estar longe de você é como não comer carne e eu sou vegetariana
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estar longe de você é como não comer carne e eu sou vegetariana

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People have different ideas on what love is. Mine is a bit of eccentric. I don’t want it to be perfect, I just want it to be felt. I want someone who I can rely on and who feels safe to rely on me. I want someone to hug me when I’m sad and surprise me with the smallest and simplest things like cute messages on post-its or late-night texts so I can wake up in the morning to. I want someone who I can hold hands and take silly photographs and be myself. I want someone who understands I sometimes may need my own space to think and breath, but that doesn’t mean I love having company any less. I want someone who can see my demons, accept them and even pet them, and I want to see my partner’s demons too. I want someone who realizes what is like to be in love with me, along with the madness and instability and joy of it. I know I’ll feel it too. I want someone who will talk to me and make things clear in order to avoid any fights. Love is not about fighting. Love is funny and maybe this is not your ideal of love, but it’s mine. Love means freedom, being there, give and receive – and I believe that’s all.
O terceiro ano do Ensino Médio e algumas dicas.
Começo esse texto com um spoiler do terceiro ano: é o pior e o melhor ano da sua vida escolar. O melhor porque é o último, você está se formando, sua turma se sente a dona do colégio por ser a mais velha, uma vez por mês (geralmente) há trotes onde todos vão fantasiados, tiram fotos a manhã toda e nenhum professor consegue realmente lecionar. E o pior porque, bom... por todos os motivos citados anteriormente. É no terceirão que você sente a responsabilidade chegando, muitas vezes junto à maioridade e cobranças. Você pode se posicionar em relação a isso de duas maneiras e, aqui, peço licença para usar palavrões: ou se foder, ou ligar o foda-se.
Se você quer passar seu primeiro ano fora da escola em uma universidade, seja ela federal, estadual, ou particular, você vai ter que estudar. Obviamente, o quanto você vai estudar varia com o curso, a instituição e o local que você almeja. Então, para isso, você tem que encarar o terceiro ano não só como o último, mas sim como O ÚLTIMO MESMO, de modo que alguns esforços tenham que ser feitos e maratonas de séries adiadas. Ou seja, de alguma maneira, você vai se foder. Por outro lado, se seu plano para o ano seguinte é fazer algo que não envolva a palavra VESTIBULAR – que é socada no seu vocabulário logo no primeiro ano do Ensino Médio, você se lembra, não? – ou qualquer outro tipo de prova/concurso, então, meu amigo, ligue o foda-se. O terceirão vai ser pra você o País das Maravilhas e, para os professores, seus colegas e a coordenação, o Inferno. Geralmente pessoas desse segundo caso passam o ano inteiro se preocupando com o dia da formatura, o tema dos trotes e qual a playlist do DJ na festa.
O terceiro ano é exatamente isso: uma mistura desses dois casos, e esses dois tipos de pessoas convivendo juntas, todas as manhãs, cinco dias por semana. No terceirão, você vai rir, vai chorar, vai querer morrer, vai querer matar, vai querer que o dia acabe naquele exato momento assim como vai querer que ele não acabe nunca. Você vai tirar muita foto com a turma, com gente que você gosta, com gente que você não gosta e, na formatura, todo mundo vai chorar. Seus pais vão te falar que você não está estudando nada, mas também podem falar que você está estudando demais. “Estudo” e “terceiro ano” são termos intrínsecos hoje, visto que a maioria das escolas (as particulares, pelo menos) visam aprovações em boas faculdades e, bom, propaganda. A palavra “cursinho” vai soar como um destino pior que a cadeira elétrica, mas lá pra novembro você começa a se acostumar com a ideia. Ou não.
No terceiro ano, tudo acontece ao mesmo tempo, e ora as coisas acontecem muito rápido, ora muito devagar. Eu só sei que várias vezes parei para pensar essa semana e me encontrei constatando “foi um ano tão longo... mas passou tão rápido” e o terceirão, caros leitores, é exatamente assim.
Para você que está para entrar no seu último ano do Ensino Médio, deixo aqui algumas dicas: aproveite cada segundo. Não importa o seu objetivo, se você quer trabalhar como ajudante de padeiro, como caixa da banca de jornal, estudar letras na Unesp ou medicina na USP, aproveite cada segundo do seu último ano. Cada risada, cada piada interna na sala que só os próprios alunos entendem, cada conselho dos professores, cada bronca da coordenação. E lembre-se sempre de manter a calma, porque muita pressão está em cima de você. Estude, sim, mas não fique paranoico com relação a isso. Saia com os seus amigos, vá fazer uma caminhada. Nunca estude de sábado à noite, sábado a noite é dia de ver filme e/ou sair, distrair a cabeça. Quer estudar? Tudo bem, vá ver um filme sobre a Segunda Guerra, aquele que o professor falou e você anotou no canto do caderno, ou então vá ler sobre o desenvolvimento das pesquisas dos físicos dos dias de hoje, eu sei lá. Só não abra o caderno de sábado à noite, por favor. Preocupe-se com a formatura, sim. Com o a roupa, o cabelo, as 367 rifas que você vai ter que vender para pagar sua parte, tudo isso. O frio na barriga para a noite em que você vai poder gritar que está livre do Ensino Médio faz parte, e é importante. Dê a si mesmo o direito de comemorar, afinal. E apenas retomando e resumindo, uma última dica e consideração: se prepare, o terceirão é uma montanha-russa.
Clarice
Joyce era uma criança energética. Onze anos, pele morena e um cabelo cacheado que intrigava a todas as amigas. “Como ela deixa tão fofo?”, elas perguntavam. Vivia de brincar pela vizinhança, fazer amigos e correr pelo parque.
Certa manhã ensolarada, ao chegar lá, encontrou uma menina sentada no balanço. Parecia estar triste, perdida. Joyce achou estranha a presença da menina ali, e foi ver do que se tratava.
- Com licença? – perguntou, ao chegar perto da menina. – O que houve?
Joyce percebeu então que ela estava chorando.
- O que houve? – tentou novamente.
A menina enfim secou as lágrimas e olhou para ela.
- Você está perdida? – Joyce insistiu.
- Acho que sim – ela finalmente respondeu.
- Tudo bem, olha, vou tentar te ajudar. Meu nome é Joyce, e o seu?
- Clarice – respondeu a menina.
Elas começaram a conversar e Joyce descobriu que Clarice não era de lá. Tinha a pele clara, cabelos ruivos presos em duas tranças, e usava um vestido, ao ver de Joyce, estranho.
- Seu vestido é diferente – disse Joyce, em sua honestidade infantil.
- Sim, foi minha avó que costurou – Clarice disse, se animando um pouco.
- Você não sabe como voltar para casa? – perguntou Joyce.
- Não. Mas eles disseram que viriam me buscar.
Joyce, sem entender muito mas percebendo que Clarice não queria tanto conversar sobre o assunto, resolveu distrair a nova amiga, convidando-a para brincar pelo parque.
Passaram horas brincando de pega-pega, esconde-esconde e afins, até que se sentaram debaixo de uma sombra proporcionada por uma macieira para descansar. Nesse momento Clarice estava mais tranquila, ria e comentava sempre as bobagens que a nova amiga sugeria.
Naquele momento, por lá, passava João, o vizinho de Joyce. Tinha lá seus treze anos e sempre passava pelo parque para ir para a casa. A menina o avistou e o chamou.
- João, venha aqui! – exclamou Joyce. – Venha conhecer a Clarice!
João achou estranho, olhou para os dois lados, indeciso, para atravessar a rua, e foi. A menina, animada, o pegou pelo braço e o levou para perto da macieira.
- João, essa é a Clarice! Encontrei ela aqui no balanço ela estava chorando, mas a gente conversou e ficou brincando por horas. Agora ela está mais feliz. Não seja tímido, fale oi pra ela!
O menino olhou para onde Joyce apontava e depois para a amiga.
- Joyce? – perguntou João.
- Sim? – respondeu a menina.
- Não tem ninguém aqui.

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Ei, manas.
Ei, manas
Vamos combinar um negócio?
Só aqui, entre a gente?
Beleza, então vamos.
Que tal se a gente parasse de julgar outra mina pelas coisas que ela posta em redes sociais ou pelas roupas que ela usa? Tipo assim, vamos só fazer um teste mesmo. Não é nem um pouco legal julgar outra pessoa, isso todo mundo sabe, mas é ainda pior julgar aquela menina do andar debaixo, ou aquela outra que é ex do vizinho do seu primo, ou sua colega. Sabe por que? Porque a gente tem que ser mana, manas. Sim, irmãs. E nós, mulheres, meninas, moças, donzelas, minas, nós nunca vamos conseguir nada nessa vida e nesse mundo de hoje se uma não tiver a confiança da outra. Quem que vai cuidar de nós se nós mesmas não nos cuidarmos e nos posicionarmos umas pelas outras?
“Mas ah”, você pensa, “para, que drama,você está sendo uma bruxa feminista”. Bom, posso até estar, mas é tão difícil assim não chamar a colega de puta porque ela postou uma foto com roupa curta? Ou de fácil porque ela anda com vários amigos? Tudo bem, gente chata tem em todo lugar e a mina pode ser um porre e só ter ideia que você discorde, certo, a vida é assim e a gente sempre vai trombar com uma ou outra pessoa que pense coisas que nós, bom, não pensamos. Mas tem mesmo, toda vez que uma crítica for feita sobre a mina, criticar o corpo dela ou o fato dela ter pego três aquela noite? Vocês não acham que uma coisa não tem nada a ver com a outra? Reclamar de um discurso ou de um mal entendido é uma coisa, mas jogar a culpa e o foco da discussão no tamanho do short da menina é sacanagem. Simplesmente não faz sentido.
Agora, tá, se vocês acham que eu estou exagerando, vamos fazer o seguinte exercício: coloque-se no lugar da menina. Se você postasse uma foto, ia querer gente enchendo o saco porque sua barriga não é a mesma que a modelo da revista? Se você tivesse discutido num grupo, iam querer que descontassem em você não pelo que você expressou, mas pelo tamanho da roupa que você estava usando? Sobre namoros, rolos, traições e o cacete eu nem comento: chamar de vadia todo mundo chama, mas vocês que chamam são tudo boca virgem, né? Nunca beijaram ninguém não, né? Tá bom, sim.
Esse texto é um puxão de orelha sim, porém um puxão de orelha carinhoso e que vem com um algodão-doce rosa, porque o propósito dele é o seguinte: vamos parar de julgar as outras manas e de colocá-las como inimigas, certo? Porque elas não são, nós não somos tão rasas assim, e temos que nos unir para que sejamos sempre mais manas, e não vivermos em pé de guerra. Debater? Pode. Discordar? Pode também. O que não pode é, na hora de falar, apelar pro físico ou pro sexual, porque isso não tem nada a ver e muita gente já faz automaticamente por nós. Tá bem? Então é isso. Sejamos mais manas, manas.