o que mais? – ela se espreguiçou, esticando os braços e estalando o pescoço de um lado para o outro. – Eu gostaria daquela escolta que você ofereceu. Preciso pegar mais algumas coisas que estão acabando, mesmo, e de roupas. Por quanto tempo mais vai querer os meus serviços, Sr. Hildegard?
– Até o bode velho se recuperar – ele cruzou os braços, encarando o loiro.
– Eu não me esquecerei disso, pinguço – Lucio disse entredentes, virando a cara pela milionésima vez naquele dia, visto que não tinha forças para virar o corpo e dar-lhes as costas.
– Nesse caso… Posso reconsiderar trabalhar para vocês – entreolhou-os, no que os dois arquearam as sobrancelhas ao mesmo tempo. – Com uma condição.
– Além do pagamento pelos serviços? – perguntou Valerius.
– Preciso que confiem em minha experiência enquanto maga. Se eu lhes disser para erguer acampamento e ir embora, é o que farão. Se eu falar para seguirem caminho por determinadas estradas ou trabalhar para determinadas cidades, não hesitarão.
– Por que faríamos isso?
– Porque se eu estiver trabalhando para vocês, usarei magia a seu favor e me certificarei de que não morrerão. Façam o mesmo por mim e iremos longe. O que me dizem?
Bastou que Valerius e Lucio se encarassem por meros segundos e trocassem um sorriso largo para que respondessem em uníssono:
Belladonna havia feito seu melhor para cauterizar a amputação depois que Valerius cortou a carne corrompida do braço de Lucio. Ela enfaixara o que restara do braço dele, mas advertira Valerius sobre a necessidade de trazer um médico para verificar o estado do mercenário, já que havia um limite para as habilidades dela e seu conhecimento.
Devido ao fato de que ele não poderia se mover muito quando os efeitos do Coração de Mandrágora passassem, restou a ela e Valerius banhá-lo e ajudá-lo a se vestir, tarefas nada fáceis de executar. Apesar de grogue, e por vezes parecer prestes a cair em prantos, desolado com o próprio estado, Lucio disfarçava seu desconforto com estranhas palavras que inflavam o próprio ego e o dela.
– Você é tão linda, doutora – ele sorria para ela enquanto ela abotoava uma camisa limpa a ele. – Um dia eu serei rei de algum lugar. Quer ser minha rainha?
– Ele é sempre assim ou é o Coração de Mandrágora falando? – ela trocou um rápido olhar com Valerius.
– Esse é o estado normal dele – sorriu de canto e Lucio sorriu de forma marota para ele. – Galanteador, um paquerador nato.
– Não posso evitar, quero compartilhar minha maravilhosa companhia com todos que eu puder. E você ainda não respondeu minha pergunta, maga Belladonna.
– Não sou fã de monarquias, então eu passo.
– Ah, é mesmo? Por que não gosta de coroas, minha princesa? – fitou-a quando eles o deitaram novamente no leito.
– É uma longa e terrivelmente entediante história. Irei embora antes que possa contá-la a você, provavelmente.
– Oh, não! – balbuciou dramaticamente. – O que faremos sem você, nobre donzela médica maga que me salvou da morte?
– Não sou médica – ela suspirou. – E nem donzela – encarou-o.
– Uh, interessante! – ele riu um pouco, no que Valerius suspirou, levemente irritado. – Notei que você não recusou a minha companhia, apenas a coroa que ofereci. Isso quer dizer que você tem interesse nesse maravilhoso mercenário que vos fala? – um largo sorriso se abriu.
– Não, isso quer dizer que eu não estou levando a sério nada do que você está falando. Você precisa descansar, Lucio.
– Eu não quero. Não quero dormir – ele desviou o olhar, e parecia falar sério, pois chamou a atenção de Valerius.
– Por que? – Belladonna entreolhou-os.
– Sinto que não acordarei se eu dormir – murmurou baixinho.
– Não deixarei isso acontecer. O pior já passou. Você sobreviveu a algo que mata a todos que aflige. Está vivo e continuará vivendo, Lucio. Cuidarei de você até que esteja recuperado.
– E se eu nunca me recuperar? – seu olhar continuava distante.
Belladonna não tinha uma resposta plausível para aquela pergunta. Valerius puxou um cobertor sobre Lucio, cobrindo-o até os ombros.
– Você conseguirá – disse ao amigo. – Eu me certificarei disso, ouviu?
Lucio apenas assentiu, sem fitar nenhum dos dois. Ele o observou por um momento antes de se virar e deixar a tenda, seguido pela maga.
Mesmo que o pior já tivesse passado, ela não conseguia evitar a preocupação. O mercenário havia lhe oferecido uma cama, improvisada dentro da tenda para que ela pudesse estar a postos caso fosse preciso, mas ela temia dormir profundamente se deitasse ali. Além do mais, estava faminta e não recusou o convite do mercenário para uma modesta refeição ao redor de uma fogueira acesa.
– Ele não tem ideia da sorte que tem – ela disse enquanto bebia vinho e comia porco assado. – Aço luciferiano mata impiedosamente. Se tivesse sido mais que um mero arranhão, ele estaria apodrecendo por agora.
– Nós nunca ouvimos falar desse aço – comentou desgostoso, também bebendo vinho. - Só o distinguimos do aço de outros exércitos pela cor. É um aço negro muito bonito.
– Como eu disse, seus espiões não estão fazendo um bom trabalho.
– Como sabe que temos espiões? – arqueou uma sobrancelha.
– Todos que estão em guerra possuem espiões – encarou-o.
– O que me impediria de acusá-la de ser uma? – seu olhar a desafiou.
– Se eu fosse uma, já teria me infiltrado nesse acampamento há muito tempo – encarou-o. – E vocês estariam todos mortos sem que eu precisasse desembainhar nada.
– Parece ter experiência com assassinatos.
– Tenho experiência com a morte, apenas isso. Clientes mortos não podem me pagar.
– Parece justo – franziu os lábios. – Mas você poderia ter negado vir. Por que veio?
– Você estava assustado – fitou-o. – Presumi que ele significava muito para você. Além do mais, eu podia ajudar. Negar ajuda a um moribundo é crueldade. Enfim, isso não importa agora… Qual é a história de vocês dois, afinal? Parecem bem próximos.
O rosto de Valerius oscilou entre vários tons de vermelho quando ele se engasgou com o vinho que estava bebendo. Belladonna tentou conter um sorriso.
– Não se sinta obrigado a me contar.
– É complicado – ele pigarreou por fim, respirando fundo enquanto se recuperava da pergunta surpresa. – Sinto muito por forçá-la a vir comigo tão repentinamente.
– Emergências são emergências – ela deu de ombros. – Mas, se minha opinião no assunto valer de alguma coisa, sugiro que o tire daqui. Se houver outra batalha, ele não terá nenhuma condição de lutar. A recuperação interna levará tempo, e a cicatrização da amputação também. Encontrar próteses decentes não será difícil, mas reabilitá-lo pode ser complicado.
– Ele não me ouvirá – suspirou. – Ele nunca ouve. Foi assim que perdeu o braço, pela teimosia. Terá minha eterna gratidão se conseguir fazer com que ele entenda isso.
– Não posso dar garantias – tragou seu vinho até o último gole. – Mas, se eu por acaso conseguir convencê-lo, para onde pretende enviá-lo? Prakra está fora de cogitação, por motivos óbvios. Annyala e Galadia ainda estão em desacordo, seria o último lugar para onde deveria mandá-lo.
Algo estalou na mente de Valerius, no que ele cobriu o rosto com as mãos, tomado pela descrença consigo mesmo, grunhindo irritado.
– Terá problemas em Galadia por ter vindo aqui, não terá? – fitou-a.
– Provavelmente. No pior dos casos, terei que deixar a cidade. Eles não perdoam pessoas acusadas de traição, o que significa que mesmo que tivesse encontrado médicos na cidade, eles se recusariam a atender Lucio.
– Merda! Por que as coisas não podem sair conforme o planejado?!
– Porque decisões não dependem apenas de você ou de mim.
– Eu não deveria ter te trazido.
– Se não tivesse, Lucio já estaria morto.
– Eu sei, é só que… – as palavras pareciam fugir dele, o que o deixava ainda mais nervoso. – Eu não sabia que isso poderia colocá-la em apuros.
– Não seria a primeira vez – voltou as atenções para as chamas. – Galadia estava começando a me entediar, de qualquer forma – deu de ombros.
– Por que? – Valerius arqueou uma sobrancelha.
– O mercado mágico não é muito bom lá, magos são vistos com desconfiança, apesar desse tipo de comércio ser liberado. Não se preocupe comigo. Encontrarei clientes em outro lugar.
– Bem… – piscou algumas vezes, atônito. – Se esse é o caso, o que acha de trabalhar para nós?
– Eu já disse, não sou médica.
– Não precisa trabalhar como médica. Possui conhecimento além do que temos, isso seria de grande vantagem para nós. O que mais sabe fazer?
Belladonna manteve os olhos fixos no fogo.
– Olha – ela pigarreou. – Já estive em zonas de guerra antes. Não tenho interesse em trabalhar para vocês. Ficarei aqui até que seu amigo esteja recuperado, e então irei embora – encarou-o por fim. – A única coisa que quero é que me pague o que me deve quando eu for.
– É uma pena, realmente – ele lamentou. – Não temos médicos por aqui. Dificilmente encontraremos médicos disponíveis nessa região, ou algum disposto a vir.
– Não apele – ela se levantou. – Eu não me importo com a sua causa, nem com a deles – deu-lhe as costas e retornou para a tenda.
A exaustão começava a cravar suas garras nela, tornando seus ombros pesados e fazendo seus olhos de mel arderem. Encheu uma bacia com água de um jarro e lavou as mãos. Molhou um pedaço de pano e o torceu, colocando-o sobre sua testa quando se deitou na cama improvisada. Sentiu falta de sua cama, de sua loja, do cheiro de café passado a noite. Para onde iria quando aquilo acabasse?
– Tudo certo aí, senhorita?
A voz de Lucio a arrastou para fora da sensação de dormência de um sono que quase dormira. Suspirou, sentindo a cabeça doer.
– Não, meu caro.
– Há algo que eu possa fazer?
– Você pode dormir e se recuperar. Isso me ajudaria e muito.
– Não consigo dormir, maga.
‘‘Mas eu consigo’’, pensou ela enquanto apertava a ponte do nariz. ‘‘E eu preciso’’.
Ela levantou-se respirando fundo, deixando o pano dentro da bacia. Caminhou até a mesa onde havia disposto suas poções e afins e apanhou um pequeno frasco de líquido avermelhado. Sentou-se no banco ao lado do leito de Lucio e o encarou.
– Você precisa dormir, estou falando sério.
– Não consigo – mordeu o lábio inferior.
– Do que está com medo? Responda honestamente.
– Medo? – fitou-a com um sorriso maroto. – Eu não estou com medo de nada, maga!
Belladonna cruzou os braços, esperando. Lucio desviou o olhar, sentindo a impaciência dela. Estava encurralado.
– Da última vez que me deram ervas para a dor, eu… Vi coisas. Alucinei, eu acho.
– O que você viu?
– O próprio Demônio – sua voz saiu em um sussurro. – Ou ao menos eu acho que ele era. Não quero vê-lo de novo.
Os olhos cor de mel se arregalaram.
– Me diga como ele era.
– Se parecia com um bode. Tinha chifres, até.
– Ele pediu algo de você?
– Como sabe? – Lucio tornou a fitá-la.
– O que ele pediu? – insistiu.
– Eu não me lembro.
A maga relaxou os braços, ponderando. Não acreditava de todo na resposta dele, mas estava cansada demais para insistir naquela conversa.
– Como sabe da aparência do Demônio e que ele me pediu alguma coisa, maga?
Daquela vez, seu tom não era de brincadeira e tampouco mera curiosidade. Parecia acusá-la com os olhos prateados, o que a irritou.
– Minhas ervas não causam alucinações a menos que seja isso que eu queira provocar. Isso aqui vai te ajudar a dormir um sono profundo e sem sonhos – mostrou-lhe o frasco. – Se você não dormir, juro pelos deuses, vou deixá-lo morrer.
– Não se atreveria – ele estreitou o olhar. – Tenho dezenas de homens sob meu comando, trariam você de volta num piscar de olhos.
– Você quer mesmo contrariar uma maga? – Belladonna aproximou o rosto do dele, falando ameaçadoramente baixo. – Faça o que eu estou dizendo, ou irei embora agora mesmo, e nenhum dos seus homens vai ser capaz de me impedir.
A faceta séria de Lucio se desfez quando ele riu sonoramente.
– Gostei de você! É divertida! Fique com a gente, Belladonna.
– Não – afastou-se com um suspiro. – Durma, mercenário.
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Era tarde da noite em Galadia quando ela terminara de limpar sua loja e deixar tudo nos conformes para a manhã seguinte. Os cabelos castanhos curtos estavam bagunçados, mais se pareciam com lã de ovelha que com cabelo. Todas as ervas para poções estavam organizadas em ordem alfabética e a sala de consultas estava impecável. O chão estava varrido, o pó tirado, as cortinas e janelas devidamente fechadas, assim como a porta. Um bocejo foi o sinal de que estava na hora de ir para a cama para estar descansada no dia seguinte. Desfez o nó do lenço negro ao redor de seu largo quadril e deu as costas para a loja a fim de subir para o andar de seus aposentos.
Mal havia colocado o pé direito no degrau da escada quando ouviu batidas na porta. Seu primeiro instinto foi alcançar a adaga que mantinha em sua cintura, mas algo na urgência das batidas a deixara preocupada.
– Maga?! Abra a porta! É um caso de vida ou morte!
Ela se aproximou com cautela da porta, adaga em mão, pronta para o que fosse preciso. Deparou-se com alguém que se assimilava a um mercenário, os longos cabelos pretos de pontas louras em uma trança comprida.
– Você é a maga Belladonna?!
– Sim. Algum problema?
– Meu amigo precisa da sua ajuda! Ele feriu o braço em uma luta e está infeccionando rápido demais!
– Qual o tamanho do corte e o tipo da lâmina que o cortou?
– Foi um corte pequeno, de raspão e o aço é do exército verônico!
Belladonna arrepiou-se ao ouvir aquilo. Era uma situação familiar demais a ela.
– Me dê um minuto – deu-lhe as costas para adentrar sua loja.
– Não tenho nenhum minuto a perder! Precisamos ir!
– Preciso de ervas.
– Por favor, seja rápida!
Belladonna apanhou das estantes e mostruários de sua loja todas as ervas, poções prontas, raízes, ingredientes raros, um pequeno pilão e alguns vasilhames e então saiu, trancando sua loja as pressas. O estranho montou em seu cavalo e estendeu a mão para ajudá-la a montar, avançando noite adentro.
Ela sabia que os médicos de Galadia estavam ocupados com as batalhas que aconteciam em cidades vizinhas desde a convocação feita por Prakra, mas não imaginava que todos tivessem deixado a cidade. Conforme avançavam pela noite, percebera onde ele estava a levando. Além dos portões de Galadia, seguindo para o norte através de uma densa floresta, estava a cidade de Annyala. Apesar de não parecer haver nenhum confronto em andamento, havia uma espécie de acampamento em seus portões. Talvez após quaisquer confrontos que pudessem ter ocorrido os homens tivessem se instalado lá.
Ele desmontou primeiro e ajudou a descer, correndo até uma das tendas em campo, no que ela o seguiu. Em seu interior, um homem gritava, de dor e talvez desespero, os cabelos louros desalinhados enquanto ele se debatia no leito improvisado, sendo mantido no lugar por outros dois homens.
– Me deixem! – esbravejava. – Eu estou bem! Foi só um arranhão!
– Não foi só um arranhão, Lucio! – disse um dos homens. – Beber cerveja não vai ajudar!
– Ela é a médica? – indagou o outro homem, que a encarava com certa apreensão.
– Não encontrei nenhum por perto. Ela é uma maga, é o mais próximo que encontrei de ajuda, e precisei cavalgar até Galadia para encontrá-la!
– Maga, diga a eles que é só um arranhão! – o tal Lucio, pálido como cera de vela e com olheiras profundas, a encarou.
– Preciso de bastante iluminação – entreolhou os companheiros dele.
O homem que a levara saiu da tenda e retornou com um archote, se posicionando sobre Lucio. Belladonna pediu licença ao enfermo para rasgar sua camisa. Sob a luz podia-se ver veias cujo sangue estava enegrecido. Ela respirou fundo e o encarou.
– Há quanto tempo se feriu?
– Há algumas horas, durante a nossa vitória contra aqueles bastardos verônicos do inferno! – Lucio grunhiu com um sorriso.
Belladonna piscou algumas vezes, atônita, e voltou-se para o trio.
– Preciso de tecido de algodão limpo, tudo que puderem me dar. Preciso que água seja fervida, ao menos meio balde, vodca, se houver alguma…
– Não temos vodca, apenas rum.
– Serve – apertou a ponte do nariz. – Um cinto, grosso, de preferência – suspirou.
– Pensei ter dito que não era médica – o moreno a encarou enquanto seus dois companheiros deixavam a tenda para encontrar o que ela requisitara. Ele entregou-lhe uma banqueta para que ela pudesse se sentar ao lado do loiro.
– Não sou médica, mas um dos meus amigos é. Passei muito tempo ajudando, mas ainda sou apenas uma maga. Sinto muito, estamos conversando durante todo esse tempo, e eu nem sei os nomes de vocês – entreolhou-os.
– Meu nome é Valerius Hildegard – o moreno se apresentou.
– Lucio Morgasson – o loiro grunhiu, levantando o bom braço trêmulo em um fraco aceno de mão. – Os outros dois são Dan e Bran.
Valerius voltou-se para sua própria cintura, desafivelando o cinto e mostrando a ela.
– Esse seria grosso o suficiente?
– Vai servir – ela aceitou. – Posso usar essa mesa? – indicou a mesma, atrás de Valerius.
– É claro – ele prontamente posicionou a mesa próximo a ela.
– Agora, permitam que eu seja clara sobre o que está acontecendo – disse enquanto retirava de sua bolsa as coisas que havia trazido. – A ferida está infeccionada além de qualquer remediação. Este braço está perdido, eu receio, metade dele.
– Não, sem essa! – Lucio logo protestou. – Você é uma maga, faça alguma magia! O corte nem é tão grave assim!
– Me ouça com atenção, mercenário – encarou-o. – Não sou médica, e apesar de trabalhar com curas e variados remédios, há um limite para o que eu ou um médico pode fazer. Seu braço está infeccionado e se não se livrar de metade dele, a infecção o matará dentro de algumas horas, entendeu?
– O aço não perfurou tão fundo! Deve ter alguma coisa que possa fazer!
– O aço do exército verônico não é aço comum! – irritou-se. – Vocês enquanto mercenários deveriam saber disso melhor que eu! Aço luciferiano, Lucio, esse é o aço que te cortou! Um aço amaldiçoado durante a forja, misturado a obsidiana retirada do Poço do Desespero! Um mero arranhão e um homem cai morto em questão de algumas horas!
– Nós nunca ouvimos falar sobre isso – Valerius a encarou.
– Então seus espiões não estão fazendo um bom trabalho – concluiu.
– E como você poderia saber?! – Lucio se esforçou para sentar, no que ela apenas pousou a mão sobre seu peito e o deitou na cama novamente.
– Estudei a lâmina antes e aqueles que foram feridos por ela. Foi feita para não deixar sobreviventes do campo de batalha. Não há cura se isso chegar ao seu coração – apontou para o pequeno corte enegrecido perto do cotovelo dele. – Então escolha: viver sem metade do braço ou morrer inteiro!
Lucio engoliu a seco, desviando o olhar. Valerius irritou-se com ele.
– Não seja tão orgulhoso! Pelos deuses, homem!
– E se você estiver errada? – seus olhos prateados estavam marejados conforme a encarava.
– Não estou. Lidei com muitos corpos de gente morta por esse aço. A julgar pela sua cara e pelo estado em que seu braço se encontra, posso estimar um máximo de duas horas de vida se não agirmos logo.
Ele respirou fundo e consentiu em seguida. Ela podia sentir seu temor e o horror em seu olhar quando ele a encarou.
– Faça o que tiver se ser feito.
Belladonna levantou-se em um salto, retirando algumas ervas de sacos avulsos e as colocando dentro do pequeno pilão. Apanhou um frasco pequeno e um conta-gotas, pingando o líquido translúcido no pilão de madeira.
– O que é isso? – indagou Valerius.
– Coroa da Rainha para cicatrização – referiu-se as flores douradas. – Unhas de Dragão para a dor – referiu-se as sementes vermelhas. – E Lágrimas de Unicórnio para parar a infecção antes que chegue ao coração – contava as gotas que pingava.
– Lágrimas de Unicórnio são um dos itens mais difíceis de se conseguir – o moreno a encarou. – E só se encontra ilegalmente.
– Estou ciente disso – respondeu enquanto pilava os ingredientes. – Se quiser me prender por isso, faça isso depois de eu salvar o seu amigo. Eu suponho que vocês não tenham algum serrote dando bobeira por aí… – encarou-o.
– Serrote?! – Lucio alarmou-se.
– Não – Valerius engoliu a seco.
– Uma espada, a mais afiada que tiverem, e seu melhor espadachim.
– Seria eu e Veneno do Coração – tirou sua espada da cintura.
– Vai ter que servir.
Logo os dois outros companheiros dos mercenários retornaram a tenda com os itens solicitados, que a maga organizou metodicamente. Fitou Lucio com receio, apreensivamente. Tomou uma das raízes que havia trazido e descascou parte dela.
– Coração de Mandrágora – mostrou-lhe. – Ela tem um gosto terrível, mas deixará seu corpo inteiro dormente se mastigar e engolir tudo. Com sorte não sentirá sequer a pressão que faremos. Será mais fácil não sentir nada enquanto… Bem, você sabe – engoliu a seco.
O queixo de Lucio tremia, mas ele não protestou quando Belladonna colocou a raiz em sua boca. A contragosto e com muito esforço, mastigou a raiz inteira e a engoliu, e ela posicionou o cinto em seu braço, apertando-o com firmeza.
– Vocês podem esperar lá fora, se quiserem – entreolhou os outros mercenários. – Não será uma visão agradável, e menos ainda o cheiro do sangue.
– Não precisaremos segurá-lo? – indagou Valerius.
– Não creio que seja necessário mais de uma pessoa. Ele não conseguirá se mover, mas também não sentirá nada. Eu segurarei o braço dele e você o cortará.
– Por que os médicos não usam essa raiz? – Valerius praguejou.
– Porque é uma raiz difícil de plantar e colher, de alto preço e que demanda muitos cuidados em armazenamento. Um atraso caro para os médicos – e voltou-se para a garrafa de rum que haviam trazido, abrindo-a e tragando longos goles.
– Um gole? – Lucio a encarou com certa esperança.
– Infelizmente, pra você, não. A raiz fará efeito em alguns minutos. Beber qualquer coisa pode fazer com que se engasgue com seu próprio vômito depois. Se querem mesmo ajudar… – encarou Bran e Dan – Providenciem novas roupas para o seu amigo e para o leito – disse enquanto desafivelava o seu próprio e prendia o braço bom de Lucio a cama.
Receosos, seguiram seu conselho, e então deixaram a tenda. Belladonna tomou a espada de Valerius e a purificou nas chamas do archote, sob encantamentos que deixaram Lucio curioso.
– Feche seus olhos, Lucio – encarou-o uma última vez.
Sinopse: A maga Belladonna levava uma vida modesta na pacata cidade-estado de Galadia quando, em uma noite incomum, recebe um inesperado visitante com uma urgente missão: a de salvar seu amigo da morte certeira. Devido as muitas batalhas acontecendo no reino de Prakra, a maioria dos médicos encontra-se ocupada, e cabe a Belladonna tratar da ferida fatal de um jovem e ambicioso mercenário, sem saber, no entanto, que sua vida jamais seria a mesma a partir de então.
~segunda aesthetic que eu fiz para a fanfic, mas não ficou exatamente como eu queria~
Thank you so much for your ideas and suggestions! ❤
It took me wayyy too long but it was such a learning curve to study and try to reproduce such different characters, anatomies, and most of all ways of drawing/coloring, while trying to keep them together and unified in my own style...