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A Escolha - CapĂtulo 12
Arthur narrando;
Eu quase estraguei tudo falando aquelas coisas pro Chay. Eu queria dizer pra ele que eu amava a Melanie, que se ela tivesse nos dado uma chance eu nĂŁo teria feito o que ele fez com ela. Mas ela estava ali escutando tudo. NĂŁo ia dar certo, eu ia acabar estragando tudo entre nĂłs, nossa amizade de anos.
Agora estamos dentro do aviĂŁo, indo em direção a Vegas. Um mĂȘs, um mĂȘs que pode mudar muita coisa entre nĂłs dois, ou nĂŁo. Como eu jĂĄ havia dito eu nĂŁo vou forçar nada, sĂł vou tratĂĄ-la como ela merece e deixar evidente o que eu sinto e seja o que Deus quiser.
- PrĂncipe? â Melanie colocou a mĂŁo no meu rosto.
Ela nunca havia me chamado assim. Abri um grande sorriso
- Oi princesa.
- O que vocĂȘ estĂĄ pensando? â ela me encarou â VocĂȘ tĂĄ tĂŁo quietinho!
- TĂŽ pensando em tudo oque estĂĄ acontecendo. â ela deu um meio sorriso â TĂĄ acontecendo tantas coisas em um prazo curto de tempo, nĂ©?
- Ă verdade, nĂ©? â ela desfez o sorriso e abaixou a cabeça â Algumas coisas boas e outras ruins!
- Olha pra mim. â ela levantou o rosto â VocĂȘ vai ver que essas coisas ruins depois vĂŁo ser esquecidas, porque vai acontecer muita coisa boa com vocĂȘ Mel. â coloquei a mĂŁo na barriga dela â Olha esse serzinho que vai nascer... NĂŁo vai ser maravilhoso? â ela assentiu â EntĂŁo Mel, levanta a cabeça e segue a sua vida. Homens vocĂȘ vai ter um monte aos seus pĂ©s. â ela me encarou â Um dia vocĂȘ vai se apaixonar de novo e serĂĄ feliz criando o seu filho...
- Arthur? Eu nem sei o que dizer... â ela acariciou o meu rosto e eu fechei os olhos automaticamente â Obrigado por tudo!
- Que isso Melzinha! VocĂȘ Ă© a minha melhor amiga... â ela sorriu e depois fez cara feia â Que foi Mel?
- Acho que o seu sobrinho tĂĄ querendo brincar comigo de novo. â nĂłs rimos â Vou lĂĄ no banheiro tĂĄ?
Eu assenti e a vi desaparecer. Fiquei fitando a poltrona em minha frente até ouvir um pigarro.
- Oi, com licença posso sentar aqui por um minuto? â olhei e vi uma ruiva, muito bonita por sinal, falar comigo.
- Claro, pode sim. â sorri, nossa mew que gata!
- Aquela mulher que estava aqui Ă© sua namorada? â ela me perguntou curiosa.
- NĂŁo Ă© nĂŁo, Ă© sĂł minha amiga. â ela sorriu, que sorriso bonito, nĂŁo tanto quanto o de Melanie, mas Ă© lindo â AliĂĄs, prazer, sou Arthur Aguiar.
- Nossa, o dono da Magazines Newâs? â assenti â Eu sou Bianca Prado. â nĂłs apertamos as mĂŁos â EntĂŁo eu reparei em vocĂȘ desde a hora que vocĂȘ entrou no aviĂŁo e fiquei com medo de vir falar com vocĂȘ, pensando que a moça que estava aqui era sua namorada. â nĂłs rimos.
- NĂŁo imagina, ela Ă© sĂł a minha amiga!
- EntĂŁo que tal a gente ir ali um minutinho, sabe? Eu queria ter uma conversinha mais particular com vocĂȘ... â ela se aproximou de mim e estĂĄvamos a ponto de nos beijarmos
- NĂŁo se preocupe, ele nĂŁo vai nĂŁo. â ouvi a voz de Melanie atrĂĄs de Bianca.
A olhei e ela estava com cara de poucos amigos.
- VocĂȘ pode fazer o favor de sair do meu lugar? â ela falou com Bianca.
- Claro queridinha. â Bianca olhou para Melanie â Arthur, se quiser eu tĂŽ na poltrona 201! Tchau baby. â ela roubou um selinho meu e se levantou â Bye bye, honey!
Melanie deu uma risada irÎnica e fechou a cara. Eu estava segurando o riso. Que é? Era engraçado duas mulheres se provocando.
Melanie bufou e se sentou. Ela ficou sem olhar pra mim um bom tempo. O que serå que eu tinha feito de errado? Eu sou homem, preciso tirar umas casquinhas né?
- NĂŁo vai falar comigo? â me virei para ela â NĂŁo vai me responder Mel?
Ela nem abriu a boca e pegou uma revista para folear.
- Vai me ignorar Mel? â ela continuou lendo a revista â TĂĄ bom, quando quiser falar comigo...
- ...Quem aquela piriguete acha que Ă© pra dar em cima de vocĂȘ? â ela começou a falar olhando pra minha cara â Ă sĂł eu sair um minuto e ela cai matando em cima?
- Ei, Mel... â peguei em seu rosto â Calma, Ă© sĂł uma menina...
- Uma menina? Uma menina Arthur? Para com isso, ela te roubou um beijo Arthur e nĂŁo Ă© nada? Ela Ă© uma descarada â... Arthur, se quiser eu tĂŽ na poltrona 201!â. â Melanie imitou Bianca â Pelo amor de Deus, eu nunca disse isso pra um garoto, ai que oferecida...
Coloquei o dedo em sua boca e ela me olhou.
- O que foi isso? â perguntei segurando o riso.
- Eu nĂŁo sei! Acho que Ă© ciĂșmes de melhor amiga!
- TambĂ©m acho. â a puxei e ela deitou no meu colo â Mel, nĂŁo precisa ficar assim, eu nunca vou te trocar por ninguĂ©m, tĂĄ? â ela assentiu â VocĂȘ Ă© a minha princesinha!
- Thur, eu posso dormir um pouco aqui?
- Claro, dorme tĂĄ? â ela assentiu e eu comecei a fazer carinho em seus cabelos.
A Mel é tudo pra mim, não importa quantas garotas eu pegue ou que passe algum tempo junto. Ela sempre serå a primeira em minha lista. Se um dia eu tiver com alguém e ela quiser ficar comigo eu largo com quem eu tiver e fico com ela. Eu sei que é errado, mas eu faço. Eu a espero a tanto tempo que eu não desperdiçaria nenhuma chance.
Melanie narrando;
Eu nĂŁo sei o que me deu pra aquele ataque de ciĂșmes, mas eu nĂŁo suportei ver aquela qualquer dar em cima do Arthur. Eu jĂĄ havia acordado depois de mais de 9 horas dentro do aviĂŁo. Agora eu me encontrava deitada no colo do Arthur recebendo o seu carinho gostoso.
- Oi Arthur. â ouvi a voz irritante de novo. SerĂĄ que essa menina nĂŁo vai deixar ele em paz?
- Oi Bianca! â espiei e vi que ele abriu um sorriso. Outro safado.
- A estressadinha tĂĄ dormindo?     Â
- Ela nĂŁo Ă© estressada, sĂł um pouco ciumenta. â ele riu.
- EntĂŁo deixa ela pra lĂĄ... Eu vim aqui te deixar o meu nĂșmero, vai ver se a gente se encontra por aĂ nos cassinos de Las Vegas!
- Tudo bem! Olha aqui o meu... SĂł um minutinho â ele começou a se mexer muito e eu fiz menção de acordar pra ver se aquela vagaba ia embora.
- Olha, deixa, vocĂȘ me liga no meu celular e eu gravo o seu nĂșmero , tchau!
- Tchau... â ele começou a fazer carinho de novo e eu acabei adormecendo.
- Melzinha? â Arthur me chamava â NĂłs chegamos...
Sai de seu colo e o olhei. Ele estava com uma carinha tĂŁo fofa.
- Vamos? â ele falou e eu assenti.
SaĂmos do aviĂŁo e jĂĄ era umas 20h. Pegamos as malas e fomos em direção ao tĂĄxi que havia do lado de fora do aeroporto.
-VocĂȘ dormiu praticamente a viagem inteira Mel. â nĂłs rimos.
- O meu bebĂȘ tĂĄ me deixando assim. JĂĄ vocĂȘ nĂŁo nĂ©?
- PorquĂȘ? Eu dormi... â eu o olhei â TĂĄ, sĂł um pouquinho... Mas como vocĂȘ sabe?
- SĂł joguei o verde... â menti.
- Mentirosaaa, vocĂȘ estava fingindo que estava dormindo?
- NĂŁo estava nĂŁo â ele me olhou â SĂł uma vez, e bem na hora que a piriguete veio te dar o nĂșmero dela...
- Por isso que vocĂȘ se mexeu quando fui pegar o meu nĂșmero...
- Foi sim! â fiz bico.
- VocĂȘ estĂĄ muito ciumentinha dona Melanie.
- TĂŽ nada, tĂĄ? â fiz um bico maior ainda.
- Eu vou morder esse seu bi... â ele abaixou a cabeça â Deixa quieto!
Sério que ele disse que ia morder o meu bico? Isso então quer dizer que... Ele ia me beijar? Para de ser tonta Melanie, claro que ia... Mas ele se arrependeu, então ele não queria ter falado aquilo. AI CALA A BOCA MELANIE!
Fomos o caminho inteiro em silĂȘncio, e que silĂȘncio chato! Nossa, antes eu nunca ficava tanto tempo sem falar com o Arthur e sĂł ontem e hoje jĂĄ tinha dado a cota de todos os anos que eu o conheço.
Chegamos em frente ao hotel, e que hotel hein? Entramos nele e o Arthur foi fazer o check-in. Ele me deu o cartĂŁo do quarto e subimos no mesmo elevador e tudo isso sem dar nenhuma palavra. Chegamos no andar de nossos quartos e o dele era na frente do meu. Ele se virou para entrar no seu quarto e eu o puxei.
- Porque vocĂȘ estĂĄ assim Arthur? â fiz bico â Eu te fiz algo?
- NĂŁo Melzinha, vocĂȘ nĂŁo fez nada. â ele acariciou o meu rosto â Eu que tĂŽ fazendo...
- Fazendo o que Thur?
- Nada, deixa... â ele deu um sorriso e falou â Vamos jantar?
- Arthur vocĂȘ Ă© bipolar? â nĂłs rimos â Ă sĂ©rio, atĂ© agora vocĂȘ estava de cara amarrada e do nada vocĂȘ jĂĄ tĂĄ feliz, que estranho.
- Claro que nĂŁo sua doida. â ele pegou na minha mĂŁo â Ă que nĂŁo vale a pena eu ficar desse jeito. NĂłs estamos em LAS VEGAS, nĂłs temos que nos divertir, certo?
- CertĂssimo!
- Eu vou tomar um banho e te espero daqui meia hora, pode ser? â assenti â EntĂŁo atĂ© daqui a pouco. â ele piscou e entrou em seu quarto.
Eu fiz o mesmo e tirei a minha roupa para tomar banho e me arrumar. Tomei uma ducha rapidinha e me vesti (look) e fiquei esperando o Arthur bater na minha porta.
Fiquei olhando pro nada alguns minutos e ouço baterem na minha porta. Me levanto, pego a minha bolsa e me direciono a porta
- Oi Thur. â o olhei e ele estava lindo de smoking todo preto.
- Uau! VocĂȘ estĂĄ linda! â ele deu um sorriso e eu sorri tĂmida.
- Obrigada!
- Vamos? â ele me estendeu o braço e eu encachei o meu braço no dele.
- Vamos!
Descemos atĂ© o restaurante que havia dentro do hotel e nos sentamos em uma das mesas que havia uma vista incrĂvel para os cassinos de Las Vegas.
- Nossa Thur, aqui Ă© incrĂvel! â falei admirando tudo.
- IncrĂvel mesmo... E aĂ quer comer o que? â ele pegou na minha mĂŁo.
- Quero que vocĂȘ escolha, tĂĄ? â o encarei.
- Porque eu? â ele me olhou curioso.
- Porque vocĂȘ me conhece melhor do que ninguĂ©m, atĂ© melhor do que eu mesma. â eu sorri e ele tambĂ©m.
Arthur pediu os nossos pratos e ficamos conversando atĂ© chegar. A noite estava Ăłtima e perfeita. Meu melhor amigo Ă© incrĂvel e sabe tudo de mim.
Ficamos horas no restaurante conversando sobre tudo. Por um momento atĂ© eu havia me esquecido de Chay, mas sĂł por um momento. Estava na minha 5ÂȘ taça de vinho e Arthur a tirou da minha mĂŁo.
- Ei, vai com calma. â ele disse me advertindo.
- Thu,r eu nĂŁo tĂŽ bĂȘbada â o encarei.
- Eu sei princesa, mas vocĂȘ nĂŁo pode beber muito por causa do bebĂȘ!
- Tudo bem! â eu sorri â Eu acho que jĂĄ vou embora, descansar um pouco! VocĂȘ vem?
- NĂŁo, eu vou ficar um pouco no bar, depois eu subo. - assenti e ele se levantou â Boa noite Mel!
- Boa noite Thur e obrigado pelo jantar. â dei um beijo em seu rosto e subi atĂ© o meu quarto.
Ai como eu estou cansada, eu vou dormir muito. Mentira, nĂŁo vou nada, eu quero conhecer Las Vegas baby!
Entrei em meu quarto e fui direto para o banheiro tirar minha maquiagem. Depois de feito coloquei um pijama (look) e deitei um pouco.
Arthur narrando;
Assim que perdi a Mel de vista, eu suspirei. Eu estava falando as coisas rĂĄpido demais. Eu disse pra mim mesmo que eu ia fazer ela entender que eu a amava e nĂŁo jogar as coisas na cara dela.
- Arthur, Arthur, toma jeito. â disse pra mim mesmo.
- Senhor, isso estava na mesa onde vocĂȘ e uma senhorita estavam. â chegou um homem me mostrando uma bolsa. A bolsa de Melanie.
- Obrigado mesmo, ela deve ter esquecido.
- Por nada! â o cara saiu.
Resolvi levar a bolsa dela e também ir dormir. Terminei de tomar meu whisky e subi em direção aos quartos pelo elevador.
Bati na porta de Melanie e ela demorou para atender.
- JĂĄ tĂŽ indo. â ela gritou de dentro do quarto.
Quando ela abriu a porta eu abri a boca. Mew como ela estava gostosa, nĂŁo, desculpa, ela estava sexy.
- Fecha a boca Arthur! âela riu.
- Ah, desculpa. â ri sem graça â Eu vim trazer sua bolsa, vocĂȘ deixou na mesa...
- Nossa que cabecinha a minha. â ela riu e pegou a bolsa â Obrigada Thur!
- De nada, agora deixa eu dormir e amanhĂŁ a gente se vĂȘ ok? â ela assentiu e eu fui para o meu quarto.
Fechei a porta
- Essa mulher ainda vai me deixar louco! â falei e cai na cama.
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