Fico me questionando atĂ© hoje sobre as coisas que me disse num rompante bĂȘbado e irritado, perguntando se vocĂȘ realmente acredita no que diz. Se realmente pra vocĂȘ foi fĂĄcil abrir mĂŁo de mim e que nem por um momento sente minha falta ou uma pontinha de dor e medo.
Porque essa nĂŁo Ă© a pessoa que eu fiquei por 4 anos. NĂŁo Ă© possĂvel que pra vocĂȘ foi sĂł uma virada de pĂĄgina e que por nenhum momento teve dĂșvida, se arrependeu, se sentiu culpado ou quis voltar. Tenho a sensação como se vocĂȘ tivesse vivido todo o luto da nossa relação ainda estando nela, e esqueceu de me contar.
Porque dĂłi de mais pensar que vocĂȘ estĂĄ seguindo por aĂ como se nada tivesse acontecido, sem nem por um segundo pensar automaticamente em me mandar mensagem pra contar algo ou sentir minha falta nos pequenos detalhes.
Como vocĂȘ pĂŽde jogar tudo fora como se nĂŁo tivesse feito planos comigo e juras de um futuro de amor? Quando vocĂȘ perdeu a admiração por mim? Quando que parou de valer a pena? Por que vocĂȘ nĂŁo falou comigo pra que a gente desse um jeito de arrumar as coisas? Como vocĂȘ conseguiu desistir tĂŁo fĂĄcil da nossa histĂłria?
VocĂȘ fez eu me sentir descartĂĄvel, substituĂvel, desimportante, culpada, incapaz, enganada, traĂda, indesejĂĄvel, esquecida, louca, invĂĄlida, insuficiente, defeituosa, imprestĂĄvel, detestĂĄvel, feia, humilhada, um fardo. E eu nunca pensei que logo vocĂȘ faria eu me sentir assim, enquanto todos os dias durante 4 anos vocĂȘ fez de tudo pra me mostrar que eu nĂŁo era.
VocĂȘ levou a segurança, a confiança, o amor e todos os segredos que abri somente pra vocĂȘ, me deixando pra trĂĄs como se eu fosse uma peça desconhecida que nĂŁo faz mais parte do seu quebra-cabeça.
As palavras que eu nunca te disse.
Amar-sofrer















