Já faz um tempo que queríamos estar no Brazil Motorcycle Show (BMS), que teve sua primeira edição em 2013, mas só esse ano conseguimos pegar a estrada para registrar um dos eventos que ganhou força em meio aos devotos das duas rodas, e acabamos por confirmar nossas expectativas.
O BMS não é simplesmente um evento para motociclistas, ainda que seus organizadores se descrevam como «um dos eventos mais democráticos do universo duas rodas, um verdadeiro parque de diversão para os amantes do motociclismo». Na verdade o BMS é um evento que reúne motociclistas e mais um monte de gente que curte aquilo que podemos chamar de Cultura Custom no Brasil.
Pra quem está acostumado a ir a congressos e feiras profissionais, pode claramente pensar no BMS como um congresso Custom, claro que não tão bonitinho ou comercial como um congresso de médicos, por exemplo, mas é um evento que reúne os principais builders, artistas, fornecedores de peças, marcas de roupas e acessórios focados na cultura dos motores.
Até o local escolhido para o evento, a Usina 5, uma espécie de fábrica desativada e transformada em espaço cultural, acaba por dar uma moldura que combina com os estandes com chopers, bobbers, club styles e mais um monte de tipos de motos feitas à mão.
Obviamente, o Brasil ainda dificulta a vida de construtores que não podem dispor de grandes motores S&S no supermercado da esquina, mas isso não impede o surgimento de belíssimas choppers construídas a partir de motos japonesas, que não perdem em nada para as Big Twin americanas, em meio as Harley Davidson modificadas.
Além da parte dos estandes, o evento teve a semi-final do campeonato brasileiro de flat track (a final acontecerá nos dias 12 e 13 de outubro em Sorocaba, no Lucky Friends Rodeo), globo da morte, wall of death e um campeonato meio estilo Cross, na lama, além de um grande número de bandas dividindo o palco com muito rock'n'roll e blues.
Vale a pena uma menção ao espaço de alimentação, que foi montado numa clareira agradável, com lounges e mesinhas e, com uma variedade bem bacana de comida para todos os gostos. Ponto negativo somente para o Globo da Morte ao lado das mesas, criando um ruído meio desagradável durante as apresentações, que acabava por impedir uma conversa saudável enquanto se comia uma costela de vaca assada no fogo de chão, ou uma pizza bem no estilo napolitano.
Em resumo, para quem curte o universo de duas rodas mais raiz, aquela cultura de customização bem feita, e ainda curte rodar para uma das capitais mais interessantes do Brasil, o BMS é um evento imperdível.
(matéria e fotos: @josecaetano)