Une Opinion Légèrement Politique
Eu não sei francês, mas tenho minhas visões políticas mesmo sem saber muito sobre o assunto. Vão além do que eu observo na maioria. Se são avançadas, não tenho certeza, mas tenho a convicção que tentam, ao máximo, ser. O que realmente importa é ser humano. A partir daí, todos possuem alguma opinião, todos são ligeiramente políticos.
Justificada a minha insipiência política, posso dizer o que de fato penso sobre as pessoas que habitam este planeta. Somos muito diferentes e ao mesmo tempo ignorantes. Buscamos nas outras pessoas o que é igual, o que se assemelha a nós mesmos e é isso que torna difícil a convivência. É isso que traz tantas desavenças e desentendimentos em vários graus: de uma simples discussão a atos extremamente violentos. Sábios são aqueles que sabem conviver com as diferenças.
Ter a habilidade de saber se relacionar com as outras pessoas respeitando suas ideias mesmo sem aceitá-las, é um primeiro passo. Devemos ir mais adiante. Precisamos evoluir e dar um passo à frente! Temos que ser empáticos, mas de verdade, não essa empatia que a maior parte das pessoas dizem ter. Precisamos exercitar esse dom com muito empenho, porque não é um aprendizado fácil. Há algumas maneiras de se adquirir essa característica de pessoas evoluídas (ou nem tanto). Uma delas, é experienciar. Com certeza a mais dolorosa e difícil.
Passar pela experiência que outro indivíduo viveu ou está vivendo, é, sem dúvida, a forma mais eficaz (e difícil) de entender a dor e também outros sentimentos. Porque compreender a felicidade do outro, por exemplo, também é uma forma de se colocar no lugar do próximo. Neste ponto, é preciso deixar claro que “simular” a felicidade alheia é muito mais fácil do que fazer o mesmo processo com a dor alheia. Simplesmente porque dói. Há exceções como, por exemplo, as pessoas que gostam de sentir os desprazeres da vida, mas isso é incomum, mas, sim, existe.
Uma outra forma, mais convencional, é utilizar o imaginário. Pensar e refletir sobre o que o outro está passando. Isso requer um tempo de concentração e maturação do pensamento e do sentimento. É entrar num lugar comum. Sair fora de si mesmo para passar, com a imaginação, pelo evento adventício.
Observando isso tudo, só acredito num mundo feliz quando houver a homogeneidade social. Em todos os sentidos, do material ao espiritual. Trata-se de um ato político. Pessoas morrem de fome, outras possuem muitos milhões nas suas contas bancárias. Há algo errado. Eu vivo num lugar com conforto e comida, já outros passam frio na rua. Por alguma razão há sim, algo muito errado neste planeta. É utópico, mas muito possível, um novo mundo. Devemos amar as diferenças para nos equipararmos socialmente. Precisamos estudar mais sobre política, já nos primeiros anos escolares. Empatia é um ato político! Un nouveau monde est possible!