"Se tem uma coisa na qual posso opinar com consciência, essa é que sair da casita melhora muita coisa." Para ela, afinal, pois foi só após ter saído debaixo do teto de sua avó que pôde começar a se enxergar além do que era esperado de si. Foi a primeira vez em anos que conseguiu respirar sem alguém em seu ombro, consertando sua postura. "Eu... eu acho que a ideia da viagem pode ser melhor do que drogar a abuela, Camilo." Riu com certo alarde. "Sem contar que ela poderia acordar do torpor no meio da noite e acabar com a sua raça." Passa a bebericar sua própria bebida, uma piña colada geladinha, ponderando a respeito da ideia maluca do primo. "Quanto ao tio Bruno, não deve ser difícil convencê-lo a entrar no seu plano."
"Não queria deixar minha mãe, pois você sabe como ela é. Não estou afim de que chova todos os dias, e Dolores é tão sensível aos barulhos, mas não consigo mais. Abuelita me chamando de canto dizendo que tenho que casar com alguém com magia poderosa para ter filho poderoso e manter nosso sangue forte. Coitado do Tio Bruno, deve ouvir mais do que eu até." Virou todo o copo da bebida. E pensar que em um tempinho atrás achava que haviam resolvido toda a situação de casa. "Eu entendo o porquê de acharem que colocar um sonífero não pode ser tão legal, mas eles ganharem férias longe e nós nos divertimos aqui seria incrível. Aposto que Casita até faria uma piscina aquecida para nós." Levantou a sobrancelha querendo se divertir e pensando na paz da casa. "Tenho tanto medo do Tio Bruno, mas vou tentar. Quem sabe ele não queira ir para o Hotel também e deixe eu só fingir ser ele....Não acho que ele vá querer ficar em uma festa com os sobrinhos....Você acha que Mirabel vai contar para alguém? Sei que Dolores contaria então vou falar para ela por último. Minha irmã tem que manter a boca fechada."
















