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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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#Repost @laurenjauregui with @repostapp ・・・ Just a lil munchkin in some sneakers #bbyme
Levantar voo
Eu sonhei que estava voando. Mas não era um sonho comum, era algo que parecia ter acontecido de verdade. Eu senti o vento nos meus braços e a forma como eu me movimentava para manter o equilíbrio por entre as árvores.
Eu sonhei que estava voando na floresta e eu desviava de todos os troncos me sentindo livre como nunca havia sentido antes. Uma emoção e tanto já que mesmo no sonho eu tinha…
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Tudo que há em mim
Tudo que há em mim dói e eu fico impaciente querendo ver você.
Minha cabeça gira, dá voltas e eu zonza sem conseguir focar, sem ter foco no que.
As próximas palavras fogem da minha mente como quem corre de um animal ferroz.
Depois voltam como águas claras da queda longa de uma cachoeira ao meu redor.
As rimas perdem o seu espaço e eu escrevo – não penso – sem parar.
Duas, três horas da manhã, não posso, consigo e nem quero me controlar.
Sei que não devia falar do que está aqui,
Mas quanto a escrever não há o que errar.
Palavras, frases, estrofes, meu planeta, tudo se amontoa. Tudo em todo lugar.
Tudo que há em mim é vontade de entender por que:
Como tudo que se foi passou;
Como não está mais por perto;
Como minhas palavras escaparam fugidas
E como voltaram de súbito caídas.
Como fui perder o que me importava;
Como não consigo parar de pensar em tudo e em nada;
Como tudo que há em mim dói;
Como somente minhas meras palavras agora ecoem.
I danced and danced in the middle of the living room hearing "La vie in rose". With my wrinkled pajamas I go along with the music messing up my hair even more. Don’t ask me to explain how I'm dancing, just imagine the music and enjoy. "Quand il me prend dans ses bras Il me parle tout bas Je vois la vie en rose ..."
I live in the 60s! Not literally, but in my head, yes. I have Audrey Hepburn as inspiration. Despite not sharing the same visual style, I love her graceful ways I the films she did. Here at home she is everywhere. In the table on the bedroom wall, in the Dvds I leave on the bookshelf, books and even sleep masks - I had made one just like the one she wears in Breakfast at Tiffany's.

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Casa cheia, quarto vazio
Ele soltou um grito de solidão em meio à multidão que gritava seu nome. Cartas, rostos, máscaras pairavam sobre o chão exageradamente iluminado. Não sabia por que se sentia assim, sempre vagando nas linhas entre o talento e o descontentamento, o palco e o quarto escuro.
Em meio a milhares de pessoas ele buscava com o olhar pequeno um rosto meramente conhecido, um rosto amigo, algo além do que se pode ver. Era imensamente admirado, mas algo de admiração em si mesmo ele não conseguia ver.
Guitarras, contrabaixos, microfone, violão. Para que serve tudo isto se me falta o que me dê simples e pura inspiração? Papel, lápis, caneta. Palavras, palavras, palavras. Letras. Em todo o mundo, são os únicos que conseguem me compreender, nem que seja só por uma folha, nem que seja só para entreter.
Tinha um quarto do tamanho da sua fama. Tinha um quarto do tamanho do vazio que ainda assim sentia. Vazio esse que ele tentava preencher com folhas empilhadas em cima de sua escrivaninha. Aos poucos as folhas ocupavam o espaço em que um dia ele imaginara pertencer a alguém, mas então, percebeu-se que não, não pertencia mais a ninguém.
Era cantor, compositor, escritor. Colocava seus pensamentos mais puros em folhas bagunçadas. Transmitia por meio do branco do papel todas as suas tristezas, revoltas e momentos de alegrias e o conseguia até mesmo quando não falava de si mesmo. Mas não gostava de ler seus escritos mais de uma vez, não gostava de ouvir suas próprias músicas e nem de ver seus shows gravados em DVDs.
Talentoso, a relação entre ele e ele mesmo era contraditória. Qual é o sentido de me escutar novamente? Todos os mesmos pensamentos aflorados a cada três ou quatro minutos de melodia. Não, não quero voltar para lá! Quero vivenciar outras tristezas, outras revoltas, outras alegrias, outras estórias envoltas de sentimentos de quem as escreve. Quero ouvir tudo que não esteja há tempos em minha mente.
Ele também não gostava de programas de televisão, achava que tudo lá era ensaiado, minimamente coreografado. Nada lhe parecia natural e não gostava de nada que não lhe parecesse natural. Repudiava ver a essência das pessoas escondidas em meio a maquiagens e falsas aparências.
Naturalidade: Uma das coisas pelas quais ele prezava em sua vida.
Simplicidade: Uma coisa que ele prezava em sua vida.
Exatamente por isso que ele queria algo mais. Um amor mais genuíno do que aquele estampado em cartazes, em rostos entusiasmados e em tatuagens com frases de suas músicas. Não é que ele não era amado, só não achava nada em si mesmo para se amar. Não é que ele não amava, é que amava tudo ao mesmo tempo e, assim, tinha a impressão de que na verdade não amava nada.
Às vezes ele vinha até mim e me dizia que nos shows sentia tudo de uma só vez. Que no palco tudo era mais intenso e que ao cantar, milagrosamente, esquecia de todos os seus pensamentos. Tanto, que geralmente esquecia até das letras que um dia colocou no papel em busca de se preencher.
Quem o lembrava das palavras era a plateia. Aquelas milhares de pessoas que pagaram para vê-lo por duas horas. Aquelas pessoas que demonstravam um amor não tão simples, mas que ao mesmo tempo era natural, era genuíno.
Finalmente percebeu algo em si digno de ser amado e chegou à conclusão de que um só amor nunca lhe fora suficiente. Escreveu todas as novas ideias e colocou-as junto a uma nova pilha de folhas.
Tinha o costume de entregar rosas no final de suas apresentações. Renato, tive a certeza naquele momento de que a rosa havia voltado para você.
*Texto inspirado no cantor e compositor brasileiro que eu mais admiro, Renato Russo. Suas músicas sobrevivem a todas as barreiras do tempo e servem de inspiração para milhares de pessoas, de todas as idades. Obrigada Renato por dar-me também grande e ilimitada inspiração.
Perdida
Perdi-me em algum lugar entre as louças sujas e a pilha de roupas para passar. Fiquei presa na metade do caminho e nem mesmo com toda a ajuda do mundo, consegui me encontrar. Perdi-me em algum caminho entre a Rua Augusta e a minha casa. Perdi-me entre as folhas caídas e o asfalto quente.
Não me encontrei em nenhum dos CDs guardados por estilos em pequenas caixas e nem em todos os livros calmamente dispostos em ordem de tamanho no alto da estante da sala. Também foi impossível me encontrar em meio a filmes de ficção e muito menos naqueles baseados no pleonasmo puro de conter “fatos reais”.
Joguei-me no alto do beliche do meu antigo quarto, na minha antiga casa, e observei o morro ao longe. Morro que poderia ser do Rio de Janeiro se eu não estivesse ainda em meio a grande São Paulo.
Fechei os olhos e me perdi entre os uivados do cachorro e os barulhos no portão às 22hs. Ao amanhecer me perdi ainda mais com a mania do sol e da lua de todo dia querer dividir o espaço do céu logo pela manhã.
Perdi-me entre o que é certo e errado, o que é bom e o que é ruim. Só não perdi o cheiro que você deixou e nem a raiva que me dá por tentar negar tudo o que eu digo. Perdi-me em algum lugar entre o começo e o final de toda essa história, mas, apesar de ainda não saber onde estou, ao contrário do que possa pensar, eu não perdi a mim mesma.
http://bbyme.com.br/
O beijo
Você veio até mim e me envolveu de todas as maneiras possíveis. Seu sorriso, seu queixo ligeiramente quadrado, suas sobrancelhas grossas e seus olhos escuros me prendiam como se nada antes tivesse captado minha atenção.
Seus ombros largos flexionados junto a mim era o indício de que eu devia ficar. Suas mãos levemente tirando meus cabelos do rosto fazia tudo pouco a pouco estremecer. Será que você sente a mesma coisa que eu? Será só você que tem esse poder sobre mim ou tenho eu algo em você?
Seu leve inclinar de cabeça fez todos os meus sentidos subitamente pararem. Era eu e você. Você e eu. Não consegui tirar os olhos dos seus até que os meus fecharam sem aviso prévio. Tentei abri-los novamente, mas seus lábios não me deixaram e pelos segundos que se seguiram não pensei em mais nada.
Será que você sentiu meu coração batendo forte contra o seu? Não sei. Só sei que tudo em você me prendeu como se nada antes tivesse realmente captado a minha atenção.