Acasos do Destino - CapĂtulo 12 - Plano infalĂvel, um sucesso!
CHAY NARRANDO
Fiquei tipo em transe quando vi Mel. Ela estava mais linda do que o normal. Meus pensamentos foram interrompidos por Mel me chamando a atenção.
- VocĂȘ vive no mundo da lua mesmo, nĂ©? - Ela riu. - Pode me emprestar uma xĂcara de açĂșcar?
- Claro. â Eu, ainda um pouco em transe, fechei a porta e fui buscar o açĂșcar. Ai como sou idiota, deixei ela lĂĄ do lado de fora! Voltei correndo para abrir a porta, quando abri, Mel estava rindo.
- Desculpa. - Eu disse, passando a mĂŁo entre meus cabelos, sem jeito.
- Sem problemas, tĂĄ aqui a xĂcara. â Ela estendeu a xĂcara vazia e eu peguei da mĂŁo dela.
- Quer entrar? - Perguntei e ela apenas assentiu.
- Ă lindo o apartamento de vocĂȘs dois, muito bem decorado. - Mel elogiou. Ela entrou e se sentou em uma banqueta que havia na cozinha.
Rapidamente eu peguei o restinho de açĂșcar que tĂnhamos aqui e preenchi a xĂcara com açĂșcar e depois entreguei ĂĄ ela.
- Muito obrigada Chay. Ah, o Mika jĂĄ foi comprar as flores? - Ela disse, enquanto se dirigia a porta. Eu ia indo atrĂĄs dela.
- JĂĄ sim, e tambĂ©m disse que iria comprar outras coisas pro âencontro de amigosâ deles. â Eu respondi ĂĄ ela e ri.
- Ah que bom, porque ta difĂcil de enrolar a Sophia lĂĄ em casa. - NĂłs dois rimos.
- VocĂȘ Ă© maluca de estar ajudando o Micael, a Sophia vai te matar quando souber.
- Que nada, ela ainda vai me agradecer. Eu sei que de algum jeito, ela gostou do Mika, e ele tambĂ©m, mas eles sĂŁo muito teimosos pra admitir isso, por isso tenho que dar uma ajudinha pro amor. â Eu disse, me sentindo uma cupida.
- VocĂȘ acredita em amor a primeira vista? - Eu me aproximei dela. Vi que ela ficou um pouquinho desconfortĂĄvel com isso.
- Sim, porque nĂŁo? - Ela sorriu, um pouco nervosa. â Agora tĂĄ na minha hora, atĂ© mais Chay. - Ela se aproximou e me deu um beijinho na bochecha, e foi correndo atĂ© a porta, indo embora.
- Até depois Mel! - Apenas gritei e entrei em meu apartamento.
Resolvi fazer uma breve faxina no apartamento, hoje seria um dia especial. Iria jantar com Mel, tinha que impressionĂĄ-la.
Peguei algumas velas aromatizadas que estavam no armårio e decidi que iria enfeitar com elas, quando Mika chegasse iria pegar algumas flores que ele comprou e daqui a pouco iria ao mercado comprar os ingredientes da macarronada que eu iria preparar. Modéstia å parte, eu cozinho muito bem.
***
 MEL NARRANDO
Quando cheguei no apartamento, Sophia jĂĄ estava quase pronta. Me disse que apenas faltava a maquiagem, entĂŁo eu a ajudei com a make, e logo Lucas bateu na porta. Terminei de ajudĂĄ-la a se maquiar e fui terminar de preparar as comidas, enquanto Sophia estava distraĂda, dando os Ășltimos retoques em seu look.
- Deixa que eu atendo Princesa! Pode ir se arrumando! - Eu gritei da cozinha e segui até a porta, respirei fundo e finalmente a abri.
- Oi Mel! - Lucas sorriu simpĂĄtico. â A Sophia estĂĄ?
- Oi Lucas! Sabe, ela tĂĄ sim, mas cĂȘ acredita que ela ficou com uma dor de cabeça e um mal-estar horrĂvel? Pois Ă©, ela atĂ© estĂĄ vomitando agora lĂĄ no banheiro, entĂŁo ela pediu pra mim te avisar que nĂŁo vai dar mais pra vocĂȘs saĂrem hoje. â Eu disse. Olha, eu to me saindo melhor do que esperava.
- Jura? - Ele fez uma cara de decepcionado.
- Aham, ela tå mal, mesmo. - Eu fiz uma cara triste. Ele caiu direitinho! Pensei comigo, se não der certo a minha carreira de médica, posso ser atriz.
- E eu posso vĂȘ-la? â Ele perguntou
- Olha Lucas, ela não estå em um bom estado, e não quer que ninguém a veja assim, fora eu, claro.
- Tudo bem entĂŁo Mel, - Ele ainda mantinha sua cara de decepcionado. - vocĂȘ pode entregar essas flores pra ela? â Ele disse e me entregou um buquĂȘ de orquĂdeas.
- Claro, ela vai adorar! â Disse, sorrindo. Mas sabia que Sophia nĂŁo gostava de orquĂdeas, ela prefere rosas vermelhas.
- Diz pra Soph que eu mandei melhoras. â Ele pediu e eu assenti. â Tchau Mel.
- Tchau! - Apenas disse e fechei a porta com um sorriso vitorioso no rosto, uma parte do plano jĂĄ deu certo.
***
- Pra quem sĂŁo essas flores? â tomei um susto ao ouvir a voz de Sophia. Ela jĂĄ tinah saĂdo do quarto e eu nem percebi, ainda bem que nĂŁo deu tempo de ver minha conversinha com Lucas.
- SĂŁo pra vocĂȘ, o Lucas pediu para te entregar. â Eu disse. Eu nĂŁo estava mentindo, ainda.
- SĂ©rio? E cadĂȘ ele? â Sophia perguntou, com um sorriso animado em seu lĂĄbios.
- Foi embora. â Eu disse, e logo a expressĂŁo dela foi de animada para decepcionada.
- Mas a gente tinha marcado um encontro... â Ela ainda tentava entender o que havia acontecido. Pobre Sophia, tĂŁo inocente...
Ignorei e continuei com meu teatro.
- Ah claro, lembrei! Ele me pediu pra te avisar que um amigo dele sofreu um acidente e ele precisou ir atĂ© lĂĄ ver ele no hospital. â Eu disse, e fiz uma cara triste, para convencĂȘ-la.
- Nossa, e serĂĄ que o acidente foi grave? â Soph perguntou, preocupada. Odiava estar mentindo dessa forma, mas, era por uma boa causa.
- NĂŁo, nĂŁo. Ele disse que o amigo dele jĂĄ estĂĄ bem, mas Ă© sempre bom dar uma força nĂ©? Pra isso que servem os amigos. â Eu disse, com um sorriso amarelo. - Agora anda, pega as suas flores. - Eu disse e entreguei o buquĂȘ pra ela. Vi sua cara decepcionada novamente, ela nĂŁo havia gostado muito das flores.
- VocĂȘ gosta de orquĂdeas? â Ela me perguntou, a fim de me oferecĂȘ-las.
- NĂŁo muito, prefiro tulipas. â Eu disse e sorri.
- Eu também não gosto muito, prefiro rosas. Bem, vou deixar aqui no canto, o que vale é a intenção. - Ela sorriu, mas ainda estava com a expressão decepcionada.
 MICAEL NARRANDO
JĂĄ havia organizado tudo, a cesta de piquenique estava recheada de gostosuras, comprei rosas de todas as cores, e fui tomar um banho para me arrumar.
Escolhi o meu melhor perfume, coloquei minha bermuda de surf nova, e uma regata branca. Calcei meus chinelos, peguei apenas uma rosa vermelha do buquĂȘ e fui atĂ© o apartamento das meninas.
Bati trĂȘs vezes na porta e logo Sophia abriu. Ela estava linda, com o cabelo cacheado, e o vestido azul celeste.
- Ah, Ă© vocĂȘ... â Ela disse com uma expressĂŁo desinteressada. - Fala logo o que vocĂȘ quer. - Ela estava sĂ©ria.
- Nossa, nĂŁo precisa me receber assim desse jeito, nĂ©? â Disse e pude ver a expressĂŁo dela se suavizar um pouco. - Trouxe essa rosa pra vocĂȘ. - Eu falei, entregando a delicada flor para ela, que a pegou, um pouco surpresa.
- Obrigada. â Um pequeno sorriso brotava em seus belos lĂĄbios. â Mas vocĂȘ nĂŁo veio aqui sĂł pra isso nĂ©?
- NĂŁo, eu vim te convidar pra ir na praia comigo, jĂĄ que moramos de frente pra ela. Sophia a gente começou errado, me dĂĄ apenas uma chance? Vamos ser vizinhos e estudar na mesma Universidade, no mĂnimo temos que ser amigos nĂŁo Ă© mesmo? - Ela pensou um pouco e hesitou.
- Tudo bem. â Eu logo sorri, animado. â Mas olha sĂł, Ă© um encontro apenas de amigos ok? Apenas amigos.
- Como vocĂȘ quiser. â Eu disse, e sorri. Logo ela tambĂ©m sorriu, o sorriso mais lindo.
- Vou trocar de roupa, pode vim me encontrar daqui uma meia hora? â Ela me perguntou.
- Tudo bem. â Me aproximei dela e dei um beijinho em sua bochecha e voltei sorridente para o meu apartamento.
 SOPHIA NARRANDO
Voltei para a sala e Mel estava escorada no balcĂŁo da cozinha, preparando alguma sobremesa.
- Quem era? - Ela me perguntou, sem deixar de se concentrar no que fazia, seja lĂĄ oq eu fosse.
- O Micael. - Eu abri um enorme sorriso. â Ele veio me convidar para sair.
Mel deixou escapar um gritinho de animação, e se virou para olhar pra mim.
- NĂŁo acredito! E vocĂȘ aceitou nĂ© Sophia? Olha, se vocĂȘ nĂŁo tiver aceitad...
- Ei calma, eu aceitei. A gente vai na praia. - Sorri novamente ao imaginar nĂłs dois vendo o pĂŽr-do-sol lado a lado.
- Awwwwn, o encontro de vocĂȘs com certeza vai ser mega lindo, mas nĂŁo mais que o meu. - Ela suspirou e soltou um sorrisinho.
- Humm, vai sair com quem hein? â Perguntei, curiosa, apesar de jĂĄ ter uma ideia de quem seria.
- Jura que vocĂȘ nĂŁo faz a mĂnima ideia de quem seja?
- Claro, o Chay... à o Chay né? - Eu fui até o balcão e me sentei em uma banqueta. E roubei com o dedo um pouco da massa que Mel estava fazendo.
- Ă o Chay sim, a gente vai estudar e depois jantar uma macarronada que ele vai preparar. - Ela sorriu, animada.
- Estudar? - Eu fiz uma cara de decepcionada e Mel me deu tapinhas no ombro.
- Para, SĂŽ! O meu encontro vai ser perfeito ok? â Ela disse e voltou a se concentrar na massa.
- Se vocĂȘ estĂĄ dizendo... Quem sou eu pra discordar, nĂŁo Ă© mesmo? - Eu comecei a rir e Mel revirou os olhos.
- Bela amiga que eu fui encontrar, fica tirando sarro do meu encontro. - Mel fez uma cara triste.
- Awwwn minha bebĂȘ ta brava Ă©? â Fui atĂ© ela e a abraçei. â Seu encontro com o PrĂncipe Mineiro, vai ser maravilhoso, tĂĄ melhor assim Princess?
- TĂĄ bem melhor. Agora, dĂĄ onde vocĂȘ tirou âPrĂncipe Mineiroâ? - NĂłs duas rimos.
- Da minha maravilhosa criatividade. â Eu disse, me gabando.
- SĂł vocĂȘ mesmo e essa sua criatividade. - Mel colocou a massa que estava fazendo em uma tigela que tĂnhamos, e colocou na geladeira.
- VocĂȘ nĂŁo disse que o Micael era o âDeus Gregoâ? - Ela assentiu. â Pois entĂŁo, eu precisava colocar um apelido no Chay tambĂ©m.
Voltamos pra sala e nos sentamos no sofĂĄ.
- Entendi agora, vocĂȘ roubou a minha ideia. - Mel disse e me jogou uma almofada.
- Nem foi tĂĄ? - Eu joguei de novo a almofada.
- SĂŽ, nĂŁo ta na hora de vocĂȘ ir se arrumar? â Ela me perguntou. NĂŁo sei o que seria de mim sem ela, eu ia esquecer!
- Nossa, tinha esquecido disso jĂĄ! Vou lĂĄ me arrumar entĂŁo. - Eu estava indo atĂ© o meu quarto quando lembrei de uma coisa. Voltei rapidamente e puxei Mel pelas mĂŁos. â E dessa vez, a senhorita vai me ajudar.











