Eu nĂŁo esperava tua vinda
Tive enredos ensaiados na bainha de espadas
Solve o corte em olhos cristalizados
Tal qual o precipĂcio me serve de escudo
Eu urrava no pescoço de serpentes
Seu carnaval carnĂvoro de estĂŽmagos
Refletirå tal glória como um traição
A aparĂȘncia que se autoregula em mentiras
O pior de todas as virtudes: O Homem
Seus olhos que cobiçam o futuro
Seu sangue amaldiçoado de conflitos
O amor por tudo aquilo que Ă© materno
Um atalho para toda a paranoia
Batons escorridos em corpos anĂȘmicos
Discurso dissimulado pairando castidade
Para seu ciclo viciado em dizeres premonitĂłrios
Meu amor cuspira em minha pele como canetas tinteiros
Todas as portas entreabertas para o voyeurismo
Toda a maldição fragmentada, pronta para ser servida
Aproveita-me enquanto sĂł me tens em caridade
Em teus ossos aparentes do dorso, um santuĂĄrio
A tua boca Ă© uma cova que me salva
Ao difĂcil exercĂcio de fomentar curas
Me ame com a pulsĂŁo da tua arcada dentĂĄria
Medalhas sĂŁo os teus entalhes que carrego
Pesando teus dedos em minhas costas como Ăąncoras
Se eu fosse um pecado, sem dĂșvida seria a luxĂșria
Ao contrĂĄrio do que me promovem: Santidade
Assim sendo, um arcanjo do subĂșrbio
Cresço com a possibilidade de sangrar terraços
Atuando nos atos disparates de mictĂłrios
Valsando com a possibilidade de trincheiras no bordel