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oil on canvas | 12 x 15" | 1996 Rick Stevens Art
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oil on canvas | 12 x 15" | 1996 Rick Stevens Art

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MIXTAPE_BCD » VOL.9: VO§URU
Vo§uru: Sabe de uma coisa? Eu não gosto de falar sobre eras musicais e suas importâncias e influências de forma global, mas eu posso dizer por que esse período é diferente e importante para mim: naquela época, eu era bem novo, eu estava começando a ouvir música de forma mais consciente. E foi nessa época que eu comecei a desenvolver meu gosto musical, que não dependia do gosto de mais ninguém. Em poucas palavras, essas três mixtapes ilustram minha relação pessoal com essa época, e elas fazem isso melhor do que qualquer palavra. BCD: Bom... eu acho que esse frescor dessa época vem de uma certa inocência, uma certa crença que a revolução dos computadores faria grandes mudanças no mundo. Você acredita que ainda há espaço para esse tipo de utopia? V§: Eu acho que essa crença vem ainda de mais cedo, lá do começo dos anos 80, mas nos 90 esse tipo de tecnologia computadorizada já começava a se tornar habitual e as pessoas começaram a olhar para o ambiente computadorizado como meio de produção. Nesse momento, os computadores deixaram de ser algo transcendental e inacessível e isso atraiu muita gente do mundo da música, trazendo novas ideias e junto um novo som. BCD: Que tipo de elementos sonoros você consegue pinçar desse período como os seus favoritos? V§: Nunca pensei muito conscientemente sobre isso, tudo acontece de forma intuitiva... BCD: Como é a sua relação com a tecnologia hoje em dia? V§: Eu certamente estou em termos amigáveis com a tecnologia hoje (risos)! Mas sem nenhum tipo de fanatismo ou adoração. BCD: Você acredita que a cada dia se torna mais difícil de acreditar em algo? V§: Eu não posso ser responsável por toda a humanidade de forma global, mas eu posso dizer que tenho algumas coisas em que acredito, mas isso é bastante pessoal. BCD: Você surgiu de forma meio tardia no cenário musical. Qual é a sua trajetória fazendo música? V§: Eu comecei a praticar música a muito tempo atrás. Havia algumas bandas indie nas quais eu participava como guitarrista e tecladista, e depois disso fiquei mais ou menos uns três anos sem saber direito em que rumo seguir. A partir daí eu comecei a fazer música como vo§uru. A trajetória acabou sendo bem longa e curva, mas foi bem recompensadora.