Capitulo 07 - I temporada (I want you, now)
– Então é você? – Edward perguntou, ainda sem acreditar.
– Sim, sou eu. – Falei, sem querer olhá-lo. Ainda esperava pela decepção, que não veio. Edward sorriu largamente, levantou-se do banco e me abraçou.
Simples assim.
Puxou-me em direção ao seu peito forte e me apertou ali, com tanta força que me faltou ar. Mas foi bom. Eu poderia ter ficado ali para sempre, se não fosse o silêncio que caiu repentinamente sobre as pessoas na quadra.
Tentei olhar para trás para ver o que havia acontecido, mas Edward não me permitiu. Ao invés disso, sussurrou em minha orelha.
– Finja estar passando mal. – Ele disse.
– O quê? – Falei sem entender.
– Apenas faça isso. – Ele pediu. Bom, não seria tão difícil. Agora mesmo as minhas pernas estavam bambas apenas por sentir o seu hálito em minha orelha. Suspirei, fazendo que sim com a cabeça.
Edward então me pegou nos braços. Joguei os meus braços sobre seus ombros, escondendo meu rosto no seu pescoço.
– Professor, Isabella não está se sentindo muito bem. Vou levá-la à enfermaria. – Edward falou com uma voz lindamente inocente.
– Sim, sim. Vá Edward. – O professor falou, confiando cegamente no que ele dizia, afinal, ele era um aluno modelo.
Edward então saiu comigo do ginásio, me levando em direção ao seu carro, sem dar o menor sinal de que meu peso o incomodava.
– Pode me largar agora. – Eu disse, meio sem vontade, mas muito constrangida.
– Nunca. – Ele sussurrou no meu ouvido, me apertando ainda mais. Suspirei, sem querer discutir aquele assunto. Se ele não quisesse me largar nunca mesmo, eu não me importaria.
Edward então pegou a chave do seu carro, desativou o alarme, me levou em direção ao banco do passageiro e me colocou lá. Então deu a volta e entrou do outro lado, virando-se para mim e sorrindo abertamente. Encarei a minha mão, constrangida.
– O que foi aquele silêncio todo lá na quadra? – Perguntei querendo quebrar o silêncio aqui dentro.
– Não sei. Acho que foi por nossa causa. Todos estavam olhando na nossa direção. – Edward falou.
– Claro que estavam. – Falei sarcasticamente cobrindo meu rosto com as mãos. Se vergonha matasse...
– Está constrangida por ser vista me abraçando? – Ele perguntou com a voz neutra. Tive que rir.
– Não deveria ser ao contrário? – Eu devolvi olhando de olhos apertados para ele.
– Não vejo por quê. – Ele falou, dando de ombros.
– Não? Há uma semana você nem sabia que eu existia. Nem Marie nem Bella. – Falei.
– Mas agora não vejo a minha vida sem você. – Ele falou baixinho, olhando pra mim com atenção. Corei ainda mais, desviando o olhar. Edward ergueu a mão, pegando o meu queixo e me fazendo olhar para ele. – Por que você teima em se diminuir? Pelo que você dizia nos torpedos, achei que fosse careca, ou caolha, ou banguela, ou tudo ao mesmo tempo.
Tive que rir com essa.
– E se fosse? – Eu quis saber.
– Ainda seria a minha Marie. – Ele sussurrou, aproximando seus lábios dos meus. Sem reação, não pude fazer nada a não ser fechar os olhos e separar os lábios, em expectativa.
Eu já havia imaginado os beijos de Edward diversas vezes, mas nada havia me preparado para aquilo.
Seus lábios macios nos meus pareciam ativar fogos de artifício em todas as minhas terminações nervosas. Meu corpo inteiro amoleceu e Edward teve que passar um de seus braços pela minha cintura para me segurar no lugar.
Ergui minha mão em direção ao seu ombro, sentindo seus músculos firmes contraindo sob os meus dedos. A outra mão, levei aos seus cabelos, finalmente matando um desejo que tinha há muito tempo, que era de tocá-los. E sim, eram tão macios quanto pareciam.
Sua língua quente então invadiu a minha boca, seu hálito me preenchendo completamente. Estava tonta, inebriada, fora de mim.
Quando faltou ar, Edward me afastou, seus dedos acariciando o meu rosto delicadamente.
– Tudo isso por medo de que eu continuasse a ler o seu diário? – Ele perguntou, divertido.
– Não. Não aguentei te ver tão chateado por minha causa. – Eu disse, olhando para ele, interessada. – Parecia triste ao ler o diário.
– Sim. Estava irritado por não poder estar com você, não te tocar. – Ele falou, tocando meu lábio inferior com o polegar. Minha boca se abriu novamente, de forma involuntária.
Edward sorriu e então voltou a colar seus lábios nos meus, seus dedos se enrolando nos meus cabelos carinhosamente.
Então novamente nos afastamos.
– Isabella Marie Swan. – Ele disse, sorrindo e me encarando atentamente.
– Já disse, prefiro Bella. – Eu falei.
– Bella. – Ele riu. – Bella, você não tem ideia de como estou feliz em finalmente te conhecer.
Olhei naqueles profundos olhos verdes de Edward, me perdendo ali. Achava que o conhecia bem o suficiente para saber quando ele falava a verdade e não achava que ele estava mentindo.
– Achei que ficaria decepcionado. – Resmunguei, olhando para o colarinho de sua camisa.
– Por quê? Você é linda. – Ele disse, seu nariz indo parar na curva do meu pescoço. Suspirei, me derretendo em seus braços.
– Não sou nenhuma Tania Denali. – Eu falei, apertando os lábios em seguida. Seus lábios colaram-se em meu pescoço.
– Não, não é. É muito melhor. – Ele respondeu. Então se afastou e acariciou meu rosto mais uma vez, olhando nos meus olhos. – Você foi a única que me viu por quem eu realmente sou e me aceitou completamente. O que mais eu poderia querer?
Não tive como não sorrir, feliz.
– E você fez o mesmo por mim. – Eu disse.
– Nada mais justo. – Ele riu.
Então o sinal que anunciava o fim das aulas tocou. Olhei na direção do ginásio.
– Tenho que pegar as minhas coisas. – Falei.
– Eu também. Vamos? – Ele perguntou. Acenei que sim com a cabeça e saí do carro.
Edward seguiu andando ao meu lado, vez ou outra me olhando e sorrindo. Eu estava tão feliz que poderia ter saído voando.
Quando entramos no ginásio, o professor perguntou como eu me sentia.
– Melhor. Foi apenas uma tontura. – Eu disse. O professor pareceu acreditar, então segui com Edward em direção aos vestiários. Edward foi para o masculino e eu para o feminino.
Ao entrar no vestiário, todas as garotas me encararam. Jessica imediatamente correu para me atacar.
– GA-RO-TA! – Ela exclamou, desse jeitinho mesmo, soletrando. – O que foi aquilo com o Edward Cullen?
– Não foi nada, Jess. Eu me senti um pouco tonta e fui até a arquibancada para sentar, mas passei mal e Edward me segurou, já que estava perto. Só isso. – Menti descaradamente. Jessica era fofoqueira demais e eu não confiava nem por um segundo nela.
– Ah, que pena! Mas ainda assim... Estar nos braços daquele gato... Aff, fico até quente só de pensar. – Ela falou, fazendo várias garotas rirem. Sorri amarelo, juntando minhas coisas e pensando: “Beijá-lo é ainda melhor!”.
Com um sorrisinho besta nos lábios, saí do vestiário. Incrivelmente, Edward me esperava do lado de fora.
– Vamos? – Ele perguntou estendendo a mão para mim, fazendo várias pessoas que estavam em volta olharem para nós com curiosidade.
– Aonde? – Perguntei baixinho, aceitando a sua mão. Quando que eu ia negar né gente?
– A qualquer lugar. Quero saber mais de você, qualquer coisa. – Ele disse, me levando para fora do ginásio. Ele já iria seguir em direção ao seu carro, mas o parei, apontando para a minha caminhonete. – Ah, você é a dona daquela picape barulhenta.
– Ei, não fale mal do carro. – Reclamei, fazendo bico. Edward meramente riu, estalando seus lábios nos meus. Meu coração imediatamente disparou, a respiração acelerando.
– Por que não fazemos o seguinte: você leva o carro até a sua casa e eu te sigo. De lá pensamos em algum lugar para ir, que tal? – Edward perguntou, colocando o braço em volta da minha cintura e caminhando em direção à minha caminhonete.
Sacudi a cabeça, tentando descobrir se estava realmente acordada.
– Parece que eu já te conheço há séculos. – Murmurei, quando paramos ao lado do meu carro.
– Eu sinto o mesmo. – Ele então encostou o seu corpo no meu e me beijou. Fiquei tonta, claro, e me perguntei se seria assim todas as vezes que o beijasse. Esperava que sim. – Estarei logo atrás de você.
Concordei com a cabeça e entrei no carro.
Saí do estacionamento e segui para casa. Olhava pelo retrovisor a cada segundo, para ter certeza de que Edward estava mesmo me seguindo.
E de repente uma realização me atingiu, fazendo meu coração perder uma batida.
Eu estaria saindo em um encontro com Edward Cullen!
Agora eu tinha certeza: estava mesmo sonhando. Mas não estava a fim de acordar nem tão cedo.
Parei a minha picape na entrada de carros e Edward parou seu carro ao lado da calçada. Desci e ele me seguiu até a porta, olhando tudo com atenção.
– Então é aqui que você mora? – Ele perguntou. Então estreitou os olhos. – Espera... Você é a filha do Chefe Swan?
– Sou sim. – Falei. Então estreitei os olhos e sorri malignamente. – Com medo?
Edward meramente riu, me abraçando pela cintura.
– Não tem ninguém em casa? – Ele quis saber.
– Não, meu pai ainda não chegou do trabalho.
Abri a porta e entramos.
– Você pode esperar na sala enquanto eu guardo as minhas coisas? – Perguntei, me virando para ele e apontando para a sala.
– Tudo bem. – Ele seguiu para onde eu havia indicado. Subi as escadas praticamente correndo. Joguei a minha mochila de qualquer jeito no chão e me olhei no espelho.
Bom, meu cabelo havia resolvido cooperar comigo hoje, graças aos deuses.
Eu havia ido para a escola com uma calça jeans, meu all star e um suéter folgado cinzento, nada sexy. Catei uma regata azul piscina no meu guarda-roupas e, como estava frio, peguei um casaco de couro marrom. Não sabia aonde iríamos ainda, tinha que me prevenir.
Então desci. Na sala, encontrei Edward muito concentrado na leitura do meu diário. Quase morri do coração ao me dar conta de que ele ainda tinha aquilo.
– Por que você ainda está lendo isso? – Eu perguntei meio esganiçada, entrando na sala e tentando puxar o diário de sua mão.
Edward desviou, escondendo o diário nas costas.
– É que ficou muito mais interessante agora que posso imaginar o seu rosto enquanto leio. – Ele falou divertido. Corei furiosamente, sem nem querer imaginar o que ele estivera lendo. Abaixei-me sobre ele, ainda tentando pegar o diário.
Edward apenas riu alto, me agarrando pela cintura e me desequilibrando. Caí deitada em seu colo e, quando dei por mim, seus lábios já estavam sobre os meus novamente.
Esqueci totalmente o quê eu estava tentando tomar dele, apenas me concentrando no calor do seu corpo encostado ao meu. Joguei meus braços em seus ombros fortes, acariciando os cabelos enrolados que havia em sua nuca.
– “Sua língua me invadia deixando meu corpo em chamas. Puxei-o mais para perto, sentindo seus dedos acariciando minha pele nua sob a blusa. Uma nova onda de calor se espalhou pelo meu corpo a partir daquele ponto. Seus dedos subiram ainda mais, indo parar no meu finíssimo sutiã...”. Quer que eu continue? – Edward sussurrou nos meus lábios, recitando algo que eu havia escrito no diário. Arfei, sentindo meu rosto esquentar ainda mais.
– Tarado... – Foi tudo o que pude formular, com os dedos de Edward roçando na pele que ficava exposta entre a barra da blusa e o cós da calça.
– Tarada. – Ele retrucou, sorrindo enquanto me beijava. Sua língua buscou passagem em minha boca e eu mais do que contente concedi.
Já estava ficando tonta pela falta de ar, mas quem precisa respirar mesmo?
Edward, no entanto, pareceu precisar, pois se afastou levemente, ofegando.
– Hmm... – Ele disse, encarando meus lábios. – O que você acha de ficarmos aqui mesmo? Veremos um filme, dessa vez realmente juntos.
A ideia era tentadora. Fiquei um pouco nervosa, pensando em ficar sozinha em casa com Edward.
OMG! OMG! Deuses, me ajudem!







