Roy aceito.
Sem duvida foi a decisão mais difícil, mas depois de ponderarmos muito, escolhemos a ficha da Thaís. Seja bem vinda e por favor nos mande o tumblr do Roy.
Amostra de turno:
Roy tamborilava os dedos no volante, ato que era habitual em sua vida quando o mesmo estava nervoso, e olhava para o engarrafamento a sua frente. Dirigir sempre havia sido algo que ele gostava de fazer, não era como os pais que para onde iam, não importando se era a mil milhas ou logo ali na esquina, tinham um motorista a sua disposição. Se sentia independente, o que realmente era, quando dirigia, mas pela primeira vez ele só queria tirar todos aqueles carros, motos, ônibus e etc. da frente para poder chegar logo ao seu destino. Sua cabeça latejava só de imaginar a reação da mãe quando contasse. Provavelmente tentaria matá-lo. Seu pai possivelmente o olharia com desgosto, concordando com tudo o que sua mãe proferia, assim como sempre acontecia desde que Emerald havia entrando em suas vidas.
Ele não se arrependia de sua escolha, achava ser o momento certo e a hora certa para fazer o pedido e nada pudera segurá-lo quando vira o belo anel que, definitivamente, era destinado a namorada. Apesar de todas as brigas e discussões, Prescott sempre soubera que nenhuma outra pessoa no mundo iria conseguir mexer com ele como ela conseguia. Sempre com aquele seu jeito irreverente e honesto de ser, cativara Roy sem nem precisar fazer esforço, o que era bastante perturbador para ele considerando todo o seu histórico “romântico”, mas já esperado pelo o que algumas pessoas gostam de chamar de destino.
Ficara feliz ao ouvir Emerald dizer-lhe um grande “sim”, era importante para ele saber que não estava entrando naquele relacionamento de cabeça sozinho e que não era o único a achar que estavam prontos para o próximo passo na vida dos dois. Podia até escutar sua mãe o chamando de estúpido e dizendo que conseguiria coisa muito melhor se procurasse bem, Coreen só não sabia que o melhor para ele era Emerald e que nem mesmo ela conseguiria mudar aquilo.
Ficara exatos vinte minutos tentando chegar até a grande mansão dos Prescotts. Os portões somente foram abertos depois do garoto se identificar, o que ele achava realmente estúpido, mas que seus pais faziam questão. Estacionou o carro em frente a porta de casa, pouco se importava se atrapalharia a passagem ou não, e desceu do carro com o celular em mãos. Mandara uma mensagem de texto para a noiva, avisando que havia chegado e que teriam que conversar depois - todos eles juntos. Girou a maçaneta da porta e colocou apenas a cabeça para dentro, procurando qualquer vestígio de pessoas vivas dentro de casa. Nao se passaram nem dez segundos e Roy viu uma das empregadas aproximar-se e o oferecesse milhões de coisas, sempre lembrando-se de soar bastante educada por conta do medo de perder o emprego. - Sr. Prescott, sem querer me interpor no que está fazendo, mas por que não entra em casa? - Roy olhou para o chão e para a empregada umas três vezes seguidas e então finalmente entrou em casa e fechou a porta, sem tentar fazer nada. - Não quero nada, obrigado. - Disse, fazendo a mulher recuar um pouco, e colocou as mãos nos bolsos. A casa estava mais silenciosa do que o normal, não que o silêncio também não reinasse em momentos comuns. Começou a balançar-se para frente e para trás, mordendo o lábio sem saber se deveria dispensar a mulher ou apenas dizer que voltava em uma hora mais oportuna. - Sr. Presco… - A empregada começou, mas Roy logo a interrompeu, pois percebeu que não poderia adiar aquilo, se necessário fosse esperaria ali até os pais aparecerem. - Meus pais. Onde eles estão? - Observou ela apontar para a sala e ele assentiu, dispensando-a logo em seguida.
Não se apressara muito para chegar até a grande sala de estar da casa dos pais, não tinha pressa para fazer aquilo, sabia no que resultaria mesmo. Acabou por demorar quase diz minutos para chegar as portas, respirou fundo e, com passos curtos, entrou no local. Enquanto sra. Prescott se empenhava em escrever algo, sr. Prescott lia o jornal como se realmente se importasse com o que tinha escrito ali - a não ser que fosse mais um critica sobre o seu trabalho ou hotéis. Ficou parado, por alguns minutos, apenas fitando os dois. Será que reagiram realmente como ele havia pensado? Será que não seriam capazes de aceitar que era aquilo que ele queria? Deu um passo a mais para frente, mas o carpete não o ajudou muito e acabou entregando que alguém além dos dois senhores estava ali. Seu pai abaixou o jornal e sua mãe apenas olhou por cima dos óculos. O olhavam da mesma maneira de sempre, mas algo dizia para Roy que aquilo mudaria logo.
Ele respirou fundo e abriu a boca para falar, mas foi interrompido pelo pai. - Alexander, o que faz aqui? Não deveria estar no trabalho? - No mesmo momento ele olhou para o relógio, deveria mesmo estar trabalhando, mas pouco se importava com aquilo naquele momento. Sua mãe parecia esperar pelo pior, como se já soubesse o que ele tinha a dizer, era estranho, porém a mulher sempre conseguia entender o filho apenas com uma troca de olhares. - O que venho anunciar é mais importante do que o trabalho no momento, pai. - Disse, empenhando-se para manter a voz firme e o mais natural possível. Observou sra. Prescott retirar os óculos e ajeitar-se na cadeira em que estava sentada. - Pois bem. Nos diga o que é tão importante para fazê-lo faltar o trabalho só para nos contar. - Roy suspirou e fechou os olhos por alguns segundos, não acreditava que estava fazendo aquilo, apesar de não poder estar mais feliz do que imaginava ser possível. Abriu os olhos lentamente e apenas deixou que as palavras saíssem de sua boca como se fosse uma coisa normal de se contar aos pais. - Eu estou noivo.












