Tempo para amar- Cap.04
VersĂŁo do Murilo
Porque esperar Ă© tĂŁo difĂcil? Essa pergunta tem se repetido na minha cabeça nos Ășltimos tempos. LaĂs e eu estamos nesse relacionamento hĂĄ uns seis meses e jĂĄ perdi as contas de quantas vezes eu quis que as coisas andassem mais rĂĄpido. De quantas vezes eu quis simplesmente pedi-la em namoro e seguir em frente com nosso relacionamento. A recompensa dessa espera vai valer Ă pena, disso eu tenho certeza. Esse Ă© o momento de nos conhecermos. E isso Ă© bom, pois temos a oportunidade de mudar certas atitudes, como algo que aconteceu hoje, por exemplo.
Eu estava em casa arrumando-me para sair, jĂĄ fazia umas duas semanas que um pastor tinha me chamado para cantar em sua igreja e hoje era o dia dessa apresentação. Eram 17h30m quando LaĂs me ligou.
-Ei, vocĂȘ jĂĄ âta vindo?â Perguntou ela. -Indo pra onde?
-Me buscar. A gente ia pro cinema hoje. Esqueceu?
-A gente tinha combinado isso?
-Sim Murilo. Quinta-feira no culto. â Disse ela impaciente.
-Mas hoje eu vou cantar em uma igreja.
-Quando foi que te chamaram?
-Faz umas duas semanas.
-E porque vocĂȘ nĂŁo me contou?âNesse momento percebi que ela estava irritada.
-NĂŁo contei?
-NĂŁo!
-Pois achei que tinha contado. Desculpa. Mas vocĂȘ quer ir comigo? Ainda tem um lugar no carro.
-NĂŁo, quero nĂŁo.
-Por quĂȘ? VocĂȘ ficou com raiva?
-Fiquei sim! VocĂȘ faz umas coisas que me irritam sabia? Porque vocĂȘ nĂŁo me avisou que ia sair? Da prĂłxima vez me mantenha a par da sua agenda pra eu poder me programar, ok?â Disse ela com ironia.
-VocĂȘ âta com raiva por causa de um cinema?
-NĂŁo! âTo com raiva porque vocĂȘ nĂŁo me conta as coisas.
-Eu nunca precisei dar satisfação da minha vida pra ninguĂ©m LaĂs. âDisse começando a ficar com raiva tambĂ©mâ Nem pros meus pais. Porque eles confiam em mim!
-E quem âta falado de dar satisfação? Ou de confiança? SĂł âto dizendo que Ă© chato marcar as coisas com vocĂȘ porque sempre surge um compromisso que vocĂȘ jĂĄ tinha marcado antes, e esqueceu de me contar.
-Tudo bem. Entendi. Vou tentar mudar isso, ok?
-Ok.
-E entĂŁo? Vamo por culto comigo?
-Vou. Passa por aqui, que vou sĂł trocar de roupa.
-Ok. Até daqui a pouco.
-AtĂ©. â E desligou.
âMeu Deus Ă© nessas horas que eu entendo o quanto Ă© bom esse perĂodo de espera para nĂłs dois! Peço que Tu me ajudes a mudar esse tipo de coisa. Realmente entendi o ponto dela e quero mudar. Sei que tanto eu quanto ela temos coisas a mudar, e peço que o Senhor nos dĂȘ maturidade para encarar essas mudanças.â
Durante o resto da noite LaĂs parecia menos chateada e durante o culto parecia bem aliviada. Quando ela foi me ajudar a guardar as coisas no carro, depois do culto, senti que ainda precisava dizer mais uma coisa com ela.
-Olha LaĂs, eu quero te falar uma coisa e espero que vocĂȘ entenda e nĂŁo fiquei chateada.
-O que Ă©?
-VocĂȘ Ă© muito esquentada. VocĂȘ se irrita muito fĂĄcil com as coisas.
-Eu sei. âEla disse e parecia bem triste com isso. â SĂł nĂŁo sei como mudar.
-A questĂŁo Ă© que vocĂȘ Ă© muito sensĂvel. Sente tudo em proporçÔes muito grandes. Mas o domĂnio prĂłprio Ă© um fruto do EspĂrito Santo que pode te ajudar a combater isso.
-Vem cĂĄ. âEla chamou e quando me aproximei ela me abraçou. âDeus tem falado sobre isso comigo. Mas a prĂĄtica Ă© mais difĂcil que a teoria. Eu sei que tenho que deixar o domĂnio prĂłprio frutificar no meu coração, sĂł nĂŁo consegui colocar em prĂĄtica.
-Sei o que vocĂȘ quer dizer. Mas eu âto aqui pra te ajudar, ok?
-Ok.










