08.02.2017 Me vejo em final de ciclo, acendendo sândalo e vela em noite de lua cheia, velando dois bichos de asa que vieram e só fizeram morrer dentro do meu apartamento. Tento buscar o sentido místico de tudo. Sei que o morrer das coisas deve levar consigo o que precisa morrer de mim. Sei que o voo interrompido pela morte faz alçar novos vôos. Sei que a vida se renova após o fim de cada ciclo. Quero morrer de tudo que pesa minhas asas, tudo que pesa minha liberdade eu não quero mais.







