- Esquisita? Mas estou somente fazendo caretas para o espelho.
Sim, eu e a escola inteira percebemos já faz uns vinte minutos. Está ficando preocupante.
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- Esquisita? Mas estou somente fazendo caretas para o espelho.
Sim, eu e a escola inteira percebemos já faz uns vinte minutos. Está ficando preocupante.

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– Só porque eu estou usando um chapéu de xícara de chá?
A xícara sem dúvida está colaborando, mas me referia à sua discussão acalorada com uma flor. Que mal ela te fez?
– Eu apostaria e tenho certeza que ganharia. Não seria a primeira vez que eu ganho de você. – Merida disse meio provocando, de um jeito sério e de voz branda como se tirasse sarro da menina, a questão era que Astrid sabia tirar Merda de seu eixo. Sentiu-se mais aliviada quando a garota se afastou, podendo se por de pé direito e ajeitar tanto a aljava nas costas quando o arco ainda em sua mão. – Ora Astrid, eu sei que se preocupa comigo, mas isso não é necessário, eu já estou bem acostumada com a Floresta, mas obrigada, da próxima vez não precisa vir certificar-se de que eu ficarei bem. – disse num tom de piada provocativa, já começando a andar, continuando com seu rumo – Pode voltar para o acampamento agora, onde é seguro para as crianças.
– Sabe Merida, não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver. Nós duas sabemos que eu posso te quebrar como um graveto com a mesma facilidade que quebraria seu arquinho. – Retrucou fugaz, com um semblante e timbre de voz que apontavam ambos deboche e desprezo eminentes. Se aos catorze anos era capaz de trazer um homem adulto ao chão com excelência, lidar com a ruiva seria uma tarefa realizável com as mãos nas costas. – Minha única preocupação é perder meu tempo sendo convocada para testemunhar quando acharem seus restos numa caverna de lobisomem. Onde está a criança? Estamos nos referindo à idade mental? Pois nesse caso você nem em Hogwarts deveria estar ainda, não é mesmo? Agora pode tomar seu rumo de volta à clareira antes que se machuque com esse brinquedo. Quem sabe algum dia desses eu tem ensino a manuseá-lo corretamente.
– Eu acho que não sou o tipo de pessoa que curte clube de animais. Sei lá.
Para ser sincera, também não acho que combine muito, Vidia. Mas vale tentar, não é mesmo?
“Do mesmo jeito que você vai ficar se não tratar disso logo.”
Não pode evitar de rir com a reação da menina, estendendo ambos os itens para ela. “Se deixar um dissolver no outro e passar na “região” aí, vai diminuir a coceira e também refrescar.”
Sei que está tentando ajudar, Bay, e eu aprecio o gesto. Mas prefiro pular nua no lago negro para me refrescar antes de me submeter a isso.

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Apesar do rosto aparentar um garoto comportado, Darin não era a melhor das pessoas para respeitar regras, principalmente quando estas se tratavam de espaço. Não por querer ser mau, para se exibir ou por não gostar delas: Simplesmente sua mente não conseguia associar o tempo que andava com a distância percorrida, e isso ocasionava, muitas vezes, com que o louro se perdesse ou ultrapassasse barreiras impostas sem que tivesse intenção de o fazê-lo. Por coincidência, aquele era o caso; para o animago, ele sequer havia se afastado tanto do acampamento, e estava apenas dando uma voltinha por aí para apreciar o silêncio e a beleza da Floresta. Foi então que uma figura feminina ameaçadora apareceu em sua frente, assustando-o com um machado perigosamente afiado em mãos. Engolindo um berro, Darin deu alguns passos para trás, tropeçando em uma raiz de árvore, sendo encurralado depois pelo tronco da mesma.
Apenas conseguiu se acalmar um pouco quando ouviu a voz da garota, mostrando-lhe que não iria matá-lo ou algo parecido. Suspirou, aliviado – foi naquele momento que percebera que havia percebido que prendera a respiração –, enquanto levantava-se do chão, dando algumas batidas na calça escura. ❛❛E-Eu não sei. Estamos tão longe assim?❜❜ perguntou, olhando para os lados, sinceramente confuso. ❛❛O-O que você faz aqui com esse machado, afinal? Você quase me deu um ataque cardíaco…❜❜
A loira foi incapaz de conter um riso baixo diante da reação do rapaz. Em seguida girando os olhos nas órbitas e estendendo a mão livre para ajudá-lo a se erguer. Sua fisionomia não lhe era de todo ignota, recordava-se de vê-lo às pressas pelos corredores do castelo em inúmeras ocasiões, além de compartilharem uma aula ou duas. – Me diga você, vê algum sinal de vida humana além de nós por perto? – Arqueou uma das sobrancelhas com desdém. Diante do comentário a respeito do machado, Astrid apoiou o mesmo sobre os ombros. – Precaução. O que você faz aqui sem um? – Indagou com ironia. – Acalme-se, você se safou sem um único arranhão! É Darin, certo? Como uma pessoa pode se locomover tudo isso sem perceber, afinal? – Retrucou em sua maneira singela de desculpar-se pelo espanto provocado no outro.
Olha, eu não costumo julgar ninguém, mas você tá esquisitx. Mais do que o normal.
Oh meu Merlin, me desculpe tanto Astrid, me desculpe tanto. Eu tive que fazer coisas no castelo, e logo após eu vim para floresta, e apenas consegui organizar alguns primeiranistas que batiam um nos outros enquanto corriam, eu sinto muito. Me diga se ainda algo em que eu possa ajudar, por favor. Você é a patinha, patinha.
Calminha, Em, eu estava brincando! Nós nos viramos muito bem sozinhos, só queria saber por onde tinha andado. Não é sua obrigação organizar nada, apenas se divertir, okay? Só não sei se quero ser a patinha.

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“Just because she’s beautiful, people think she’s not tough. But that doesn’t mean you should underestimate me. Uh—her.”
Só é melhor tomar cuidado com os grifinórios. Do jeito que são, talvez até tentem ir atrás dos personagens da histórias na floresta. Ou os nascidos trouxas… Chegamos aqui bem curiosos com o mundo da magia.
Se eles ousarem, eu posso me tornar bem mais assustadora que qualquer monstro que vão encontrar na floresta. Eu não saberia comentar sobre aos efeitos de crescer longe de magia, mas a curiosidade matou o gato.
Uma coisa é fazer isso de vez em quando, outra é todo mês… E vampiro, sério? Eu não tenho medo nem do bicho papão, Ast.
Se você for convincente eu posso pensar no caso.
Que pessoa racional tem medo de bicho papão? Não passa de uma ilusão, uma farsa. Seria mais compreensível ter medo de vampiros, eles têm interesse real em beber seu sangue.
Você não vai me ver implorando, Jack. A Taça das Casas não vale tanto assim.
❛❛Sim, eu sei. Foi por isso que eu te ofereci, Trid, não para qualquer aluno por aí. Eu sei que você, diferente da grande maioria, tem um pouco a mais de cérebro para não ficar bêbada por besteira.❜❜
Agradeço, Hades, mesmo. Mas tudo tem sua hora, e não é agora. Além do mais, eu prefiro hidromel.
Ah, mas eu sei sim. Se quiser invadir a estufa, por exemplo, precisarei no mínimo de 2 distrações, um vigia… Não que eu goste, mas as vezes não temos muito o que fazer. Seu clube me ajudaria com isso?
Se quiser invadir a estufa, basta um amigo do clube de herbologia, em vez de três ou mais capangas do lado de fora. Vê como complica as coisas sem necessidade?

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Hiccup estava demasiadamente empolgado com o acampamento. Era o primeiro do ano e aquele se mostrava diferente de todos que outrora foram realizados. Haviam mais pessoas para compartilhar histórias, havia mais diversas com atividades de outros clubes, e também havia a visibilidade. O Clube do Kronker não tinha um grande prestígio entre os alunos, e maioria dos membros usavam dele apenas para ter um pretexto para dormir fora e conhecer a floresta que levava a fama por ser perigosa e proibida. Ele esperava que talvez aquele evento mostrasse que era um clube valioso e bom para se estar, tanto quanto o de Merlim ou de Duelos. Tamanho bem estar ele se via andando sem rumo, como se a floresta fosse seu verdadeiro lar. Mas os sentimentos acabaram se tornando sua bússola e aquilo não era uma boa coisa, pois o cérebro já não controlava bem suas pernas e lá estava ele: na mata densa! Ia voltar ao acampamento quando viu uma garota de cabelos loiros — coisa que notou pela luz da lua que iluminava a reconhecida Sonserina —. Hiccup sabia que a relação deles não era mais do que provocações e memórias que pareciam fingir não existir mais, mas de certa forma ele gostava de ver. Ver como ela parecia sempre ter coragem e vontade de agarrar o mundo com as próprias mãos. Ver como ela empunhava a varinha, ou como cortava o vento com o machado. Seria ameaçador se fosse qualquer um que ele não conhecesse, mas não Astrid. Ele se esgueirava entre arbustros e árvores centenárias, mas quando estava dando um passos para entrar novamente nas sombras sentiu-se ser encurralado contra uma árvore. Seu coração palpitou forte e por um momento ele prendeu a respiração. Seria algum centauro? Somente quando a lua voltou a iluminar o lugar que ele pode reconhecer aqueles traços, e aqueles olhos. — Astrid! — ele exclamou soltando a voz e o ar, tossindo em seguida pela pressão que sentiu. — Por Odin, eu quase morri! — ele levou a maõ ao pescoço acariciando. — Eu não quero ficar no acampamento, acabei andando e encontrando… encontrando nada! — ele parou a frase, fechando o rosto. — Além do mais, sabe que não consegue me parar.
Astrid recuou, revirando os olhos para a reação do garoto. – Relaxa, nem deu tempo de te machucar de verdade... – A loira então prosseguiu lançando seu machado numa árvore ao lado, em seguida levando as mãos à cintura. – Para começar, não deveria ter se afastado da clareira, ponto. E se você mesmo admite que não há nada aqui, qual é o propósito? Acha que ser pisoteado por um centauro vai amenizar o tédio? – Questionou inquieta, ostentando um semblante de indignação. Hiccup era uma das pessoas mais inteligentes que conhecia, logo, lhe parecia incabível que optasse por vagar pela floresta àquela hora, naquela escuridão, sem rumo. Afinal, apenas um dos dois trouxera consigo uma arma letal. Era impossível que a seguinte sentença proferida pelo rapaz não ressonasse como um desafio nos ouvidos de Astrid. – Eu sei? - Ainda assim, esta manteve a compostura, cruzando braços e erguendo uma sobrancelha. – Suponhamos que eu me importe o bastante para tentar, o que você faria para me impedir? – Indagou com petulância. Não esperava grande resistência física da parte do outro, nem que tivesse de arrastá-lo pelos cabelos de volta à segurança se necessário.
A loira já havia ficado entediada o bastante para pegar sua lança e sair dos perímetros onde estava acontecendo o acampamento, sem contar que ela achava puro disperdicio estar dentro da Floresta Proibida e não sair para explorar. Contava com a sorte de encontrar alguma criatura mágica ou qualquer coisa que a fizesse sentir um pouco de adrenalina novamente, até que então ouviu algo que pareciam ser passos e ficou atenta, posicionando sua lança pronta para o ataque, e quando finalmente se aproximou, não sabia se ficava decepcionada ou feliz por ver Astrid ali “Por Thor, eu pensei que era um bicho” resmungou, abaixando sua lança e olhando a garota um pouco confusa “Você esta mesmo querendo me julgar? Algo em diz que você também não deveria estar aqui… E eu não me importo, não tenho medo, não é como se essas criaturas fossem mais perigosas do que os dragões que os nossos pais lutam” deu de ombros, continuando a caminhar, desejando que existisse dragões por ali.
A Hofferson recuou alguns passos, cravando o machado no chão em seguida. – Idem. Antes fosse. – Murmurou a segunda parte para si. – Eu estava... Bom, isso não vem ao caso! – No geral, Astrid apreciava a companhia da outra, mas era a última pessoa no mundo com a paciência necessária para lidar com tamanha teimosia. – Dragões não são as criaturas mais temíveis lá fora, Ruff. – Objetou, posicionando-se perante a outra para impedir sua locomoção adiante. Na sua concepção, dragões eram sequer temíveis. Apenas admirava sua natureza insubordinada. Sabia que tentar racionalizar com Ruffnut seria uma missão impossível, então girou os olhos nas órbitas e empunhou a arma novamente. – Bom, se você insiste... Mas eu vou junto. – Anunciou, assumindo uma postura solene. Preparava-se para desmerecer qualquer objeção vinda da outra. Naquele cenário, só lhe restava impedir que a amiga entrasse em apuros a sós, e garantir que não tivesse toda a diversão sozinha.