Faltava o quĂȘ? Um mĂȘs? Para a data mais triste do ano. Quanto mais prĂłximo, mas pilhado o mĂ©dico ficava, as noites se tornavam cada vez menores e o uso de remĂ©dios para dormir nĂŁo era uma opção, ele conhecia os efeitos, sabia que aquelas drogas sĂł o fariam mal a longo prazo. O uso de ĂĄlcool, no entanto, apesar de tambĂ©m nĂŁo fazer bem quando abusivo, acabou se tornando uma opção. Ele nĂŁo bebia atĂ© ficar bĂȘbado, normalmente apenas uma taça de vinho branco (seu preferido) era o necessĂĄrio para relaxar e conseguir dormir. Ler tambĂ©m ajudava e por isso estava na biblioteca do palĂĄcio tĂŁo tarde da noite. JĂĄ terminado o livro que pegara emprestado na noite anterior, logo, precisava de outro. Escolheu um livro qualquer nas prateleiras e sentou-se no corredor cercado de estantes cheias de livros. Usava uma lanterna para iluminar onde estava, a taça pendendo em sua mĂŁo esquerda. Absorto em sua leitura nĂŁo ouviu os passos de outra pessoa na biblioteca, sĂł notou a presença de @svrishvââ quando sua sombra começou a alcança-lo. Ergueu o olhar assustado e por um momento pensou ter visto sua falecida noiva, talvez fosse a bebida, acabou derrubando o livro e a taça. âDroga!â Murmurou erguendo-se quase que num pulo. âNĂŁo esperava que teria mais alguĂ©m acordado a essa hora por aquiâ.
đ Era estranho para Sarisha estar em outro lugar que nĂŁo sua prĂłpria cama, por isso, encontrava dificuldades para dormir desde que chegou em IllĂ©a e uma das suas melhores opçÔes era pegar um livro e se focar na histĂłria atĂ© que o sono finalmente se tornasse impossĂvel de controlar. O problema era que terminava os livros um pouco rĂĄpido demais, acabando por sair dos aposentos em que estava alocada no castelo para poder ir atĂ© a biblioteca pegar uma nova histĂłria para ajudĂĄ-la a dormir, sem contar que a calmaria do lugar durante a noite era totalmente amigĂĄvel para a indiana que agora caminhava calmamente pelas estantes de livros, analisando seus tĂtulos para decidir o que levar. A sua atenção, no entanto, foi desviada para uma luz prĂłxima⊠nĂŁo sabia que haveria mais alguĂ©m ali, acabando por acreditar que tinham simplesmente esquecido alguma luz acesa e decidiu ir atĂ© onde estava iluminado, nĂŁo conseguindo esconder a surpresa ao ver a figura masculina ali. â Me desculpe, eu nĂŁo queria assustĂĄ-lo â tratou de falar, sentindo-se levemente culpada por fazĂȘ-lo se assustar e principalmente derrubar tanto o livro quanto a taça de vinho, vendo a bebida espalhar-se pelo chĂŁo antes de voltar os olhos amendoados para a face alheia â Eu tambĂ©m nĂŁo esperava. Peço desculpas novamente por ter te assustado. â deu alguns passos na direção do homem, acabando por abrir um pequeno sorriso e indicar com uma aceno suave da cabeça o que havia caĂdo â Quer ajuda para limpar? Acredito que nĂŁo seja uma boa ideia deixar o vinho no chĂŁo â o tom de voz suave da princesa era uma tentativa de relaxar o homem, alĂ©m claro de se desculpar por ter aparecido ali de repente â mas Ă© claro, nĂŁo tinha como ela saber que mais alguĂ©m gostava de ir na biblioteca durante a noite â Eu sou Sarisha.