Batalhão Piracicabano, Batalhão 7 de Setembro, Batalhão Barbosa e Silva, Coluna Adauto Melo, Esquadrão Coronel Artigas, Regimento Esportivo - ReproduçãoA cidade contribuiu com 900 voluntários – inclusive mulheres - e teve uma presença notável no movimento que marcou a história de São Paulo e do Brasil.Quando pensamos na Revolução Constitucionalista de 1932, a cidade de Piracicaba tem um lugar especial na narrativa desse capítulo da história brasileira. Nove décadas após o evento, o legado da cidade paulista na revolta contra o governo de Getúlio Vargas é indiscutível.Há 91 anos, nos dias subsequentes ao 9 de julho de 1932, Piracicaba enviou por volta de 900 voluntários para lutar nessa guerra civil.Embora 17 desses combatentes tenham perdido suas vidas, a contribuição da cidade foi muito além das cifras. Entre os marcos da participação piracicabana, destacam-se a liderança política de Francisco Morato e a inovação tecnológica conhecida como matraca, um dispositivo que imitava o som de metralhadoras.A revolta de 1932 foi alimentada pela insatisfação dos paulistas com a administração de Vargas, que chegou ao poder em 1930 através de um golpe de estado. Os insatisfeitos paulistas buscavam a convocação de uma Assembleia Constituinte para substituir o governo provisório, que havia usurpado parte da autonomia dos estados.No centro dessa insatisfação estava Francisco Morato, nascido em Piracicaba em 17 de outubro de 1868. Segundo o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Morato, que era advogado e líder do Partido Democrático (PD), almejava ser indicado governador de São Paulo, promessa que nunca foi cumprida por Vargas. A tentativa de Morato de um acordo pacífico com o governo provisório foi infrutífera, culminando em uma declaração de ruptura com o regime em 6 de abril de 1931.A resposta de Piracicaba à revolução foi imediata. Na capital paulista, três homens se reuniram em um hotel com o objetivo de organizar a cidade em busca da consolidação de uma constituição. Entre eles estava Octávio Teixeira Mendes, nascido em 1882 e formado em engenharia mecânica pela Escola Politécnica da USP. Ao voltar para Piracicaba, Mendes iniciou sua carreira docente na Esalq-USP e se casou com Leonina Marques, com quem teve 14 filhos.Com 50 anos quando a revolução começou, Mendes alistou-se para lutar ao lado de cinco de seus filhos. Durante o conflito, Mendes desenvolveu a matraca, dispositivo que simulava o som de disparos de metralhadora. Infelizmente, a falta de apoio de outros estados e investimento impediu a progressão dos revoltosos.O fim da revolução em 2 de outubro de 1932 não marcou o fim do legado de Mendes, que retornou a Piracicaba após o conflito e faleceu em 26 de outubro de 1945, vítima de câncer. Piracicaba foi o ponto de partida de dois batalhões que lutaram na revolução, um com 600 pessoas em 16 de julho e outro com cerca de 300 pessoas em 24 de julho. Entre eles estavam 12 mulheres que atuaram na área de saúde dos batalhões paulistas. Após a derrota, muitos piracicabanos foram aprisionados e outros exilados, mas a influência – e o exemplo - da cidade nesse evento histórico permanece viva até hoje. Por fim, em 1934, Getúlio cedeu e passou a governar sob uma Constituição. A batalha foi perdida, mas a guerra foi vencida.Conheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/KWamPqnT7GBID42fLMlm1HYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias de PiracicabaPara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg