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apartamento novo, confusões velhas. sensações que perturbam o simples ato de existir. e nessa perturbação toda a enorme vontade de perder o medo, fazer diferente, saltar do carro em movimento e me permitir não saber o que fazer a partir daí. desfazer essa ordem ilusória.
escutando anelis é que eu me percebo e sinto: eu amo mulheres. o cheiro, a essência e a revolta. o amor que flui do corpo e o ódio que, quando se quer, exala pelo suor. e, de novo, eu quero perder o sentido, deixar as coisas sem comando. ter controle cansa e não protege.
quero escrever mesmo sabendo que, no fundo, nada que eu diga importa. minha opinião não importa nem pra mim. só quero pular no oceano sem saber nadar, me permitir enlouquecer e sentir toda essa dor do existir. sem rumo nem prumo: rasgar as folhas, ter letra feia, ser gorda e feia, magra e esquisita, malquista e amada.
vitória














