Há semanas que eu tento entender o que estou sentindo. Vivi uma infância e adolescência sem entender muitos sentimentos que me perduraram e hoje muito mais sã e madura para lidar com essas dúvidas, ainda sinto que falta uma parte de mim. Que há estrelas que não tiveram seu momento de brilhar no universo opaco que é a minha mente. Que não aproveitei sorrisos radiantes como uma flecha de luz do meio dia na janela do quintal. Que apesar de tantos encontros que terei na estrada da vida e no meio de experimentos sociais nos quais farei parte, ainda sobrará esse canto isolado. Lidar com espaços vazios faz parte de quem eu sou hoje, mas não que eu me orgulhe, na verdade é um mergulho para o fundo de um mar sem vida. É silencioso e deveria ser de inteira paz, é um lugar para qual eu fujo das minhas balbúrdias. Acredito em uma ínfima porcentagem, que fui destinada a viver assim.














