Eu nĂŁo te esqueci! Ă triste eu sei, depois de tudo que vocĂȘ jĂĄ me fez passar, eu ainda pensar em vocĂȘ. Mais me perdoe, as lembranças sĂŁo fortes demais para simplesmente joga-las fora. NĂŁo tem como eu fingir que nĂŁo lembro o gosto do seu beijo, menta misturada com canela, esses foram por anos os meus sabores prediletos, desculpa mais nĂŁo dĂĄ pra negar que nĂŁo me lembro do seu cheiro, daquele perfume forte amadeirado, cheiro de mata sabe? Essa foi minha fragĂąncia preferida por anos. NĂŁo tem como eu esquecer o seu estilo musical, afinal ele Ă© o meu favorito atĂ© hoje. NĂŁo posso negar que nĂŁo lembro a sua comida favorita, pois ela tambĂ©m Ă© a minha desde o dia que te conheci. NĂŁo dĂĄ pra esquecer o jeito como vocĂȘ dança, altamente desengonçado, mais era o estilo que eu mais gostava, nĂŁo consigo esquecer o jeito como vocĂȘ se vestia, minimamente calculado, a roupa sempre um tom sobre tom, que te deixava com um ar de mistĂ©rio. Infelizmente nĂŁo posso esquecer o jeito como vocĂȘ me abraçava, pois era nos seus braços que eu me sentia protegida, nĂŁo consigo esquecer a forma como vocĂȘ me tratava, sendo sempre gentil, abrindo a porta do carro pra mim, ou quando me pedia pra lhe segurar com força, quando estavamos em cima de uma moto, por falar em moto, nĂŁo dĂĄ pra esquecer o cuidado que vocĂȘ sempre teve comigo, ao colocar o capacete em mim e checar pelo menos umas 3 vezes se estava bem colocado e seguro, ou quando eu adoecia e vocĂȘ nĂŁo saia um minuto perto de mim, muitas vezes, velando meu sono. NĂŁo dĂĄ pra esquecer o jeito como vocĂȘ me olhava, com aquele fogo nos olhos, que me queimavam e me deixavam acessa. NĂŁo esqueci o jeito como vocĂȘ sorria, jeito de menino. NĂŁo esqueço o seu jeito, muitas vezes dava um de sĂ©rio e duro, mais sĂł eu sabia que seu coração era de manteiga derretida. Ă aĂ que percebo, que podem se passar mil anos eu jamais vou conseguir te esquecer, e sinceramente eu nĂŁo quero esquecer, nĂŁo posso esquecer. VocĂȘ Ă© parte da minha vida, nĂŁo Ă© justo ignorar isso, nĂŁo Ă© certo me enganar desse jeito. AĂ percebi que eu tava focando errado, eu nĂŁo precisava te esquecer. Eu precisava urgentemente te superar. E consegui, depois de um doloroso e sofrido tempo, quando eu jĂĄ achava que nĂŁo havia esperanças, eu te superei. Foi difĂcil ter que te deixar no passado, foi cruel te tirar de mim, mais consegui superar. Hoje me lembro da gente, recordo de nossas belas lembranças e jĂĄ nĂŁo doi mais, nĂŁo sinto mais aquele aperto no peito, aquela vontade alucinada de chorar, jĂĄ nĂŁo sinto mais vontade de te ligar e implorar pra voltar. Ă quem diria. Consegui, eu te superei! Mas esquecer? Esquecer nĂŁo, eu nĂŁo posso.
Texto: HelĂŽ Silva










