Apesar de não acreditar totalmente na versão de Alastair, Becca preferiu não insistir sobre o assunto afinal ela sabia como todos os semideuses poderiam ser teimoso nessa questão de ‘estar bem’ mesmo que fosse após horas de intensas lutas. “Tudo bem então, vou deixar essa passar.” comentou ela com certo humor enquanto caminhava observando o Acampamento ao redor. “Mas caso precise de um descanso ou alguma coisa, me avise.” certificou-se Rebecca. Ela encolheu os ombros com a pergunta direcionada a ela, desta vez não tivera tantas sequelas físicas, mas as psicológicas eram as que mais incomodavam a garota. “Estou o melhor possível que posso eu acho… andar por aí com a porcaria de um tapa olho atrapalha bastante nas atividades rotineiras.” resmungou a ruiva. “Infelizmente já paguei mico demais para uma vida inteira.”
☠ Alastair sabia que as pessoas estavam preocupadas consigo — e sinceramente, não entendia muito bem os motivos, já que até um tempo atrás todos pareciam ter medo dele e preferir manter distância. — Agradeço, garanto que não vou desmontar aqui — tentou fazer piada, embora não fosse o melhor naquilo e simplesmente resolveu baixar os olhos para o chão enquanto mancava ao lado dela, a mão que estava boa mexendo no anel em seu dedo, sua foice, e mais atento aos sons em volta do que antes. — Eu imagino que atrapalha e que deva render alguns comentários bem desagradáveis, não é mesmo? — indagou virando o rosto na direção da mais nova, querendo puxar assunto, ainda que não fosse o melhor nisso.
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☠ Alastair ainda estava se recuperando, mas isso não significava que ele iria parar de treinar, por isso, quando melhorou o suficiente, resolveu ir para os Campos de Marte treinar um pouco e tentar desenferrujar para ajudar mais quando precisassem — e não simplesmente apagar e acordar dias depois na enfermaria — e enquanto mancava um pouco em direção a arena, notou que não fora o único que tivera a ideia de ir treinar — Hey… atrapalho? — indagou quando chegou perto o suficiente da loira para se fazer escutar, um sorriso pequeno delineando os lábios masculinos — Se quiser, eu posso treinar em outro lugar, só não achei que teria alguém aqui — o filho de Tártaro disse, tentando ser simpático enquanto mancava na direção na direção da outra.
Foi inevitável a careta que Audrey fizera ao ouvir aquelas palavras do amigo, ela sabia muito bem que não era nada boa com mentiras, ainda mais quando se tratava de si mesma, a filha de Poseidon apenas assentiu dando um suspiro leve, sentando-se com dificuldade na base da cama em que Alastair estava. “Obrigada, eu já sabia mas é sempre bom ouvir esse elogio novamente.” a semideusa fizera piada com a situação, rindo baixo apoiando as muletas ao lado de si. “Bom, foi uma confusão generalizada, é claro. Durou horas mas pareceram dias…” contou Rey com um olhar mais distante ao lembrar-se do caos. “Muita gente ferida, traumatizada e… Acho que foi isso.” voltou seu olhar agora para fitar Alastair. “Também não sei muita coisa, sabe como é, memória de um peixinho dourado.”
☠ Uma risada baixa escapou pelos lábios de Alastair quando a amiga soltou a piada, embora sendo rapidamente substituída por uma careta de dor que sentiu ao fazer aquilo e a mão que estava boa acabou sendo apoiada no peito ferido ao fazer aquilo — Eu me lembro de algo parecido… antes da empousa. Como eu vim parar aqui? Você sabe? — indagou olhando rapidamente em volta antes de fixar novamente os olhos escuros no rosto feminino, esperando que ela lhe desse uma resposta positiva, porque sabia que não ficaria quieto sem saber quem tinha lhe levado para a enfermaria. — É, sei como é… Mas eu estou feliz que você não está tão machucada. E… me desculpe por não ter conseguido te ajudar — as palavras saíram um tanto quanto baixas, mas carregadas de verdade. Ele queria ter sido mais útil para aqueles que precisavam de ajuda, mas pelo visto não fora isso que acontecera.
“Você tem certeza de que deveria estar por aí andando nesse estado?” perguntou Rebecca, não era como se ela não gostasse de companhia nas patrulhas do Acampamento, porem Alastair não parecia cem por cento bem ainda, então a ruiva tinha certo receio que o semideus pudesse ter algum problema fazendo tanto esforço, principalmente se por acaso precisassem lutar. “Se quiser, pode voltar para o seu chalé e eu te cubro por aqui. Não tem problema.” ofereceu a filha de Hécate, conhecia pouco o outro, mas mesmo assim não gostava de ver os outros em situações desconfortáveis.
☠ Eu estou bem, Rebecca. — respondeu rapidamente, dando um pequeno sorriso para a ruiva. Detestava que estivessem lhe tratando como se ele fosse morrer a qualquer momento. Afinal, para ele, não era o fim do mundo ter se machucado daquela maneira — sentia que já tinha sofrido aquelas coisas antes, mas não sabia dizer quando havia sido — e negou com a cabeça o oferecimento dela — Está tudo bem, não precisa se preocupar. — assentiu lentamente, novamente esboçando um pequeno sorriso em sua direção — Mas e você, Rebecca? Está bem? — indagou preocupado, virando o rosto em sua direção, observando o tapa olho dela rapidamente antes de voltar a atenção para frente, mancando enquanto caminhava pelo acampamento.
ver o deus atacar alastair, deixando um ferimento feio na lateral do corpo, fez com que jamie estremecesse um pouco em medo e preocupação com o outro. james não pensava que iriam sair intactos, afinal o deus era filho do deus da guerra. um suspiro cansado saiu dos seus pulmões. pegou a sua espada e correu o mais rápido que conseguia – e isto era muito rápido – e foi para as costas do deus, o atacando por trás. conseguindo golpeá-lo com uma das suas espadas (d11), dando outros dois golpes superficiais nas costas do deus (d6, d6). jamie logo saiu do local, pois sabia que deimos iria procurá-lo, ali.
foi novamente para onde alastair estava, preocupado com o semideus. queria ver se estava bem. jamie balançou a cabeça positivamente, ao escutar o questionamento do outro. num instante, viu que deimos já estava para atacá-lo. com o pedido do filho de tartaro, james o segurou pela cintura, usando sua rapidez para tirá-lo dali antes que a espada do deus encontrasse ambos, mas apesar de seus esforços, a lâmina acabou encontrando o braço de jamie (d8),
o filho de hermes acabou soltando um grito em dor. a aura de terror do deus já estava tomando conta do campo de batalha. james estava tentando manter a calma para não se entregar aos pensamentos ruins que começavam à ir em flashes. – ceda. – ordenou o deus, ao filho de hermes. james soltou alastair para levar as mãos a cabeça. nesse momento, não pensava mais em atacar, apenas queria não ceder às manipulações dele.
“get out!” pediu james, impedindo-o de entrar na sua mente, mas foi inútil. depois de algumas tentativas para acesso à cabeça do filho de hermes, deimos finalmente conseguiu (d12). os olhos de james haviam ficado negros, à medida que as suas duas espadas caíam ao chão, junto aos seus próprios joelhos.
☠ Alastair podia sentir o sangue escorrendo pela lateral de seu corpo, bem como a ardência do local, tendo de fazer o possível para não surtar com o ferimento porque sabia que o filho de Hermes precisava de si. Os olhos escuros observaram os movimentos do outro, acertando superficialmente as costas de Deimos, sabendo que aquilo não seria exatamente a melhor forma de tentar parar o deus do terror;
O braço do maior passou pelos ombros de James, buscando se apoiar para poder ajudar na luta da maneira como conseguiria, porém, os acontecimentos seguintes acabaram deixando-no mais confuso do que tudo o que já estava rolando ali. O corpo grande desequilibrou quando foi solto pelo outro, as orbes negras arregalando-se diante da reação alheia e sabendo que alguma coisa muita errada tinha acontecido e precisou de toda o raciocínio — Ah que merda… — resmungou para si mesmo e quando os olhos de James ficaram negros, o filho de Tártaro soube que alguma coisa muito feia estava por vir.
Respirando fundo, foi preciso que o semiprimordial se concentrasse muito no que iria fazer e ignorou completamente a dor que sentia na lateral do corpo, ficando de joelhos e rezou ao pai que aquilo desse certo e conseguiu invocar (d12) três pedaços de vidro das profundezas do Tártaro, virando-os na direção de Deimos e aproveitou que o deus estava distraído para lançar os objetos em sua direção, acertando apenas dois deles e um passando de raspão pela lateral do corpo do deus (d11). Aquilo foi o bastante para que ele desviasse sua atenção de James, livrando-o de qualquer controle e se voltasse para Alastair — Porra — resmungou para si mesmo.
Deimos ergueu a espada no exato instante em que virou o corpo para Alastair e o rapaz novamente se concentrou, pronto para usar os poderes que tinha, formando uma bola de fogo negro na mão, fogo do Tártaro e acabou mirando-a no deus, atirando-a rapidamente e acertou uma de suas pernas (d10), rapidamente o parando. — James! James foca em mim, precisa sair dessa! — chamou o filho de Hermes, tentando fazer sua atenção ficar em si no exato instante em que Deimos foi lhe atacar, concentrando-se com toda a força que tinha e saindo da frente quando a espada quase atingiu em cheio seu peito (d10), agora causando um corte ali também.
O corpo masculinou acabou indo para frente de James, segurando um de seus ombros — James, foca em mim. Precisamos sair daqui — diz em um tom quase de súplica, querendo que o semideus lhe escutasse. Pelo canto do olho, ele via novamente Deimos se aproximando e tentou se esquivar do ataque, mas para impedir que James conseguisse fosse atingido, tentou puxá-lo junto consigo, conseguindo o feito mas não desviou do ataque do deus do terror a tempo (d4), sentindo a espada em sua perna. Pronto, agora ele estava fodido mesmo.
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Já era de costume Audrey visitar os amigos na enfermaria caso os mesmo estivesse mal após alguma batalha, e dessa vez não fora diferente, principalmente porque ela mesma estava por lá ainda, o machucado em seu joelho não iria sarar tão cedo, precisando a filha de Poseidon usar muletas agora para andar. Aproximou-se de Alastair a medida que viu o semideus acordar, usando as muletas para apoiar-se. “Ei, grandão. Você acordou.” disse num tom baixinho para o semideus. “Estou bem, na medida do possível é claro.” ela encolheu os ombros e indicou com a cabeça o joelho da perna esquerda enfaixado. “Infelizmente me machuquei sim, mas… Nada tão ruim.” mentiu ela com um sorriso de canto. “Mas e você? Como está se sentindo?”
☠ Os olhos escuros de Alastair analisaram o rosto feminino e por um segundo, ele cogitou em contar a “visão” — ou o que quer que aquilo fosse — para a amiga. No entanto, achou que era melhor guardar a loucura somente para si mesmo e acabou por dar um pequeno sorriso para ela, ainda querendo se sentar na cama para conversar melhor com Audrey — Você é uma péssima mentirosa, sabia? — brincou com ela, o sorriso fraco ainda brincando nos lábios masculinos. — Com um pouco de dor… o que aconteceu? Eu sinceramente não me lembro — perguntou interessado, já que a última coisa que lembrava era quando ele caiu de costas na grama e depois disso, não tinha a menor ideia do que acontecera.
☠ Alastair abriu os olhos lentamente, a claridade do lugar em que estava praticamente o cegando e por uns segundos ele pensou que tinha morrido e acordara no Elísio, porém os barulhos que ouvia a sua volta mostravam que não era no Elísio em que ele se encontrava, mas estava claramente no acampamento e ao que julgava pelos sons, era na enfermaria que ele se encontrava.
Os olhos escuros olharam em volta rapidamente, parecia que todos estavam bem… na medida do possível e assim que virou a cabeça para o outro lado, acabou dando de cara com Audrey lhe olhando preocupada, tentando se sentar na cama, mas a dor que sentiu ao fazer isso acabou sendo maior — A-Audrey, você está bem? Se machucou? — perguntou preocupado, ainda tentando se sentar para que pudesse conversar melhor com a garota.
james costumava a ajudar os semideuses nos campos de treinamento, durante o dia, já que não tinha muitos afazeres por ali; por aquele motivo em específico, o filho de hermes estranhou o motivo de tudo estar tão quieto no local em que estava, quase como se uma calmaria antes da tempestade. como muitos semideuses não compareceram, o filho de hermes saiu dos campos e foi procurar algo para comer no refeitório, pegando uma maçã e mordendo-a instantaneamente. foi quando se deu conta de que os demais estavam correndo com armaduras e armas, enquanto ao fundo já ouvia-se metais sendo travados um contra o outro.
james caminhou para fora do refeitório, ainda com sua maçã em mãos e com uma expressão confusa em sua face, afinal, não fazia ideia do que estava acontecendo. ao perceber os gritos, james se assustou, pois viu que não era treinamento e, sim, uma situação real. ao longe, pode perceber uma invasão de monstros e correu para ajudar aos semideuses, largando a maçã no chão. por ser filho de hermes, a sua maior vantagem era a rapidez e agilidade. logo, arrancou os pingentes do seu colar, transformando-os em duas espadas de bronze celestial e apressou-se para chegar no local o quanto antes.
no lugar onde parou, percebeu alastair sozinho; o semblante que carregava era tão confuso quanto o seu. jamie fez uma careta, erguendo os seus ombros, ainda com as duas mãos ocupadas com suas espadas, numa resposta silenciosa de que não sabia, mas poderiam tentar. “a gente tenta, não é?” respondeu, com outra pergunta. logo, jamie sentiu uma aura pesada se aproximar de ambos. já havia sentido aquilo antes, porém em menor quantidade na filha de deimos. o filho de hermes o encarou já com um pavor em seus olhos. “puta que pariu.” soltou o palavrão, sem querer.
o semideus quis dar uma gargalhada quando escutou a voz de alastair, mas estava preocupado demais sem se distrair da figura divina que estava à sua frente, afinal não sabia quando começaria a ser atacado. jamie encarou alastair com nervosismo em seus olhos. “eu juro por zeus…” começou a falar, como se fosse concluir que também não fazia ideia do que fazer, mas o deus atacou-o, separando ambos em cada lado. “eu acho que vamos com o seu plano mesmo!” jamie gritou para que ele pudesse escutar, utilizando suas espadas para deferir o primeiro golpe contra o deus, errando de primeira (dado 5), porém correndo para que ele também não acertasse james no contra-golpe (dado 1).
☠ O palavrão de James era completamente compreensível e se Alastair não estivesse tão paralisado pela figura do deus a sua frente, ele provavelmente teria soltado um também… aquilo era uma merda grande demais para que apenas eles dois conseguissem dar conta de alguma coisa, mas não custava tentar e ele faria o possível para mostrar que afinal, não era um monstro por ser filho de deus primordial um tanto quanto sinistro e nem por ter ficado sem as memórias de sua vida.
As palavras seguintes de que seguiriam seu plano de simplesmente improvisarem e ver no que poderia dar, acabou sendo o bastante para que o semideus assentisse rapidamente com a cabeça e corresse para o ataque logo em seguida, no mesmo instante que Deimos virava para lhe atacar, acertando-o com a espada em um golpe direto na região da lateral do corpo (d13) fazendo com que um corte fundo aparecesse ali, rapidamente uma feição de dor tomando conta do rosto do do homem, mas ele simplesmente resolveu ignorar aquilo e continuar seguindo com a luta, porque a última coisa que precisavam era que ele vacilasse.
Alastair ergueu a foice que tinha nas mãos, preparando para atacar o deus e errando o golpe (d4) por conta da dor que estava sentindo — ou era apenas o medo que aumentava aquela sensação — Mas que porra — acabou soltando irritado e tratou de se concentrar para tentar acertar mais uma vez, porque afinal, era para isso que eles treinavam, não é mesmo? O corpo grande girou, acertando o golpe parcialmente (d8) no deus apenas passando a lâmina apenas pelo braço do deus — que claramente não sangrou, mas deve ter doído porque ele acabou revidando o ataque, errando completamente (d2), coisa que o filho de Tártaro agradeceu aos deuses por acontecer.
Com a mão ainda apertando a lateral do corpo o rapaz voltou os olhos escuros para James, querendo ter certeza que ele estava bem antes que o deus do terror resolvesse se voltar para o filho de Hermes — Você não é rápido, James? Então melhor desviar — disse alto o bastante para que o outro escutasse, acabando por tirar a camisa preta que usava e rasgá-la para poder passar pela lateral do corpo.
Lembre de mim não sei quando vou voltar, lembre mim se um violão você escutar. Ele com seu triste canto te acompanhará e até que eu possa te abraçar… lembre de mim || POV
TW: sangue
Os passos eram apressados, levando em conta que tinha alguns ferimentos pelo corpo, mas graças aos deuses não era nada muito sério ou que estivesse lhe impedindo de andar ou que estivesse lhe impedindo de ser útil para os outros semideuses. As orbes escuras fitavam o confronto que estava acontecendo mais a frente e que tinha como alvo semideuses mais novos, provavelmente as crianças, e aquela visão fora o suficiente para que ele começasse a correr até o local.
Seu caminho, porém, foi ofuscado por uma aura de medo, fazendo com que seus passos parassem… ele conhecia aquela sensação, havia acabado de enfrentá-la e parecia que o deus não lhe deixaria sair de perto tão facilmente. O motivo? Ele não fazia a menor ideia, porque haviam semideuses mais importantes para que ele pudesse se preocupar, mas não, ele parecia ter cismado com o filho de Tártaro e agora tinha de enfrentá-lo novamente. A foice saíra de seu corpo no exato momento em que sentiu a presença do deus, e parecia que Deimos também não estava sozinho, uma empousa parara voando ao seu lado — e Alastair sentiu que estava mais ferrado do que antes.
O coração do homem batia mais rápido — reação que sabia ser causada pela presença da divindade — , a destra apertando com força o cabo da foice e escutou um barulho alto acima de si, era seu corvo, sobrevoando-o quase como se estivesse avaliando a situação. — Por que não vai atrás de outra pessoa, Deimos? — a pergunta fora claramente retórica e um sorriso arrepiante delineou os lábios do deus menor, sorriso esse que arrepiou os cabelos da nuca de Alastair. Com um suspiro pesado escapando por entre os lábios, ele se preparou para o que quer que viesse a acontecer… e em um milésimo de segundo o ataque começou.
A empousa abriu as asas, alçando vôo para cima do Darkmore com os dentes afiados à mostra e as garrafas nas mãos também. O primeiro ataque foi parcialmente desviado pelo semideus (d8), mas uma das garras acabou pegando em seu ombro, abrindo um corte que por sorte não era tão fundo assim e fez uma careta de dor rapidamente tomasse conta de suas feições, ao erguer a foice para tentar acertar a criatura também, sentiu a aura de medo tomando conta bem mais forte do que antes e o novo golpe da criatura acabou pegando em seu pescoço (d13), os dentes afiados passando pela carne passando a beber o sangue e apenas soltando-o quando o corvo desceu bicando o ser mitológico com força.
As pernas de Alastair falharam, fazendo com que ele caísse de joelhos e a foice escapasse de sua mão. Ele sentia o sangue quente escorrendo onde a empousa lhe mordera, levando a canhota ao local e sentia cada vez mais próximo o medo, Deimos se aproximava lentamente, aqueles olhos bizarros fixos no trisavô que estava caído no chão tentando recuperar a força — e por mais que Alastair quisesse, ele sabia que não teria como fazer qualquer movimento que ferisse o deus, suas mão tremiam demais para tentar pegar a foice e sua mente parecia estar distanciando-se dali.
Os sons do acampamento estavam cada vez mais longe, sua visão não estava na grama, mas sim em outro lugar. Era um flash de alguma lembrança que julgava não lhe pertencer mais e ele era criança, corria por um jardim grande de mãos dadas com uma garotinha que lhe trazia a sensação de lar, de pertencimento… sua irmã, irmã gêmea, ele podia escutar a si mesmo chamando-a daquela forma e ela soltou-se de sua mão, correndo para o bosque mais próximo, ele correu atrás.
Ela lhe chamava, lhe chamava para entrar ali, mas então ele parou. Ele parou e olhou para alguém atrás de si, uma voz também lhe chamava e ele a conhecia a um tempo, tempo o bastante para que disparasse seu coração… Audrey, ela estava um pouco mais a frente, um sorriso nos lábios e aquele rosto lindo lhe observando, mas no instante em que se virou para ela, alguém segurou sua mão novamente. Uma mulher, ele nunca a vira na vida, ou pensava não ter visto e ela também tinha um sorriso como sua irmã “Vem com a gente Alastair, vem com a gente filho. Vamos brincar”, filho? Era sua mãe, mulher que ele não se lembrava.
Mas alguma coisa estava errada e quando se deu conta, a lembrança mudou, mudou para a imagem vaga de um cassino e uma voz feminina ao lado lhe perguntando se iriam entrar, a resposta que escapou pelos seus lábios foi positiva… e eles entraram. As luzes fortes e coloridas ofuscaram a visão do semideus e ele mais uma vez ouviu Audrey lhe chamando, mas dessa vez acompanhada de Pollux, elas lhe chamavam, pediam que voltasse. Mas por que? Ele não entendia o motivo, pelo menos não até que uma figura brilhou na sua frente, quase como uma aparição e um homem bonito lhe fitava “Volte filho, você tem poderes. Use-os”, era Tártaro, o deus primordial saíra das profundezas para ajudar o filho.
As coisas voltaram ao caos de antes, Alastair sentia a dor novamente e pareciam que apenas segundos tinham se passado. Deimos estava na sua frente, encarando-o, e o som da empousa mostrava que a criatura estava atrás de si, pronta para um novo ataque que lhe acertou novamente, as garras rasgando sua pele quando o seguraram para tornar a sugar seu sangue. Mas a voz do pai se sobrepunha a dor e ao caos, precisando de toda a força que parecia lhe restar para que a mão apoiasse no chão, concentrado-se para convocar algum monstro que fora enviado ao tártaro para lhe ajudar e conseguindo um (d11), uma quimera que avançou para cima da empousa que não teve tempo de desviar (d3) e vôo para tentar escapar. Os olhos negros ergueram para Deimos, que dava alguns passos para trás e com dificuldade, Alastair focou no rosto do deus antes que o chão debaixo dele abrisse uma fissura e alguma coisa lhe segurasse pelo pé… um ser do tártaro, pronto para puxá-lo para baixo antes que ele desaparasse para longe dali (d12).
A empousa também desaparecera e agora Alastair sentia a dor tomar conta de todo o seu corpo, caindo de costas no chão e a ardência no peito fazendo-o crer que levou um golpe — que felizmente não fora no coração — e os olhos escuros fitaram o céu instantes antes de se fecharem e ele desmaiar pela perda de sangue e dor.
“Bateu de frente é só tiro porrada e bomba. Aqui dois papos não se criam e nem faz história”
O dia poderia ser tido como normal ali no acampamento — ou tão normal quanto se poderia imaginar um local com filhos de semideuses, ninfas e armas perigosas que no mundo normal nenhuma criança poderia ter tido acesso — e Alastair estava sentado perto das ninfas que se ocupavam em cuidar das coisas ali dos jardins, as mãos segurando um livro que pegara emprestado com Magnus e também que sabia que Audrey gostava, já que comentara consigo sobre quando eles assistiram a Harry Potter juntos. Tudo parecia estar como sempre fora — pelo menos até os meses em que o filho de Tártaro estava ali — e nada fora do normal quebrava a rotina do acampamento… ou pelo menos fora isso que o homem pensou antes de escutar uma confusão que parecia estar começando mais a frente no acampamento.
Erguendo rapidamente o corpo grande para poder conseguir ver o que poderia estar acontecendo ali, apressando o passo para poder chegar mais rápido até a entrada do acampamento e assim que chegou, a boca abriu-se em surpresa e choque, tudo estava no maior caos que ele pudesse ter imaginado e sem que percebesse, a mente foi invadida por alguns flashbacks de lembranças que ele não fazia ideia de que ainda poderia possuir. Os semideuses correndo, monstros atacando por todos os lados, deuses aparecendo para atacar também os campistas… aquilo era algo que ele jamais imaginou que poderia acontecer.
O rosto virou para o lado a tempo de ver James parar ali, parecendo tão surpreso e confuso quanto o próprio filho de Tártaro — Acho que podemos trabalhar juntos, o que me diz? — indagou tirando o anel de ouro celestial, fazendo com que a foice que havia recebido do pai quando chegou ao acampamento saísse da lateral de seu corpo quase como se sempre estivesse estado ali — o que era verdade, porque a arma fazia parte do corpo do semideus — e o corvo que sempre acompanhava Alastair abriu as asas claramente irritado com a situação.
Antes que pudesse dar um passo para frente, o homem acabou sendo barrado pela figura de alguém que emanava poder e pelo que podia perceber pela aura de terror que se instaurara ao redor, era Deimos, o deus do terror. Eles estavam ferrados — Nos fodemos legal agora. — resmungou apenas para que James conseguisse lhe ouvir, deixando transparecer toda a preocupação com aquela situação em sua voz e na postura que tornara-se rígida — Espero que tenha um plano, James, porque eu não sei o que fazer além de improvisar e ver na merda que vai dar. — apertou com firmeza o cabo da foice, a lâmina brilhando com as pedras do fundo do tártaro, cada uma com um rosto de pessoa ou ser que fora sofrer naquele lugar.
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— Ele só tem de ser um pouco mais atento, mas isso vocês tem em comum! — Implicou sorrindo. — Alastair você não é um monstro, ao menos, não mais que qualquer um aqui, então não se sinta assim. — Seu sorriso tinha diminuído, mas ainda estava lá. Para ela era complicado ver o homem naquela situação, ainda mais por sua culpa, afinal fora ela quem tinha apagado a memória dele dos últimos anos no cassino e acabou apagando tudo. — Depende, se sabia ser um cabeça oca ou ser um mestre nas artes marciais? — E novamente ela estava fazendo piada com ele; — Você treinava muito bem, vai perceber isso pela memória muscular, agora vamos la, me mostra tudo que pode fazer grandão! — Se afastou dele, prendendo seu cabelo num rabo de cavalo e o chamando pra briga. — E não precisa se conter!
☠ Eu não sou tão distraído assim — resmungou um tanto bravo, embora os olhos negros brilhassem de mandeira divertida ao fitar a mais baixa — Meio difícil quando todos te olham como se fosse uma aberração e ficam longe de você o máximo que podem — diz baixando os olhos para o chão, observando as pedras ali por alguns instantes. Ele não gostava muito de falar o que estava sentindo, nem mesmo o que estava pensando, mas Pollux era sua melhor amiga e ele sabia que não conseguiria enganá-la. E afinal, estava sendo sincero, ele não gostava como lhe olhavam de canto e faziam cochichos quando ele passava, nem mesmo quando o fitavam como se ele fosse criar garras ou presas a qualquer momento — Por que cabeça oca? — indagou curioso, erguendo uma das sobrancelhas para a amiga. Assentindo brevemente, ele acompanhou a mais baixa para a arena, tirando a jaqueta de couro e colocando-a em cima de uma mesinha que havia ali perto e observou-a colocar os cabelos em um rabo de cavalo — Sabe que é meio injusto, não é? Afinal, eu nem lembro se sei lutar — comentou em um tom divertido, embora estivesse se colocando em posição de briga. Não queria usar armas, apenas usaria as mãos, queria saber se ainda conseguia lutar como Pollux dissera. — Err… e agora? — a pergunta saíra carregada de confusão e acompanhada de um sorrisinho sem graça.
Audrey achou até mesmo engraçadinho o fato dele ficar envergonhado pelo elogio simples que ela lhe dissera, pois normalmente as pessoas não davam tanto credito aos elogios que ela fazia já que Audrey costumava elogiar facilmente as pessoas. “Não a de que, moço. E tudo bem, acho que é bastante comum não saber reagir a elogios, o seu agradecimento já é o bastante.” comentou com um sorriso simpático em face indo em direção dele para sentar-se próximo do semideus. E agora fora a vez de Rey ficar meio envergonhada pelo elogio que ele direcionou a ela, mas ela abriu um sorrisinho tímido ao que sentia o rubor subir as bochechas dela. “Não sei porque eles preferem ficar mais longe de você, porque sei lá, até agora você parece uma ótima companhia. Falo com toda a sinceridade do mundo.” disse Rey. “Talvez eles são são muito medrosos para lhe dar uma chance e… Obrigada, eu me considero uma boa companhia também.” ela não evitou rir. “Mas há quem não goste de estar comigo, as vezes falo demais e sou mais lerdinha que a maioria.” contou a semideusa. “Entendo, semideuses podem ser bem medrosos levando em consideração o passado complicado de quase todos aqui. Mas eu acho que, talvez, com o tempo, eles aprendam a não ter medo de você e comecem a se aproximar aos poucos.” falou ela encarando o chão onde pisava, com ela também fora um pouquinho parecido. Agora a garota sentia suas bochechas queimarem mais que tudo, conseguia reagir a elogios vindo de seus amigos e irmão, mas de desconhecidos? E ainda mais desconhecidos bonitos? Audrey apenas soltou uma risadinha anasalada e assentiu com a cabeça. “Muito obrigada, Alastair. É bom saber que sou uma pessoa agradável. Inclusive, você também é. Não deixe que os olhares dos outros ou até mesmo as fofocas te façam pensar o contrário.”
☠ Não era difícil para Alastair ficar sem graça com elogios, principalmente quando este vinha de uma garota extremamente bonita como Audrey, por isso, ele agradeceu por ela não poder olhá-lo nos olhos e ver como ele verdadeiramente tinha ficado sem jeito — Mesmo? Eu… eu acho que a senhorita já está bem acostumada, já que é… muito linda. Ainda mais quando sorri — ergueu brevemente os olhos escuros para ela, dando um sorrisinho sem jeito e ergueu novamente a destra para passar pelos cabelos curtos em uma pequena mania que tinha quando ficava sem jeito ou não sabia como reagir muito bem a uma situação — como era o caso ali — e assim que ela ficou perto o bastante, conseguiu perder-se por um instante ao analisar como ela ficara ainda mais bonita — se é que era possível — com as bochechas coradas — Novamente, obrigado… acredito que estou começando a ficar ainda mais envergonhado. Acho que nunca recebi tantos elogios ou simplesmente não me lembro deles. Acha isso? Mas… é, eu também teria medo de alguém que apareceu do nada e sem memória nenhuma — o tom de voz saíra um pouco mais descontraído do que antes, porque afinal, estava gostando da companhia da garota e estava se sentindo à vontade na presença dela — algo que apenas acontecia quando estava com Pollux — Garanto que se alguém não gostar, eu tenho certeza que não será uma boa pessoa. Bom, eu não ligo nem um pouco se falar demais e devo admitir que eu também sou, para a maioria das coisas. Ainda estou tentando me acostumar com as coisas aqui — confessou dando mais uma tragada no cigarro que tinha entre os dedos, dando um sorrisinho para a mais nova ao seu lado. As palavras seguintes, claramente aumentaram o sorriso do homem, fazendo os olhos tão escuros quanto a noite, brilharem com aquilo — Obrigado, Audrey. Precisava conhecer alguém como você para ficar melhor com tudo por aqui. Você… está aqui a muito tempo? — indagou interessado, querendo saber mais sobre a outra.
Franziu o cenho levemente. Daniel não acreditava nenhuma palavra alheia, pois não era bobo de achar que aquilo fosse verdade. É claro que poderia ter tido algum momento onde as memórias estivessem desaparecidas, mas, o filho de Somno duvidava que fosse realmente algo longo demais. — Cara, eu não consigo acreditar. É por isso que não somos amigos mais, porque acredito que existe essa relação de mentira entre nós… — No entanto, um lado seu também desconfiava que talvez, só talvez, o outro pudesse estar falando a verdade e Daniel era cético demais para acreditar de primeira, pois iria querer provas como forma de comprovação.. — Mas, também pode estar falando a verdade… Você já procurou alguém para ver essa coisa aí da falta de memória, ou algo assim? Não é normal. Hum… Deixa eu ver… Você vai virar tipo o seu pai? Aquela coisa enorme lá no mundo inferior? — Daniel sabia que se não fosse cortado, iria continuar com perguntas impossíveis.
☠ De longe, Alastair podia perceber que Daniel não acreditava em absolutamente nada do que estava dizendo e já estava cansado de explicar as coisas para as pessoas e vê-las olhando-o como se fosse um mentiroso ou uma aberração. Um suspiro pesado escapou pelos lábios masculinos e o filho de Tártaro desviou os olhos para frente, observando o horizonte e dando uma tragada longa no cigarro que tinha entre os dedos — Eu não me importo se você acredita. Se não acredita em mim, então eu duvido que um dia nós fomos amigos… eu nem lembro de você — respondeu virando o rosto na direção do outro semideus, dando alguns passos para perto dele e por ser bem mais alto acabou tendo que abaixar um pouco a cabeça para o olhar — Moramos em um acampamento, somos filhos de deuses e caçados por monstros mitológicos… realmente, é em difícil acreditar que alguém possa ter todas as memórias apagadas. — soltou em um tom debochado e um tanto quanto irritado — Pergunte para Pollux, quem sabe ela pode te responder. Ela parece saber mais sobre mim do que eu mesmo.
“claro!” aslaug logo respondeu, dando espaço para ele se aproximar. daquele sentimento, aslaug entendia. “não era esse o perdido que eu me referia.” aslaug deu uma risadinha, tentando não fazer que ele se sentisse mal pelo comentário. na verdade, ela achou que o semideus estava perdido com relação à si mesmo. ele não parecia como os outros, tampouco parecia estar bem. o mundo físico, sinceramente, era o menor dos problemas. aslaug respirou fundo antes de contar algo que poderia confortá-lo ou deixá-lo pior, apesar de não ser sua intenção a segunda opção. “eles não são muito chegados à mim, também.” falou, olhando para o céu. aslaug preferia daquele jeito. seus medos eram como um muro que a impedia ser próxima à ninguém – eles estão melhor assim, pensou, quieta, quanto à sua situação. “eu acho que não é nada pessoal, mas sei como se sente.”
☠ Com um pequeno sorriso de agradecimento, Alastair se dirigiu ao lado da garota, sentando-se na grama para poder observar o horizonte que se erguia além das barreiras de proteção do acampamento — Obrigado — agradeceu prontamente. O rosto masculino rapidamente ficou corado quando escutou ela falar que não era sobre aquele tipo de perdido que estava se referindo, envergonhado por ter entendido a pergunta de outra maneira e agradeceu mentalmente por já estar um pouco escuro e ela não poder ver como ele tinha ficado vermelho — Ah… desculpe — murmurou com a voz carregada de vergonha e mordeu o lábio inferior levemente — Não? E por que não seriam? Parece ser alguém… normal, diferente de mim que não me lembro de nada do passado e nem mesmo sei lidar muito bem com todas essas coisas modernas — soltou uma risada completamente sem humor, acendendo o cigarro que havia acabado de acender para dar uma tragada profunda nele — Sabe? É bom encontrar alguém que me entende. Aliás, sou Alastair, é um prazer.
Num gesto automático, Audrey apenas encolheu os ombros ao ouvir o que rapaz tinha para falar, pensando em que não era tanto problema ter a companhia dele. “Você não me pareceu uma companhia tão ruim assim, acredite. Também não costumo julgar um livro pela capa.” disse a garota com sinceridade a ele. Geralmente Audrey era uma das pessoas em que alguns semideuses evitava, apesar de sue jeito amigável, seu lado mais ingênuo e lerdo parecia irrita uns e outros. “E estou, mas é difícil as vezes, porque em cada cantinho desse Acampamento tem alguém ou algum grupo. Sabe como é, casa cheia.” tentou fazer uma piada sem muito sucesso mexendo nas mangas do casaco distraída enquanto olhava ao redor no ambiente. Virou-se na direção dele para fita-lo, tombando levemente a cabeça para o lado. “Porque não parecem felizes em te ter por perto? Desculpe se eu estiver os imitando agora com muitas perguntas para você. Pode ignorar se quiser.” respondeu ela com um sorriso de canto, já estava acostumada a ser ignorada que não seria problema mais uma vez ser. “Me chamo Audrey, mas pode apenas me chamar de Rey.” aproximou-se mais dele para estender a mão em um cumprimento. “É um prazer, Alastair, conhecer a mais nova atração tão falada no Acampamento.” novamente na tentativa de fazer uma piada, sem sucesso, claro.
☠ Um sorrisinho um tanto quanto tímido apareceu no canto dos lábios do mais velho quando ela disse que ele não lhe pareceu uma companhia ruim e acabou por fazê-lo sentir as bochechas queimarem um pouco de vergonha — elogios eram algo com os quais ele não estava muito acostumada a lidar — Acho que.. obrigado? Desculpe, eu não sei muito bem o que fazer quando recebo elogios — murmurou um tanto sem graça ainda, erguendo a canhota para passar por entre os fios claros do cabelo antes de voltar os olhos escuros para o rosto da semideusa e a escutou em silêncio — É, eu sei como é. Bom, no meu caso, felizmente eles sempre preferem ficar longe de mim… mas duvido que alguém queira ficar longe de você. Parece ser alguém muito legal de se ter por perto — comentou em um tom calmo, o sorriso em seus lábios aumentando um pouco antes de voltar a olhar para frente e tragar um pouco o cigarro que tinha entre os dedos da destra. A pergunta da garota era algo natural, curiosidade era o que ele estava vendo desde o primeiro momento em que pisou no Acampamento — Está tudo bem, é normal ficar curiosa. E sinceramente, não faço ideia. Eles só parecem ter medo, como se eu fosse matá-los a qualquer momentos ou fazer algum mal porque não me lembro de nada do meu passado — um suspiro pesado foi dado ao final da frase, estava cansado de ser olhado como um monstros que ele achava que não era e só queria ficar em lugar onde se sentisse parte daquele ambiente, completamente o oposto do que vinha acontecendo ali no Acampamento Júpiter — É um prazer te conhecer, Rey. Atração… realmente, acho que me tornei isso mesmo — soltou em um tom de voz triste ainda que tivesse um sorrisinho no canto dos lábios para mostrar que não havia problema no que ela dissera — Acho que é a pessoa mais agradável que conheci até agora.
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Ela sorriu ao olhar para cima, conversar tão próximos sempre rendia algumas dores no pescoço da garota. — Ele não atrapalhou, só que eu estava distraída e eu quase o acertei. — Deu de ombros, até ouvir que o outro lhe enchia a paciência. — Sabe que é engraçado que pra um monte de filhos de deuses, não acreditar em uma amnesia é bem idiota. — Bufou cruzando os braços, se sentia responsável por ele desde que o tinha tirado do cassino, mesmo que ele não fosse mais criança. — Quer que eu vá falar com eles? Ou então quer treinar pra esvaziar a mente? Você tem de aprender a se defender de novo. — Falou sorrindo e fingindo dar socos na barriga dele.
☠ Alastair deu um sorriso maior olhando para a garota — Ainda bem que não acertou, não sei o que faria sem ele perto de mim — soltou em um tom carregado de sinceridade, porque afinal, o pássaro era praticamente um dos únicos amigos que tinha e tinha a conexão do mesmo ter sido presente de seu pai quando ele retornou ao acampamento — algo lhe dizia que já o tinha antes, mas ele não tinha qualquer lembrança disso… apenas a sensação estranha — Concordo, porém, eu prefiro não discutir muito sobre isso para que não parece que sou mais monstro do que as pessoas aqui pensam — deu um sorriso mínimo para a melhor amiga, tentando demonstrar que aquilo não estava lhe incomodando — Não, não precisa. Prefiro treinar para esvaziar a mente. Eu… sabia fazer essas coisas? — perguntou franzindo o cenho e dando uma risada baixa quando a amiga fingiu que lhe dava socos na barriga.
☠ Alastair voltava dos estábulos, depois de resolver ficar um pouco com os cavalos — era sempre melhor a companhia dos animais, do que a dos semideuses que ainda não pareciam ter se acostumado com o filho de Tártaro e sua falta de memória para responder as perguntas que lhe eram dirigidas com tanta curiosidade — e agora estava pensando se iria para perto das ninfas que não se importavam com ele por perto e até pediam sua ajuda para algumas coisas ou se iria simplesmente para sua casa em Nova Roma, passar o resto da tarde assistindo séries.
No entanto, no meio do caminho, o corpo grande acabou batendo em algum bem menor que ele, fazendo com que parasse e em um gesto automático levasse a mão para a cintura alheia buscando impedir a pessoa de cair — Desculpe, eu deveria ter prestado atenção no caminho — pediu rapidamente, colocando a pessoa no lugar e dando um passo para trás.