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@sofalsa
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quando: 10 de abril de 2021
onde: salão de festas do semiramis
com: @domvnico
"não vou beber hoje, valeu.” abanou a cabeça em negativa, se sentando ao lado de domenico e encarando a festa ao redor. “quero estar pelo menos parcialmente sóbria quando for encontrar com o diabo amanhã.” brincou, abrindo um sorriso de escárnio, apesar dos olhos demonstrarem o quão não animada estava com a situação. “e aí, se divertindo?” virou o rosto na direção de nico, parando o queixo contra o ombro alheio. “não acha meio estranho ter uma festa no meio de tudo que anda rolando? se bem que não tem muito o que fazer também... festa parece ser a resposta pra quase todo tipo de coisa.” o deboche era óbvio em seu tom, fazendo uma careta e se encolhendo no moletom.
quando: 10 de abril de 2021
onde: salão de festas do semiramis
com: @ambitchiiious
já não voltava ao apartamento faziam alguns dias. dois, no máximo. ou quatro... bem, não que sofia houvesse sumido sem mais nem menos, havia ido até a escola sim e avisado os companheiros de apartamento que ficaria na casa dos pais por um tempo. não era exatamente verdade, mas eles não precisavam saber. se aproximou de chloé com a melhor expressão possível, cutucando a amiga de leve. “a decoração ficou ótima! você ajudou a organizar? uma festa surpresa é bem sua cara mesmo.” ela própria seria péssima nisso, sempre acabava esquecendo e contando. na terceira vez, pararam de chamá-la para ajudar, o que fazia bastante sentido. “só não sei dizer se o wolf amou ter sido surpreendido por uma festa ou odiou que a festa é dividida com o valentin.” provocou, soltando um riso anasalado e olhando em volta a procura dele.
ludcvic
uma sequência de palavrões inteligíveis se misturava à melodia de uma música da banda led zeppelin que saía dos alto-falantes e preenchia o interior do carro o carro antigo enquanto dirigia pelas ruas de cannes seguindo a roda apontada pelo gps do celular. o caminho, se estivesse mesmo correto, o levaria para o meio do nada. para uma pessoa que costumava respeitar todas as sinalizações e regras de trânsito, dupont trafegava acima do limite máximo de velocidade e já havia ultrapassado dois sinais vermelhos antes de pegar a saída para a estrada. coisas terríveis passaram pela cabeça dele, especialmente quando havia prometido que não deixaria que nada acontecesse à ela, que não deixaria que a levassem de volta. e à medida que chegava mais perto do ponto indicado no mapa, mais ansioso ficava. justamente por não saber o que encontraria, ou se encontraria qualquer coisa. todas as suas mensagens não foram entregues e qualquer ligação caía direto na caixa postal. passou uma das mãos pelos fios castanho-escuros, um tanto atordoado, ao que percebia estar, de fato, no meio do nada. comprimiu os olhos atrás das lentes dos óculos de grau e, ao longe, enxergou uma silhueta franzina. tinha que ser ela. tirou o cinto de segurança e saiu do carro, tropeçando ao fazê-lo com rapidez exagerada. não tinha perguntas, não tinha perguntas porque a única coisa que queria fazer era gritar com ela. mas ao invés disso ludovic suspirou e enfiou as mãos nos bolsos da calça enquanto o carro ainda funcionava e o ronco do motor antiquado se sobrepunha às vozes dos dois. — ❝ porra, sofia! pensei que você tivesse sido sequestrada. que eu fosse te encontrar em… ❞ — balançou a cabeça, afastando a imagem mental que ele havia criado até ali. sua voz era baixa, quase que inaudível. aproximou-se da amiga e a mediu de cima a baixo. só para se certificar de que estava inteira. — ❝ de qualquer forma, parece que vai chover. deveríamos voltar pra civilização se não tivermos nenhum corpo pra enterrar. ❞ — olhou para o céu, tentando quebrar o tom de ameaça de sofia. — ❝ o que você quer fazer? ❞
não olhava pra ele. pelo menos não de verdade, apenas enfiou as mãos nos bolsos e se encolheu no casaco enorme. “eu tô bem, ludo!” esbravejou, com o tom muito mais agudo e alto do que o normal, já esclarecendo a mentira deslavada que estava tentando contar a ele ou a si mesma. o maxilar estava trincado, tentando segurar a tosse e a tremedeira do corpo. “n-não t...” tossiu contra a barra do casaco após cobrir a boca, mas o cheiro de fumaça nas vestes só piorou a irritação no nariz. “não tem corpo nenhum.” ao menos achava que não. encarou de relance as manchas vermelhas nas dobras do punho, escondendo a mão de novo dentro da manga do casaco e evitando pensar a respeito. já estava enjoada o suficiente. ignorou a pergunta seguinte por não fazer ideia do que responder. havia traçado um plano até que decente para escapar do meio do tumulto onde se metera naquela madrugada e conseguir se esconder para ligar para alguém. o problema é que não pensou no que fazia depois daquilo. resolveu então apenas o empurrar de leve com um dos ombros e seguir até o carro dele. a mente maquinava a respeito de onde poderia parar. não podia ser seu próprio apartamento, gente demais. nem a casa dos pais, por motivos óbvios. não conseguira falar com nico e arriscar ir até lá e não encontrá-lo seria péssimo. tinha faheera também, mas ela e ludovic tinham uma relação péssima e ele já estava lhe fazendo um favor e tanto indo parar ali naquela hora. “não posso ir pra casa.” confessou rápido e baixo demais, só depois cogitando se ele sequer havia ouvido aquilo. sofia fez uma careta e se encolheu mais ainda no casaco. “hoje não. não desse jeito. não nesse estado.” a cabeça maneou em negativa. não deveria nem estar falando aquilo, ludo já parecera preocupado o suficiente, mas estava apostando que ele já a vira em fundos de poço o suficiente para não estranhar mais ainda.
onde: estrada, carro da viv
com: @evreuxdharcourt
sofia não estava em clima de festas. não estava em clima de porcaria nenhuma, na verdade. parecia mais uma maluca andando pelos corredores do colégio com um moletom duas vezes seu tamanho, o rosto escondido pelo capuz e óculos escuros gigantes. isso não gerou tumulto em ninguém, afinal, só julgavam que sofia estivesse bêbada demais e isso não era qualquer novidade desde que ela aparecera do nada no mês anterior. seu intuito maior era sair da escola, ir direto para o apartamento e fechar qualquer passagem da luz do sol até o dia seguinte, onde teria que sair de novo. infelizmente, não morava sozinha e aquele comportamento era suspeito demais para as pessoas que a conheciam mais de perto. sofia não queria falar a verdade, não queria desabafar ou sequer pensar sobre as coisas em sua cabeça. então resolveu aceitar o maldito convite para a tal festa e fingir que estava pelo menos numa fase neutra. as coisas começaram a dar errado quando, da escola, precisou ir até a casa dos pais. haviam todos marcado de irem juntos no carro de geneviève, se encontrando na entrada do prédio num horário específico. mesmo agora sem celular, sofia ficara atenta ao horário, voltando ao prédio onde moravam apenas para descobrir que dois cancelaram a ida e três haviam ido mais cedo. quem restou? bem... via a loira já dentro do carro e isso não deixou sofia nada contente de que teriam que ser apenas as duas aturando suas próprias companhias. “great.” murmurou para si mesma antes de entrar no veículo. “e aí?” disse baixo. sem piadas dessa vez, sem provocações ou risadinhas debochadas como sempre tinha na presença da outra. deveria ter desistido de ir bem ali, mas não, foi teimosa como sempre. o tempo chuvoso estava um verdadeiro horror, mas os olhos fixavam no gps enquanto viv dirigia até o local da festa, que sinceramente parecia ser muito mais longe do que deveria... “onde nós estamos?” sofia enfim perguntou, encarando a estrada deserta com certa dificuldade por conta do temporal. assim que se virou para ver o gps outra vez, o carro parou. não, não, não, só podia ser brincadeira. a d’angelo nem mesmo se importou em reclamar dessa vez, apenas bufando irritadiça e se jogando mais contra o banco. maravilha, um temporal e ela presa num carro parado com genevieve d’harcourt, o que mais poderia dar errado. “você tem sinal pra ligar pra alguém? eu tô sem celular.”

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onde: arquibancadas do campo de futebol da truffaut
com: @domvnico
como em um de seus surtos fizera seu celular em pedacinhos, precisou mandar um recado para domenico no velho estilo de bilhete. não recebera resposta alguma então estava mais inquieta ainda incerta se ele apareceria ali ou não. os dias estavam cada vez piores e isso ficava claro na expressão ainda mais irritadiça e mal humorada e as falas ácidas de sofia a qualquer um que lhe dirigisse a palavra. as brincadeiras e zoações de sempre haviam sido substituídas por uma bomba ambulante. ao menos isso afastava as pessoas ainda mais e de certo que a última coisa que precisava eram pessoas demais ao seu redor. com os joelhos encolhidos acima da fileira da frente, um cigarro entre os dentes e uma garrafa na não, os olhos cansados e com olheiras profundas fitavam o campo vazio. por sorte que o tempo estava nublado e frio o suficiente para que o casaco pudesse cobri-la e ser notada menos ainda. teria cogitado em desistir da espera se um barulho não a houvesse deixado em estado de alerta, procurando para ver quem era e já bolando o que faria caso não fosse quem esperava. para sua sorte, contudo, domenico surgiu segundos depois, a fazendo soltar o ar que nem se lembrava estar segurando. “preciso da sua ajuda.” sem rodeios, já jogou suas cartas na mesa, indicando que ele se sentasse e oferecendo-lhe a garrafa. “eu acho que descobri uma coisa importante sobre meus pais, mas eu não...” as palavras se embolaram na garganta como um nó. “n-não lem... não lembro direito.” a cabeça chacoalhou, soltando um grunhido irritada consigo mesma por não conseguir formar suas frases direito. “eu fui procurar um documento meu pra escola e daí eu vi um bando de transferências bancárias de umas quantias absurdas que eu jurava que a gente não tinha. digo... a gente faliu, né?” relatou o óbvio. ao menos, o óbvio que ela sabia e que fora publicado em tudo que é site de fofoca possível. “eu... eu não consegui ler o que era. a minha cabeça tá... estranha. sei lá. enfim! eles surtaram quando me viram lá. não sei o que era, mas com certeza era importante. eu preciso descobrir, nico. se eu quero acabar com eles como eles merecem, preciso descobrir tudo.”
𝐒𝐎𝐍𝐆 𝐈𝐍𝐒𝐏𝐎 𝘴𝘵𝘢𝘳𝘵𝘦𝘳 you found me by the fray
quando: 20 de março de 2021
onde: meio do nada, próximo ao fim da cidade
com: @ludcvic
era novidade que sofia havia se metido numa merda que sequer se lembrava sobre? não. nenhuma novidade, realmente. ainda assim, a sensação era que a última vez havia sido a anos atrás, quase. apesar de saber bem que havia sido após o retorno de eloise, na verdade. havia, contudo, algo que se lembrava bem demais, da sensação. começava com um formigamento na ponta dos dedos, se espalhando por seu corpo até que tudo - absolutamente tudo - fosse como uma faísca para que explodisse. os olhos, arregalados e estáticos, fitavam um ponto específico enquanto a mente contava até 100, de novo e de novo. era uma tática terrível e quase nunca funcionava, mas era tudo a se fazer para manter a cabeça ocupada enquanto esperava por ludovic. o maldito celular havia decidido acabar a bateria e sofia ficara tão irritada que o jogou tão forte no chão que o quebrara. apesar de lamentar terrivelmente segundos depois quando se lembrou que não possuía um tostão sequer para pagar outro. por sorte havia conseguido enviar a localização a tempo, ou ao menos era isso que esperava. todas as vezes que algo assim acontecia, sofia precisava ligar para alguém, apesar da lista ser bem curta, pois não poderiam haver perguntas a respeito das manchas vermelhas pelas vestes, pelos punhos e pela face, ou sobre o cheiro de fumaça e muito menos pelo seu estado trêmulo e suado. só lhe ocorreu muito tempo depois de que talvez seu celular sequer houvesse enviado a mensagem, que o amigo sequer fosse aparecer ali. “inferno.” grunhiu baixo, jogando o peso do corpo sentado para frente e para trás, dando mais um punhado de pisadas irritadiças contra o celular já quebrado. o súbito barulho de trovão a pegou de surpresa, se ajeitando no casaco quando o viu chegando. “sabe como funciona. nada de perguntas.”
𝐒𝐎𝐍𝐆 𝐈𝐍𝐒𝐏𝐎 𝘴𝘵𝘢𝘳𝘵𝘦𝘳 the a team by ed sheeran
quando: 18 de março de 2021
onde: bar em cannes
com: @not-inthebox
estava chegando. sofia se forçava a lembrar daquilo a cada dia que passava. para algumas pessoas, a mudança vinha de uma hora para a outra e não que com ela fosse muito diferente, mas passara a notar que vez ou outra tinha a “sorte” de ser avisada antes. vinha como irritações bobas e inofensivas que não tinham nenhuma razão aparente. então, sem mais nem menos, a porta em sua cabeça era destrancada, deixando que tudo saísse de uma vez só. poderia já lidar com aquela merda faziam longos anos, mas nunca passara de um jeito mais calmo ou saudável. sempre acabava parando exatamente como estava, deixando o primeiro bar que encontrara, com os olhos arregalados, a pele pálida e quase cinzenta e as mãos trêmulas. irritadiça como estava, seus passos eram certeiros e quase brutos quando acabou trombando com alguém. “olha por onde anda, merda!” esbravejou, exibindo sua paciência completamente nula, sequer notando quem se tratava quando puxou o capuz do casaco abaixo da jaqueta, prestes a retomar o caminho de novo.
ludovic.
onde: sala de audiovisual.
quando: dezessete de março, quarta-feira.
dupont mordeu o lábio inferior em meio a um suspiro que declarava sua exaustão. tinham muitos computadores naquela sala para o seu gosto e inspecionar todos eles visualmente a procura de um papel verde não era algo que estava muito disposto a fazer, gostava de encurtar caminhos para conseguir o que queria e aquela caça ao pote de ouro já estava o estressando. — ❝ ei, sofia! ❞ — chamou a amiga que já estava na sala quando ele chegou ali. — ❝ não que eu esteja te acusando de alguma coisa, longe de mim que conheço tão bem sua reputação ilibada… ❞ — continuou em um tom teatral. — ❝ mas, hipoteticamente falando, você me avisaria se tivesse uma pista aqui dentro à qual você já teve acesso ao invés de me fazer procurar por minutos à fio igual um otário, certo? ❞ — olhou por cima do ombro para poder encarar a loira, depois de erguer o que parecia ser o décimo mouse-pad e olhar atrás dos monitores. por alguns segundos, pensou que a pista pudesse estar nos computadores em um arquivo ou algo do tipo. mas não achava que os professores teriam tido esse trabalho. já sabia a resposta, então limitou-se a assentir. — ❝ dona helena perguntou quando você vai lá em casa, esteja ciente de que agora que ela sabe que você está de volta não vai te deixar em paz! ❞
se não fosse a garrafa em mãos, já teria sido vencida pela preguiça. claro que estava obstinada a ganhar o prêmio, mas já havia esbarrado com pessoas irritantes o suficientes por onde passara para sentir o humor piorando a cada novo local. apesar do excelente disfarce de uma garrafa de uma criança de cinco anos, sofia tranquilamente bebericava do conteúdo nada indicado a menores, circulando, ou melhor, deslizando pela sala numa das cadeiras de rodinhas. mesa por mesa, computador por computador, averiguava duas vezes cada um dos objetos. ergueu a atenção para cima, aparecendo por trás de uma tela ao ouvir o próprio nome. “oi, estranho.” murmurou sem muito ânimo para ludovic, batendo bruscamente o teclado em mãos de volta na mesa e rolando os olhos. nada. as pernas se encolheram para cima da cadeira, rodopiando algumas vezes enquanto o ouvia falar. “não sei...” deu de ombros, apoiando um dos pés numa mesa para que a cadeira parasse de girar. “te ver caçando pistas por minutos a fio feito um idiota parece bastante tentador, na verdade.” não que ela pudesse dizer muito já que ela mesma estava ali fazendo a exata mesma coisa. seguiu revirando tudo o que via pela frente, apesar de momentaneamente ter engolido em seco ao ouvir a respeito da mãe dele. “não vou lá, não!” exclamou após alguns segundos de hesitação. “ela vai desmaiar de susto quando me ver, tadinha.” jogou o mouse-pad mais próximo na direção dele. “mas diga a ela que estou com saudades e que o filho dela deveria parar de desconfiar de minha humilde e honesta pessoa.”
geneviève.
𝑶𝑵𝑫𝑬: prateleiras da biblioteca.
𝑸𝑼𝑨𝑵𝑫𝑶: 17 de março de 2021, algum momento da noite.
𝑸𝑼𝑬𝑴: geneviève & @sofalsa
Era impensável que Geneviève fosse fazer aquela caça e não passasse pela biblioteca. Primeiro porque era um lugar perfeito para se esconder coisas e deixar mensagens misteriosas, como ela provou ser verdade quando foi procurar pela pista de uma pessoa anônima na Université. E em segundo lugar porque aquele era o lugar que melhor conhecia na Truffaut inteira e não se perderia facilmente, o que imaginava que não era o caso de tantas pessoas por ali. Sabia que existiam muitas pessoas que gostavam de frequentar o lugar, porém uma grande maioria nunca nem colocou os pés ali.
Tinha feito aliança com poucas pessoas e existiam ainda duas outras para quem Geneviève não se importaria em ceder ou perder para, mas naquele momento a solitude lhe parecia ideal. Tinha muito em que pensar e em grupo era pior para refletir. Além de tudo, o que aconteceria se em grupo alguém quisesse seguir caminhos diferentes? Era pior convencer um grupo, então Viv preferiu percorrer o campus sozinha, traçando uma estratégia de espalhar-se com as pessoas que confiava por aí, cada um cobrindo uma parte da escola. Desejava com todas as suas fibras que se não fosse ela, seria Margot, Nöelle, Sebastian ou mesmo Cédric. Eram pessoas nas quais confiava para lhe informar pelo menos a pista anônima e estar um passo na frente de resolver aquele show de horrores que era fugir do -E. Ainda assim, desejou pela solidão, se assustando com a presença de Sofia d’Angelo na metade do seu caminho para as estantes do local. ❝ — Sofia.❞ — foi seu cumprimento quase que cordial, normal das interações entre ambas. ❝ — Sorte minha que não tem nenhuma piscina por perto.❞ — observou, fazendo alusão à última interação delas ainda no hotel em Saint-Tropez.
apesar de já ter circulado em outros lugares, eventualmente rumou os passos à biblioteca. parecia um local plausível para se esconder algo, afinal. caminhava com firmeza pelos corredores que passava, apesar de não fazer qualquer questão de chamar a atenção de ninguém. ok que haviam alguns que combinaram alianças, trocas de informações ou coisa do tipo, mas sofia não era uma pessoa nada confiável. e se parasse para analisar, nem seus próprios amigos eram lá confiáveis também, principalmente quando se tinha um prêmio em jogo. adentrando uma das portas da biblioteca, seu caminho se cruzou com a companhia nem um pouco desejada de geneviève, que recebeu o cumprimento em resposta de apenas um sorrisinho provocativo. a d’angelo soltou um estalo com a língua após a fala alheia a respeito do “acidente” na piscina, dando mais alguns passos na direção de geneviève e a fitando de cima à baixo. “awn, que gracinha que esse momento ficou marcado na sua memória, viv. juro que foi com todo meu carinho.” fazendo um bico, deu uma leve cutucada no nariz alheio com o indicador, deslizando a ponta dos dígitos da outra mão contra os livros próximos. “não se preocupa, não, coração. prometo que hoje vou me comportar.” com uma piscadela para a loira perto de si, sofia se moveu entre as outras prateleiras.

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quando: 17 de março
onde: terraço
com: @bigbadwclff
havia chegado ao terraço há poucos minutos, falhando miseravelmente em encontrar qualquer pista, por enquanto. estava bastante inquieta com o fato de não ter achado pista nenhuma por enquanto. aquela era uma chance e tanto e não poderia se dar ao luxo de desperdiçar algo do tipo, principalmente porque logo seus pais não conseguiriam manter os próprios escândalos tão longe da mídia assim. e quando todo o caos estourasse de vez, sofia pretendia estar o mais longe possível e sequer olharia para trás. estava se segurando contra a grade, com o cigarro entre os dentes e os olhos fixos nas pessoas que corriam abaixo, atenta ao que faziam na esperança de ter mais ideias de onde ir. ouviu passos se aproximando, virando o rosto para trás de demorando mais tempo do que deveria para reconhecer wolfgang devido à pouca luz. “diz que você não tá com o modo competitivo ligado?” pediu, jogando o corpo para trás, mantendo apenas uma das mãos na grade enquanto balançava distraidamente. “ou vou ter que te dar uma rasteira.”
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cédric.
15/03, de tarde no clube da luta // @sofalsa
Quando Cédric entrou na AIFT e viu Sofia d’Angelo achou que estava ferrado. Na certa ela ia o denunciar e ele ia tomar no cu porque a palavra dela sempre ia valer mais, mesmo que tivesse a sua testemunha visual da presença dela em eventos ilegais. Só que isso não aconteceu com o tempo e, mais ainda ele notou que aquela menina que conheceu na sua “vida passada” não tinha nada ver com a Sofia que se apresentava no colégio. A observou com muita curiosidade e com certeza deu sua falta no início do ano letivo em janeiro. Onde ela tinha ido? Não parecia ocupar nenhum espaço na Academia e não estava na presença dos amigos nunca. Ouvia apenas os boatos mas sabia que não podia confiar neles. Levou um susto quando ela apareceu em Saint Tropez, mas devia imaginar. Não teve tempo e nem queria levantar suspeita de ninguém ao falar com ela, mas a oportunidade de a encontrar no treino do clube da luta sentada no banco do ginásio foi boa demais para deixar passar. Se aproximou dela. “Veja o que o gato arrastou pra dentro” brincou. “Então tu tá de volta mesmo” observou o obvio.
não tinha nada a reclamar da viagem, de verdade. contudo, não era bem assim que sofia d’angelo funcionava. jamais precisou exatamente de uma razão para que seu humor mudasse de uma hora para a outra. já tinha anos o suficiente monitorando o próprio comportamento para, vez ou outra, prever quando as coisas iriam começar a ruir de novo. já bastava ter dado uma súbita crise com domenico sem qualquer necessidade, o que a deixara alerta o suficiente para qualquer mudança de humor que chegasse. naquela manhã, por exemplo, sua paciência estava no -1000. as pessoas da escola ainda estavam estranhando um bocado não apenas seu retorno, mas também seu estilo e personalidade completamente diferentes do que conheciam. bem, má sorte a deles já que sofia não estava nem tentando parecer agradável como antigamente costumava fazer. por alívio, logo haveria seu primeiro treino no clube da luta desde seu retorno. aquele era de longe um dos locais que mais sentira falta em estar e o que antes tentava esconder dos outros ser parte do clube, agora não tinha problemas quanto a isso. quando enfim as horas passaram, estava sentada na arquibancada, enrolando a faixa contra um dos punhos, quando ouviu uma voz conhecida. uma das sobrancelhas foi arqueada com o comentário de cédric. “isso é o que você acha. muitos relatam que eu sou a gêmea demoníaca que está mantendo a verdadeira sofia em cativeiro.” os olhos rolaram, fazendo uma careta. “não que você já não tenha me conhecido antes.”
𝐒𝐎𝐅𝐈𝐀 𝐃'𝐀𝐍𝐆𝐄𝐋𝐎 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘢𝘨𝘳𝘢𝘮 𝘶𝘱𝘥𝘢𝘵𝘦 SPRING BREAK VERS.
STORY1: morning with @outofmonstrosity
STORY2: drinking with @diosnysos
STORY3: evening with @ohfaheera
STORY4: pool night with @ludcvic
STORY5: gang meeting with @ambitchiiious @hollvcrap @ohfaheera @hypvtic @gaspdubouis @bigbadwclff @odesxronado @ameliasauveterre @casskane
STORY6: dinner with @hollvcrap
𝐒𝐎𝐅𝐈𝐀 𝐃'𝐀𝐍𝐆𝐄𝐋𝐎 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘢𝘨𝘳𝘢𝘮 𝘶𝘱𝘥𝘢𝘵𝘦 SPRING BREAK VERS.
PIC1: party last night, now i’m dead ( picture taken by @ambitchiiious ) PIC2: alexa, play baby outlaw by elle king // with @domvnico PIC3: ( picture taken by @casskane ) PIC4: chaos room, everyone // with @ambitchiiious & @outofmonstrosity PIC5: me & buddy @ the movies. ps: the we’re both shitheads // with @bigbadwclff PIC6: she brings the beauty, i bring the alcohol // with @ambitchiiious PIC7: lines&lines PIC8: with @not-inthebox PIC9: ( picture taken by @casskane ) PIC10: guess who got drunk faster? hint: not me... // with @schoijunvho PIC11: evil twins are back to crime // with @domvnico PIC12: love me some reading PIC13: pretty girl walking >not< straight to me // with @ohfaheera PIC14: catch us if you can ( picture taken by @benjaminfrdrc ) // with @ambitchiiious PIC15: oh, hello bitch! i mean, beach*

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faheera • flashback
O questionamento sobre a natureza da relação com Domenico a pegou desprevenida, no entanto Faheera conseguia compreender Sofia porque estaria na mesma posição protetora caso fosse um boato maldoso envolvendo Charles ou Casper. “É uma história longe, Sofi, mas vou te contar.” A iraniana suspirou, encarando o mar. Não se arrependia de suas decisões, mas odiava a bagunça, o rastro desastroso de consequências. “Mantive um namoro com Romain por aproximadamente dois meses. Era falso, Sofia. Falso. Meus pais estavam me obrigando a algo que eu não queria e Romain aceitou me ajudar, portanto fingimos um relacionamento. Nós beijávamos e éramos carinhosos e… Eu tenho carinho por ele. É um cara sensacional.” Confessou Faheera, mexendo ansiosamente nas pulseiras coloridas, hábito que indicava seu nervosismo. “Ao mesmo tempo eu me aproximei de Domenico. Claro, eu sempre o vi por aí, mas a fama dele fazia com que eu não chegasse muito perto.” A garota soltou um riso sem graça, pensando em como naquele momento o envolvimento de Domenico com o crime não a incomodava tanto. Não estavam todos com o ‘rabo preso’ de alguma forma? Não era mais ninguém para julgar. “Então eu permiti me aproximar quando no primeiro dia de aula trocamos números por causa de um apartamento. Ele acabou alugando no mesmo prédio que eu, ajudei com a mudança e nos tornamos amigos. Eu estava namorando Romain, embora tenha havido um acordo de que poderíamos ficar com outras pessoas… Nunca ficamos, mas não tinha o compromisso da fidelidade entre nós.” Se remexeu, um pouco inquieta em sua cadeira. A história toda parecia ter acontecido em outra vida. “O fato é que Domenico é bonito, charmoso e tem uma ótima conversa. A atração, pelo menos para mim, foi quase natural, Sofia. Eu quase sinto eletricidade quando ele encosta em mim.” Balançou a cabeça ao perceber que tinha dito mais do que gostaria. “Certo dia ele me perguntou se meu namoro com Romain iria durar. Eu disse que não porque sabia que era um relacionamento com prazo de validade. Romain ficou sabendo disso e em uma noite aconteceu uma discussão. Foi terrível. Meu namoro falso acabou dois dias depois.” Disse, uma nota de tristeza atingindo a voz, porque detestava pensar em como tudo havia se desenrolado, uma grande confusão! “As coisas com Domenico são recíprocas. Gosto de encontrar o olhar dele por aí, perdido em mim e sustentar isso. É interessante. Mas sobre como estou, não se preocupe porque estou bem. Fiquei triste por alguns dias, mas passou. “ Afirmou com um sorriso, não resistindo e indo em direção a ela, dando-lhe um abraço de novo. “Isso foi uma declaração, Sofia?” Questionou enquanto passava as mãos pelas madeixas loiras dela. “Você é tão fofa, tão fofa! Já disse que te amo?” Suas sentenças eram verdades, porque sentia que era aquilo que precisava no momento, ouvir palavras de incentivo e aceitação. “E eu não sou brega!” Reclamou, apertando Sofia um pouco mais em seus braços.
lados eram muito importantes em qualquer situação. tendo os pais que tinha, desde bem cedo aprendera a analisar as situações ouvindo a maior quantidade de lados possível, para enfim juntar as semelhanças e encontrar a real situação ocorrida. não se tratava sempre sobre alguém mentir ou não, mas sim porque haviam diversos pontos de vista possíveis. analisar um só e já tirar partido de algo seria bastante estúpido de sua parte, no fim das contas. ouvia atentamente a explicação de faheera, assentindo vez ou outra e se lembrando ao mesmo tempo das palavras de domenico a respeito do assunto. a-ha! comemorou mentalmente ao ouvir a palavra ‘falso’. seu instinto jornalístico e curioso basicamente gritava que havia alguma informação faltando no quebra-cabeça e era bem aquela. um namoro falso fazia todo sentido, na verdade. “não que eu ache que ele esteja sequer tentando esconder isso, porque duvido. mas garanto que o nico se sente bastante da mesma forma e eu digo a você o que disse pra ele, tratem os dois de aproveitarem essa viagem ou iremos todos repensar essa amizade.” estava bastante satisfeita de ter compreendido pelo menos boa parte da história. mesmo tendo ficado longe nos últimos meses, eram momentos como aquele, onde ouvia as histórias dos amigos, que se sentia perto, de alguma maneira. “que bom que está lidando bem com tudo isso. se fosse eu no seu lugar, estaria surtada. mal sei lidar com um relacionamento comum, quem dirá um falso. cruzes.” fez uma careta, colocando a língua para fora, teatral como era. “ai meu deus, afeto excessivo de novo, não!” disse alto ao ser abraçada, fazendo um punhado de sons dramáticos e exagerados de reclamação, apesar do claro divertimento com a situação. “por que vocês são todos tão grudentos?" semi-cerrou os olhos, num tom de falso mau humor. “não sou fofa nada! não saia espalhando isso! tô falando sério, faheera!” cutucou-a usando o indicador, parando as mãos por cima dos braços alheios em volta de seu pescoço. “você é brega pra caralho, amiga. quando mais cedo admitir, melhor.” garantiu, risonha, se acomodando onde estava e, folgada como era, usando o ombro alheio para repousar a cabeça. era muito bom estar de volta.
CLOSED.
ludo • flashback
❝ tinha me esquecido do quão idiota você consegue ser! ❞ — balançou a cabeça para os lados, com certa indignação (muito embora o sorriso relutante o contradissesse) antes de mergulhar sua mão na água e empurrar certa quantidade do líquido gelado na direção da garota. se perceber rindo com sofia de tempos passados e muito menos complicados, depois de um dia complicado, para não dizer dia de merda, o fez se dar conta de que algumas coisas não mudaram. mesmo depois de tanto tempo. e, pela primeira vez desde que voltou para frança, sentia-se completamente desinibido. eximido de interpretar o personagem que se obrigara a sustentar todos os dias em prol de uma imagem impecável. fechou os olhos ao tragar o cigarro mais uma vez. inclinou a cabeça e entreabriu os lábios para soprar a fumaça pra cima. semicerrou os olhos, inclinando a cabeça para poder encarar sofia que, agora, tinha o queixo apoiado em seu ombro. não tinha uma resposta a altura para aquela provocação, infelizmente. nada que ela não pudesse usar contra ele em resposta. limitou-se a erguer os ombros entregando a ela uma interpretação livre. — ❝ você sempre pode fugir. ❞ — sugeriu com as sobrancelhas arqueadas. — ❝ mas sério, promete que vai me dizer se você sentir que está correndo algum risco? ❞ — a encarou em expectativa, esticando o mindinho para que selassem uma promessa como se tivessem, mais uma vez, treze anos de idade. deixou escapar uma risada nasalada. — ❝ tenho certeza de que o namorado da sua melhor amiga não chega nem perto do nível de insuportabilidade dos seus amigos. ❞ — revirou os olhos, uma vez que agora não mais precisava fingir que os suportava. — ❝ meu deus, acabei de dizer que você é minha melhor amiga. se você não gostou, talvez não esteja prestando atenção nos detal… ❞ — nunca chegou a terminar a frase, uma vez que fora empurrado na água. não sabia por que não havia previsto que aquilo aconteceria em algum momento. emergiu, cuspindo a água da piscina que foi engolida na queda. balançou a cabeça para afastar os fios molhados do rosto e, consequentemente, jogar água em sofia. — ❝ com uma amiga assim, eu não preciso de inimigos. ❞ — reclamou, antes de impulsionar seu corpo para frente e empurrar sofia para debaixo d’água. — ❝ isso foi pelo mesquinho. ❞
sofia nem foi capaz de se defender quando um punhado de água foi atirado contra seu rosto. “ha ha, acha que aprendi a ser idiota andando com quem?” o empurrou para o lado, usando um dos ombros. passou as mãos pelo rosto a fim de tirar o excesso de água. falhava completamente em manter a pose séria quando estava em meio à gargalhadas. sempre que se via tranquila e genuinamente feliz daquela forma, desejava que a sensação não acabasse. sofia era feita de diversas fazes intensas demais e o contraponto do que sentia ali a deixava inquieta e nervosa só de pensar. “não pretendo ir a lugar algum.” sussurrou, como se fosse um segredo. a d’angelo baixou os olhos até o dedo mindinho erguido, soltando um riso anasalado com a mania antiga de quando crianças. o queixo deslizou para fora do ombro de ludovic para dar lugar à lateral da bochecha, que tomou o lugar, ao mesmo tempo que seu próprio mindinho se cruzava no dele. “só se você me prometer também.” aproveitou para prender mais forte o dedo alheio no seu e girá-lo graças ao tom de ameaça. seus olhos permaneceram ali por um momento, demorando mais que o que deveria para respondê-lo de novo. “hm... não sei ao certo, quem sabe eles não te achem tão insuportável quanto, hein? eu mesma ainda estou analisando seu caso.” provocou, voltando a se sentar normalmente e apontando o cigarro em mãos na direção dele. o momento que o atirou na água foi bastante revigorante, movendo tranquilamente os pés conforme observava a cena. “não pode dizer que sou sua melhor amiga e jogar meus defeitos na minha cara na mesma frase!” mal tendo tempo de dizer qualquer outra coisa, foi puxada para dentro da piscina, com a cabeça afundada por alguns segundos antes de voltar à superfície nada satisfeita. numa expressão de poucos amigos, sofia avançou na direção dele, usando um dos pés contra a parede da piscina para se impulsionar ao enganchar o pescoço alheio entre seus braços e o empurrar para o fundo da piscina. “e isso foi pelo meu cigarro!” duas crianças, era isso que os dois estavam sendo no momento. se é que alguma hora paravam de ser, é claro. após soltá-lo, deixou o cigarro encharcado no lado de fora. aproveitou para se empurrar pela piscina enquanto boiava, fixando a atenção nas estrelas diversas céu acima. “é assustador.” sua voz saiu quase num sussurro após longos segundos de puro silêncio. “tentar separar quem eu sou de quem eu fingia ser, digo.” completou a frase, numa confissão talvez mais para si mesma do que para ele. não teria tido coragem de dizer aquilo a qualquer outra pessoa, afinal, detestava sequer demonstrar qualquer insegurança a alguém. dizer aquilo em voz alta, contudo, era como se livrar de um peso.