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Beautiful Youth | Eric&Freddie | PT
freder-ick :
Inúmeras haviam sido as vezes que seus irmãos o compararam com Eric. Em toda a reunião de família, deveria haver, no mínimo, cinco referências a isso, ou então não poderia ser considerada uma reunião de família. Não que o mais novo se importasse com aqueles comentários, visto que realmente se inspirara no irmão mais velho em muitos pontos de sua vida, e os dois se davam muitíssimo bem, para falar a verdade. Aquele era um dos motivos que o levara a convidar Eric para acompanhá-lo ao Festival. Fazia um tempo que não via o irmão devido ao trabalho dele em Hogwarts, e sentia falta das conversas produtivas que tinham, dos conselhos, e do fato de poder contar qualquer coisa a Eric sem se preocupar com a possibilidade de ouvir piadas sobre isso depois, da forma como aconteceria se conversasse com Drew ou Aaron. A personalidade retraída de Freddie não o ajudava muito quando tinha de lidar com o senso de humor das pessoas, por mais que ele não fosse completamente anti social e soubesse se divertir também.
Havia combinado de encontrar Pippa no dia seguinte, exatamente o último do Festival, por isso aproveitaria aquele para encontrar o irmão. Entretanto, não conseguia se impedir de procurar pela garota enquanto se movimentava pelas ruas de Hogsmeade. De certa forma, ele estava sempre pensando nela, imaginando se se falasse alguma coisa, Pippa corresponderia aos seus sentimentos. Seu pessimismo e falta de confiança em si mesmo, entretanto, combatiam qualquer esperança que poderia ter, e talvez fosse aquele o motivo de jamais ter se declarado para ela. E também porque não queria complicar a sua amizade, era verdade. O fato era que Freddie não tinha muita semelhança com Drew ou com Aaron, e por isso não levava jeito para aquele tipo de assunto.
Estava prestes a entrar no bar Três Vassouras para esperar pelo irmão quando ouviu alguém chamar seu nome ao longe. Virou-se e viu Eric vir na sua direção, parecendo afobado enquanto desviava das pessoas em seu caminho. O irmão estava atrasado, o que era um fato completamente inédito e fez Freddie rir para si mesmo enquanto balançava a cabeça. Eric nunca se atrasava, era sempre o primeiro de todos os irmãos a chegar em algum lugar quando combinado. “Ei, Eric.” Ele disse, retribuindo o abraço do irmão e lhe dando dois tapinhas de leve no ombro ao se afastar com um sorriso animado. Realmente sentira falta de passar um tempo com mais velho. “Também senti sua falta. E das suas aulas, irmão. Podemos conversar melhor dentro do Três Vassouras? Tenho alguns assuntos que não posso falar com o Aaron e também não quero incomodar a April mais do que já incomodo.” Pediu, sabendo que, se havia alguém com quem poderia conversar tranquilamente, esse alguém era Eric. Enquanto falava, foi se encaminhando até a porta do bar e a abriu, olhando para trás para ver se o irmão o seguia.
Eric poderia muito bem acreditar que era por conta de sua idade, mas ver April e Freddie crescerem para se tornarem adultos responsáveis tinha um efeito quase nostálgico no mais velho. Seus irmãos poderiam não ser os mais responsáveis do mundo, pelo menos não Aaron, Drew, e até mesmo Felicity e a April conseguiam ser um pouco avoadas. Eles eram sua família, e ele não os trocaria por nada no mundo. A forma como ele gostava de cuidar de seu irmão, e seus pais. O quanto adorava chamar todos para jantar na sua casa e se divertirem durante a tarde inteira. Geralmente a diversão era por conta dos outros irmãos fazendo piadas quanto a Eric e Freddie, e depois seus pais apareciam para defende-los. Já estavam acostumados, mas não poderia deixar de sentir um pouco de orgulho do menino. Ele era responsável, e estava lutando para conseguir um emprego, e isso só deixava o irmão mais velho ainda mais animado.
Ficou bastante curioso quando Freddie pediu conselhos. Eric não era o melhor neles, e por mais que seus irmãos gostassem de comentar sobre isso eles não estavam tão errados. Geralmente as piadas vinham por acharem que o homem tinha uma vida amorosa inexistente. O que fora uma escolha de Eric, pois ele viajara o mundo, e estava noivo. Só nunca tivera a coragem de contar para seus irmãos sobre seu noivado e quando precisou voltar para casa nem mesmo pensou duas vezes. Sua noiva, Natalie, não conseguiu acreditar que ele estava disposto a deixar a vida do sonhos que eles estavam construindo para ajudar seus irmãos, e Eric nem pensou duas vezes. Se sua noiva não estava pronta para aceitar sua família, então ele escolheria sua família. Por mais maluco que parecesse ele voltou para sua casa somente com suas coisas, e seus irmãos nunca ficaram sabendo do acontecido. Era seu segredo.
Trabalhar em Hogwarts fora uma boa surpresa pelo menos. Ele poderia ajudar mais garotos como seus irmãos, e sentia-se útil podendo demonstrar conhecimento e o que ele mais gostava dar conselhos. Um sorriso calmo e sincero apareceu em seus lábios com a afirmação do menor, e assim que entraram nos três vassouras o mesmo se aconchegou no canto e encarou o menor. “O que eu posso fazer para te ajuda-lo? Você não vai me incomodar. Desembuche que até eu estou ficando curioso.” Brincou enquanto faziam os pedidos. Era bom estar ali com ele, era bom ver sua família. Ele até mesmo cogitava passar todos os fim de semana em casa, mas daria muito trabalho e não valeria tanto a pena. Era muito mais fácil ficar em Hogwarts e ajudar os alunos ou ficar monitorando seus passeios. E em oportunidades como aquela encontrar seus irmãos.
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Why don't you figure my heart out? | Beric (FF)
bjorkins:
Bertha amava seu novo apartamento. Oh, Deus. Como ela amava. Quer dizer, o apartamento tecnicamente não era dela, e várias coisas tecnicamente não eram suas – até mesmo as que ela tinha quebrado – mas de certo modo, era seu. E meu santo Deus, como ela amava! Era tudo tão… Espaçoso e nada parecido com o antigo buraco de concreto que Bertha chamava de apartamento. Então, logicamente, não demorou nada para se sentir confortável nele. Em poucos dias, as roupas de Bertha já estavam penduradas na janela, e as embalagens de comida decoravam todos os espaços da casa – exceto a cozinha, porque ela definitivamente não tinha dons domésticos como esse e preferia as comidas empacotadas e práticas que ela podia levar para o quarto. Sem contar que os irmãos do real dono do apartamento sempre apareciam ali. Freddie a visitava provavelmente para ver se ela ainda não havia sido sufocada por sua própria pilha de lixo, April vez ou outra precisava de um time-off dos irmãos e passava por ali, e até mesmo seu arqui-inimigo Aaron fazia aparições indesejadas. Tudo isso certamente contribuía para que a bagunça do apartamento chegasse ao nível em que estava, mas a verdade é que Bertha não dava a mínima. Se sua cama estivesse ali como sempre estava no final de todo dia, e o síndico não estivesse na janela gritando para que ela pagasse o aluguel, estava tudo bem.
No meio da noite, ouviu o som de alguém entrando. No começo, aquilo a assustava – o suficiente para ela correr com a varinha empunhada e gritando histérica – mas depois de se acostumar com as visitas, o barulho não tirava nem um pouquinho de seu sono. Principalmente quando no dia seguinte era um feriado e ela poderia dormir o quanto quisesse. Apenas rolou na cama e voltou a roncar. No dia seguinte, acordou perto do meio dia e novamente com barulhos. Passos, panelas, algo fritando. Franziu o nariz, tentando identificar o cheiro que provavelmente estava pela casa toda. Vestia apenas uma camiseta agarrada e nenhum shorts ou calça, mas sem se preocupar em colocar alguma roupa - quer dizer, não era como se ela tivesse vergonha - saiu do quarto para descobrir quem a aguardava do lado de fora.
- Oh, fuck! - Exclamou assim que viu Eric, colocando uma mão na testa. O susto havia a despertado completamente, e agora a expressão em seu rosto era de “ops” - Eu esqueci totalmente do feriado - Explicou, com um sorrisinho apologético, enquanto caminhava na direção dele para dar um olá. Mas no meio do caminho, Eric cobriu seus olhos com uma rapidez inigualável. Bertha levantou uma sobrancelha, absolutamente confusa, mas não foi muito difícil fazer a soma depois de alguns segundos. Bertha explodiu em risadas, quase histérica e sentindo sua barriga doer - Sweet Eric, são só pernas. E um decote. E eu sei que são lindas pernas e um lindo decote, mas você não precisa ficar com vergonha - Bertha disse, tentando parecer o mais séria o possível - Nada te impede de tirar a mão, sweet Eric! E não se preocupe, a imagem já está gravada na sua mente - Teria piscado na direção dele em sua típica feição de flerte, é claro, se ele não tivesse os olhos tampado. Caminhou em direção a toalha, pendurada na cadeira perto do fogão - Isso é bacon? - Exclamou animada, enquanto se enrolava na toalha - Você só pode abrir os olhos se for bacon. Se for algum tipo de tofu frito ou sei lá, pode esquecer.
Sentia-se envergonhado por ter esquecido da mulher. Ainda mais alguém tão notável quanto Bertha. Isso deixava ele completamente sem graça sobre suas ações, e tê-la morando na sua casa ainda era uma novidade para ele. Ele sempre foi acostumado com o silêncio ensurdecedor do local ou do barulho sem fim de quando todos estavam ali. Era estranho ter só mais uma pessoa além dele. Mas ele não poderia dizer que era algo ruim. De forma alguma. Era bom não estar sozinho, mas Bertha conseguia deixá-lo bastante sem graça na maioria das vezes. Mesmo ele sendo mais velho, muitas vezes, ele sentia-se como se fosse o contrário. Como se perto da Jorkins ele virasse o adolescente. E muitos que o conheciam sabiam que quando Eric era mais jovem ele era um desastre quando o assunto eram garotas. Ele não sabia se portar ou até mesmo como falar com elas. Nem mesmo havia melhorado muito durante o tempo. Ele só havia encontrado uma mulher que tentou colocá-la ao seu lado, e ela não estava pronta para a vida de um Stirling. Ela não queria saber sobre seus irmãos ou acompanhá-lo quando percebeu que algo estava errado. Por mais que ela fosse sua noiva, e ele não tivesse nem contado ao seus irmãos ainda fora a única mulher que ele já havia conseguido ter uma relação. E não era a mesma coisa quando ele conversava com Bertha. Audrey era erudita, e calma. Tudo em Bertha indicava o furacão que ela era, e mesmo com os avisos de Freddie, e April ele estava avisado. Era uma experiência completamente diferente, e ele não poderia dizer que não estava ao mínimo se divertindo. Acima dele tudo ele estava embaraçado, mas estava se divertindo.
Mesmo agindo como um adolescente ele não pode evitar de corar um pouco. Levantou-se da mesa um pouco sem graça, ainda mais pela forma como a mulher estava o tratando. “É bacon sim. Se eu não me engano no meu quarto na segunda gaveta tem um roupão caso prefira ficar desse jeito.” Ele poderia ter falado de uma maneira melhor, mas ele ainda estava muito sem graça por conta da situação. Por mais que ele gostasse de experimentar todos os tipos possíveis de culinária nem mesmo ele conseguia negar que nada se comparava com bacon de manhã. Um prato refinado de algum restaurante ao sul da Itália que ele experimentou não se comparava em nada com o cheiro do bacon fritando em seu próprio olho. Junto com waffles. Só faltava mesmo peixe que era uma das coisas que ele mais gostava, mas talvez ele fizesse para o almoço. Depois de um grande mutirão de limpeza. Ainda assim a mulher tinha razão as imagens não conseguiam deixar sua cabeça. Como se fosse uma criança pego fazendo algo que certamente não devia. Eric estava envergonha por seus pensamentos, mas Bertha não fazia nada para que ele se sentisse ao minimo melhor. Ela parecia gostar de toda aquela provocação.
Voltando para a cozinha para preparar mais coisas sorriu para a loira. “Prefere mexido ou frito?” Um sorriso divertido apareceu em seu rosto e era assim Eric sabia agir. Cozinhando. Sendo ele mesmo. Fazia parte de quem ele era agradando as pessoas que ele queria se importar. Não que ele quisesse algo a mais da mulher. Jamais. Ele só possuía boas intenções, e queria ajudá-la. Afinal, ela era amiga de seus irmãos. Parecia ser uma boa pessoa, e quando ela estava sorrindo por coisa de algo idiota que ele tinha feito parecia autentico. Como uma daquelas obras que ele tanto gostava de estudar. Como arte. Muitos poderiam achar loucura, mas Bertha Jorkins era como um quadro de arte para Eric. Que ele precisava observar muito, e de várias formas diferentes e só depois de muito esforço conseguiria entender. Colocou mais um lugar a mesma como previsto. Mas não eram seus irmãos, e sim Bertha. Ajeitou as coisas. “Não precisa se preocupar eu sou um bom cozinheiro.” Brincou com uma de suas maiores qualidades.
Why don't you figure my heart out? | Beric (FF)
Uma das coisas que Eric mais gostava era de sua profissão, mas em feriados prologados como aquele também não podia deixar de lado a alegria de estar indo para casa. Não deveria ser a mesma sensação que seus alunos tinham, mas ele sempre gostava de voltar para seu apartamento. De poder cuidar das plantas, e tentar salvá-las. Limpar seus estoques, tirar a poeira. Basicamente ajeitar o pequeno local que era seu. Nem mesmo havia passado pela cabeça que ele havia alugado seu apartamento para Bertha Jorkins. Aquilo havia totalmente passado longo do homem. Por mais que tivesse enviado uma carta a poucos dias atrás avisando que estaria durante aqueles dias no local quando o mesmo chegou tarde da noite nem mesmo se importou em chegar as coisas. Seu apartamento havia dois quartos. Um estava alugado para Bertha, e o outro era o seu. Havia chegado tão cansado por ter passado o resto do dia ajeitando suas coisas no castelo para não ter trabalho durante o feriado que quando chegou em sua casa somente deitou em sua cama e dormiu.
Talvez o conforto de sua cama tivesse providenciado o esquecimento de todas as outras coisas, mas era tão bom estar em casa que ele nem mesmo lembrava-se da presença da outra mulher. Saíra do quarto enrolado em seu roupão. Havia levado algumas coisas para fazer durante o fim de semana, e estranhou ao ver a louça na pilha e algumas comidas de restaurantes que ele não fazia ideia que existiam. Ele sempre deixara seu apartamento a merce de seus irmãos. A disposição deles caso precisassem em uma emergência. Todos possuíam a chave, então ele assumiu que April, Aaron ou Freddie precisaram usar o mesmo. Revirou os olhos com toda a bagunça, definitivamente Freddie estava fora de sua lista. Felicity estava com Drew, e Aaron tinha o próprio apartamento então aquilo deveria ser feito de April. Somente por lembrar da irmã não pode ficar bravo. Ele só precisariam conversar aquilo de forma melhor.
Quebrou alguns ovos fazendo seu café da manhã e ligou seu rádio que havia conseguido em alguma de suas viagens. Ele era um fã de música. Ainda mais como expressão de arte, e não via problemas de cantarolar as canções das fitas que ele já conhecia. Seus irmãos sempre o caçoavam por esse seu estilo. O homem colocou o suco a mesa, e terminou de assar um pão enquanto fritava o bacon. O lugar estava uma bagunça. Como sua irmã conseguira ser tão bagunceira? Colocou tudo na mesa de jantar. Ele adorava fazer grandes refeições junto a sua família e estava considerando ainda fazer uma dentro daqueles dias de feriado. Foi quando ouviu um barulho estranho vindo do quarto ao lado como se alguém estivesse caindo da cama ou qualquer coisa do gênero. Será que April ainda estava lá? Seria bom ter a companhia da irmã, e assim poderiam conversar sobre toda aquela cena que ele havia encontrado. Colocou mais um lugar a mesma, e então sentou-se. Não ia acordar a irmã ou chamá-la para respeitar a privacidade da mesma, mas quando ela saiu do quarto Eric percebeu que April não era a responsável por tudo aquilo.
Bertha Jorkins havia saído do quarto, e então Eric se lembrou de sua ínquilina, mas o mesmo não tivera nenhuma reação. Quando notou Bertha, a mesma devia ter se esquecido que não estava mais sozinha, pois encontrava-se de roupas íntimas caminhando pelo apartamento. Automaticamente, Eric levou a mão aos olhos. Com o choque do que estava acontecendo. “Tem uma toalha na cozinha secando acho que é sua.” Avisou lembrando-se do que havia encontrado pendurado na cadeira a poucos momentos. Respirou fundo. “Posso tirar a mão, já?” Perguntou um pouco receoso com o que havia acontecido.

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stirlilah:
You’re cool. You know that, right? Eu sei que não falo muito isso. Ou qualquer coisa. E provavelmente nunca mais vou falar nada. Mas… É.
Acho que as pessoas tem medo de olhar e descobrir de verdade que não tem nada dentro delas, sabe? Acho que todo mundo diz que não tem sentimentos, ou que não tem interior, mas na verdade tem medo de algum dia olhar e ver que não tem nada mesmo, de verdade. Mas a maioria das pessoas tem alguma coisa. Só… Outras que não tem mesmo. Mas são só pessoas sabe… Pessoas. Em geral. Não ninguém em específico. Hm.
Provavelmente de todos os alunos de Hogwats, e até mesmo da família você é a única que ache eu legal. Geralmente eles preferem ter Drew ou Aaron como exemplo. Mas...obrigada. Você é incrível também, por mais que não queira demonstrar.
Todo mundo tem algo dentro de si. Por mais estranho, e inacreditável que seja. É o que nos torna humanos. Temos uma alma, e temos que expressá-la. Colocar seus desejos, suas vontade para fora. A arte está aí para isso. Em forma de escrita, música, pinturas, filmes. Tudo expressão de alguém que simplesmente disse o que tinha em sua alma. Você vai achar algo aí dentro, mas não precisa se preocupar com isso.
stirlilah:
Eu não me sinto muito confortável com nada, mas hey, não é pessoal. São as interações sociais, sabe. Mas pode ser Eric, então, certo?
Uh, here’s the thing. Eu não acho que eu tenho um interior, sabe. Eu acho que é tudo um buraco negro dentro de mim. Então eu não sabia bem como desenhar isso.
Estamos em um espaço aberto onde podemos conversar. Não tem porque se sentir mal. Sem contar que não é como se eu fosse te oferecer uma bebida para você começar a falar tudo que pensa. Sou só um primo preocupado.
Todo mundo tem um interior. Só que boa parte tem medo de investigar o que tem lá dentro. Isso é algo que só você consegue fazer.
stirlilah:
Uh, Eric… Quero dizer, professor. Quero dizer, professor Eric. Ãh, bom, você entendeu. Aqui tá o meu trabalho. São… Homens palito. Mas é tudo hm, conceitual, arte moderna e tudo mais.
Lila, sempre falei para me chamar da forma que sente mais confortável. Ninguém aqui vai achar ruim somos parentes afinal. De toda forma essa é sua maneira de expressar o seu..eu interior?
clarke-jk:
Um pouco dos dois. Que graça terei se não por um pouco de ordem naquelas crianças? Fora que chegam achando que no dia seguinte já estará derrotando grandes bruxos, é engraçado de se ver. Bom, o que é estranho, embora eu não entenda muito desse tipo de arte. Juro que não há truque nenhum, nem mesmo facilito o treinamento. Os que conseguem se formar, são os melhores, claro. Mas não deveria se preocupar com isso, os alunos precisam as vezes disso, Eric.
Não se esqueça que a alguns anos atrás você ainda era uma dessas crianças. Eles estão empolgados, e eu queria ter me dedicado ou ser talentoso o suficiente com DCAT e Feitiços para tentar me proteger. Eles eram os melhores na turma é claro que entram achando que vão fazer grandes coisas. Se eu tivesse que ter você como treinador pedia para sair. Não aguentaria uma semana. Se eu conseguisse que eles ficassem tão empolgados como eles ficam quando alguém falar ‘auror”, que se dedicassem um pouco com a expressão deles mesmos através da arte ou da música eu já estaria um pouco contente.
clarke-jk:
Acredito eu que estamos sem novas, só antigas mesmo. De longe animado, prefiro mais a semana, onde posso treinar e colocar em ordem os alunos. Embora alguns são péssimos e acho que minha paciência está no limite. Até que o final de semana ajuda com tudo isso. E você, Eric, como está se saindo em Hogwarts?
Colocar em ordem os alunos ou matar eles durante o treinamento? Engraçado como todos querem se livrar de mim e sair correndo para virarem aurores. Poderia me ensinar um pouco do seu truque. Está tudo bem. Acho que sou o professor menos atarefado já que basicamente sou um conselheiro.

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drewstirling:
Talvez seja aquela coisa de irmão mais velho, e definitivamente isso é muito chato. E não minto para mim mesmo, acha que sou louco a esse ponto? Não estamos jogando aqui, se parece um para você, bom, continue jogando, o problema é seu.
Eu não disse isso, não falei que ela era a errada, mas também não é a certa. Só foi um erro de comunicação, se quer saber, mas tudo resolvido. Eu acho. E, pode parar com isso, não é como se eu saísse transando com qualquer uma ai, tenho meus limites. E só se eu fosse louco para casar novamente, já disse isso a você, e incentivo nossos irmãos a não cometerem essa loucura. Acha que eu cairia nessa de novo?? Sem chance. Opa, qualquer coisa não. Nada de julgar seu maninho aqui sem saber das coisas.
Quantas vezes eu vou ter que te avisar sobre o modo que fala? Não é muito gentil ou educado ainda mais com um irmão que só estava preocupado. Ignorância não é um benção como muitos dizem.
Você, limites? Como se eu não te conhecesse. Casar não é uma loucura. Eu acredito em casamento como toda uma instituição e tudo mais, se for o que as duas pessoas querem e se planejam um futuro juntos. Não é algo que você consiga escapar quando se sente tão próximo de uma outra pessoa. Você não deveria esquecer isso só porquê o seu deu errado. Não estou julgando só estou me preocupando.
Qual seria a nova de hoje? Não é como se fim de semanas fossem muito animados para os professores.
drewstirling:
Não estou me fazendo de desentendido, maninho. Ah isso, não é besteira alguma. Felicity que resolveu falar isso quando eu só fiz o bem, mas tudo bem, eu superarei isso. What??? Tá louco cara? Olha para mim e vê se eu me casaria de novo, ou pior engravidaria alguém. Você precisa rever seus conceitos sobre mim, Eric. Estou desapontado com você.
Drew eu sei quando você mente. Sei até mesmo quando está mentindo para si mesmo. Mas se quiser entrar nesse jogo sem problemas. Imagino que Felicity seja a errada da história, então? E você o santo. Exatamente por isso, mas do jeito que você bebe quem dúvida que uma louca não consiga te convencer. Ambos sabemos que depois de um número alto de garrafas você aceita qualquer coisa.
drewstirling:
Que carta?? Eu não to sabendo de carta nenhuma, acho que ela se esqueceu de mandar para mim. Eu?? Eu fiz algo?? Até parece que você não me conhece maninho. Fica ai duvidando de mim, assim não dá. Claro que está bem, tudo ótimo na verdade e você?
Drew eu te conheço desde que nasceu acha mesmo que eu não sei quando você se faz de desentendido? Felicity me mandou uma carta falando que você estava fazendo besteira e que nunca aprende. Não falou o que era, e entendo se você não falar. Só não me diz que engravidou uma mulher ou ficou noivo. Sabemos que ambas situações seriam catastróficas.
Pode me explicar que carta foi aquela da Felicity? Eu não sei o que você fez, mas ela não estava lá muito feliz. Quer saber? Melhor eu nem saber, mas está tudo bem?

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Even the best fall down sometimes | Eric&Bertha | PT
bjorkins:
Uma graça. Bertha já havia sido chamada de muita coisa. Intrépida, defensora dos fracos e oprimidos, exagerada, louca, maluca, desvairada, e acima de tudo isso, fofoqueira. Mas uma graça não. Ela gostava de ser a louca, a desvairada, a fofoqueira, tudo aquilo que a chamavam. Gostava de saber que incomodava, porque se incomodava, quer dizer que era notada. Mas ser notada por alguma coisa boa era um sentimento bem novo e bem diferente. E indubitavelmente agradável - O tom de voz é de surpresa, ok? - Disse levantando as mãos no ar, como se quisesse se mostrar inocente - Mas mantenha em mente que meu tom de voz é de inquisição a maior parte do tempo. Então é bom que não tenha nada a esconder. Bom, mesmo que você tivesse, eu já saberia. Sem querer me gabar - Aprendera a não confiar na aparência das coisas há muito tempo. Não importava quão boa uma pessoa fosse, quão impressionante ela fosse, no final do dia, todo mundo mente. Bertha tornara-se muito boa em ver o que havia por trás da mentira. Mas ela não conseguia enxergar em Eric. O que podia significar duas coisas, que ele mentia muito bem, ou que ele era apenas aquilo que demonstrava. Mas isso era impossível. Ninguém era tão honesto assim, nem mesmo ela. Mas pensando bem, não era como se conseguisse imaginar um mundo em que sweet Eric não fosse… Sweet. Quando ele disse que as coisas provavelmente haviam recaído sobre Freddie, Bertha fez uma pequena recapitulação em sua mente. Conhecia Freddie há bastante tempo. Três dos anos em que passara em Hogwarts fora na companhia do mais novo dos Stirling. E certo, era incomum que ele estivesse no quarto ano e ela no sétimo e eles se dessem tão bem. Mas Freddie tinha aquela coisa de parecer mais velho, mais inteligente, mais responsável - Freddie sabia se cuidar. Ele ainda sabe. Ele se inspirou no irmão certo. E bem, ele sobreviveu, então não tem porque se preocupar agora - Empurrou-o de leve com o ombro, a mesma coisa que fazia sempre que queria animar alguém e não sabia como. Ela era boa em usar as palavras pra ferir, mas não pra curar - E a Felicity, só pra constar, me dá medo.
- Fogos de artifício! - Bertha exclamou, animada, soltando alguns gritinhos abafados - Ok, meio, perfeito. Smart and sweet, that’s my kind of guy - Levantou a sobrancelhas sugestivamente. Estava acostumada com os rapazes do ministério, durões, muitas vezes idiotas e cheios de piadinhas. Estava acostumada com Drew e todos os comentários cheios de segundas intenções. Estava acostumada até mesmo com Aaron que era… Bem, Aaron. Dizer e ouvir frases carregadas de duplo sentido e conotações indelicadas era a base de seu dia-a-dia, mas não eram a base do dia a dia de Eric - É brincadeira, estou só brincando. Não precisa sair correndo ainda, sweet Eric - Riu, prevendo o que viria a seguir. Feições ruborizadas, nervosismo, ele sair correndo dizendo que ela estava dando em cima dele.
- Ei, eu não disse que você era um professor ruim! Eu disse que você era um professor estraga prazeres. A versão artística da McGonagall. Damn McGonagall, tantas detenções desnecessárias ela me deu e… Ok, você venceu essa. Você não é um professor estraga prazeres - Bertha fez uma careta, mas certamente lembrava-se com nostalgia de seus dias em Hogwarts. Ser um adolescente era um momento diferente de qualquer outro, e Bertha era grata por ter conseguido sobreviver aos seus dias com dezessete anos. As angústias e os conflitos eram muito grandes, e na maior parte do tempo, você estava sozinho. Amigos certamente ajudavam e ajudavam muito, mas eles também passavam por suas próprias dores. Adolescentes precisavam de alguém que segurasse em suas mãos e lhe dissessem que ficaria tudo bem, mesmo quando tudo estivesse desabando. Bertha sentia falta daquela figura. Muitos a tinham em seus pais, mas ela já não tinha seu pai e sua mãe não tinha as condições para ajudá-la. E Eric parecia ser aquela figura para seus alunos, o que a fez sorrir, imaginando-o carregando um aluno bêbado pelos corredores - Ahn… Como você faz isso? - Bertha não estava acostumada com fazer perguntas. Era a mesma coisa de sempre, as pessoas mentiam e ela preferia ir atrás de suas próprias informações do que confiar na resposta de alguém. Então, quando perguntava algo, era sempre com pouco decoro, direto ao ponto, como fizera ali. Não entendia como Eric conseguia fazer aquilo. Cuidar de todos. Eram muitos. Bertha não conseguia criar em sua mente um cenário onde ela cuidaria passo a passo da vida de outra pessoa, da forma como Eric tão adoravelmente fazia com seus irmãos. Da forma como ela deveria fazer com seu irmão e simplesmente não conseguia nem olhar para ele - Quero dizer. Como você cuida de todo mundo, como você faz pra ser um irmão? - Franziu a testa.
- Eu acho que já sou da família de vocês por tabela - Disse rindo quando ele levantou o fato - Tirando que a Felicity me dá medo e o Aaron me dá nojo, vocês são as melhores pessoas. You should be proud, you know. You did a good job with all of them - Sorriu de canto, enquanto puxava uma cadeira para se sentar. O lugar estava cheio, abarrotado de jovens esfomeados, e aquilo a fazia se sentir bem mais velha do que realmente era. Então olhava de novo para Eric e via que ela era bem mais nova do que realmente achava. Não queria que ele pensasse que ela era uma garota boba, que não poderia cuidar decentemente do apartamento. Definitivamente não queria que ele achasse que ela era uma garota boba - Não diga ao seu irmão que eu estou te alcoolizando, hein. E quando eu digo irmão, eu quero dizer todos eles - Advertiu, rindo, enquanto abria o cardápio em busca do que beber. Bertha já tinha anos de experiência etílica, mas Eric não parecia ter bebido mais do que uma cerveja amanteigada nos anos de Hogwarts. Então, buscou algo que não fosse matá-lo no primeiro gole - Blishen’s Fire Cinnamon Flavoured Whisky - Leu o item no cardápio, e fechou-o o satisfeita, decidindo o que tomariam - Bom, você disse que não bebia, mas esse é fraco. Eu prometo. E eu seguro seu cabelo se você for vomitar, ok, sweet Eric? - Brincou, com a expressão sorridente.
Aquele tipo de situação era estranha demais para Eric. Não que o homem já não tivesse sobrevivido a encontros antes. Por mais estranho que parecesse ele havia tido relacionamentos. Seus irmãos somente desconheciam isso. Eric estava quase noivo de uma mulher quando decidira largar tudo para voltar para casa. Seu pequeno segredo que a todo custo tentava deixar que seus irmãos não descobrissem para que não sentisse culpa pelo homem está ali. Ainda mais quando já possuíam um histórico bastante ruim sobre casamentos por conta de Drew. Não que Eric tivesse escolhido uma mulher ruim para noivar, mas no final do relacionamento eles só tinham ideias diferentes. Eric sempre fora mais ligado a sua família do que viajar ao mundo para os lugares mais extravagantes. Enquanto Aaron e Drew faziam seus comentários sugerindo para que o homem fosse a novos encontros já que nunca o viam com uma mulher, Eric sabia que ainda não estava pronto para relacionamentos. Por isso que aquela era uma situação diferente. Ele não estava ali para impressionar Bertha Jorkins. Aquela era uma certificação que seu apartamento estaria ali, e que não precisaria abrir mão dele por não conseguir mantê-lo. Achar alguém para dividir as despesas fora a melhor solução que conseguira pensar, e Freddie já ter alguém em mente havia ajudado bastante. Porém Bertha era realmente uma surpresa. Eles eram diferentes. Não havia como negar isso. Ainda assim tinha algo na juventude da mesma. Na forma como os olhos dela brilhavam que Eric sabia que eram únicos. Ao mesmo tempo a mulher era muito mais madura do que poderia-se imaginar. Como se tivesse a muito tempo aprendendo a lutar sozinha. “Desculpe senhora detetive. Aposto que não sou a pessoa mais interessante para investigar. Se eu fosse algum milionário com uma vida secreta certamente não estaria procurando alguém para dividir meu apartamento.” Eric sempre era honesto com as pessoas, talvez até mais honesto que deveria. Ele gostava de dar exemplo a seus alunos, e para as pessoas a sua volta. Por ter sido o irmão mais velho sempre fizera atos assim.
Não pode evitar de ficar um pouco constrangido, mas nada tão extremo assim. Por mais que ele fosse desajeitado, e não tivesse um perfil galanteador como de seus irmãos. Ele certamente não sairia correndo dali, e esperava que ela não tivesse tirado aquela conclusão por algo que Freddie tivesse feito já que a mesma estava comparado os dois durante boa parte que haviam passado juntos. O que não era algo que Eric estava sentindo-se tão a vontade. Afinal, ele tinha muito mais para conversar. Ele tinha uma vida de viagens ao redor do mundo que poderia comentar. Uma lista das maravilhas que ele havia visto, mas ainda assim tudo que ele conseguia fazer era parecer como um idiota em frente de alguém como Bertha. “Eu não vou sair correndo. Que tipo de homem deixa uma mulher tão bonita sozinha a mesa? Eu não sou tão louco assim.” Ele também sabia flertar um pouco. Mesmo que não tivesse a intensão, e mesmo pensando que um silêncio constrangedor pudesse vir após suas palavras acabaram mais se encarando e dando risadas. Certamente, flertar não era sua intenção e sim descontrair o momento. Ele era péssimo com garotos, e agradecia que aquele não era um encontro. Bertha parecia muito mais com uma amiga antiga do que com um encontro.
A pergunta que a mesma fizera para ele o deixou um pouco sem saber o que responder. O fazendo pensar por um bom período de tempo antes de realmente saber o que responder. Era difícil para Eric bolar uma resposta para como conseguia cuidar de seus irmãos, pois essa era toda a razão para que ele teve que voltar. Mesmo que seus pais nunca tivessem falado algo para ele ou seus irmãos cobrado. Eric queria cuidar deles. Queria que todos estivessem bem e protegidos. Não era como se imaginasse que sua família crescesse tanto. Cuidar de Drew fora o mais difícil, mas depois de um tempo tornou-se uma tarefa até que suportável. Tirando os anos de Hogwarts que foram um pouco contraditórios já que Drew era o inteligente, e rebelde que tinha que cuidar de Eric que era um fracote que por muitas vezes se escondeu atrás do irmão. Afinal, eles não possuíam tantos anos de diferença. Agora quanto a Felicity fora diferente. Ambos possuíam essa necessidade de protegê-la, e com os mais novos a mesma coisa. A necessidade de que eles não passassem o mesmo que eles. De cuidar deles, de estar lá quando eles precisarem. Aquela era razão para que Eric sempre quisesse estar perto de seus irmãos. De que largaria qualquer pessoa que não compreendesse que sua família era tudo que ele tinha. Nenhuma obra de arte poderia comparar-se ao amor que ele tinha por seus irmãos. “Então você não tem uma resposta para isso? Pensei que soubesse de tudo.” Brincou um pouco querendo arrancar um pouco de humor, afinal não era somente Bertha que poderia deixá-lo um pouco envergonhado. Era era inteligente o suficiente para saber entrar no jogo da mulher. Depois de um tempo finalmente deixou um sorriso tomar conta de seu rosto. “Não é como se tivesse um manual ou algo assim. É apenas uma necessidade que toma conta de você. Você olha para aquela pessoa, e sabe que não quer que nada de ruim jamais aconteça com ela. Que suas necessidades não são nada comparadas com elas. Você faria qualquer coisa somente para vê-las sorrindo. Não importa as consequências que você tenha por conta disso. Também são as pessoas que independente do que você faça ou do quanto você mude. Você sempre pode contar com elas por serem sua família. Acho que isso é ser um irmão.” Olhou novamente para Bertha e percebeu que exagerou um pouco no discurso. “É assim que você da um discurso que faz as pessoas dormirem de tédio. Só não conte para eles isso. Eu já sou zombado o suficiente.” Deu de ombros novamente tentando tirar o ar pesado que havia ficado após sua declaração.
“Aposto que se você contar a eles que me levou para beber te adotem logo. Principalmente Drew. Capaz até do Aaron gostar um pouco mais de você. Ou não. Vocês não se dão muito bem, não é?” Aceitara de bom grado o que Bertha havia escolhido deixando um sorriso permanecer em seu rosto. “Não é que eu não beba. Quando se tem irmãos como Drew e Aaron que gostam de beber você aprende a ser o responsável que cuida deles. Então tornou-se um hábito, mas eu sei beber.” Era engraçado, mas aparentemente aquilo era para conhecer Bertha e quem estava falando era ele. Talvez aquela fosse as habilidades da mulher. Ela realmente seria uma boa jornalista. “Agora chega sobre mim. Já ouviu coisas entediantes o suficiente para uma vida. Relações Publicas do meu irmão? Como isso aconteceu? Relações Publicas não é quem trata de festas e eventos. Tem certeza que um apartamento velho é o que você precisa?” Perguntou querendo ver se conseguia arrancar pelo menos mais algumas informações sobre a mulher já que ela era tão habilidosa enquanto que ele pelo contrário se complicava em fazer perguntas simples como aquela. Se ele ia adiante com aquilo precisava um pouco mais de informações do que já tinha. Sem contar que ele estava realmente se divertindo durante aquela tarde. Não via problemas em estendê-la.
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