Depois de tantos anos sem redigir um texto, sinto como se minha maquina de escrever interna estivesse atrofiada pelo desuso, enferrujada, e de algum modo quebrada, como se já não fosse mais a mesma; as palavras não se juntam como antes nem os significados parecem ter a mesma importância. Acredito que como qualquer outra modalidade, escrever precise de um treinar continuo e dedicado, não importando se é um bilhete colado na geladeira avisando que “acabou o leite”, ou um romance recheado de paginas bem escritas. Volto hoje a essa vida de palavras, de metido a intelectual, como se já não bastasse me sentir um tolo na vida, agora me sinto um tolo em palavras.