25 FEBBRAIO
Paixão. Inquietude. Frustração. Medo de perder algo que não tem certeza se existiu — medo de se perder. Solidão. Confusão. Vazio. “Onde estou? Quem eu sou? Pra onde vou? Eu não pertenço a lugar nenhum — nem a mim mesma”.
Um trago no último cigarro que apareceu perdido no fundo da bolsa — a vontade de trazer aquele moço pra perto dela.
Rejeição. Inanição. Paranoia. Uma carta de suicídio e uma vontade imensurável de ir embora sem aviso — pra onde vou?
Taquicardia. Nostalgia. Perigo. Uma coleção de amores perdidos — vários pedaços do coração partido.
Blues. Desejo. Amor. Um bilhete amassado em cima da escrivaninha. “Sai che ho cercato un modo per dimenticare, ma di colpo, c’è il mio volerti bene che è ancora più grande di me”. O cigarro já apagado faz alusão aos recentes momentos felizes mas que agora, pareciam distantes.
Restos. Melancolia. Inércia. Declínio. Uma taça vazia manchada de batom — o vazio era da sua alma. Crise. A exaustão de uma mente que grita quando a boca não consegue pronunciar. Morte. Esquecimento.
O crânio de enfeite que agora servia de cinzeiro, guardava as cinzas do sentimento que ela matava por dentro. Martírio. Suicídio.
Morreu afogada pelas coisas que nunca conseguiu dizer.
— Suicide Notes, by: Giovanna (adivinatragédia)










