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I may not have a dime, but I got street savoire faire. // Mundungus&Mary
Estava tentando manter uma postura confiante, mas sentia que estava falhando miseravelmente naquele quesito. Para qualquer um que olhasse era obvio que ela nĂŁo costumava a frequentar lugares como aquele, sendo assim apenas estava torcendo para que Mundungus Fletcher aparecesse o mais rĂĄpido o possĂvel, pois quanto mais rĂĄpido fizesse sua compra â apesar de nĂŁo ter uma ideia concreta do que estava procurando â mais rĂĄpido poderia voltar para sua casa, que por mais que fosse bastante pequena e simples tambĂ©m era um dos lugres em que ela mais gostava de estar quando nĂŁo estava em seu trabalho ou em algum cafĂ© lendo um livro e tomando um delicioso chocolate quente. E estando ali naquela parte da cidade definitivamente estava sendo algo novo em sua rotina, que normalmente nĂŁo tinha lĂĄ muitas coisas emocionantes exceto quando chegava um caso complicado no St. Mungus, entĂŁo ao mesmo tempo em que sentia um pouco de vontade de retornar para sua casa tambĂ©m estava se sentindo levemente emocionada com aquela aventura que tinha encontrado. â Muito obrigada por ir cham⊠â interrompeu soa frase pela metade ao perceber que desde o inĂcio ela estava falando com o prĂłprio Mundungus Fletcher em pessoa, e nĂŁo alguĂ©m que trabalhava para ele ou algo do tipo. Com o capuz ficava difĂcil o reconhecer, e mesmo que conseguisse ver suas feiçÔes ela tinha suas dĂșvidas se iria reconhece-lo, pois em Hogwarts ele era alguns anos mais velhos e era de uma casa diferente, e muito menos frequentavam os mesmos ciclos sociais. Lembrava-se que muitas vezes o nome dele era associado a algum tipo de problema e confusĂŁo, jĂĄ Mary passava longe desse tipo de coisas e nunca tivera muitos amigos na Ă©poca da escola. â Achei que nunca iria te ver â comentou o cumprimentando logo em seguida, da mesma forma que fazia hĂĄ anos atrĂĄs quando se esbarravam pelos corredores do castelo.  Â
JĂĄ tinha uma ideia do que falar o que queria para Fletcher, mas mudou de ideia quando ele sugeriu que fossem ao escritĂłrio dele. Assim era melhor, teriam mais privacidade para conversarem. Tinha uma breve ideia como aqueles negĂłcios podiam ser arriscados e para aquele dia de hoje ela nĂŁo pretendia acabar tendo problemas com os Aurores ou qualquer outro tipo de autoridade do mundo bruxo, mas se bem que a partir do momento em que ela teve a ideia de se encontrar com o ex-slytherin jĂĄ era algo arriscado, e agora que estava ali jĂĄ nĂŁo tinha mais volta. Se algum problema acontecesse ela teria de lidar com ele de forma madura, e ela achava que eram mĂnimas as chances de acabar sendo presa por comprar mercadorias de origem duvidosa visto que muitos faziam isso. E muitas pessoas que iam atĂ© Fletcher tinham conseguido o que procuravam, fora atĂ© mesmo um dos seus pacientes que havia indicado o nome do bruxo para ela o procurar, entĂŁo ela podia deixar toda a sua preocupação de lado. â Estou procurando algo para dar de presente para uma pessoa â tentou dizer aquela frase com confiança, como se realmente estivesse em busca de um presente para alguĂ©m quando a realidade era um pouco diferente e ela nĂŁo sabia como dizer a verdade para o homem.
Fletcher franziu o cenho diante da revelação da moça, com certo ceticismo. Esperava algo mais inusitado. â Um presente, huh? â Repetiu as palavras dela como se as analisasse e ainda nĂŁo pareciam convincentes na sua voz. â Que tipo de presente? â Inquiriu, encorajando-a a dar mais detalhes. Precisaria de mais detalhes e esperava que ela nĂŁo desse para trĂĄs, mas a ansiedade era visĂvel na linguagem corporal da antiga colega e Mundungus jĂĄ tinha lidado com compradores relutantes antes â eram relativamente fĂĄceis de identificar. Pessoas que simplesmente nĂŁo estavam habituadas a recorrer Ă gente como ele e temiam atravessar para o outro lado da lei com uma passagem sĂł de ida. Ou atĂ© parar em Azkaban, para os mais pessimistas. Mas se ele estava nessa vida hĂĄ... bem, hĂĄ uma vida, e ainda nĂŁo tinha ido parar na prisĂŁo bruxa, clientes eventuais nĂŁo deveriam se preocupar. Era uma possibilidade muito remota. O departamento dos aurores e de Magical Law Enforcement andavam ocupados com assuntos mais imediatos.
â Uma Poção do Amor? Sangue de unicĂłrnio? Ovos de algum animal especĂfico? Peruvian Powder? Penas negras, talvez? â Especulava em voz alta, contando com os burburinhos a sua volta para abafĂĄ-la. NĂŁo queria chamar atenção para si, mas ao mesmo tempo nĂŁo poderia ficar aos sussurros se esperava que Hopkins o escutasse. â Talvez eu deva fazer algum tipo de portfĂłlio. Facilitaria um pouco as coisas. â Observou, falando mais consigo mesmo do que com Mary. E entĂŁo deu trĂȘs tapinhas sobre a mesa, voltando a fitĂĄ-la. â Vamos lĂĄ, nĂŁo tem nada em mente? VocĂȘ nĂŁo espera que eu acredite que vocĂȘ nĂŁo tem nada em mente nĂ©? NinguĂ©m vem atĂ© mim sem nada em mente. â Tentou apressĂĄ-la. â  Câmon, Mary, gimme something here. Iâm not a bloody legilimens, yâknow...
[Flashfoward] Smooth criminal || Sean, Mundungus and Charlotte || July 78
Sean jå estava cansado daquilo. Se ainda fosse a primeira vez que encontrasse aquele sujeito, até poderia pensar em uma outra solução para a confusão toda, mas não era a primeira. Era a segunda, fora que jå tinha encontrado-o outra vez fora dali, e discutido com o homem. Era evidente que não tinha prestado atenção no que Sean havia lhe falado, pois se tivesse, nunca mais colocaria os pés naquela casa de novo. E vendo-o ali, na casa de Charlie, quando jå o pegara roubando uma outra vez, deixou o Ogden extremamente irritado. Se Charlie visse aquilo⊠Ela provavelmente surtaria, iria brigar tanto, mais ainda do que ele estava fazendo. Aquele sujeito não poderia sair dali sem que Sean colocasse aquela história toda a limpo.
NĂŁo aguentava ais ouvir as desculpas do homem, como se ele nĂŁo fosse o culpado ali. Ele estava insinuando que Charlie havia deixado-o entrar? Era isso mesmo que tinha escutado? NĂŁo envolve invasĂŁo de domicĂlio, se nĂŁo tinha invasĂŁo, qual o motivo dele estar ali? A mente de Sean girava enquanto olhava para o Fletcher, algo dentro de si sabia muito bem que ele nĂŁo era um bom homem, que sempre tinha algo para escapar, sempre dava um jeito. E era exatamente por isso que estava com a varinha em punho, se ele se atrevesse a correr dali, ele mesmo executaria o feitiço antes das autoridades chegarem.
â NĂŁo vejo como resolverĂamos isso sem envolver mais gente. Essa nĂŁo Ă© a primeira vez que vocĂȘ faz isso, e se eu nĂŁo envolvĂȘ-los, sei que voltarĂĄ para roubar minha irmĂŁ. â encarou o homem a sua frente, com uma expressĂŁo de quem tinha poucos amigos. â O que quer de nĂłs? Ă porquĂȘ temos dinheiro? Ă isso que vocĂȘ quer para deixar-nos em paz? â se fosse isso, ele poderia muito bem resolver. Uma boa quantia, para deixĂĄ-lo longe dali, e quem sabe nunca mais o encontrar. â Talvez vocĂȘ se sinta como uma celebridade do crime agora. NĂŁo vou sujar minhas mĂŁos com vocĂȘ, acha que nĂŁo conheço esse truque? Eu te machuco e o processo acaba caindo sobre mim. NĂŁo se preocupe com isso, os negĂłcios logo nĂŁo existiram mais â a raiva tomava conta de si, e era claro que queria bater naquele homem, mas uma voz dizia para que ele nĂŁo fizesse isso, sĂł o traria problemas, era claro que traria.
Ogden jĂĄ tinha sacado a varinha, o que nunca era um bom sinal. Duelos nĂŁo eram bem o seu forte e se pudesse evitĂĄ-los, evitaria. â PeraĂ, cara, abaixa isso aĂ... Vamos conversar... â Suplicou, erguendo a mĂŁo num gesto pacificador. Havia partes suas muito mais frĂĄgeis do que seu orgulho portanto nĂŁo se importava em sacrificĂĄ-lo primeiro. As demais palavras do primogĂȘnito dos Ogden o trouxeram certo alĂvio. Talvez pudesse sair daquela sem nenhum arranhĂŁo, afinal. â NĂ©? Pra que sujar suas mĂŁos? NĂŁo vale a pena. â Concordou, ainda recuando alguns passos em uma postura defensiva. Abrir o jogo sobre seu relacionamento com Charlotte nĂŁo era uma opção viĂĄvel. Ele jamais engoliria. Nem mesmo Mundungus parecia capaz de acreditar ainda embora ârelacionamentoâ talvez nĂŁo fosse a palavra adequada para definir o que eles tinham. De um jeito ou de outro era muito mais fĂĄcil acreditar que estava lĂĄ para levar algumas joias do que acreditar que era uma presença constante na cama - e na vida - da jovem herdeira. â NĂŁo estou aqui pra roubar sua irmĂŁ. â Era incrĂvel o como nĂŁo soava convincente embora essa fosse a mais pura verdade. As histĂłrias que costumava inventar pros seus compradores pareciam mais plausĂveis. â TĂŽ aqui a pedido dela... Ela queria comprar uma mercadoria. â E agora que estava mentindo finalmente se sentia Ă vontade. Era coerente, Charlotte nĂŁo seria a primeira nem a Ășltima pessoa rica a procurĂĄ-lo para pĂŽr as mĂŁos em algo que nĂŁo poderia atravĂ©s das vias tradicionais. Era uma histĂłria mais fĂĄcil de digerir do que a verdade e Mundungus sabia disso.Â
â Mas olha, sei como resolver seu problema e o meu... se vocĂȘ pagar mais estou disposto a nunca mais pisar aqui... Ă tudo uma questĂŁo de oferta, entende? â PropĂŽs, decidido a tirar alguma vantagem daquela situação. NĂŁo pretendia cumprir sua palavra, Ă© claro, sĂł teria que ser mais cuidadoso da prĂłxima vez. Mas se podia ganhar alguma coisa com tudo aquilo, por que nĂŁo tentar? NĂŁo era como se Charlotte pudesse ficar ofendida, era ela que o estava mantendo em segredo. Ele que devia ficar ofendido. â Ă sĂł dar o maior lance, parceiro... Que deixo vocĂȘs em paz. Nunca mais vai ter que olhar na minha cara. O que me diz? â Esboçou um sorriso, o nervosismo evidente no lĂĄbio inferior trĂȘmulo e em sua respiração descompassada. JĂĄ enfrentara centenas de circunstĂąncias parecidas e embora geralmente conseguisse disfarçar sua afobação bem o suficiente para que nĂŁo se tornasse uma sentença de morte, sentia que dessa vez ela contaria a seu favor. Sean nĂŁo parecia disposto a arrumar confusĂŁo â embora a raiva brilhando dentro de seus olhos parecessem contestĂĄ-lo â livrar-se do intruso o quanto antes parecia ser sua prioridade e dinheiro nĂŁo era um problema pros Ogden. Com sorte, ele consideraria sua oferta.
Podemos Ă©? E como sugere que façamos isso? Ă invasĂŁo de domicĂlio, aposto que ninguĂ©m nunca pegou vocĂȘ fazendo isso, por isso acha tĂŁo fĂĄcil, nĂ©?Â
NĂŁo vĂȘ motivo? Esta nĂŁo Ă© a primeira, mas sim a segunda vez que vocĂȘ faz isso. A primeira eu deixei passar, mas essa, essa nĂŁo. Minha irmĂŁ vai dar graças a Merlin que eu o prendi, e a vizinhança nĂŁo tem problema, resolvo isso depois. Ser o centro das atençÔes nĂŁo muda muito, os vizinhos adoram uma fofoca, principalmente quando tem autoridades envolvidas. Talvez vocĂȘ se sinta como uma celebridade do crime agora. NĂŁo vou sujar minhas mĂŁos com vocĂȘ, acha que nĂŁo conheço esse truque? Eu te machuco e o processo acaba caindo sobre mim. NĂŁo se preocupe com isso, os negĂłcios logo nĂŁo existiram mais.
Ogden... Sean. Posso te chamar de Sean? Acontece que eu fui convidado, Sean. E nĂŁo estou levando nada, pode me revistar. Pode dar uma olhada no lugar... NĂŁo tĂĄ faltando nada. Seja razoĂĄvel.
O que temos para conversar? NĂłs jĂĄ conversamos, e parece que o Ășnico que nĂŁo entendeu, foi vocĂȘ.
VocĂȘ vai conversar quando eles chegarem aqui, e assim tudo serĂĄ esclarecido. NĂŁo envolve invasĂŁo? EntĂŁo o que estĂĄ fazendo aqui? NĂŁo Ă© como se Charlie deixasse a porta aberta para pessoas como vocĂȘ virem aqui e assaltarem ela. EntĂŁo, nĂŁo, nĂŁo me venha com papo furado para cima de mim, conheço muito bem o seu tipo.
Listen, mate...Â
Podemos resolver isso sem envolver mais gente. NĂŁo tem por que envolver as autoridades. NĂŁo tem motivo pra tanto. NĂŁo com um ZĂ© NinguĂ©m como eu, nĂŁo Ă© mesmo? Pense bem. Nem vale a pena. Vai assustar sua irmĂŁ Ă toa. Assustar a vizinhança. Chamar atenção desnecessĂĄria pra sua famĂlia e tudo mais... VocĂȘ devem ter preocupaçÔes do tipo. VocĂȘ quer me dar uma surra pra me ensinar uma lição? Vai em frente. NĂŁo vai ser a primeira vez. SĂł tenta evitar qualquer coisa abaixo da cintura, valeu? E se puder evitar o rosto eu agradeço tambĂ©m... NĂŁo Ă© bom pros negĂłcios.Â

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Well, i donât have enough time to teach you that. And i like my men with some knowledgement.So.. sorry for you.
Good, i like to hear you sounding so submissive.
Nah, Iâm good.
I know you do. I know what you like and exactly how you like it, princess.Â
Quem deixou vocĂȘ entrar⊠NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo, ninguĂ©m deixou, vocĂȘ entrou! EstĂĄ aqui para roubar as coisas da minha irmĂŁ de novo? E ainda fica se fazendo de sonso? Por Merlin, deixe Charlie descobrir que vocĂȘ invadiu a casa dela mais uma vez, eu vou chamar os aurores, a polĂcia, nĂŁo vai sair ileso dessa vez!Â
Calma, parceiro, vamos conversar...
Ă conversando que a gente se entende, nĂŁo tem por que se exaltar, beleza? Tudo tem uma explicação e nĂŁo envolve invasĂŁo de domicĂlio. Senta aĂ. Quer uma ĂĄgua? Tem cerveja amanteigada no congelador... Eu acho. Deve ter. Ă possĂvel que tenha.
Actually, you need a lot of lessons, Fletcher. How to take a shower, how to dress, how to eat properly. I could stay all day listing thingsâŠ
Not for you, for me. I donât want you accusing me of anything or even saying my name. I want you dirty mouth away from my name.
But not how to fuck, huh? Though I canât say I wouldnât appreciate some practical lessons.Â
Sure. Whatever you say. Just do it, will ya? And Iâll keep my dirty mouth wherever you want it to.Â
Sabe Charlie, vocĂȘ nĂŁo deveria deixar sua porta aberta, assim todos acab⊠O que estĂĄ fazendo aqui?Â
What the?
--what it looks like... What does it look like?
At least i know how to say thank you. And the right answer is âyouâre welcomeâ.
Finally we can agree on something. And i know some people in the Ministry, i can ask around about your, hm, problems with the law. And we can have a closure witha ll this.. this.
I so need lessons from you on how to be nice.Â
Huh, would you do that for me? Is that another way of saying âthank youâ, princess? This one is nicer.Â

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Youâre so quick to judge. Iâve never said anything about your side in this messed up situation! I know who helped me, even though iâm not sure why. Youâre the one who is accusing me of something.
Can you just shut your fucking mouth for a minute? Merlin! Iâm just trying to say ⊠thank you. For helping me. I have too much in my head right now to even think about screwing you, Fletcher. Donât think youâre that important, ok?! If someone is after you, itâs not because of me. Maybe they finally discovered about your âbusinessâ.
Iâm not sure why either.
Wow even when youâre thanking me you sound like an arse. Fine, I believe in you. I do. Youâre too self-centered to fuck with me right now.Â
It Is your problem not mine, Fletcher. I have nothing to do with this. I have my own problems to take care and you are not one of them. I donât know, i was there too, remember? They were trying to kill me, not you. Why did you help me? Why? I didnât ask for you help, it was your choice to be there. Donât try to blame me for this.
Are you even listening to me? Youâre unbelievable! This is NOT about you, you are only the side effect. I am SORRY that you had a bad time with these guys, but it wasnât me, Fletcher. Iâm too busy trying to figure out who wants to kill me. Now if you excuse me.
Iâm not blaming you. Iâm just reminding you whose side I was on in case you couldnât figure it out when I put my arse on the line for you.Â
Fair enough, I wonât bother next time. I-- I donât even know why did this time, it was a stupid out-of-character decision and I regret it already. I wouldnât be a person of interest now if I had just minded my own business and got the fuck out of there as fast as I could instead of hanging around to help someone who doesnât give two shits about me so itâs not even like I can take advantage of that âcuz you donât feel as if you were in debt with me.Â
I have no idea what you are talking about. Really, Fletcher. You should try to find another person to blame. As you already know, iâm just a victim, like you. I still donât know what happened that day and why the hell they attacked me. But i have some men investigating this but nothing with the  Magical Law Enforcement Patrol.
Itâs the true, believing or not.
Eh, I find this hard to believe, princess. I donât know many high society ladies. Why would they think I had anything to do with that bollocks? You donât actually think I had something to do with that, do you?Â
You were there too. I helped you. Is that âbout the necklace? About that night?
Tell me about your secret life- Lucius M. & Mundungus F.
A calmaria tranquila da MansĂŁo Malfoy seria temporariamente perturbada por algumas horas,  e esse fato era visivelmente percebido pela movimentação dos elfos  na sala de jantar e no escritĂłrio, e tanto Lucius quanto Abraxas apreciavam aquela movimentação. Ocorreu-lhe, quando ele trocava suas vestes  e fazia uma rĂĄpida verificação de que todos os itens a serem comprados e encomendados estavam dispostos em uma lista minuciosamente escrita na caligrafia impecĂĄvel de Lucius, que solicitar uma reuniĂŁo em sua residencia com Mundungus Fletcher talvez nĂŁo tivesse sido inteiramente sĂĄbio. Afinal de contas, ele nĂŁo sabia muita coisa sobre o homem em questĂŁo, apenas relatos de terceiros sobre sua eficiĂȘncia em serviços solicitados, e tambĂ©m porque  mexeria jĂĄ com a frĂĄgil rotina da casa. Ele olhou em volta com um pouco de culpa, mas nĂŁo podia voltar atrĂĄs jĂĄ que recebeu no dia anterior a confirmação de Fletcher. Estava aliviado  que Narcisa havia ido pela manhĂŁ visitar Druela, assim ele poderia se concentrar melhor em seus afazeres, em busca do maldito livro raro que seu pai desejava e outras relĂquias de bruxos antigos , e alguns simples artigos das trevas .
Levou apenas um momento para terminar de se arrumar. Seguindo seu caminho em direção Ă porta, ele considerou que o homem jĂĄ deveria estar chegando. Ele jĂĄ havia encontrado Mundungus algumas vezes antes, mas seu nome era um que era muito comum ouvir recentemente. Mundungus jĂĄ tinha alguns negĂłcios com seu pai,e apesar de Lucius preferir fornecedores mais sofisticados, seu pai insistia em ainda ter contato com o homem. O que Lucius achava arriscado pois apenas um deslize e ambos poderiam parar em Azkaban. Ele estremeceu com o pensamento da prisĂŁo. Ser enviado para lĂĄ, mesmo por apenas alguns dias⊠Ele nĂŁo podia sequer imaginar como deve ser.  Isso pareceu o mais terrĂvel de tudo, ele pensou.Â
Resolvendo a não julgar o bruxo até que ele realmente o conhecesse, ele se aproximou da porta e desceu os degraus até o andar inferior. Ignorando o movimentodos elfos ao redor da biblioteca ele adentrou o recinto, se sentando na mesa de carvalho escuro passando os olhos nos documentos dispostos ali até que chegasse a hora de receber seu visitante.
Estava no lugar certo, Fletcher concluiu, aparatando em uma estradinha rural. Bastou uma espiada entre as grades do imponente portão de ferro que guardava a propriedade para certificå-lo de que chegara a seu destino. A mansão despontava, majestosa, do fim de um caminho ladeado por cercas vivas e de onde Mundungus estava mal dava pra ter noção de suas verdadeiras proporçÔes.
Soltou um assobio, deslumbrado, tentando evocar a imagem que fizera do local de acordo com a descrição que recebeu e se dando conta de que era muito mais suntuoso do que poderia esperar. Era a primeira vez que visitava o casarĂŁo que pertencia aos Malfoy â e pode apostar que a sugestĂŁo tinha sido sua. Mantinha negĂłcios com Abraxas hĂĄ quase quatro anos, mas sempre se encontrou com ele em pontos de encontro estratĂ©gicos, nunca tivera a oportunidade de se convidar para sua residĂȘncia. AtĂ© agora. Um misto de excitação e apreensĂŁo se apoderavam do rapaz.
Por um lado, imaginava que teria acesso a inĂșmeros itens valiosos, tudo ao alcance de seus dedos ĂĄgeis. Por outro, estava isolado no meio de lugar nenhum com uma famĂlia que apesar de seus modos refinados era igualmente conhecida pela falta de escrĂșpulos. Talvez nĂŁo tivesse sido a melhor das ideias, afinal. Engoliu em seco, era tarde demais para voltar atrĂĄs.
Com alguma hesitação, Fletcher se aproximou da grade e, seguindo as instruçÔes que Lucius Malfoy havia lhe passado previamente, sacudiu os portÔes. Observou, sem emoção, enquanto o ferro forjado se retorcia, desenrolando suas curvas e espirais até formar o desenho de um rosto que demandou em sua voz sombria e metålica:
â Informe seu objetivo.
â Uh... E-Eu...  â gaguejou Mundungus, buscando no fundo da memĂłria o que Lucius o havia orientado a dizer. â Tenho hora marcada com o Sr. Malfoy. â arriscou, a inflexĂŁo em sua voz mais prĂłxima a de uma pergunta do que de uma afirmação.
E os breves segundos que se seguiram sem resposta foram tomados por Fletcher como um sinal de que nĂŁo deveria ter vindo. Tinha sido uma ideia estĂșpida, afinal de contas. Talvez pudessem remarcar, dessa vez em algum lugar privado o suficiente para nĂŁo atraĂrem atenção indesejada, mas pĂșblico o suficiente para nĂŁo se sujeitar a qualquer risco. Ajeitou a sacola maltrapilha sobre os ombros, pronto para seguir viagem quando os portĂ”es se abriram ruidosamente, nĂŁo dando a ele muita escolha alĂ©m de adentrar o terreno, caminhando pela aleia sem pressa, entre as altas sebes ornadas pelo que a princĂpio pensou ser estĂĄtuas de mĂĄrmore dispostas aleatoriamente para sĂł entĂŁo perceber se tratarem de pavĂ”es albinos, voltando seus olhares curiosos em sua direção.
â Mas que porra...? â balbuciou, intrigado. O cenho franzido enquanto passava pelos animais. Se fosse rico como Malfoy pensaria em bichos mais intimidadores para afastar os intrusos. Mas depois de pensar um pouco a respeito, sorriu, zombeteiro. PavĂ”es pareciam uma escolha apropriada para a estirpe de Malfoy. Uma luz dourada banhou o caminho antes que Mundungus sequer alcançasse a pequena escadaria que antecedia a soleira. Subiu o primeiro degrau e se sentiu acolhido pelo calor que emanava do interior da mansĂŁo em claro contraste com o vento frio do lado de fora. â Honey, Iâm home. Â
Today I had an interesting morning, wanna hear âbout it? Basically I got my arse handled by the Magical Law Enforcement Patrol. They seem to be under the impression that I had something to do with whatever happened that day in the Festival. They got that information from a reliable source, a high society lady as they called her and let me tell you... they werenât exactly nice about it and it wasnât until I could barely walk that they were conviced that maybe I was telling the truth. You wouldnât happen to know anything about that, would you?

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Youâre disgusting, Fletcher. But this is not a surprise for anyone.
But you know, try to take a shower, even for your kind a business ⊠we know you live in the trash but you donât need to smell like one.
Oddly enough, Iâve been told âbout that too.
Iâll make sure I steal one of your fancy perfumes next time I pay you a visit. Works for you, right?
You either owe me a hundred cookies or a really expensive bottle of vodkaâyour choice.
Hah, youâd think Charlotteâs arse would be a bit more expensive than that.
Why though, might I âask?