Aula 04
Cultura da Massa
Assim como foi retratado no texto da primeira aula, a Cultura de Massa ocorre durante uma época onde existiam poucos emissores para muitos receptores. A Cultura da Massa possui três teorias:
Teoria Funcionalista Americana
Esta teoria vem sendo atualizada constantemente e parte do modelo Emissor - Meio - Receptor. Na Teoria da Agulha Hipodérmica acreditava-se em uma recepção passiva, mas com o surgimento da Teoria Funcionalista passa-se a acreditar em uma recepção ativa, onde qualquer reação ou resposta representa alguma coisa. Além disso, levanta-se questões quanto ao Emissor, dando uma maior atenção a este polo quanto as mudanças ocorridas na mensagem quando temos um Emissor diferente.
Meio como Mensagem
Existem algumas formas de espalhar uma mensagem, como por exemplo via transmissão oral, que é feita pela audição, outro exemplo são pelos meios eletrônicos, que utilizam a visão, audição e o tato muitas vezes todos mesclados. Há uma preocupação quanto a importância do meio e as mudanças que ocorrem quando se muda a maneira de propagar uma mensagem. Nesta teoria prioriza-se a visão, pois um meio que não possui voz possui a visão, aumenta-se então a capacidade de ver e não de ouvir. McLuhan cita que os meios de comunicação usam os códigos adequados aos sentidos do corpo humano. Esta forma de pensar muda a cultura do mundo devido à conclusão de que se o mesmo conteúdo for veiculado em diferentes meios, a recepção torna-se diferente.
Industria Cultural
A produção passa a ser em longa escala, em um curto período e direcionado para a massa, que é um público grande, heterogêneo e anônimo, sem muita individualização. Possui o pensamento de não produzir sem saber para quem, como acontecia antigamente, onde produzia-se um certo tipo de produto sem saber para onde o mesmo iria. Na Industria Cultural vende-se antes mesmo de estar sendo produzido. Segue uma visão sistemática onde tudo tem um certo horário, quantidade e qualidade. Há uma expectativa previa dos veículos de informação em relação ao seu receptor, como um cálculo prévio de como, quanto e quando este vai consumir e receber uma certa mensagem.
Cole & Dylan Sprouse
O meio cinematográfico, o qual os gêmeos estão presentes, como filmes e séries se propagam de diversas maneiras, mas todas elas possuem a visão como um dos eixos, como por exemplo na veiculação de trailers, do próprio filme/ série ou na divulgação por meio de cartazes e revistas. A importância da imagem a qual o receptor grava é uma grande prioridade na Teoria do Meio como Mensagem e é algo de extremo valor até nós dias de hoje.
Ambas as séries da Disney com a dupla foram produzidas em longa escala e direcionadas para uma massa heterogênea, que em sua maioria foi composta por crianças e pre adolescentes dos anos de 2005 a 2011. Seguia a visão sistemática presente na Industria Cultural onde “Zack & Cody: Gêmeos em ação” e seu spin off/ sequência “Zack & Cody: Gêmeos a bordo” tinham horário, tempo de veiculação e quantidade de episódios já previstos devido a uma expectativa previa em relação da reação do receptor sobre a série.










