Rosa começou a gritar que a polĂcia estava vindo.
Na mesma hora TODO MUNDO parou de uma vez só . . . Exceto Castiel, que continuava a quebrar tudo e jogar coisas na direção do Nathaniel.
Nathaniel veio correndo até a gente com um olhar desesperado.
Ele fedia a bebida e suor. Eca.
Rosa cochichou pro Nathaniel avisando que era mentira, mas que ela precisava por controle no pessoal.
Foi quando o Nathaniel olhou pra tudo, acho que no calor do momento ele nem reparou a zona que estava o show.
O Nathaniel ficou sem palavras, ele tentava falar mas nada saĂa.
EntĂŁo ele tomou o megafone da Rosa e gritou: "Eu vou conversar com os policiais, por favor fiquem quietos e tentem arrumar tudo o mais rĂĄpido possĂvel."
Na mesma hora todo mundo começou a organizar tudo, esconder bebidas, etc.
IncrĂvel como o plano da Rosa deu certo.
Mas pude ouvir ao fundo a voz do Castiel gritando: "ARREGĂO ! ISSO Ă DESCULPINHA PRA FUGIR PORQUE SABIA QUE IA PERDER, SEU MERDA ! ARREGĂO DE MERDA !"
Eu pude sentir que o Nathaniel se irritou e hesitou um pouco, mas ele contou até mil e foi em frente.
Em poucos minutos estava tudo bem organizado.
Castiel estava sem nenhuma maquiagem, saiu tudo com o suor, ele fedia tanto quanto o Nathaniel. Eca.
Castiel veio correndo até onde eståvamos gritando "VOLTA AQUI, SEU VIADINHO" sem parar, ele corria na direção que o Nathaniel foi.
Ao chegar perto da gente, ele viu o Ken com a mĂŁo no meu ombro e parou na mesma hora.
Ele ficou quieto . . . E de repente me puxou de uma vez me abraçando enquanto olhava com carão pro Ken. Eca.
Eu comecei a gritar pra ele tirar aquela mĂŁo suada e fedida de cima de mim.
Eu estava me sentindo a pessoa mais imunda do universo !
ELE FEDIA MUITO !
Eu saĂ de lĂĄ correndo direto pro vestiĂĄrio.
Precisava tomar um banho e trocar aquela roupa que o Castiel ousou tocar.
Eu juro que quando ele estiver limpo vou bater nele, aliås, puxar o cabelo dele até o chão, isso, bem melhor.
Eu entrei no vestiĂĄrio desesperada, fui direto pro chuveiro.
Tomar banho Ă© otimo, mas sempre nos faz pensar muito . . . E bem, eu ainda estava tonta com o lance do Lysandre.
Admito que estar ali sozinha no "momento pensante" me fez chorar.
AliĂĄs, estĂĄ bem tarde, quantas horas se passaram durante essa treta toda ? Temos que ir pra casa, estranho meus pais nĂŁo terem ligado ainda.
Na hora de sair eu reparei que na correria tinha deixado a toalha dentro do meu armĂĄrio.
Mas logo lembrei de um detalhe: "Ken, pode pegar a toalha pra mim no armĂĄrio ? " apĂłs eu falar isso em poucos segundos a toalha foi estendida na brecha da porta.
Eu agradeci e peguei a toalha.
Ă o lado bom de ter um stalker compulsivo na sua cola . . .
Coloquei aquelas roupas com sangue do Lys e com o cheiro nojento do Castiel no saco onde coloquei a roupa anterior.
Nesse momento a Rosa bateu na porta como aviso de "estou aqui" e jĂĄ entrou perguntando se eu estava bem.
Eu sorri pra ela e falei que sim, que só tinha ido tomar banho porque fiquei com muito nojo do abraço do Castiel, sou bem fresca, admito, mas ele estava numa muvuca nojenta, pelamor.
Ela me segurou forte pelo braço e falou brava "NĂO !! Eu nĂŁo to falando disso ! Eu to falando de mais cedo. Quando vocĂȘ voltou com o Kentin e o Lysandre estava abatida."
Eu admito que aquilo foi meio que uma surpresa pra mim, eu fiquei quieta.
E a Rosa completou "Vamos lĂĄ, me conte, vim atĂ© aqui preocupada, deixei tudo nas mĂŁos do Nathaniel e vim atĂ© aqui pra saber como vocĂȘ estava. Sabe, eu te considero minha amiga, gostaria que vocĂȘ confiasse mais em mim . . . Desabafar as vezes Ă© bom, Celes"
Admito que aquilo foi reconfortante, bem, falar pra Rosa não vai ter muita diferença na minha vida, acho que é bom confiar em alguém.
"Eu gosto do Lysandre . . . "
Rosa nĂŁo expressou espanto nenhum "sim eu sei, por isso nĂŁo deixei a Violette ir com vocĂȘs pegar o megafone mais cedo."
Eu olhei espantada pra Rosa, ela estava fazendo algo fofo assim por mim e eu nĂŁo sabia.
"Mas ele nĂŁo gosta de mim . . . " Agora eu pude ver olhar de espanto na Rosa.
"c-como assim ? Ele te trata com tanta atenção . . . Lysandre não é de fazer essas coisas."
Eu suspirei e completei: "Ele me falou que gosta da Iris . . . "
Rosa parecia uma estĂĄtua, nem piscava.
". . . IRIS ?? SĂRIO ??? Isso explica muita coisa . . . "
Eu que fiquei na dĂșvida agora e perguntei do que ela se referia.
"Ele sempre estĂĄ perguntando como a Iris estĂĄ, sempre entrega coisas volta e meia pra darmos pra ela. Mas ele nĂŁo tem coragem NENHUMA de chegar perto dela. Ele nunca interage com ela, sempre sĂł interage com a amiga mais prĂłxima da Iris. No caso eu e agora vocĂȘ. Mas eu nunca pensaria nisso."
Admito que ouvir aquilo me deu pontadas no coração, e muito enjoo. Eu acho que terminei me precipitando e deixando meus sentimentos aflorarem pelo Lysandre mais do que devia.
A Rosa me abraçou e eu admito que finalmente, depois de ter segurado esse tempo todo, eu chorei.
Chorei mais do que quando estava no banho.
Depois de uns minutos chorando, Rosa levantou meu rosto e enxugou minhas lĂĄgrimas enquanto falava "agora que jĂĄ chorou bastante, bola pra frente. Tem um monte de menino que te acha interessante e vocĂȘ sabe disso. E o Castiel ? Quando te conheci vocĂȘ dizia ter interesse nele, o que houve ?"
"NĂŁo ! Sabia que ele quase me matou ?? Quem Ă© doido de gostar de uma pessoa dessas ? ! Eu definitivamente nĂŁo o conhecia NADA"
Rosa deu uma risada "olha, eu posso ser louca por dizer que acho normal, mas sei que atualmente vocĂȘ tambĂ©m tem achado tudo isso normal, certo ? Eu sei que nĂŁo Ă© certo acharmos que matar pessoas, esquecer coisas ao ponto de vegetar, e todas as coisas bizarras que vivemos aqui nesse colĂ©gio Ă© normal, mas eu como vocĂȘ, um dia jĂĄ achei tudo muito estranho, e infelizmente me acostumei a tudo . . .Ou felizmente. Se eu nĂŁo tivesse me acostumado talvez nunca tivesse conhecido o Leigh, afinal, eu conheci ele e o Lys quando Ă©ramos bem novos, e eu como vocĂȘ tinha medo da famĂlia dele."
Ok, ok, a Rosa falou muitas coisas interessantes, mas eu realmente nĂŁo entendi bem onde o Castiel entra nisso tudo, foi quando ela completou: "O que quero dizer Ă© que vocĂȘ devia dar chance pros outros meninos sim. Sabe, o Castiel realmente Ă© bizarro DEMAIS. Ele na verdade nĂŁo faz nem um pouco meu tipo. Mas se vocĂȘ se interessou por ele sem saber dessas coisas esquisitas, Ă© porque ele faz o seu tipo de alguma forma. E falando pelo que conheço dele, ele Ă© uma pessoa maravilhosa. Ele tem os costumes esquisitos dele, tem sim, mas ele Ă© uma Ăłtima pessoa que se importa demais com as pessoas que ele considera importante. Eu soube do tal ritual da praia atravĂ©s do Lys, e sabe como ? O Lys veio me contar que o Castiel estava desesperado por ter tentado fazer o ritual dele lĂĄ contigo, que ele estava arrependido pois sabia que vocĂȘ nunca ia perdoar ele. Ele se preocupa contigo.â
NOSSA ! FOI MUITO ACOLHEDOR ESCUTAR ISSO, ROSA ! VOCĂ NĂO TEM NOĂĂO ! ERA TUDO QUE EU PRECISAVA OUVIR ! VOU CORRENDO NO CASTIEL PULAR NO COLO DELE E BEIJAR ELE . . . sĂł que nĂŁo.
A intenção foi das melhores, mas isso só me fez ver o Castiel como mais maluco.
"Rosa, no momento nĂŁo quero pensar em menino NENHUM. Chega. Castiel tentou me matar, Ă© meio difĂcil esquecer uma coisa dessas sabe . . . E o Lysandre, eu me entreguei de cabeça aos sentimentos que nutri por ele e sĂł me ferrei. Chega. NĂŁo quero saber de meninos por um bom tempo."
Nesse momento a Rosa chegou perto e cochichou rindo "e meninas ?"
OI ? QUE? QUE ? QUE DIABOS FOI ESSA PERGUNTA ? !
Rosa sorrindo falou "uĂ©, investe em meninas . . . se seu problema for os meninos, as meninas daqui sĂŁo lindas e sĂŁo normais como vocĂȘ tanto quer."
"Rosa vocĂȘ nĂŁo entendeu, eu nĂŁo quero me envolver com NINGUĂM ! Seja menino, menina, cachorro, NINGUĂM ! Se for acontecer, vai acontecer." nesse momento me levantei pra pĂŽr minha roupa, a Rosa puxou a toalha e começou a rir.
"Ok, pelo menos sorria um pouco" Eu estava morta de vergonha, mesmo ela sendo uma menina eu não tenho o håbito de me despir na frente de alguém.
"P-PARA COM ISSO !" eu falei puxando a toalha de volta.
"Para, sĂł tem nĂłs duas aqui, que mal tem, alĂ©m do mais vocĂȘ tem um corpo bonito, nĂŁo tem porque ficar de mimimi" e ela puxou de volta a toalha colocando no alto pra eu pegar.
"ROSA, NĂO TEM GRAĂA ! Quero a toalha de volta."
A Rosa ficou rindo e dizia que sĂł me devolveria se eu sorrisse.
Admito que acabei sorrindo de forma natural, ver ela tentando me por pra cima me deixou feliz.
Eu tenho tido experiĂȘncias estranhas e ruins aqui nesse colĂ©gio, mas por outro lado, tem coisas que compensam, tipo arrumar uma grande amiga como a Rosa.
"Toma. Vou lĂĄ no Nathaniel ver como estĂŁo as coisas. Quando voltar espero que esteja melhor"
Fui no meu armĂĄrio, peguei outra roupa e me vesti . . .
Ao sair eu jĂĄ fui perguntando "Ken, eu sei que vocĂȘ me segue em todo canto, mas . . . VocĂȘ nĂŁo me vĂȘ tomando banho nĂŁo, nĂ© ? "
Ele respondeu super assustado e corado "N-N-NUNCA ! JURO ! E-E-E-E-EU NUNCA FARIA ISSO !!"
Ok Ken, acredito.
VocĂȘ Ă© cagĂŁo o suficiente pra eu acreditar nisso.
Fomos pro pĂĄtio e foi quando me toquei . . . ESTĂ AMANHECENDO !!!
HĂ QUANTAS HORAS ESTAMOS NA ESCOLA ??
Agora entendo porque estou me sentindo tão cansada ! à fim de semana e estamos no colégio, como assim ?!!
Eu entrei em desespero.
Ken parecia estar preocupado comigo.
"Quer uma coisa pra te animar e te acalmar ?"
Eu rindo perguntei o que ele pretendia fazer pra me animar.
Então ele veio e me deu um daqueles "abraços de urso" me levantando. Admito que me fez rir.
Achei fofa a atitude dele.
AtĂ© que me toquei de uma coisa . . . ELE ESTAVA COM A MĂO NO MEU PEITO !!!
NĂłs dois paramos e ficamos nos olhando assustados.
Eu estava pronta pra ESPANCAR ele, quando ele me soltou desesperado chorando e gritando "D-D-D-D-D-D-D-DESCULPA ! EU NĂO TIVE A INTENĂĂO !! EU SĂ QUERIA TE DAR UMA A-A-A-ABRAĂO PRA TE ANI-ANIMAR !!! PODE ME BATER !!! EU MEREĂO !!! COMO EU PUDE SER TĂO--DESCULPA !!!!"
Admito, eu comecei a rir muito.
Ele estava totalmente em pĂąnico. Eu sĂł ri e falei que estava tudo bem, que eu reparei que foi sem querer.
Ele começou a se acalmar.
Continuamos a caminhar pelo colégio e ele parecia mais calmo, porém, pensativo. Ele não parava de olhar pra própria mão.
Acredito que ele esteja ainda meio baqueado com o fato de ter tocado meu peito.
Eu também ficaria no lugar dele.
Foi quando eu falei "Ken, tĂĄ tudo bem. SĂ©rio. Para com esse silĂȘncio, se eu estivesse irritada por vocĂȘ ter tocado no meu peito eu jĂĄ teria explodido, sei que foi sem quer--" nesse momento uma voz GRITANTE que eu conheço bem me interrompeu: "QUE MERDA Ă ESSA ???! O KEN PEGOU NO SEU PEITO ??!"
Sim, o Castiel.
Ele estava sem a camisa, e molhado com uma toalha em volta do pescoço, acredito que tenha tomado banho.
Também, depois do chilique que eu dei com o fedor dele, se ele não tomasse banho eu ia estranhar.
Só soltei uma respiração mais forte e falei "e daà ? Não começa, Castiel"
Castiel se alterou mais "COMEĂO SIM ! QUE MERDA Ă ESSA ?? VIROU PUTEIRO ESSE COLĂGIO ?!"
Com a mĂŁo na testa de cansaço eu falei "Castiel, foi sem querer, ele sĂł foi me abraçar e . . . PERA AI ! EU NĂO DEVO SATISFAĂĂO PRA VOCĂ ! Vamos Ken" SaĂ puxando o Ken.
"CELESTE, PODE PARANDO ! VOCĂ ME DEVE SATISFAĂĂO, SIM !! PRINCIPALMENTE DEPOIS DO QUE VOCĂ FALOU ANTES DO SHOW !!"
Sinceramente ? Eu nem lembrava de mais nada, aconteceram tantas coisas.
"Seja lĂĄ o que eu tiver falado, nĂŁo te dĂĄ o direito de me tratar como propriedade."
Castiel explodiu ali me puxando pelo braço "ISSO SIGNIFICA QUE EU TINHA RAZĂO, VOCĂ FALOU DA BOCA PRA FORA ! VOCĂ NĂO PASSA DE UMA VADIA QUALQUER ! EU SABIA ! " nesse momento aconteceu a coisa mais inesperada da noite.
O Ken . . . SOCOU O CASTIEL !!!!
Castiel estava escorado na parede com a mĂŁo no rosto inchado olhando assustado pro Ken, eu estava tĂŁo assustada quanto ele.
Ken estava tremendo ofegante, ele parecia nĂŁo acreditar no que tinha feito tanto quanto eu e o Castiel.
"N-N-N-Nunca mais fale assim com ela . . . ! " Ken tentou falar de forma firme, mas eu podia sentir insegurança na voz dele.
Eu sinceramente estou com medo.
O Ken pode ser treinado o quanto for, Castiel nĂŁo tem escrĂșpulos na hora de matar alguĂ©m, ele jĂĄ provou isso . . . E mais, ele tem os pactos doidos dele e se regenera muito rĂĄpido.
Eu nĂŁo sabia o que fazer.
Eu queria puxar o Ken dali e levar pra longe, mas estava com medo.
"O . . . O que vocĂȘ pensa que tĂĄ fazendo ?" Castiel parecia estar voltando a si, e a cara dele nĂŁo estava de quem queria brincar.
Ele chegou perto do Ken de uma vez, o Ken tremia muito.
"E-E-Eu sĂł nĂŁo quero que vocĂȘ fale com a Celeste assim novamente ! E-Ela nĂŁo Ă© uma vadia nem coisa do tipo . . . VocĂȘ nĂŁo tem direito de falar esse tipo de coisa pra ela !!"
Eu puxei o Ken "Ken, tå tudo bem, sério. Vamos sair daqui ? "
Castiel não parecia tentar fazer força pra deixar a gente ali com ele.
Eu me afastei com o Ken antes que o Castiel mudasse de ideia . . .
"Ken, nunca mais enfrente o Castiel"
Ken abaixou a cabeça: "Desculpe . . . Eu não me aguentei quando ouvi ele falando daquele jeito contigo. Ele falou coisas que eu sei que são mentira."
Eu abracei o Ken "Obrigada Ken, de verdade, mas não faça mais isso . . . O Castiel é perigoso."
Ken olhou pra mim de uma vez e começou a falar todo sem jeito "m-mas se eu achar que ele fez algo ruim contigo novamente eu vou me meter"
Admito que ele Ă© fofo, dĂĄ vontade de apertar as bochechas dele.
Eu fiz, eu comecei a apertar as bochechas dele falando "como vocĂȘ Ă© fofo" ele ficou vermelho e começou a falar "alterado" pra eu soltar ele.
Eu comecei a pensar no que a Rosa disse . . . Sobre me arriscar.
Eu jĂĄ sofri duas desilusĂ”es aqui nesse colĂ©gio . . . Mas eu nunca dei chance pra aquele que sempre deixou explĂcito os sentimentos por mim, o Ken . . . SerĂĄ que . . . ? Nah, nĂŁo consigo.
Ele Ă© muito fofo, mas tenho dificuldades em sequer me imaginar com ele.
Ele Ă© stalker demais pra mim . . . Quem sabe um dia minha opiniĂŁo nĂŁo mude ?
Ken estava sem graça, foi quando me toquei que eu estava pensando essas doideiras enquanto olhava fixo pra ele, e desviei o olhar.
Nesse momento o Castiel chegou correndo, Ken se acuou num canto.
"O que Ă© agora, Castiel ?" Eu virei impaciente jĂĄ.
Castiel parou em silĂȘncio, olhou pro Ken por um tempo, e Ken estava encarando ele de volta.
Foi quando ele me pegou pelo pulso, tudo isso em silĂȘncio.
De repente ele começou a correr comigo sendo arrastada dali, Ken levantou de uma vez e começou a correr gritando pra ele me trazer de volta.
Eu tentava parar o Castiel mas ele era mais forte e me puxava sem parar, corria e corria mais.
Ken nĂŁo parava de correr atrĂĄs da gente.
Quando eu vi nós estavamos dentro do colégio de novo, próximo ao porão.
Estava um silĂȘncio enorme, nossa, a Rosa realmente acalmou eles.
Castiel finalmente parou de correr.
Eu me soltei de uma vez e jĂĄ fui atacando o Castiel verbalmente: "QUAL Ă O SEU PROBLEMA ??!"
Ken chegou em seguida perguntando se estava tudo bem.
"Vamos entrar na sala de aula." Ele me puxou novamente, mas eu me soltei dessa vez.
"Eu não vou a lugar nenhum contigo" foi quando o Castiel falou "Kentin, vem também e traga a caolha"
Ken estava receoso e nĂŁo fez o que o Castiel pediu.
"PORRA! EU NĂO TO PEDINDO, EU TO MANDANDO" Castiel saiu puxando o Ken e jogando ele de uma vez na sala de aula. Automaticamente eu fui atrĂĄs.
No que estĂĄvamos dentro da sala, ele trancou a porta e colocou vĂĄrias cadeiras ali bloqueando a passagem.
Eu fiquei assustada agarrada ao braço do Ken que aos poucos se levantou.
"C-C-Castiel, o que vocĂȘ tĂĄ planejando ?" o Ken falou assustado.
"VocĂȘs nĂŁo repararam que a escola tĂĄ vazia ? "
Fiquei apreenssiva . . . E se o Castiel se aproveitar disso pra matar eu e o Ken.
Eu gritei de uma vez sem pensar antes: "EU VOU LIGAR PRA POLĂCIA E FALAR TUDO SE VOCĂ TENTAR ENCOSTAR NA GENTE !"
Castiel olhou pra mim com cara de raiva "Ă© assim que vocĂȘ me enxerga ?"
Eu nĂŁo entendi . . . Eu estava assustada.
Nesse momento eu pude ouvir uma barulheira intensa lĂĄ fora.
Parecia uma manada de elefantes !
Eu pude ouvir claramente vozes de todos os tipos "vamos quebrar tudo !"
"Castiel o que Ă© -- " ele me interrompeu "os alunos descobriram que era uma mentira do Nathaniel o lance dos policiais e ficaram loucos. Aquele viadinho nĂŁo presta nem pra mentir direito."
O QUE ??
Pude ouvir eles batendo compulsivamente na porta da sala que estĂĄvamos.
"Eu puxei a caolha porque sabia que o boca de veludo ia vir atrĂĄs e assim ia poder trazer os dois pra sala. De nada pela ajuda." Castiel falou debochadamente.
Ele sentou tranquilamente enquanto tragava um cigarro . . .
Nesse momento passou na minha cabeça aquilo que a Rosa falou, sobre o Castiel ser uma boa pessoa . . .
Mas meu pensamento foi interrompido pelas batidas na porta cada vez mais fortes.
E agora ?
Castiel estava muito tranquilo com a situação.
Mas eu podia ver as cadeiras e mesas se mexerem.
E os gritos do lado de fora mais e mais intensos falando "NATHANIEL, SEU MERDA, ABRE ESSA PORTA !!"
E agora ?? NĂŁo temos pra onde correr !!