⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Em nome da Excalibur, TADHG HOOD (TOLKIEN) em seus 23 anos, jura s e g u i r o legado de ROBIN HOOD & LADY MARIAN durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe C R I A T I V I D A D E e não se permite ser corrompido por P E S S I M I S M O. Por último, é deixado um corte na mão de LOUIS HOFMANN como prova de seu comprometimento com a luz.
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OCUPAÇÃO: estagiário nas estufas da Academia, e eventualmente ajuda a professora de herbologia a dar uma aula ou duas.
DORMITÓRIO: sim, localização Londres (310).
HABILIDADE
COMUNICAÇÃO BOTÂNICA: pode se comunicar com todas as formas de vida vegetal, incluindo flores, árvores, frutas, vegetais, pólen, etc. A comunicação acontece telepaticamente, verbalmente ou tocando fisicamente. As plantas podem dizer a Thaddeus o que aconteceu ou o que está acontecendo, e também ajudá-lo em situações, como rastrear alguém de uma longa distância. Para muitos, pode parecer um poder inútil, mas sabe qual a melhor parte dele? Plantas são ótimas fofoqueiras e contadoras de história, e é dessa forma que ele tem conteúdo para sua escrita.
BIOGRAFIA
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Quando Lady Marian descobriu estar grávida de um menino, Robin Hood não poderia ter ficado mais feliz. O nascimento de Tadhg, nome escolhido pela mãe, significava que finalmente ele teria um garoto para ensinar tudo que lhe foi passado por seu próprio pai. Não que não se orgulhasse de suas filhas, claro que sim, mas parecia que a vinda do menino era especial. Tad, como foi carinhosamente apelidado, cresceu acompanhado dos ensinamentos do pai em como ser um bom arqueiro, um sorrateiro justiceiro, aprendendo tudo que fosse necessário para carregar o legado da família com as irmãs. Ao mesmo tempo, sua mãe também mostrou-lhe outro tipo de mundo, o da literatura. Desde pequeno, seu momento favorito do dia era ir deitar-se e ouvir as histórias contadas pela mulher, onde ele podia navegar para longe com sua imaginação.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Por ter crescido com a mãe lendo histórias, era óbvio que não demoraria em aventurar-se sozinha nelas. Quando não estava treinando, estava em uma biblioteca afundando-se nos mais diversos volumes, de autores mágicos e não mágicos. Descobriu que gostava de escrever após ler ‘O Jardim Secreto’, livro non-maj pelo qual se apaixonou. Este não só despertou-lhe a vontade de contar sua própria história, como também iniciou sua paixão pela jardinagem. Como terapia, e sempre que possível, Tad se dedicava a cuidar das plantas da mansão Hood, sua mãe até o ajudando, feliz pelo filho estar encontrando outros hobbies que amava além da vida de justiceiro.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Quando ingressou na Academia e descobriu seu poder, ficou muito feliz. Ele já era apaixonado pelas plantas, e poder comunicar-se com ele apenas exacerbou uma vontade que já possuia: a de seguir carreira naquilo, junto com a escrita. Durante o módulo I, decidou-se ao máximo aos estudos para que pudesse finalmente usar seu poder fora da Academia. Com 18 anos também começou a ajudar nas missões oficiais da família, sob o codinome Tolkien (usando esse símbolo como marca), conhecendo lados de Storydom que jamais imaginou existir. As aventuras se tornaram grande fonte de inspiração para ele.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Agora, Tad vive o melhor de três mundos: por amar as plantas, começou a estagiar na estufa da Academia, e ajuda a professora de herbologia sempre que possível; é justiceiro ao lado da família, e aproveita das aventuras vividas com eles para escrever histórias sob um pseudônimo (Hugh Nolan). As publica no Storypad, e somente seu melhor amigo sabe que ele é o escritor delas. Acredita que seu verdadeiro sonho de carreira seja ser escritor, mas ainda não teve coragem para revelar aos pais sobre isso.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀É um garoto um pouco recluso, mas de bom coração. Poderia até ser chamado de emo, não fosse a paixão pela música clássica e a pouca utilização de roupas pretas, as suas sempre mais puxadas para tons esverdeados. Tem poucos amigos, somente aqueles que conseguem ter paciência para ouvi-lo falar sobre plantas por horas. Porém, é feliz com o que tem e também tenta manter-se simpático e aberto para todos. Gosta de conhecer as pessoas, pois sabe que todo mundo pode inspirá-lo a criar um personagem.
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·˚ ༘ ༄ 🧜🏻♂️ ೃ ‧* Naquela noite descobria duas coisas muito interessantes: a primeira era que beijá-lo não era nada parecido ao que tanto imaginou, era melhor. E segundo que gostava bastante de ter a atenção de Tadhg assim em si. O toque dos lábios dele em sua pele, o calor do corpo contra o seu, os olhares conectados, tudo. Não achou que um dia fosse desfrutar daquele sentimento mais uma vez de querer estar assim tão perto de alguém, mas ali estava a prova de seus sentimentos pelo Hood realmente tinham em algum momento evoluído para algo além da camaradagem de o ver como irmão de sua melhor amiga, a amizade que antes construíram ao longo do tempo tinha se tornado… Patrick ainda não queria nomear, ser apressado, mas tinha uma suspeita. O interesse estava claramente presente e pelo visto retribuído já que tão facilmente o rapaz atendia ao seu pedido e voltava a beijá-lo, deixando-o mais uma vez com a suspeita de que poderia ficar daquele jeito a noite inteirinha. Mas os dentes dele prendiam seu inferior e arrancava de si um sorriso carinhoso ao se afastarem, Pat lambendo os lábios agora quentes e úmidos, em busca dos últimos resquícios do que identificava como o gosto do doce que o rapaz tinha comido antes. “Você me faz feliz.” retrucou, seu rosto ruborizado, as covinhas aparecendo enquanto ele sorria de maneira suave para o mais novo. Não foi essa sua intenção quando chegou até ali correndo, mas tinha que admitir que terminou do melhor jeito possível. A pergunta lhe deixou mais tímido do que queria admitir que estava, subindo a destra para mexer com a orelha esquerda do loiro enquanto a canhota descansava em sua coxa. “Só dormir, certo?” tinha que confirmar. Não estava pronto para algo mais do que beijos, se queria sexo, nem sabia se um dia estaria, se um dia desejaria isso; a única vez que o fez, acabou estragando tudo, afinal. “Eu quero sim.” as letrinhas confirmaram antes que se afastasse do encosto do sofá só para grudar o torso contra o dele, ambos os braços rodeando sua cintura em um abraço, o rosto escondido no pescoço do mesmo. “Mas você vai me abraçar. Eu vou de little spoon hoje, amanhã pode ser você.”
𓂃 A resposta positiva do comentário antes feito pareceu aquecer ainda mais o coração do Hood; saber que o sentimento de felicidade era recíproco trazia a ele esperanças do que um futuro para os dois podia significar, ainda que não tivessem pressa de nada. Era melhor assim, os sentimentos se aflorando pouco a pouco, os dois primeiro se conhecendo melhor do que tudo, antes de avançar para algo que pudessem se arrepender. Ele se sentia bobo da necessidade de precisar conversar com Bénigne, com Anne, ou com a própria irmã sobre os momentos vividos ao lado do Triton, sabia que esses eram sinais de que estavam no caminho certo, e ele mal podia esperar para ver o que teriam pela frente. “Só dormir.”, assentiu, um sorriso terno nos lábios. Ele sabia o que Patrick queria garantir que não fariam, e honestamente? Também não estava pronto para aquilo. Não tinha dito ao outro ainda, mas seria sua primeira vez. Sempre estivera ocupado com tantas outras coisas, com suas próprias fantasias e emoções suprimidas que a relação carnal nunca foi uma necessidade. Era clichê, mas assim como lera nos livros, ele queria esperar pela pessoa certa, sem pressa. O corpo de Patrick grudado ao seu, não deixou de surpreendê-lo, segurando-o um pouco abaixo do quadril, levantando-o e encaixando em sua cintura. “Ei, achei que no meu dormitório eu tinha preferências?”, ele riu, mas logo assentiu. “Tudo bem, se você prometer que na próxima serei eu, posso deixar essa passar.”, até porque ele se sentia de certa forma emocionado por saber que haveria uma próxima vez. Com ele em seus braços, caminhou até o quarto, não demorando em pousá-lo delicadamente na cama, deixando um singelo beijo em seus lábios. “Você quer um pijama?”, coçou a nuca. Não sabia se dormiriam só com as roupas íntimas, ou se Patrick se sentiria mais confortável em outra coisa. De qualquer forma, ele estava aberto a todas as opções, o importante era a companhia.
·˚ ༘ ༄ 🧜🏻♂️ ೃ ‧* A pressa com que o coração batia no peito provavelmente até poderia ser sentida por Tadhg se ele tocasse o local. Patrick não estava disfarçando o carinho que tinha no olhar todas as vezes que suas íris esverdeadas encontravam as do mais novo, mas a agitação, o nervosismo era facilmente percebido no jeito que seus dedos permaneciam acariciando apenas os lugarzinhos mais seguros, discretos, viajando pelas costas ou a sua cintura. Um novo grudar dos lábios era exatamente o que precisava para se distrair mais uma vez, deliciando-se com o jeito como a língua dele mexia contra o sua de maneira mais rápida. Teria ficado satisfeito se continuassem apenas revezando a velocidade, aprendendo quais formas Tad gostava de ser tocado mas… pelo visto o loiro tinha outros planos. O Triton sorriu de maneira envergonhada pois os beijos descendo em seu pescoço fazia um pouco de cócegas e ele quase se encolheu com o corpo arrepiado por causa da respiração em sua pele. Oh, bem, os beijinhos continuavam, não parecia ter um rumo mas seu peito subia e descia com velocidade, meio ofegante com o quão íntimo isso já parecia. Os olhos estavam vidrados na face do Hood, também queria beijá-lo assim, droga! A língua saía apenas para umedecer os próprios lábios e prender o inferior entre os dentes, não parecia justo que apenas hoje tinham finamente se beijado e Patrick já sentisse que precisava tanto assim de mais daquele contato. Tanto tempo cultivando o sentimento e agora tudo parecia explodir em sua face da melhor maneira possível, com ele também retribuindo isso. Lembrou-se naquele momento que tinha ambas as mãos funcionando e sorriu levemente, as levando para seu rosto, acariciando as bochechas com suavidade. “Vem aqui, também quero beijar você.” pediu, as letrinhas aparecendo devagarinho porque estava tão distraído que esqueceu que não podia apenas chamar o nome alheio como desejava, lamentava não conseguir falar.
𓂃 O toque de seus lábios contra a pele do peito de Patrick parecia uma sensação mágica, e naquele momento, Tadhg sentia como se não tivesse controle do próprio corpo, sendo guiado somente pelos seus mais profundos desejos. As mãos de Patrick em seu rosto serviram como um despertar, para que ele percebesse que talvez estava querendo ir além do que deveriam ir naquela noite. Os beijos apaixonados (ou que ele esperava que fossem) já eram o suficiente, o melhor presente de aniversário que poderia pedir. Não precisavam ter pressa, até porque só de pensar o que aconteceria dali para frente, o Hood já ficava nervoso, e não queria estragar nada enquanto não estivessem ambos preparados. Sorrindo ao pedido das letrinhas dele, não demorou em voltar a um beijo profundo, deixando que mais uma vez sua língua explorasse cada canto da boca alheia. Já tinha percebido como o beijo encaixava bem no dele, e como entendiam o que gostavam, os dois preferindo algo mais terno, mas com bastante toque molhado. Afastando-se mais uma vez, dessa vez terminando o beijo com um mordida no lábio inferior dele, puxando-o levemente, sorriu. “Obrigado por isso, por hoje.”, ele sentia que precisava parar, que precisavam conversar, para que os pensamentos impróprios não começassem a se apossar dele novamente. “Você me faz muito feliz.”, sentia que aquelas palavras eram o suficiente para expressar o que ele queria dizer, sem mencionar sentimentos mais profundos, que poderiam ser cedo demais para ser expressos. Em seguida, encontrou algum tipo de coragem perdida pelo quarto, e perguntou. “Você quer dormir aqui hoje?”, talvez aquela já fosse a ideia de Patrick, ele não sabia, mas não seria nada mal formalizar com palavras, e expressar que aquele era seu desejo.
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locais possíveis: bread with love, salão principal, jardins, alguma cafeteria em halloween town ou alguma das inúmeras bibliotecas
olhares julgadores lhe eram comuns desde muito jovem, principalmente depois ter sido adotado e ainda mais quando se mostrou extremamente problemático e violento durante os primeiros anos na academia. com o passar do tempo esses olhares tinham diminuído, em sua maioria da parte dos alunos, alguns o viam com mais medo do que qualquer outra coisa. depois ter sido preso voltou a se tornar frequente, mas não importava, já estava acostumado, por mais inconveniente que fosse e… ele não se importava. folheou o estatuto dos defensores mais uma vez, lhe deram aquilo para ler e decorar, como se o porter já não conhecesse as regras e diretrizes dos defensores. nem mesmo se deu ao trabalho de erguer o olhar para ver quem tinha se aproximado, apenas pronunciou as palavras com calma e monotonia. “se quiser que dure mais é melhor tirar uma foto”
𓂃 Como sempre, mesmo não sendo uma pessoa extremamente social, a curiosidade dominava Tadhg em algumas situações. Não era nem um pouco incomum que, quando em alguma das bibliotecas, a imagem de pessoas lendo lhe chamassem a atenção e ele não demorasse em se aproximar, para que pudesse identificar o livro que a pessoa tinha em mãos, e caso conhecesse, começassem a conversar sobre este (sempre em baixo tom, é claro). Naquela tarde, observou de longe a figura do Porter que tinha estado nas notícias nos últimos dias. Não que ele se importasse com isso, na verdade, até tinha o inspirado para um novo personagem. O que lhe chamara a atenção fora o livro diferente, com uma capa que nunca tinha visto antes. Por isso, não demorou em se aproximar. “Na verdade, só queria perguntar que livro é esse.”, deu levemente de ombros, esperando que ele não deixasse de responder.
“Não há de que, irmão.” Respondeu de forma breve, enquanto mexia com a colherzinha seu café. “Mesmo que tenha se afastado de mim, eu nunca negaria nada para você.” Ergueu os olhos para encará-lo. Uma das características de Chiara era ser bastante sincera quanto aos seus sentimentos. Haviam segredos que eram impossíveis de serem compartilhados com os amigos, como o fato de ser uma justiceira, mas tirando isso, não tinha medo de expor o que pensava para aquele que quisesse ouvir. “E não adianta tentar negar que isso aconteceu, Tad. Eu não sei o porquê de você estar agindo dessa forma, tão reservado, mas não precisava me deixar de lado também como se eu não fosse suficiente. Já basta nossos pais fazendo isso comigo.” As vezes Chiara acreditava que aquela coisa de proteger a filha mais nova era apenas uma desculpa para não falarem abertamente que não confiavam nas suas habilidades. “Mas eu estou bem. Visitei umas casas abandonadas nessa semana, dei uma passeada por aqui. Estou achando bem mais legal que Seatopia… Só não deixa o Patrick ouvir isso saindo da minha boca.” Soltou um riso baixo, já esperando pela reação do irmão mais velho. Era sempre engraçado vê-lo se envergonhar quando falavam sobre o Triton. “Ah é mesmo? Por quê?” Tomou um gole do café. Torcia mentalmente para não ser nada com a confusão que Angel havia criado algumas semanas atrás.
𓂃 Ele se esquecia como às vezes Chiara podia ser franca, e sua verdade não era sempre agradável. Por vezes parecia que ela era mais velha que ele, mas somente porque Tadhg nunca lidara muito bem com sentimentos e expressões, preferindo escrevê-las anonimamente, sem que ninguém (ou quase ninguém) soubesse que era ele o autor delas. “Eu não me afas...”, ele se interrompeu, talvez seria melhor não contradizê-la. “Me desculpe, eu prometo que não farei mais isso.”, alcançou a mão dela, para assegurá-la. Chiara era a irmã com quem era mais próximo, e não queria perder aquele laço por motivos bobos, como a necessidade de deixá-la para trás nas missões da família. À menção do nome de Patrick, ele tentou disfarçar o corar das bochechas, assentindo brevemente e tomando um gole de seu próprio café. “Sim, eu estou adorando também, mas você sabe que o Halloween é minha época preferida, então sou suspeito de falar.”, manteve a xícara contra o rosto durante a fala toda, baixando somente quando achou que não estava tão óbvio assim o sorriso bobo ao se lembrar do Triton. “Na última missão, eu acabei fazendo uma cagada, e quase fomos pegos...”, ele torceu o lábio, suspirando em seguida. “Mas saímos vivos, sabe? É isso que importa, e nem o papai brigou comigo. Não sei porque ela tá fazendo esse escândalo todo.”, talvez pelo fato de que mais uma vez ele tinha se deixado levar por seus sentimentos, quase estragando o disfarce de justiceiro; era uma coisa comum de acontecer, e ele precisava aprender a controlar aquilo.
¸ ᐟ O breve momento em silêncio, a esperar uma resposta definitiva de Hood, foi o suficiente para que Tümay pensasse que teria um retorno negativo do mesmo; logo, começou a matutar alguma maneira de ameaçá-lo ou, pior, apagá-lo, pois as pequenas informações oferecidas, ainda que muito duvidosas, dariam margem para o garoto concluir o que bem entendesse e, quem sabe, até deduzir o verdadeiro problema por trás daquele pedido estranho. Não era um risco que queria correr. As mãos, então, fecharam-se em punhos, e os olhos de Wolf apertaram-se em direção ao nariz fino do mais novo. Iniciou uma contagem regressiva em sua mente e antes que alcançasse o número zero, dando a largada para atingi-lo em cheio, a resposta veio, desarmando completamente a Tümay. “Consegue?!”, surpreendeu-se. O alívio veio como uma forte onda contra o peito. Teve até vontade de abraçar o arthuriano, mas, não se permitiria a tanto. “Wow. Espera aí. Vai precisar do meu sangue?”, e novamente o sentimento da dúvida invadiu a Wolf, fazendo-o recuar ligeiramente com um passo para trás. Não tinha medo de agulhas ou qualquer outro objeto pontiagudo. Tratava-se mais do receio daquela composição compreender mais do que deveria sobre a sua essência como lobo e, assim, o Hood também descobriria, o que poderia ser um grande problema se o mesmo corresse para entregá-lo ao Conselho. “Precisa disso mesmo? Deve existir uma alternativa para isso.”, hesitou sobre o pedido, embora, não quisesse desistir completamente da ideia do elixir. “Olha, o sangue é um dos elementos mais importantes e poderosos para poções, elixires e essas coisas, você deve saber melhor do que eu. Sei que sou eu que estou pedindo, mas, como sei que posso confiar em você e lhe dar posse de meu sangue?”
𓂃 Tadhg sabia que era um pedido incomum, vindo de um Arthuriano, e justamente para um homem que estava na mira do Conselho, pelas ações do pai. Mas o que Tümay não sabia era que, assim como ele, o Hood também tinha seus segredos, a vida de Justiceiro para ajudar o Castigo (em partes) sendo o maior deles. Era por isso que seu interesse era puramente na ciência, e também em ajudá-lo, seja para o que fosse. Esperava que suas palavras fossem o suficiente para convencê-lo. “Eu sei que não é algo fácil de acreditar, mas eu não tenho o mínimo interesse de um usar seu sangue para nada que não seja a composição do acônito, que vai melhorar sua vida.”, deu levemente de ombros. “Eu nem tenho equipamentos de laboratório, só um pilão, um socador e algumas ervas.”, ele nem mesmo sabia se o pequeno elixir daria certo, mas aquele era um detalhe que decidiu não ser importante mencionar para o Wolf agora. “Sem falar que, você tem quase o dobro do meu tamanho, eu não faria nada contra você.”, talvez esse fosse o motivo pelo qual Tümay mais acreditasse nele. “E se eu fosse te entregar por alguma coisa, já teria saído gritando por ai, não acha?”, completou, esperando que fosse o suficiente para ele concordar agora.
– Oi. – Ben disse, meio desconfortável. O pessoal da Estação de Portal o tinha encarado o caminho todo. Não que fosse tão difícil ver uma pessoa de armadura em Arthurian, mas sim uma pessoa tão franzina como ele de armadura. – Boa noite, venerável Sr. Nolan. Mais pronto do que nunca. – Ele disse, ansioso mesmo era para entrar na casa. Ele esperou que fechasse a porta atrás de si e puxou as alças da mochila. – Ah, não, de novo? A gente devia dar umas aulas de luta para a Belle. Isso já está ficando ridículo. Talvez a razão pela qual ela vive sendo sequestrada é que eu não sou um herói tão bom assim. – Ben revirou os olhos, mas sorriu com o comentário do outro, girando o anel de compromisso no dedo distraidamente. Era um novo hábito que adquirira desde o início recente do namoro, normalmente quando estava pensando em Anne. – Quero dizer… Maldita bruxa! Vamos pegá-la! E… Cortar a cabeça? – Ben sugeriu. – Você vai fazer soar melhor não vai? – Ele começou a andar ao lado do amigo antes de parar e puxar a mochila. – Ah, é, quase esqueci! Trouxe comida. – Ele tirou a caixinha de plástico com cupcakes, um para cada letra do nome de Tad. – Eu trouxe velas! Mas não sei se isso vai atrasar o jogo demais. Mas não quero que eles amassem. – Ele estendeu a caixinha. – O bardo também faz aniversário ou preciso esperar acabar para te dar um abraço?
𓂃 Como sempre, Bénigne não poupava esforços para deixá-lo feliz, e vê-lo daquele jeito, de armadura e demais acessórios, arrancou um sorriso satisfeito do Hood, que não demorou em caminhar com ele até a sala, onde já tinha arrumado tudo para que mergulhassem em uma longa jornada no Dragon Age, jogo non-maj cujo gostavam bastante (e que também servia de fonte de inspiração para suas histórias). Com o comentário sobre a protagonista feminina de suas histórias, ele riu baixinho. “Calma, você não sabe o que está por vir no futuro. Mas não diga isso, Abellard é um nobre cavalheiro, é só ela que gosta de se meter nessas confusões mesmo.”, quase que de propósito, a mente dele dizia, para que Abellard pudesse estar sempre junto dela (mais fácil se colocar em perigo do que só pedir a companhia do cavalheiro, não?). Surpreso com os cupcakes e seus detalhes adoráveis, ele sorriu outra vez. “É do bardo também, e não se preocupe, hoje podemos sair dos personagens a hora que quisermos.”, ele riu, logo em seguida abrindo os braços, permitindo o abraço --- Ben era uma das poucas pessoas quem ele fazia questão de abraçar.
·˚ ༘ ༄ 🧜🏻♂️ ೃ ‧* Suas idas à sorveteria eram bastante frequentes, tinha conseguido fazer amizade com o Pé Grande, por incrível que parecesse, e gostava de ir até lá para conversarem sobre Halloween Town, local que Patrick andava bastante curioso sobre. O que não esperava era encontrar Tadhg ali também, o que rapidamente lhe animou e o fez se aproximar. A sorte foi que não chegou já se inclinando na cabine para deixar um beijo na bochecha do Hood como desejava pois assim que pisou perto da mesa, a presença de Chiara foi rapidamente notada na parte mais oculta da cabine. “Ah, olá. Não acredito que você veio aqui sem mim.” a bronca foi direcionada à melhor amiga enquanto já se sentava em frente à ela e do lado de Tad sem esperar um convite. “Você vê? Eu não dou um passo sem avisar a ela que vou sair pra ver se consigo trazê-la junto e ela simplesmente me sabota assim.” as letrinhas flutuavam para compartilhar sua exasperação com o mais novo enquanto descansava a mão na perna dele sob a mesa.
“Que péssima combinação de sorvete, Tad!” Torceu o nariz em desgosto. “Não vai dar nem para roubar um pouquinho do seu. Foi essa sua tática, não foi, safado? Pegar só sorvete que eu não gosto para que eu não poss…” Parou sua fala ao meio quando percebeu que o irmão não mais a olhava. Desviou os seus castanhos na mesma direção e quando encontrou com Patrick ali, segurou-se para não rir. Mesmo sendo um ano mais nova, acreditava conhecer o irmão melhor do que ele mesmo e era engraçado o quanto não sabia disfarçar seus sentimentos. “Não seja injusto, Patrick, você também não me avisou que estaria vindo para cá e com isso eu te deixo sem argumentos.” Apontou para o melhor amigo. “A diferença é que eu vim para um passeio em família, mas já deve ter visto meu irmão aqui do meu lado.” Indicou Tadhg com a cabeça, apenas porque gostaria de provocar mais ainda o casalzinho que pensava ser mais esperto que ela. No fundo estava feliz por estar dando tudo certo entre eles, afinal fora Chiara quem dera os primeiro empurrões para o casal. “Não vai cumprimentar meu amigo, @stxryteller? Vocês dois parecem que travaram no lugar.”
𓂃 Quando Chiara o chamara para tomar sorvete nauela tarde, ele não pensou duas vezes em aceitar. Qualquer passeio em Halloween Town era sempre uma boa ideia, e ele adorava passar tempo com a irmã mais nova. Rindo do comentário alheio sobre suas escolhas de sorvete, negou. “A culpa não é minha se você tem paladar infantil.”, quem é que não gostava de passas ao rum? Somente os doidos! Antes que pudesse falar qualquer outra coisa sobre as reclamações alheias, seu olhar travou na presença de alguém que não esperava, mas que trouxe um sorriso automático aos seus lábios --- este tendo que ser disfarçado, ao se lembrar da presença de Chiara ali. Não que a irmã não soubesse que ele gostava de garotos, ela sabia e até tentara arranjá-lo alguns namoradinhos durante toda sua adolescência; o problema era ela saber sobre Patrick, que era seu melhor amigo. “Erm, claro que sim. Oi, Patrick!”, ele levantou a mão, num cumprimento desajeitado. “Vou ficar do lado da Chiara nessa, ela nem mencionou você, então certamente nenhum dos dois quis contar aonde ia.”, brincou, esperando não causar problemas para os amigos, se divertindo com a situação. Assim que Patrick sentou ao seu lado, teve de disfarçar mais uma vez a expressão surpresa, agora ao sentir a mão masculina sobre sua perna, deixando escapar um suspiro. “Está quente hoje, não é? Estranho para o inverno.”, aquela talvez fosse a pior frase para desculpa do mundo, mas era de Tadhg que estávamos falando. “Enfim! Do que você quer sorvete, @tdetriste? Eles tem um milhão de sabores aqui, mas não vá pegar os bons, a Chiara não gosta de nenhum.”
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— Claro! Conto quantas quiser! — era quase uma tradição entre Ruihao e sua mãe. A mais nova do Li adorava as história de mitologia chinesa, e Mulan havia escutado várias de sua mãe, então Ruihao planejava passá-las a diante em sua família. — Não fala isso, você sabe que coisas assim ligam meu lado investigativo. Vai que da próxima vez que a gente se ver, eu trago uma análise de seus personagens e possíveis suspeitos de serem eu? Não faz isso comigo, eu quero ter vida! — estava sendo dramática porque, como ele havia falado, o mistério tinha graça, era eletrizante. — Mas você gostou do presente, não é? Deu um trabalhão! Eu quero pelo menos um agradecimento na próxima história.
𓂃 “Você está ocupada agora? Poderíamos pegar um sorvete e ir até um dos jardins, e você me conta a sua favorita. O que acha?”, ele gostava da companhia de Ruihao, por isso não se importou em dar aquela ideia, de ficar mais tempo com ela. Em seguida, não deixou de rir. “Você pode até tentar, mas eu escondo bem quem é quem.”, assim ele gostava de pensar, mas na verdade, ficava bem óbvio para quem o conhecia, para quem sabia que ele era o escritor. Qual é, mudar o nome de Linda para Belle? Até um homem de cem anos teria mais criatividade, mas tudo bem. “E não se preocupe, vai ser uma surpresa, mas o agradecimento estará lá.”
– Claro que não. É só… – Ben não sabia muito bem explicar porque evitava falar do relacionamento com qualquer outra pessoa. – Bem, eu não sei. Eu acho que eu sempre pensei que ou você estava namorando com uma pessoa ou você não estava. Eu nunca fiz isso antes, então parecia simples. Mas acho que não é tão simples assim… – Agora que estava finalmente em um lado definitivo do espectro “namorado” ou “não-namorado” novamente, ele se sentia bem melhor. – Tipo, nós nos encontramos várias vezes e nos beijamos e pareceu por um momento que a gente ai chegar lá, mas aí a gente brigou por causa dessas coisas e foi bem sério. Mas aí o restaurante da Tiana queimou e eu fui oferecer ajuda e a gente conversou… – Ben ergueu a mão com o simples aro de prata. – E eu comprei anéis de compromisso, porque claro que sim. E nós estamos usando namorado e namorada. Mas… Isso é real? Isso é confiável? Isso é definitivo? Quem sabe? Honestamente, é exaustivo. Eu adoraria tirar uma soneca emocional.
𓂃 Bénigne estava num estágio bem mais avançado de relação com a garota que ele gostava do que Tadhg em relação ao seu amado. Amado? Era ok chamá-lo assim? Deuses, só de pensar as bochechas já se tornavam vermelhas. Deixando os próprios pensamentos de lado, arregalou os olhos com as declarações dele. “Anéis!?”, uau, estavam avançados mesmo. “É claro que estão namorando! Se ela aceitou, ela gosta de você mesmo. E cara, isso é incrível! Porque você é demais, é meu melhor amigo, e a Anne é demais, e é uma grande amiga também. Sabe o que isso significa? Que eu serei padrinho do casamento.”, ele riu, sabendo estar indo longe demais, mas um pouquinho de humor para quebrar as preocupações alheias não faria mal, certo? “Mas então vocês não chegaram... lá, certo? Ou já?”, Bénigne talvez fosse a única pessoa com quem ele se sentisse confortável para conversar sobre aquilo, e dependendo do desenvolvimento do mais novo, Tad pudesse usar algumas dicas do que fazer para sua primeira vez. Não sabia quem estava pior naquele quesito.
a expressão proporcionava-o uma complacência irônica — mostrava-se muito mais satisfeita do que deveria. a verdade é que não levava o hood a sério, assim como todos os outros da cidade de cima. “isso aí, usa sua imaginação.” disse casualmente, levando o sachê de katchup até os lábios e arrancando a parte lateral. “interessante que você concluiu que somente a wendy darling poderia ter morrido. vocês são muito sossegados, né?” moveu a cabeça, olhando-o de canto dos olhos. “sinceramente, eu não me importo de ferir seus sentimentos, cara. seus pedidos não têm significado nenhuma pra mim.” ajeitou as costas, sugando o molho agridoce. “tá se ouvindo?” deu uma risada espontânea, sissy não estava esperando que a sugerissem aquele tipo de reflexão. “se ela tivesse morta seria uma vitória. as pessoas ficariam felizes, ou melhor, aliviadas — aqui vocês já são felizes, não? ai usam isso de alívio quando se livram de tudo que é incômodo.” mexia o pulso, limitando a gesticulação da mão livre e, quando finalmente seu lanche estava pronto, ela pegou para mordê-lo e mastigá-lo por um tempo, a conversa podia esperar. “se ela morresse, tudo que eu ouviria seriam piadas.” ofereceu um sorriso se mostrar os dentes, também não esboçava contentamento. “vocês voltaram com o tomato-a-villain, eu deveria esperar o quê? condolências? um velório legal para ela?” deu de ombros. “sem chance. o ponto é: quem é que liga pra felicidade dos outros? sei que é o slogan daqui, mas fala sério.”
𓂃 “Olha...”, Tad não sabia de onde estava vindo aquela vontade de conversar, de tentar racionalizar algo com ela. Geralmente, tão recluso, ele só assentiria para encerrar a conversa, e voltaria para o seu quarto, ou para alguma biblioteca. Naquele dia? Sentia que precisava falar, esclarecer as coisas. “Eu não sou a favor da maioria das coisas que acontecem por aqui, ok?”, talvez fosse a primeira vez que ele admitia aquilo em voz alta, Bénigne estaria orgulhoso. “Mas eu não acho que tratar ninguém com desrespeito seja a solução. Seja para alguém daqui, ou alguém do Castigo.”, e então, usou o exemplo dado por ela. “Sim, pessoas ririam da sua mãe, mas eu não seria uma delas, e se eu visse tal situação, também tentaria intervir.”, e podia parecer mentira, mas ele realmente o faria, caso necessário. “Eu gosto de acreditar num futuro unificado.”, e ele esperava que nenhum minion da Fada Madrinha estivesse por perto para ouvi-lo dizer aquilo; aquela era sua parte como Justiceiro falando mais alto, mas é claro que isso ele nunca poderia admitir. “Me entende? Pode concordar comigo agora?”
“Que você estava pensando eu sei, Tad! Eu quero que me conte sobre o quê.” Rolou os olhos. Para aqueles que pensavam que sua falta de paciência era exclusiva de pessoas que não conhecia, aí estava a prova de que qualquer um poderia deixar Summer irritada em um piscar de olhos. A diferença era que Tadhg ela não deixaria falando sozinho, pois gostava muito dele para isso. Arqueou uma de suas sobrancelhas aos ouvir o nome do famoso Patrick Triton. Os sentimentos do melhor amigo pelo rapaz eram bastante óbvios, será que descobrira que eram recíprocos? Se sim, seria ótimo, afinal mesmo sem ter uma opinião formada sobre o rapaz, Summer queria ver seu amigo feliz. “É sério?!” Levantou-se da cadeira com a mão sobre a boca, o que indicava seu choque com a informação. “Por Merlin, Tadhg! Isso é… Nojento.” Completou com uma careta que durou menos que meio segundo, pois logo estava sorrindo para o amigo. “Just kidding!” Ergueu as duas mãos em rendição. “Estou muito feliz por você, Tad. Sei o quanto ansiou por isso.” Sentou-se ao lado dele novamente, esperando para ouvir mais sobre o momento que ele compartilhara com o Triton. “Você é muito brega.” Negou com a cabeça ao ouvi-lo. Summer não sabia o que era ser romântica a muito tempo. “Foi bom desse jeito porque você é gay e finalmente está beijando rapazes, Tadhg e não mais querendo me beijar atoa.”
𓂃 Era estranho para ele falar sobre aquelas coisas, afinal, era a primeira vez que precisava fazê-lo. Podia ter 23 anos, mas sentia-se como um adolescente de 15. Rindo da reação alheia, assentiu. “Eu sei, eu sei, nojento, mas muito bom.”, não deixou de provocá-la, mas ela não demorou em retribuir a retrucada, relembrando momentos que haviam tido no passado. “Em minha defesa, eu realmente cheguei a gostar de você um dia, ok? Eu só demorei para descobrir que era como melhor amiga.”, deu levemente de ombros, rindo em seguida. “Ou talvez eu só estivesse querendo fazer inveja nos amigos dizendo que beijei Summer Westergaard.”, é claro que era brincadeira, afinal, ele nem tinha amigos para fazer inveja daquela forma, e também nunca usaria Summer como algum tipo de objeto. Logo em seguida, sua expressão mudou para uma um pouquinho mais séria. “Mas agora eu tenho uma pergunta, eu te contei isso por um motivo, sabe?”, ela teria que aturar o fato de ser sua conselheira amorosa, já que não sabia nada daquela área e contar com Chiara não era uma opção (ela era fofoqueira e amiga de Patrick, ele iria saber de todas as suas inseguranças!). “Como você sabe quando está namorando com uma pessoa...?”
Delilah poderia falar que não confiava muito em Merlin? Não, então decidiu ir com a outra justificativa. — Eu me sinto desprotegida quando não tenho as probabilidades por perto. Então, geralmente, para não me dar dor de cabeça, eu me concentro em uma coisa só — é nessa parte que sua libido acaba entrando. Quando ela está com uma, ou duas pessoas, conseguia se concentrar só nelas e no momento, o que a ajudava com as dores de cabeça. — Será que as plantas não te ajudariam? Um ponto de vista único, não acha?
𓂃 “Entendi...”, devia ser um poder bem mais interessante que o seu, então. Nunca tinha utilizado as plantas em uma batalha, mas naquele momento, junto daquele pensamento, um flashback da noite no baile da Lua de Sangue piscou em sua mente, onde, por um segundo, ele jurou poder controlar elas. Aí sim as coisas tinham se tornado mais interessantes. “Olha, é um teste que eu posso fazer, mas elas temem as corujas, sabia? Por causa das garras afiadas, e tudo mais. Eu sempre ouço as árvores reclamando. Mas quem sabe eu não encontro alguma com um talento para isso?”, ele riu. “É uma ideia divertida.”
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𓂃 Andar pelas ruas de Halloween Town eram uma ótima fonte de inspiração para Tadhg. É claro que eram poucos aqueles que sabiam de sua carreira de escritor, então quem o olhava de longe, podia pensar que era apenas mais um turista por ali, aproveitando a estadia da Academia naquele mês; ele estava, no entanto, criando mil histórias e personagens em sua cabeça. Parado em frente a uma vitrine que exibia poções de todos os tipos, inclinou-se na direção de uma em específico, cujo a cor e o vidro chamavam bem mais a atenção. “Consumated Bliss, um gole e você sabe que isso o fará se sentir vivo.”, leu em voz alta para a pessoa que estava ao seu lado, só depois reconhecendo o Kuzco. “Acha que é algum tipo de poção destinada aos mortos-vivos ou é uma metáfora para ‘se sentir vivo’? Como se fosse algum tipo de droga?”