“A Dona Morte já deve estar afiando a foice, doidinha para vir me pegar. Viu, não consigo perder o hábito de fazer troça do assunto. Em breve, o Anjo da Morte soa a trombeta anunciando minha hora. Mas não precisa ficar assim toda tristonha, minha querida!”, exclamou, ao me ver chorar. “Se vier hoje de noite, não bato a porta na cara dela. Pois a vida, no fim das contas, é esperar por algo diferente do que a gente está fazendo, e a morte é a única coisa certa para todos nós. Estou contente por estar chegando minha hora, queridinha, e chegando depressa. Pode estar vindo agora mesmo, enquanto estamos aqui de conversa. Talvez venha com o vento varrendo todo esse mar, trazendo caos, destruição, desgraça e muita tristeza. Veja! Olhe só!”, gritou de repente. “Tem algo no vento, o som, a aparência, o gosto e o cheiro da morte. Está no ar. Sinto se aproximando. Senhor, que eu possa atender de bom grado, quando minha hora chegar!”
Drácula (Bram Stoker)

















