Eu nĂŁo me importaria se vocĂŞ amasse outras pessoas;
Eu nĂŁo me importaria se vocĂŞ tocasse outros corpos;
Eu só me importei com a maneira como você me esqueceu, enquanto eu estava lá, esperando por você…
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Eu nĂŁo me importaria se vocĂŞ amasse outras pessoas;
Eu nĂŁo me importaria se vocĂŞ tocasse outros corpos;
Eu só me importei com a maneira como você me esqueceu, enquanto eu estava lá, esperando por você…

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É estranho, não é?
A maneira como a gente acha que outras pessoas irão nos tratar como aquele certo alguém
[VocĂŞ merece amor; VocĂŞ merece tentar de novo; VocĂŞ merece ser feliz]
Os seus lábios: são fósforos acesos esta noite
Os meus? Um reservatório inteiro de gasolina chamando pelo seu nome…
Diga que nĂŁo pode perdĂŞ-lo
Quando ele perguntar como foi o seu dia, pergunte como foi o dele tambĂ©m. Talvez, ele passou todas aquelas horas anteriores, esperando pelo momento em que vocĂŞs se conectassem, com sede de suas palavras, com saudade de cada piada desprovida de formalidade do seu vocabulário. Quando ele contar como foi a histĂłria de vida dele, conte como foi a sua tambĂ©m. Talvez, ele se esconda nos caminhos de intimidade do inĂcio, mas, acredite, quando ele confiar em vocĂŞ,,, contará atĂ© as vĂrgulas de cada uma das adagas que cruzaram aquele resistente coração, e, por favor, nĂŁo tenha medo de mostrar as cicatrizes do seu tambĂ©m. Quando ele tocar em seus lábios, toque nos dele tambĂ©m. Sinta o sabor de cada uma das lindas palavras que ele já lhe escreveu no passado, de todas as cartas que agora estĂŁo guardadas em seu guarda-roupa, de cada um dos medos daquela alma, que sĂł vocĂŞ, agora, sabe o esconderijo. Quando ele dizer que precisa de vocĂŞ, diga que precisa dele tambĂ©m. Enquanto o mundo dele estiver desmoronando, esteja lá para segurá-lo, dizendo para ele que ficará tudo bem, ele fará o mesmo por vocĂŞ.Â
Quando ele estiver prestes a ir embora, diga a ele que vocĂŞ nĂŁo pode perdĂŞ-lo
O assassinato na costa (segredos que afundaram no mar)
A arma disparou. O barulho espantou as gaivotas. Foi como se o cheiro da pĂłlvora dançasse em todo o pĂer. O silĂŞncio foi quebrado naquela noite fria de agosto, enquanto o farol era a luz do palco de todo o espetáculo. O feixe de luz revelou as feições um do outro. O ar salgado encostava em cada um daqueles lábios. Na escuridĂŁo, a tensĂŁo foi cravada em cada centĂmetro das duas silhuetas. Aqueles olhos se comunicaram, em uma linguagem secreta, pela Ăşltima vez. A perfuração atravessou o peito do homem com certa dualidade intrigante, um misto de violĂŞncia e elegância. A mancha vermelha se alastrava pela regata branca, que ele usava, como um aviso silencioso de que estava morrendo. Tudo era como uma pintura trágica sendo pincelada em tempo real. Os olhos dela faiscavam como os do demĂ´nio, cheios de Ăłdio e sem misericĂłrdia alguma, os dele eram um misto de surpresa e negação. As mĂŁos dela nĂŁo tremiam, enquanto seguravam o revĂłlver enferrujado com segurança, aqueles dedos, cheios de grĂŁo de areia, eram uma extensĂŁo de como o seu coração estava: firme e decidido. Ele grunhiu algo inaudĂvel, logo em seguida, os seus pĂ©s se desequilibraram, espasmos surgiram pelos seus braços, a queda foi inevitável. NĂŁo se sabe ao certo, por conta da escuridĂŁo, mas tudo indica que lágrimas caĂram daqueles olhos, antes do homem perder o equilĂbrio. As lágrimas do homem se juntaram a água salgada do mar como se tivessem sido feitas para isso. Ela virou as costas com um sorriso de alĂvio, em um paradoxo curioso: como se divorciada agora, pudesse finalmente se casar com a noite. O corpo do homem submergiu no tom de azul marinho, deixando uma marca de contaminação das tonalidades de vermelho por cada parte de profundidade do mar. Amaranto. Ele afundava. Cereja. Ele perdia os movimentos. Alizarina. Ele fechava os olhos. Carmesim. Ele soltava as Ăşltimas bolhas pela boca. Carmim. Ele relembrava do verĂŁo do Ăşltimo ano. Cardeal. Ele sentia uma força misteriosa o puxando para o outro lado. Cornalina. Ele perdia a respiração. Borgonha. Ele nĂŁo tinha absolutamente mais nada. BordĂ´. Ele havia morrido. Os ossos se chocaram com o fundo do mar, e ali ficará o corpo, o ressentimento, as traições, os segredos e tudo o que os dois haviam construĂdo no passado.

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Como se o vazio fosse parte de mim
Eu não sei se tenho forças para levantar hoje, penso em silêncio, enquanto o sol tenta penetrar as brechas de costura da minha cortina. As horas passam, a cama parece ficar desconfortável, apesar do meu peso ficar cada vez maior. Será mesmo que preciso levantar? Talvez, seja hora de tentar resolver algumas coisas, penso. Mas, a dor é quase como parte das minhas células, a angústia se tornou aquilo que passa pelo meu corpo antes mesmo do meu sangue, o nada está em meus olhos, tão profundamente, nas minhas janelas escuras. Eu sinto tanta inveja das pessoas ao meu redor, sorrindo, vivendo, resolvendo o que deve ser resolvido sem nenhum impedimento. Você diz “Todos temos problemas”, porra, eu gostaria de ver como você se sairia sob a minha pele, como a sua alma resistiria a tudo o que eu tive que passar. Eu sou uma névoa que chegou há dez anos atrás e nunca mais foi embora, eu sou os trovões na minha janela na quinta-feira, eu sou aquela sensação de querer ir, desesperadamente, embora para casa.
Eu me sinto (como se o vazio fosse parte de mim)
23 dias sem escrever
23 dias sem escrever e as palavras, agora, sĂŁo como a falta de oxigĂŞnio em meu pulmĂŁo.
Chega um momento em sua vida, que vocĂŞ deve aprender a escutar as vozes na sua cabeça, algumas, vocĂŞ deve expulsar com toda a violĂŞncia presente nas suas veias, outras, vocĂŞ deve abraçar para que nunca escapem da sua essĂŞncia; tenho feito isso enquanto escrevo.Â
ELE (e) ELA
Ele Ă© sentimento, Ă© amor, Ă© a doçura de cada palavra escrita por ele, que aquece atĂ© os corações mais gelados. Ele Ă© verdade, Ă© sinceridade, Ă© a certeza de ter algo verdadeiro em um mundo superficial. Ele Ă© a paz, a tranqĂĽilidade, se eu pudesse sentir o seu abraço teria a certeza de ser meu lugar de refĂşgio, como se nada de ruim pudesse me acontecer. Ele Ă© alegria, Ă© sorriso, Ă© capaz de te proporcionar felicidade mesmo no seu momento mais sombrio. Ele Ă© autenticidade, Ă© poeta, Ă© escritor, capaz de te envolver e te transportar diretamente para o mundo que ele criou apenas lendo suas palavras. Ele Ă© insanidade, Ă© a mais pura loucura, como se fosse a mais ardente dose de tequila capaz de te despertar coragens absurdas. Ele Ă© companheiro, Ă© irmĂŁo, Ă© a mĂŁo que te acompanha enquanto vocĂŞ enfrenta seus piores demĂ´nios. Ele Ă© lar, Ă© famĂlia, Ă© o vĂnculo perfeito estabelecido por conexões instantâneas. Ele Ă© destemido, e ao mesmo tempo Ă© a diversĂŁo, Ă© aquela intensa sensação de estar na descida da montanha russa, naquele exato segundo em que o medo se transforma em alegria. Ele Ă© vocĂŞ, em cada detalhe, em cada descrição e em cada palavra. Ele Ă© vocĂŞ visto pelos meus olhos.
Ela Ă© muito mais que sentimentos como amor, amizade e lealdade, Ă© o misto de todos os existentes, acompanhados com outras formas de sentir que nĂłs, pobres humanos, nĂŁo sabemos nomear. Ela Ă© a voz, que guia aqueles que ama em meio a tanta escuridĂŁo, Ă© os silĂŞncios desesperados de ajuda, os sussurros de empatia e principalmente os gritos de apoio. Ela Ă© a alegria disfarçada de ajuda, Ă© a força disfarçada de humildade Ă© o carinho camuflado de amor.  Ela Ă© autenticidade, Ă© poetisa, Ă© escritora, capaz de te envolver e te transportar diretamente para o mundo que ela criou apenas lendo suas palavras. Ela Ă© tranquilidade, Ă© a mais pura sanidade, como se fosse a mais pura dose de água capaz de te despertar segurança extrema. Ela Ă© companheira, Ă© irmĂŁ, Ă© a mĂŁo que te acompanha enquanto vocĂŞ enfrenta seus piores demĂ´nios. Ela Ă© lar, Ă© famĂlia, Ă© o vĂnculo perfeito estabelecido por conexões instantâneas. Ela Ă© destemida, e ao mesmo tempo Ă© a diversĂŁo, Ă© aquela intensa sensação de estar na descida da montanha russa, naquele exato segundo em que o medo se transforma em alegria e sua gargalhada e mĂŁos ao alto Ă© a Ăşnica resposta do seu corpo. Ela Ă© vocĂŞ, em cada detalhe, em cada descrição e em cada palavra. Ela Ă© vocĂŞ vista pelos meus olhos.
Por: @diario-de-uma-garot4​ e @surrealsubversivo​