"Teus olhos afogados no sol que reflete nas ondas do mar, me faz crer que tu é um anjo, mesmo eu não acreditando nisso, e em quase nada. Eu quero que tu me espere, espere eu crescer e me tornar mulher o suficiente pra controlar essa minha vontade de te ter nas mãos. Tu é como um abismo que eu insisto em me atirar mesmo sabendo que um dia eu possa morrer por não saber mais o caminho de casa. Por querer morar nesse teu abraço que eu não sei descrever por que nunca o senti de verdade. Eu tenho um amor doente, e a culpa é inteiramente tua. Por me fazer sonhar com uma história de amor que talvez seja só minha. Não sei se eu te quero até meus ossos virarem pó, ou se eu esqueço desse amor quase improvável de acontecer, acontecer de verdade, pele tocando pele, pro resto das nossas vidas. Juro que nunca senti uma coisa tão intensa e dolorosa, como se tu tivesse pegado meu coracão e o apertado, até eu não conseguir mais respirar. Eu já não acredito em outro amor à não ser o meu, digo, ‘meu’ porque realmente eu não sei oque tu sente ou espera sentir, tu não abre brecha nenhuma pra mim entrar ai dentro, não me deixa desvendar qualquer um dos teus segredos, tu simplesmente apaga a luz e sai, me deixando trancada, com medo do que eu possa encontrar. As coisas contigo são silenciosas demais, sem choros, sem gritos, sem brigas, sem ciúmes e eu sem saber de qualquer coisa. Tudo ai é calmo, tem cheiro de qualquer bar que tu bota os pés nas sextas à noite, e tem gosto amargurado, como o café forte que tu toma antes de ir trabalhar pra poder aguentar a bosta do teu dia. Nunca soube te dizer oque eu quero ou sinto, nosso suposto amor sempre foi regado à textos que não vão ser entregues a ti. Porque se depender de mim, agente continua nisso, que eu não posso nem chamar de alguma coisa."
Eu já to cansada de implorar que tu venha me buscar, mas acho que eu não sei falar a lingua dos anjos.



















