Inciando as atividades da AÇÃO: NATAL SOLIDÁRIO, saímos às ruas sim para levar as crianças e famílias o convite para participar desta ação de muito amor e carinho. #natalfeliz #nataldeamor #natalsolidario #acoesdobem (em Palestina do Pará) https://www.instagram.com/p/B6ZGSEsJXWk/?igshid=1i24j29tk59qv
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Como esta roupa íntima pode ajudar a manter milhares de meninas africanas na escola
Quando a designer de produto Diana Sierra estava na faculdade, ela fez um estágio em Uganda, na África. Lá, algumas garotas a confidenciaram que era muito difícil ir à escola durante o período menstrual, pois era raro (e caro) encontrar absorventes. Sendo assim, elas simplesmentedeixavam de assistir as aulas.
De acordo com a UNICEF, uma em cada 10 garotas não vai à escola durante a menstruação. Em entrevista, Diana contestou: “Nós não estamos falando de foguetes espaciais; estamos falando de absorventes higiênicos. No entanto, ambos têm o mesmo efeito. Eles nos levam à lugares”.
Hoje a ONG de Diana, Be Girl, trabalha para garantir que todas as garotas que desejam ir para escola possam fazê-lo – menstruadas ou não. A designer lançou uma roupa íntima almofadada reutilizável com bolsas impermeáveis que pode ser abastecida com qualquer material absorvente, como pano, algodão ou papel higiênico: “Basta enchê-la com qualquer coisa que é seguro”.
Quando a bolsa está cheia, é só substituir o material. Já a peça é fácil de lavar e seca facilmente. Sobre sua criação, Diana comenta: “Isso não é sobre o produto em si, é sobre o que as meninas sentem quando o têm. Uma delas me disse ‘O que eu mais gosto dele é que me sinto orgulhosa em ser menina‘”.
A máquina que está trocando lixo reciclável por viagens de transporte público no Rio de Janeiro
Os cariocas têm agora mais um bom motivo para praticar a reciclagem. Isso porque os usuários do transporte público da Zona Oeste do Rio de Janeiro podem ganhar um cartão RioCard com a troca de cinco embalagens recicláveis no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. Sim, o lixo está ficando mais valioso do que você pensava.
A ideia é parte do projeto piloto Mobilidade Reciclada, de João Guilherme Rosa, e foi idealizada através da plataforma Benfeitoria, que incentiva o financiamento coletivo. Este foi o grande vencedor entre as mais de 1,6 mil propostas entre 2013 e 2014, que agora faz parte plataforma de soluções colaborativas Rio+.
A máquina de troca foram instaladas em outubro e segue em funcionamento para os usuários garantirem passagens de ônibus. Para utilizá-la, basta inserir seu CPF e depositar as embalagens, que podem variar entre latas, garrafas PETs e outras que sejam recicláveis. Assim, recebem um bilhete unitário do BRT (R$ 3,40) e ao devolvê-lo, recebe mais R$ 1. São dois resgastes por dia para cada pessoa.
O funcionamento da máquina é das 7h às 19h em dias úteis, até 19 de novembro. O material depositado será recolhido e encaminhado para a Doe Seu Lixo, instituto de coleta seletiva e reciclagem.
Livro digital gratuito reúne informações sobre quase 400 espécies de plantas medicinais
Este livro foi escrito baseado em experiências profissionais de quase 40 anos, lecionando na Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Uberaba e Centro Universitário Newton Paiva, assim como em outras experiências profissionais. Durante esse tempo, muitos alunos participaram de pesquisas em sua cidade natal, coletando exsicatas (plantas secas) para posterior identificação botânica. Só em um trabalho publicado foram analisadas 5.000 exsicatas. Além disso, foram mais de 20 cursos de extensão ministrados em Alfenas, Machado, Ouro Preto, Lavras, Viçosa e Uberlândia.
Ao iniciar meus trabalhos, tive a orientação do grande Professor José Martins Pinheiro Sobrinho. Com ele aprendi a base da fitoterapia e também fiz várias coletas em Ouro Preto e nos arredores de Belo Horizonte, quando ainda existia vegetação nativa em vários locais que hoje estão urbanizados. Além desses trabalhos, pude ainda coletar em várias cidades e serras como: a Fazenda Montes Claros, em Caratinga, Serra de Itabirito, Parque do Caparaó, Serra de Ouro Branco, Serra da Piedade, Serra da Moeda, Serra do Cipó, Serra Negra, o Morro do Chapéu, em Nova Lima, Pico do Itambé e ainda em Montes Claros e Grão Mogol.
Foram entrevistados mais de 80 raizeiros deste Estado e, por isso, posso dizer que o conhecimento dessas pessoas simples é enorme e valioso, e agradeço a eles toda a colaboração que me prestaram. Outros pesquisadores publicaram seus trabalhos em Farmacologia e Fitoquímica, com as espécies medicinais de nosso Estado, e também esses trabalhos foram utilizados em nossa coletânea, mostrando, principalmente, o que já foi comprovado cientificamente. Em Minas Gerais, temos a influência de vários Grupos de origens diferentes que colonizaram nossas terras e trouxeram, com eles, várias espécies de seu local de origem, muitas se transformaram em subespontâneas. Em Ouro Preto, encontramos, nas frestas dos muros: Cymbalaria muralis, Fumaria officinalis, Parietaria officinalis, Lycopodium clavatum e outras espécies. Chegamos a coletar a Capsella bursa-pastoris, mas os locais onde a encontrei hoje são urbanizados. Junto a uma população de origem alemã encontramos Pimpinela magna, que eles chamam de agrião-do-mato. Em São Tomé das Letras, ainda pode ser encontrada a Urtica urens em seus terrenos baldios. Muitas plantas foram introduzidas pelos portugueses e pelos negros em Minas Gerais. A maioria das plantas medicinais cultivadas tem origem europeia. Já os negros contribuíram com muitas espécies na culinária mineira, tais como o ora-pro-nobis, o caruru, e o cará-miúdo, chamado de mangarito e só encontrado na cidade do Serro ou em uma comunidade negra de Contagem, Os Arturus.
Levei três anos para coletar todas as plantas com flor e para os artistas desenharem e pintarem as aquarelas. Por diversas vezes tivemos que voltar ao local onde as plantas floresciam para novas coletas das espécies.
É essa rica experiência que quero passar para vocês, e principalmente colocar que plantas medicinais podem causar muitos problemas se não forem observadas as quantidades em uso, pois a diferença entre o medicamento e o veneno é, às vezes, questão de dosagem. Tive, pois, a preocupação de colocar em cada espécie as contra-indicações, toxicidade e a moderna interação medicamentosa.
Com respeito à coleta, é necessário chamar a atenção para o cuidado com o local onde são feitas. Muitos, em Belo Horizonte, coletam plantas na beira dos passeios, onde corre a água de chuva, e, nesse caso, a planta pode estar contaminada com bactérias e parasitas. Lembro-me de um poço, em Taquaraçu de Minas, de onde a população apanhava água para beber, e ela estava com caramujos transmissores de parasitas. Outro fato que pode ocorrer é a coleta de plantas erradas, mas as figuras, em aquarela, facilitarão a identificação. Espero que esta obra venha contribuir para um melhor conhecimento das plantas medicinais.
A história da brasileira de 19 anos que desenvolveu um método rápido e barato para diagnosticar doença no útero
Mais de 180 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose, uma doença provocada pela migração das células do endométrio, tecido que reveste o útero, para outros lugares do corpo. Os sintomas geralmente se resumem a dores, sangramentos intensos e infertilidade. Contudo, a maioria das mulheres nem se dá conta da complicação até que ela tome proporções mais graves.
Para diagnosticar a endometriose, é preciso fazer uma ultrassonografia, buscando em todo o corpo pedaços de tecido endometrial. Além de nada prático e eficiente, o exame é caro, o que impossibilita que mulheres de baixa renda tratem a doença em estágio inicial.
Esse foi o caso da tia materna de Georgia Gabriela Sampaio, de 19 anos, que precisou ter o útero removido devido ao avanço da doença. “Assim que soube do problema da minha tia, abri o Google, digitei o termo e passei horas pesquisando. Li sobre a gravidade da endometriose e a ocorrência sobre as populações menos favorecidas. Isso me levou a pensar em quantas milhões de mulheres também passavam pela mesma situação da minha tia. Contei a ideia de pesquisar isso para o meu professor de biologia e não parei desde então“, afirmou a menina ao Projeto Draft.
Nascida em Feira de Santana (BA), Georgia conseguiu cursar parte de seus estudos em colégio particular graças a bolsas e sempre se mostrou curiosa e interessada em ciência e tecnologia. Não é a toa que, após muito pesquisar e pensar sobre o tema, conseguiu desenvolver a base de um diagnóstico mais barato e rápido para a doença, o que lhe garantiu um prêmio em um programa de ideias inovadoras na Universidade de Harvard, nos EUA.
Segundo Georgia, o diagnóstico da endometriose poderia ser feita por meio de exames de sangue, urina ou saliva, já que modificações biológicas podem ser identificadas nesses materiais. Após expor sua pesquisa e se conectar a dezenas de profissionais e pesquisadores que se dedicam ao assunto, a menina chegou a voltar ao Brasil, mas mudou seus planos ao ser aprovada em nada menos que oito universidades norte-americanas.
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