samhoullou:
Obras. Ah!! Malditas obras. Sérgio era um cara tão relaxado que praticamente noventa e sete porcento de todas as coisas ruins não o atingiam muito profundamente (alguns diriam acomodado é irresponsável, claro, mas ele preferia o termo ‘tranquilo). Mas puta que pariu, como ele odiava o som de obras!! “Ae, pô, tem gente tentando dormir aqui! Bora respeitar o sono alheio? Tá cedão pra isso” Argumentou, sem ter a certeza de que o responsável pelos sons insuportáveis sequer o escutaria devido à porta fechada do apartamento imediatamente em frente ao seu. Na verdade não estava cedo; o relógio marcava mais de onze horas, o que levava embora seu argumento, mas e daí? Para o Magalhães, até que ele almoçasse ainda era manhã - e toda manhã era cedo demais. Estava quase batendo na porta quando a furadeira começou outra vez quando outra vizinha apareceu no corredor, aparentemente reclamando da mesma coisa. “Tá vendo isso, Mara Maravilha?” O apelido proferido com intimidade foi acompanhado das mãos que repousavam na própria cintura, como quem não se conformava com a situação. “Esses cara chato aqui, batucando até umas hora. É praticamente madrugada!! Hoje é domingo, cara. Devia ser proibido isso aqui.” Resmungou. “Quer saber? Eu vou mostrar quem é que manda aqui” E então, levado por um ímpeto incomum, bateu na porta com força desnecessária. Mostraria só ao insuportável que fazia aquela barulheira toda!! Falaria um monte, e se achasse ruim, Sérgio daria um soco na fuç… Oh. Definitivamente não estava esperando pelo brutamontes de dois metros e cem quilos que abriu a porta, mal encarado. “Eu…er…b-bom dia amigão.” O pedreiro o encarou irritado, perguntando logo o que eles queriam. “Ah! É que minha amiga aqui queria falar com vocês” Mentiu.
Tudo naquela cidade era um caos e lidar com vizinhos inconvenientes era uma situação em que ela pensava em fazer terapia para saber se estava completamente louca. – São sete horas da manhã meu senhor, você deveria saber que isso que você está fazendo é completamente fora de noção fora que existe uma lista para saber se nos acatamos o que você esta fazendo? – Samara estava praticamente alterada quando do nada ouviu alguém também questionando – Mara o que?- se virou com os braços cruzados – Como assim?- o sorriso foi espontâneo naquele horário da manhã, e isso, deu a entender que todo mundo que morava ali não batesse bem da cabeça – Que merda viu! - a mesma deu um recuo e a primeira coisa que fez foi sentar no chão para pensar numa estratégia de como contorna a situação por que no fundo sabia que estava sozinha e poderia fazer mais nada, já que o outro inquilino tinha jogado tudo nas suas costa – Você vai me ajudar ou vai sempre dizer que sou eu? – na mesma hora se levantou e se aproximou do rapaz – É possível usar esses músculos para tentar tira esse equipamento barulhento da mão dele? – Disse para o colega de lado e ao mesmo tempo teve uma ideia e se aproximou do brutamontes que já estava questionando e falando muita coisa para que ela se calasse e voltasse para sua casa, na mesma, hora entrou na casa pegou o telefone e ligou para o guarda da rua, pois, sabia que naquele horário o cara fazia muita questão para ganhar um toco – “Alô?” Alguém? – Não teve o retorno mediato, pois, tudo estava dando errado e para aliviar seu estresse a primeira coisa que viu foi um copo em cima da mesa e jogou no chão, a mesma saiu enfurecida da casa e sem pensar duas vezes invadiu a casa do inquilino e pegou a droga do equipamento que estava fazendo muito barulho e jogou no chão e começo a pular em cima dele – “Essa porra, de... Equipamento... são sete horas da manha porra”. – o equipamento parou de fazer barulho e percebeu um cheiro estranho no ar, quando percebeu que tinha quebrado e foi dali que a mesma notou que tinha passado dos limites. O brutamonte muito enfurecido se aproximou dela – Acho que temos que correr daqui , o que você acha? – Se virou para o rapaz clamando ajuda.













