Lembrança gostosa.
Eu costumo sorrir cada vez que meus pensamentos são invadidos por alguma lembrança gostosa. Sabe aquele tipo de lembrança que te traz um sentimento de aconchego instantâneo que praticamente te anestesia? Pois bem, enquanto voltava da praia hoje a noite, me lembrei dos verões que vinha do Rio de Janeiro para Criciúma passar o verão com meus avós. Saber que estava na estrada perto da praia onde ficávamos era uma das sensações mais aconchegantes que podia experimentar, depois de 21 horas dentro de um carro, o que mais queria era tomar um banho, dormir e tomar banho de mar no dia seguinte, e chegar para tomar café da tarde com pão caseiro feito pela minha avó... Meu Deus, que delícia de sensação! Assistir TV com minha avó e vê-la conversar com os personagens do filme, fazer cócegas no meu avô... Que saudade. Ele sempre tinha muitos doces na geladeira, sorvetes, suspiros, balas, chocolates, uma formiga! Ouví-lo reclamar da forma que eu comia melancia, pois ele queria que cortasse uma fatia inteira, e eu queria comê-la de colher. Minha avó sempre serena e calma, mas muito engraçada, que comida maravilhosa! E dizia que não podia pegar no pão inteiro pra cortar, somente na minha fatia, coisa mais difícil do mundo com a minha falta de destreza pra cortar uma fatia descente.
Hoje (Páscoa) liguei para minha avó, que risada gostosa ela tem, meu vô sempre fazendo piadinhas no canto dele. Sou grata por tê-los, mesmo que longe hoje.
Que delícia é envelhecer e passar a amar todas as “breguices” de família.












