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“Eu não sei o que é pior, treinar futebol no frio ou só ficar no frio parada.” Se balançou pra que o frio fosse embora, mas nada parecia adiantar. Mesmo que morasse num lugar mais frio que a cidade atual, não conseguia deixar de ser friorenta, gostava de ficar aquecida e quando não estava ficava sem ânimo pra nada. “Será que se eu fingir que eu to doente até a primavera a treinadora acredita?” || @sagce
“ficar no frio parada.” falou, ainda que não estivesse totalmente segura daquilo. sage não era de sentir tanto frio, do contrário, não usaria roupas tão curtas. mas ainda assim não era fácil pra ela decidir aquela opção. no fim das contas, todo mundo sentia muito mais frio quando não estava em movimento. “ah, ela com certeza vai acreditar.” concordou, debochada. “ela não é boba embora parecia uma.”
aramvnta: flashback.
“aí depende muito, minha mãe tem seus momentos. mas aconteceu alguma coisa?” minty perguntou, um tanto hesitante em tocar no assunto familiar por não saber se traria desconforto a montez falar sobre. seja lá o que fosse. “eu sempre digo que ele é meu irmão de outros pais e ninguém acredita, ai, ai. e nos acha tão parecidos assim?” questionou, achando curioso o comentário tão repentino de sage. adoraria ouvir os motivos para ela achar aquilo, como tinha a mais plena certeza que acabaria rindo daquilo. “nem eu, é exatamente por isso que nós duas somos almas gêmeas. pensa que você não é irritante comigo e eu não sou com você, aí é o que importa. e se você discordar e dizer que eu sou irritante, vou te bater.” declarou, até pegando o travesseiro ao seu lado e o erguendo como uma ameaça para a mais nova. o pôs no colo e aguardou as sugestões da melhor amiga, não deixando de achar engraçado como angelo fora a primeira pessoa que ela sugeriu para a história toda. “ah, mas eu quero mesmo. tô com uma lista cheia de motivos pra me vingar desse arrombadinho, acredita que agora ele até quer passar do meu recorde no dancing road? e nem vamos falar do outro negócio antes que eu mate você também.” fez uma careta, lembrando da inconveniente ligação que tinha se tornado a forma do amigo descobrir sobre seu (ex) relacionamento com hazel. isso se pudesse sequer chamar aquilo de relacionamento, não era como se realmente tivessem algo. “irritar os homens é sempre bom, não vou negar. mas o que esse encosto tá fazendo que não larga do seu pé ainda?” como não lembrava 100% daquela história, achou melhor perguntar. “aí pra terceira pessoa… ia dizer pra gente encher um nerd, mas daí só lembro da doida, a amiga da doida, o caleb e o seth. e não quero perder tutor de novo.” franziu o nariz, lembrando-se de hazel e então revirando os olhos. “podemos ir com a hayley ou o chris…? não sei.”
“não, nada.” mentiu, ainda que fosse amigas, sage estava acostumada a lidar com os seus problemas sozinha. preferia bem mais fazer a linha feliz e boba a maior parte do tempo, ainda que se disponibilizasse a ouvir todos os problemas da loira a maior parte de seu tempo. “vocês são quase a mesma pessoa. isso é assustador, devem dividir o mesmo neurônio.” deu risada, porque no fundo sabia que aquilo era bastante possível. sage gostava dos dois, conhecendo-os o bastante para ter propriedade no que dizia. “vou discordar, porque é quase impossível que eu não seja irritante com você.” preferiu não falar nada da loira uma vez que estava sendo abertamente ameaçada. mas o que dizia era sério, porque sage no fundo se achava bastante irritante. como poderia não ter enchido a paciência da garota ainda? “te deixo encarregada de fazê-lo passar por todo sofrimento.” disse, referindo-se a pequena vingança que araminta tinha contra angelo. sage não estava em posição para dar pitaco. “quantas vezes eu vou precisar pedir desculpas? eu não sabia que você não tinha conversado com ele sobre isso. vocês não são os “melhores amigos”?” fez aspas com as mãos, debochada. ficava um tanto quanto enciumada com aquilo, mas jamais admitiria. fosse como fosse, odiaria perder o posto que tinha na vida de ambos. mesmo que sequer fosse tão relevante assim para angelo quanto ela gostava de pensar que era. “e que merda é dancing road?” perguntou, o cenho franzido em confusão. “ah, ele me viu na praia tem uns dias. queria curtir comigo de novo e eu meio que não tava na vibe, não ando na vibe de ficar com ninguém. assustador, eu sei. mas ele achou que eu estava flertando, aí já viu. ego de macho hétero me dá nojo, às vezes.” pôs a língua pra fora, fazendo uma careta enjoada. “tá doida? não vamos passar um trote pro chris.” repreendeu, mudando logo sua postura. “liga para aquele menino estranho do senior year. aquele que dizem que ele faz coisas ilegais na internet. vamos fingir que somos a polícia.”
angeloxgray: flashback.
.— Eu sou bem imprevisível, então nunca se sabe quando meu disfarce humano vai se desfazer e revelar um alienígena sanguinário, sabe? Só que também não posso prometer nada… — disse divertidamente dando de ombros. Angelo gostava de brincar e fugir de tópicos que pudessem ser sensíveis, mas claro que existia um ponta de verdade quando citou a possibilidade de assustá-la, porque se conhecia bem o suficiente para saber que muitas características suas não eram bem vistas por muitos e que existia a opção de Sage estar dentro dessa lista, infelizmente. Estavam saindo e se divertindo sem grandes responsabilidades ou expectativas e isso estava ajudando o garoto a se manter relaxado, porém pensar em vê-la se afastar por algum deslize seu causava um desconforto maior que o imaginado. — Acho que esse é um superpoder que todos pais têm e Deus me livre ser um deles. — sua fala era descontraída, mas esse também era um motivo para o moreno não se ver com filhos no futuro, porque o a última coisa que desejava era se tornar o tipo de pessoa que menos gostava, além de que não se imagina algum dia sendo responsável o suficiente para lidar com uma criança. O melhor é viver a própria vida sem preocupações e sem passar maldições para próximas gerações. — Atrapalhar? Você vai dar é um up na nossa viagem, isso sim. Então pode ir arrumando sua mala para o melhor fim de semana de todos! Anota aí. — Se estava exagerando? Óbvio, porque nem Angelo sabia exatamente o que iriam fazer em L.A, mas precisava vender o seu peixe e a ideia de ter a companhia de Sage o deixava bem ansioso. — Qual o problema de fazer testes do Buzzfeed? — simulou estar ofendido com o comentário da morena. — Sei que é chocante eu ter tédio, mas a vida tem dessas. — argumentou elevando as mãos em rendição e chegava a ser um pouco triste perceber o quão entediado estava naqueles dias, porque sua maior fonte de entretenimento estava sendo exatamente esses testes inúteis de internet. — Claro! Quem mais toparia roubar a tequila do Diabo comigo? — questionou com um sorriso brincalhão, pois o fato da garota aceitar com tanta facilidade participar de seus planos imbecis servia como uma carta trunfo e gostava de pensar que esse era o principal motivo para se pegar pensando tanto nela, mas até parece que ela era a única… Ainda bem que nem Araminta ou Richard conseguiam ler sua mente, porque algum deles ficaria bem chateado com isso. — Stegt flæsk med persillesovs, é um nome meio estranho mesmo, mas o gosto… — e então deu um beijinho na ponta dos dedos de sua destra num verdadeiro chef kiss. — Soube que tem um restaurante que serve esse prato no outro lado da cidade. Se for bom o de lá, posso até te levar para conhecer. — jogou a ideia na roda tentando ao máximo não conciliar o cenário com um encontro, porque isso talvez soaria muito emocionado de sua parte. Um sorriso orgulhoso iluminou seu semblante com a risada feminina, porque esse era seu objetivo com uma pergunta tão idiota. — Ah, mas e se você conhecesse alguém que não se importasse com seus “ié ié glu glu”? Com certeza seria um desperdício escolher não transar. — rebateu como se ela tivesse feito a escolha errada, embora não possuísse certeza de que preferiria o gemido exótico. — Não acredita? — arqueou o cenho fingindo surpresa para esconder sua postura de campeão. — Bloqueada. Reverse, sou eu. Reverse, eu de novo. Mais dois. Mais dois de novo. Bloqueada e aqui meu uno para você. — disse jogando as cartas na pilha uma atrás da outra. Um overkill de respeito. — Pode acreditar agora enquanto tira alguma coisa. — comemorou com um sorriso debochado enquanto levava as mãos para trás para se apoiar e poder lançar um olhar desafiador a Sage.
o olhou não tão convencida de suas palavras, tentando segurar o riso ao vê-lo se esforçar com aquilo. seria melhor deixá-lo se enganar com algo assim? certamente que não. “com essa cara de bebê que você tem? você é completamente inofensivo, angelo. as chances de alguém assustar alguém aqui são minhas, desculpa te decepcionar.” debochou, feliz pela distância que existia entre os dois, do contrário teria feito uma pequena loucura para provar o seu ponto. de certo que sua incapacidade com relacionamentos derivava justamente do fato de jeito que a montez tinha com terceiros. embora já houvesse notado que sua dinâmica com ele fosse muito diferente do que com qualquer outro. se isso era um problema ou não, ela não sabia. “ah, não. você não quer espalhar mini angelos por aí?” fez uma cara indignada, como se houvesse sido acertada por suas palavras. preferiu mudar o curso da conversa antes que começasse a falar das últimas descobertas de seus pais e estragasse o clima por completo, mesmo que o assunto que iniciara também não fosse lá dos melhores. filhos? nem ela sabia se queria tê-los. se fosse ver o histórico de seus pais, certamente seria uma péssima mãe. “você sabe que eu não vou dar up nenhum, né? você ‘tá doido.” balançou a cabeça, tentando disfarçar o sorriso que surgiu em sua boca sem controle ao passo em que percebeu que ele parecia animado com a sua presença. estava ficando doida ou começando a criar sinais? “o quê? não tem problema nenhum.” ergueu uma das mãos, em sinal de paz. mas não conseguiu conter tanto o sorriso em sua boca quanto o comentário: “mas quais testes você faz? aqueles pra saber se a crush gosta de você?” se permitiu arquear uma sobrancelha, atrevida. sabia que estava longe de ser aquela a resposta que ouviria, mas não conteve a ânsia em debochar a respeito. ao menos ela estava fazendo aquele tipo de teste. em segredo, é claro. “é verdade que só você me faz topar as ideias mais absurdas.” admitiu, rindo. mas o sorriso sumiu da cara ao perceber o que fazia. por que estava sorrindo tanto? era mesmo doida ao ponto de topar tudo quando se tratava dele, e mal sabia porquê o fazia. sage gostava da companhia de angelo, apenas isso. sempre tentava se convencer disso. coçou a nuca, um pouco sem graça ao escutar sua pergunta. ele havia acabado de convidá-la para um encontro ou o prendedor de seu cabelo estava apertado demais e começava a esmagar os poucos neurônios que lhe restaram? “eu... iria adorar.” falou, umedecendo os lábios. abaixou os olhos para as cartas mais uma vez, muito embora já soubesse que havia perdido aquele e jogo e muitos outros. “é sempre um desperdício não transar, mas nesse caso, eu certamente afastaria todo mundo. quem ia gostar de me ouvir gemendo isso?” cruzou os braços, esperando como se ele pudesse ter a resposta para aquela pergunta. mas não tardou a fechar os olhos ao vê-lo tão seguro de suas palavras, praguejando-se por ter ido com tanta sede ao pote quando o fez tal desafio. abriu a boca ao perceber que havia sido massacrada, um pouco chocada com as habilidades dele, tinha que admitir. “nossa, que filho da p...” conteve o palavrão ao perceber que estava ferrada. já não usava tantas coisas para poder tirar em uma das suas gracinhas. meias, sapato... não existia nada assim que pudesse recorrer. então, muito descontente diga-se de passagem, tirou a camita pela cabeça, revelando o sutiã de renda ainda a contragosto. como odiava perder. “feliz?” se exibiu, embora a cara insatisfeita estivesse presente. “eu vou querer uma revanche agora mesmo. e pode tirar esse sorrisinho da cara porque você não vai me deixar sem roupa.”
៹ ˖ ❪ ˙ ˖ ♡ ❫ 𝐒𝐀𝐆𝐄 𝐌𝐎𝐍𝐓𝐄𝐙 𝒊𝒏𝒔𝒕𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒊𝒍𝒆 ━━ 𝐟𝐭 @angeloxgray.
set the tone, when it's just me and you alone, never lonely in the room, breathin' slowly oh, you know me, yeah meditate, you can take me to a place where we can be all alone, i let you hold me .

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Grey’s Anatomy
chloeastleyx:
Não conhecia a família de Sage, mas o simples detalhe de que a mãe dela se preocupava com a saúde dela pros esportes era algo que Chloe queria ter na própria vida, porque seus pais haviam largado mão totalmente do seu interesse em permanecer na patinação, por exemplo, e precisava se virar totalmente sozinha. — Não fica, não! Vi que são só três quarteirões, dá para andarmos tranquilamente até lá. — até que Astley sabia dirigir e tinha carteira, mas duvidava que os pais da garota iriam permitir que a amiga pegasse no volante, sem falar que ela própria não era a motorista mais corajosa do mundo já que imaginava que um carro era praticamente uma arma em movimento. — Obrigada. Eu gosto de pensar nessas coisas para não ficar deprê com atividades que gosto, mesmo que no fim nem seja uma verdade, sei lá. — deu de ombros com uma risada, porque sabia o quão sonhadora poderia soar para as pessoas quando falava sobre seus pensamentos. O que não era de todo uma mentira. — Então diria que seu estilo de romance pessoal é a comédia romântica. — refletiu achando graça, porque parecia um tipo de história interessante de se viver. — E eu super acredito que um dia você vai encontrar a pessoa. Só não ficar pensando muito nisso… pelo menos é uma dica que sempre recebo, porque dizem que ficar pensando demais afasta, sei lá. — não entendia a lógica, quando existia uma linha de pensamento que pensar atrai. — Não sei, às vezes o pessoal acha essas coisas chatas e eu não sei o que você curte. Eu não estipulei nenhum horário com minha família, então se achar uma boa ideia vermos os dois, eu super topo! — disse animada com aquela sugestão da Sage. Buscando sua mochila sobre a cadeira, procurou sua carteira para pegar apenas o dinheiro necessário para saírem ao mercado comprar os sorvetes. — Melhor acelerarmos para não andarmos por aí de noite. — porque já era fim de tarde e não parecia muito seguro encarar as ruas escuras.
“então, vamos logo.” pegou sua bolsa juntamente com a carteira, esperando que a garota se apressasse para caminhar ao seu lado. “e por que não seria? você tem essa aura calma e é tão simpática, não vejo porquê um garoto não se interessaria por você.” deu de ombros. não via problemas em elogiar as amigas, principalmente quando sabia que isso poderia melhor a sua autoestima de alguma forma. chloe era uma das garotas mais doces que sage conhecia, quem seria idiota de perder isso? “comédia romântica? será? acho que estou mais para comédia.” deu uma breve risada, balançando os ombros. todos diziam que era tão engraçada, para alguma coisa isso poderia servir. “ah, não. eu não penso tanto nisso, gosto da minha vida de piranha. só que às vezes é legal se colocar nessa narrativa. mesmo que isso não seja pra mim.” não sabia se o que dizia faria muito sentido, chloe parecia ser uma garota muito diferente, com ideais diferentes. mas esperava que ela entendesse ao menos as suas intenções. ou qualquer coisa parecida. “eu curto muitas coisas. não sou tão seletiva, acho que posso ver de tudo. a menos que isso não inclua gore e matança.” alertou de antemão, sendo um gênero de filmes que sempre passava longe quando as opções estavam abertas. “então, perfeito!” comentou, animada. puxou chloe pelo braço, entrelaçando o seu ao dela quando caminhavam lado a lado em direção a loja indicada. por sorte, não ficava mesmo tão longe, podendo assim comprar tudo que era necessário a tempo.
chrisxlee:
“mesmo? posso pegar o outro, todo caso” se ofereceu, realmente não dando importância em passar mais alguns segundos ali. deu um sorriso com a piada dela, mas conseguia sentir que havia algo errado. não queria ser intrometido, todo caso, preferindo deixar o assunto por baixo no momento. “é meio problemático as coisas serem tão altas, mas enfim.. certeza de que está tudo bem? você parece meio aérea” tentou abordar de forma discreta, nem mesmo sabendo se aquela era a melhor palavra descrever para a impressão que sage havia deixado em si. conversavam pouco, mas chris percebia detalhes muito pequenos na personalidade dos outros e utilizava deles para conseguir medir o humor no ambiente. “o que você tem feito? eu e a minty sempre comentamos que treinar longe do time acabou ficando esquisito” coçou a nuca levemente. e não estava nem falando do grupo completo, gostava da pequena ‘panelinha’ de quatro pessoas que havia se formado. “e estamos conversando com a treinadora para participar de uma competição entre outras escolas, queria muito ver você participando”
“não! não precisa. obrigada.” se apressou em dizer, segurando a cesta entre as mãos com mais firmeza. ser baixinha era um problema que não conseguiria resolver com facilidade, o que lhe causava diversas situações constrangedoras. “sim, está tudo certo.” saiu do lugar, indo em direção a outra prateleira. não queria falar sobre, menos ainda com chris, por isso, pegou a primeira coisa que alcançou. “nada demais, descobri uma grande habilidade com jogos mobile e é com isso que tenho gostado de fazer. e você?” não era totalmente mentira, mas preferiu deixar como estava. aquele recesso estava sendo passado em sua maior parte do tempo solitário, então não era como se sobrassem muitas opções. “eu não vou.” deu de ombros, não sendo algo realmente novo para chris uma vez que já havia falado de suas inseguranças quanto a patinação nos últimos tempos. portanto, apenas deu de ombros. “mas provavelmente vou estar lá torcendo por vocês caso a treinadora aceite.”
calliwpe:
( to: sage ) → tô aqui, cadê vc?
encostada no carro estacionado, respondia às conversas em seu celular enquanto aguardava a chegada de sua amiga. estava mesmo precisando de um pouquinho de diversão e a companhia de sage nunca falhava com isso; certamente as férias do verão passado seriam a perfeita prova disso. ao terminar de responder às mensagens de zoe, levantou o olhar na esperança de avistar a montez. “sage!” exclamou ao identificar a menina na calçada, acenando com a mão destra, já guardando o celular no bolso e andando rapidamente até ela. “e aí, pronta pra pagar seu mico do recesso comigo hoje?”
correu para chegar na hora marcada, fugindo um pouco do clichê de sempre chegar atrasada nos lugares. no recesso, estava com bastante tempo livre devido a falta de atividades úteis para fazer, logo, não queria deixar a garota esperando. callie era uma boa companhia, a montez tinha boas recordações dela de suas últimas férias de verão. por isso, se apressou para conseguir pegar o ônibus no horário indicado, encontrando com callie assim que desceu no ponto onde haviam combinado. “oi, desculpa a demora. não te fiz esperar muito, né?” perguntou, arrumando o cabelo despenteado pela ventania da janela. “mais do que já venho pagando nesses dias? e isso é possível?” riu, entrando no clima. “estou pronta.”
angeloxgray:
Por mais que Sage afirmasse ser bastante aberta, Angelo duvidava um pouco disso, porque sabia que existiam certos tópicos da vida dela que a garota se esquivava de responder ou falava com praticamente nenhum detalhe, mas não podia julgá-la por isso, pois sempre existem coisas que não são muito boas de externar. — Além de ser mais divertido, assim também tenho a certeza que você vai responder. — falou com simplicidade, embora não tivesse interesse em tocar nos gatilhos dela, pois aquele era um momento de diversão e nem era justo fazê-la se sentir desconfortável. Esperando receber uma resposta ambígua ou irônica e não a que realmente saiu da boca da morena, o cenho de Gray arqueou em surpresa e até assumiria uma postura orgulhosa como sempre fazia se não fosse o seu coração vacilando por um segundo. Será que estaria sendo muito emocionado por se sentir afetado por algo que parecia uma simples brincadeira? Tinha que admitir que fazia um tempo desde que seu interior começou a reagir de forma anômala na presença de Sage e por mais que curtisse os beijos femininos e a visão privilegiada que tinha dela sobre si (e sob si), não parecia ter relação com isso exatamente. Algo a mais? Era difícil dizer. — Vou me esforçar para não te assustar muito. — decidiu responder ao comentário com uma brincadeira por não ter ideia de como interpretar o que estava rolando. Ouvindo com atenção à fala de Sage, o moreno jogava as cartas sem tanta estratégia assim só para que o papo não se cortasse rápido graças a algum surto no jogo. — Pouco ânimo para festa? Seus pais são dementadores ou algo parecido? — perguntou com um tom divertido, um sorriso surgindo ao lembrar de uma coisinha. — Hm, eu, Minty e Dick estamos planejando fazer uma roadtrip até L.A nesse fim de semana, então se quiser se juntar a nós… Acho que vai ser bom para animar. — o plano nasceu de Araminta e Richard, nem sequer sabia se estava tudo bem convidar alguém de fora para o esquema que seria só entre os três, mas Araminta era melhor amiga da Montez, então seria dois votos contra um… embora não duvidava que Dick iria curtir a ideia de ter mais gente no grupo só pelo espírito farofeiro dele. Então tudo certo. — Acredita, nisso? Fiz um teste do Buzzfeed que falou sobre minha ida ao inferno e também fiquei chocado. — dramatizou negando com a cabeça e um semblante entristecido. — Sempre bom estar acompanhado nesses lugares novos, então vamos colar e explorar o inferno juntos. — não conseguindo manter a postura séria, Gray soltou uma risadinha com o cenário absurdo. — Difícil eu me cansar de você. — murmurou dando de ombros, porque suas personalidades eram bem compatíveis e se divertida bastante na presença dela. Era mais fácil ela se cansar dele. Antes que fosse capaz de falar mais alguma coisa, Angelo só viu o +2 sendo colocado no monte. — Por que não? ‘Tá com medo do carma? — riu se balançando só para sentar com melhor postura e receber a pergunta. — Hm, pergunta difícil… Eu acho que pizza, porque tem vários sabores e eu posso ficar variando, mas se for para escolher uma coisa muito específica… Hm, acho que stegt flæsk med persillesovs. Nome complicado, mas é basicamente carne de porco com batata e molho de salsa, coisa de dinamarquês. — se existia uma coisa que sentia saudades de passar o natal com sua família paterna, era esse prato. Depois de pegar as duas cartas do monte e esperar uma nova jogada da morena, Angelo riu ao ver que tinha em mãos um +4 perfeito para usar e fazer uma corrente de bloqueios na garota para descartar grande parte de suas cartas. — Eu acho que foi destino, mas também vou pegar leve. Você prefere ter que gritar “ié ié glu glu” sempre que transar ou nunca mais transar?
“vai tentar não me assustar muito?” umedeceu os lábios discretamente, tentando conter um sorriso divertido que por pouco não lhe tomou a boca. para sage, parecia absurdo pensar que angelo poderia lhe assustar de alguma maneira, ela considerava bem mais que o oposto era algo mais propenso a acontecer, se parasse para pensar a respeito. mesmo assim, concordou com a cabeça. dizendo implicitamente que, estava disposta a deixá-lo tentar. “acho que são, eles acabaram com todas as minhas energias.” embora o tom fosse divertido e os lábios até estivessem repuxados em um sorriso, era um tanto quanto doloroso admitir aquilo. se pegou pensando que, talvez começava a sentir saudade da época onde eles a tratavam com certo descaso. levantou os olhos de suas cartas ao escutar o convite, as sobrancelhas logo se unindo um pouco confusa. “tem certeza disso? eu não quero atrapalhar ou sei lá. mas se estiver tudo bem, eu topo.” deu de ombros, se certificando. não que estivesse muito animada para aquele tipo de programa, porém, era melhor do que continua em seu quarto fingindo estudar ou pintar as unhas dos pés pela décima vez. “você faz testes do buzzfeed? eu sim estou chocada.” debochou, ainda que não tivesse muita moral para tal. ela vez ou outra se pegava em testes parecidos para passar o tempo. “nossa, você seria a minha companhia até no inferno?” pensou no que dissera após ter dito, os olhos seguindo até ele como ímãs em uma ação impensada. não soube dizer por quanto tempo ficara o encarando, saindo daquele pequeno transe só quando notara que era a sua vez de jogar uma carta. preferindo assim voltar sua atenção a elas antes que da boca escapasse outra besteira. foi difícil voltar a concentração quando o escutou outra vez, a fala a pegando de surpresa por ter sido tão convicta. não o diria isso mas era bem fácil se cansar de si. “stegt o quê?” riu, achando a palavra engraçada mesmo sem saber o que exatamente significava. “o nome é estranho mas parece gostoso.” concordou, fazendo mais uma jogada. sabia que uma pequena vingança viria em breve, mas não pensou que seria tão rápido. “isso é pegar leve? como você é ridículo.” caiu na gargalhada, não conseguindo parar de rir durante algum tempo. após se recompor, começou a pensar em sua resposta. “se levado em consideração que ninguém nunca mais iria querer transar comigo depois de me ouvir gritar “ié ié glu glu” acho que eu prefiro ficar sem sexo.” não sabia se estava totalmente certa daquela resposta, mas era a menos vergonhosa se colocado dentro de sua realidade. pegou as cartas da pilhas, esperando sua vez de jogar. “eu não acredito que vou perder pra você nesse jogo.” resmungou, descontente.

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angeloxgray:
aramvnta:
no instante em que ouviu a voz de @angeloxgray, o olhar de araminta se arregalou de tal forma que poderia até ser cômico se não fosse trágico. deixando o celular cair em seu colo, acabou só escutando as vozes em um som consideravelmente baixo de ambos os amigos. simplesmente a loira não acreditava no que estava acontecendo. como diabos sage não tinha se tocado que era para ser uma ligação privada entre as duas? sentindo até um pouco de raiva, respirou fundo, se permitindo deixá-los no vácuo por um momento enquanto recuperava o aparelho e colocava no viva-voz. “mas que porra digo eu, angelo! desde quando que você fica ouvindo as nossas conversas? então é isso que eu ganho porque minha amiga inventou de grudar com você de casalzinho? ai, sinceramente, que ódio.” esbravejou com ambos pelo telefone, apoiando-o ao seu lado na cama. “e tô vendo que é a suja falando da mal lavada, porque vocês dois ficarem juntos aí também é bem peculiar.” continuou com suas reclamações, incomodada de verdade com toda a situação. certamente que pretendia contar para o melhor amigo num futuro, mas em seus próprios termos. ugh. “a gente não ‘tava namorando, me tira dessa narrativa e nem repete isso do nada. só estávamos, sei lá, ficando, e ela me dava umas aulas. aí essa doida surtou do nada e eu vou ter que ficar com uma tutoria a menos.”
Angelo sabia muito bem que ficar de intrometido ouvindo a conversa alheia era errado, mas Araminta era uma de suas melhores amigas, então não via problema em fica fuxicando a vida dela em silêncio. Também sabia que deveria ficar em silêncio para são sobrar para @sagce, porém aquela notícia do namoro da loira havia sido chocante demais para que conseguisse evitar que as palavras escapassem de sua boca. — Óbvio que é! Acabei de descobrir que minha melhor amiga não conta nada para mim! — reclamou alto para que a garota do outro lado escutasse muito bem. — Ah, nem venha querer mudar de assunto, Araminta. Desde quando ‘tá rolando essa dança do acasalamento entre você e Hazel, ein? — porque essa cena parecia louca demais para que a cabeça do garoto conseguisse processar, afinal, as duas eram tão diferentes. E como caralhos Hazel se mostrava mega abusada consigo, mas ficava de beijinhos com a Rowland quando os dois eram praticamente a mesma pessoa? Isso era um completo absurdo! Mesmo que a morena tentasse afastar o celular, Gray se aproximava da mesma forma, não hesitando nenhum pouco de ficar praticamente em cima dela se fosse necessário. Até responderia ao comentário da loira sobre serem peculiares juntos, porque o rapaz discordava completamente dessa afirmação, mas decidiu deixar a cargo de Sage rebater isso. — Dando aulas, hm? ‘Tá certo. — disse nenhum pouco convencido desse objetivo, porque essa havia sido a desculpinha usada por ele e Montez para começarem a se envolver e não imaginava que a melhor amiga iria bater nessa mesma carta.
foi difícil não moldar uma cara de culpa ao ver a amiga esbravejar do outro lado da linha, mesmo que ela sequer pudesse vê-la de onde estava. sage se sentia um pouco mal por ter sido ela a falar a respeito, mas não podia imaginar que o garoto não sabia de nada uma vez que se diziam tão amigos. “ei, não coloca a culpa em mim, não. todo mundo aqui é amigo, e eu pensei que ele já soubesse. não dava para adivinhar também, né?” mordeu o canto da boca, preocupada em ter causado algum conflito, mesmo soubesse que embora os dois estivessem quase gritando um com o outro pelo telefone, não era uma questão realmente. “e eu sou suja, por quê? nós não somos peculiares juntos. além do mais, eu e angelo não somos a questão aqui, estávamos falando do seu namoro.” se arrependeu do que dissera pouco tempo depois de já tê-lo dito. @aramvnta a conhecia e sabia de coisas o suficiente para ferrá-la ali sem muitos esforços. fazer piadas com sua relação com a healy dava a abertura para que a loira fizesse o mesmo, e sage estava em desvantagem ali. “hm, a desculpa das aulas é mesmo velha...” riu, mesmo que não estivesse em posição de fazê-lo. “ai, relaxa aí vocês dois. quanto drama. pronto, agora o angelo sabe e isso muda o quê? porra nenhuma porque as duas continuam brigadas. e inclusive até agora não entendi nada dessa briga.”
angeloxgray:
Era curiosa a forma como a confiança e insegurança de Sage oscilavam como uma verdadeira montanha-russa, porque a garota parecia sempre marcada por esses extremos: ou ela tinha a certeza de que iria acabar com sua raça ou tinha a certeza de que iria falhar miseravelmente; não existia meios-termo. — Só jogando para descobrir. — disse sem grandes detalhes, porque não era como se quisesse arrancar apenas verdades ambíguas e provocativas, Angelo queria conhecer a morena em sua totalidade, mas não achava necessário revelar isso naquele momento até porque ela deveria já saber disso. Um sorriso travesso surgiu no canto de seus lábios com o duplo sentido presente no comentário feminino, pois era inevitável não ter algumas cenas sendo reproduzidas em sua mente quando ela falava esse tipo de coisa e isso era jogo sujo com certeza. — Sempre bom saber que você gosta desse meu lado. — rebateu pegando as cartas distribuídas para dar uma olhada no próprio jogo antes de tirar uma sobre o monte e colocar virada sobre o sofá para dar início. — Você entendiada? Isso aí é novidade. — riu baixo fazendo a primeira jogada. Sage parecia ser alguém que sempre tinha alguma ideia sobre o que fazer, então ter conhecimento que o recesso estava não sendo a melhor coisa para ela também era uma coincidência infeliz. — Na verdade, eu também não. Por alguma razão, tudo parece estar tão parado e muitos amigos meus estão viajando. — e alguns de seus parentes ainda estavam enchendo a porra do saco. — Se o purgatório for assim, eu vou querer descer pro inferno assim que morrer. — porque Angelo estava longe de ser um santo para ir ao céu. — Se quiser passar o resto do recesso aqui… podemos ficar no tédio juntos tirando a roupa ou embebedando o outro. Ou quem sabe os dois.
juntou os cílios, desconfiada. apesar de ser uma excelente jogadora de uno, suas habilidades não eram tão boas quanto as dele, certamente. mesmo que enchesse a boca para se gabar de algo que nem poderia ter controle. no fim, tudo se voltava a sorte. a depender das cartas que iria ter em mãos, poderia estar mais ferrada do que salva. “eu já deixei bem claro que, tudo o que você quiser saber sobre mim, é só perguntar, mas se prefere assim...” deu de ombros, não se opondo as condições impostas. tudo ficava mais divertido, é claro. mas sage temi o rumo das coisas quando havia sido ele a se manifestar a respeito. “eu gosto de todos os seus lados.” admitiu. “até o momento, pelo menos.” brincou, apenas com o intuito de amenizar um pouco o que tinha acabado de dizer. não havia problema em falar aquilo em voz alta, certo? o motivo pelo qual o havia feito, esse sim, ainda era uma incógnita. “é, eu sei. mas é que o meu ânimo pras festas anda um pouco escasso, os meus pais tiraram as férias para encher o saco e a última coisa que eu quero é treinar no momento. então, tédio.” se perdeu um pouco no jogo conforme falava, jogando uma das cartas apenas pela cor da última na pilha. “e ainda tem isso. as viagens. eu dava tudo por uma viagem também.” fez um beicinho, rindo do comentário alheio logo em seguida. “sem chances do anjinho ir direto pro céu? não acredito nisso.” debochou, rindo mais uma vez. “mas olha, acho que eu prefiro também, se for esse o caso. de todo modo, vamos juntos pro inferno, não se preocupe.” mandando uma das suas piscadelas, falou. logo se surpreendendo com sua fala seguinte do garoto. sage andava passando tanto tempo com angelo nos últimos dias que estranhou o convite. “é sério? quer dizer, você não está cansado de mim, não?” riu de sua própria pergunta, sendo um pouco inevitável não fazê-la. “mas eu aceito, antes que pense duas vezes. quer dizer, você usou as palavras certas pra me convencer. beber e tirar a roupa são coisas que eu gosto de fazer.” e ao voltar para o jogo notou que já não tinha cartas ou números semelhantes com a última opção, sendo obrigada usar o seu +2 que estava guardando. “vou pegar leve só porque não estava pretendendo jogar essa carta. fala uma comida que você poderia comer pelo resto da vida.”
CONTINUAÇÃO DESSA INTER
— Também é por causa de dietas? — perguntou curiosa, porque também existia a possibilidade dela ter alguma intolerância que melhorava e piorava com o passar do tempo. No caso da Chloe, sua alimentação era bem restrita para manter tanto o peso dito como ideal para a patinação tanto o seu condicionamento físico, então eram poucos os momentos em que se permitia comer algo menos saudável. — Então vamos comer esse, porque ele é fantástico de tão bom! Quando estava vindo para cá, vi um mercadinho aqui perto, então acho que podemos passar lá. — a garota é bem observadora, especialmente quando transitava em bairros desconhecidos, então quando estava se dirigindo à cada da @sagce, não conseguiu ignorar a lojinha e ela deveria saber de qual estava se referindo. — Você fica triste vendo esses filmes? Eu sou o contrário… digo, também fico meio com coração pesadinho porque não estou vivendo algum romance assim, mas gosto de me consolar com a ideia de que o universo está preparando minha história amor. Hm, mas de que forma você gostaria? — desde que começaram a se aproximar graças ao trabalho escolar, Astley gostava de conhecer a Sage e entender as opiniões femininas, porque achava graça na maneira como conseguiam pensar de maneira parecida, porém diferente… se é que isso faz sentido. — Tem um filme dos anos 80 que eu tava querendo assistir chamado “Brazil”, mas não sei se você iria curtir… Podemos assistir Wall-E também, uma mistura de romance com sci-fi e que não envolve pessoas.
“sim, minha mãe é bem rigorosa quanto a minha dieta.” moveu os ombros, deixando que a sua fala fosse interpretada por chloe da forma que ela achasse melhor. sua mãe não era uma figura fácil, o que dificultava a vida da montez 100%, mas mesmo assim, não podia tomar para si o cargo de santa. se sua relação com seus pais era ruim, aquilo também era culpa sua. não tinha para onde correr. “ah, vamos lá! fica muito longe? porque eu não sei dirigir.” deu risada, um pouco envergonhada. a verdade era que sabia dirigir, só tinha medo de estar na posição do motorista. “é um pensamento bastante otimista, chloe. e bonito também.” sorriu para a garota, contente em perceber que as duas eram tão diferentes naquele aspecto. de longe sage pensaria algo do tipo. pelo contrário. mas achava fofo perceber que chloe era daquela maneira. “não sei explicar, mas não quero um romance meloso. acho que nem faz o meu tipo, romance por si só não faz. mas gosto de pensar em ter uma companhia nas minhas loucuras, alguém com quem dividir o álcool, a cama e os pensamentos mais absurdos. mas acho que não vou encontrar essa pessoa.” não era um pensamento pessimista, mas sim, realista. sage não era a melhor com relacionamentos, e não era qualquer um que estaria disposto a embarcar naquela viagem maluca que era se envolver romanticamente com ela. “e por que não? você tem algum limite de horário? podemos ver os dois.”
aramvnta:
“ai, sagie, nem me lembra disso. eu prefiro fingir que nem é comigo até a hora da mamãe berrar que eu tô atrasada pro primeiro dia de volta.” falou com a voz levemente abafada por causa do travesseiro, só então virando o rosto para encarar a melhor amiga. soltando assim um suspiro desanimado. nem queria ver como seria o segundo semestre do ano letivo, toda aquela história de universidade era dor de cabeça o suficiente para ir até a formatura (obviamente). “eu voto pra gente trollar alguém mesmo, tô a fim de encher o saco dos outros. sabe, inspirar no que o angelo faz.” comentou, rindo baixinho. talvez estivesse se reafirmando como alguém de caráter duvidoso por apreciar a ideia de se divertir às custas dos outros, mas nada que fosse fazê-la se sentir mal. “podemos escolher umas três pessoas, que tal? e dar uma variada no grupo de cada uma, sabe, não sermos seletiva e conseguirmos irritar mais gente.” sugeriu, sorrindo em divertimento. “você diz um, eu digo outro e o terceiro nome vemos de alguém aleatório do grupo da turma.”
“pelo menos a sua mãe se importa com você a esse ponto.” deu de ombros, preferindo não entrar naquele assunto embora houvesse sido ela mesma a tocar no assunto. fato era que nos últimos dias andava se estressando demais com seus pais, principalmente a parte do divórcio repentino. sage não conseguia entender. “vocês são mesmo parecidos, isso é tão estranho.” estalou a língua no céu da boca, referindo-se a amizade de araminta e angelo. às vezes, tamanha compatibilidade soava louco para sage, eles mais pareciam a mesma pessoa do que realmente amigos. mas não era da sua conta, então apenas ignorava. “eu não preciso passar trote para irritar ninguém.” deu risada, movendo os ombros. gostava de se exaltar graças as suas habilidades. mas, no fundo, a única habilidade que tinha era ser irritante. “eu não sei, talvez... o angelo. faz ele experimentar do próprio veneno, você melhor do que ninguém conseguiria isso.” era uma sugestão, mas acreditava que a amiga fosse aceitá-la. a lista não estava tão longa. “mas você sempre pode passar um trote para o meu ex contatinho, pra vê se ele não me deixa em paz.” riu, passando uma mecha do cabelo para trás da orelha.
archiewx: vinho ou suco de uva, eis a questão archiewx: qual dos dois vc prefere? archiewx: o quão entediado estou para estar mandando isso? archiewx: descubra nos próximos episódios de archiewx: rivertrash
sagce: e quem toma suco de uva em uma taça de vinho? sagce: diria vinho, mas só porque é o que eu gosto de beber sagce: mas já não faço mais ideia de nada sobre você sagce: ainda acho que mandou errado sagce: mas mesmo assim estou respondendo

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angeloxgray:
— Você realmente se garante, ein. — levantou uma de suas sobrancelhas intrigado com a confiança que ela tinha com o jogo e até chateado pelo fato de que não iria vê-la se divertindo com o baralho, porque com certeza poker era muito mais sexy que uno. — Desse jeito o jogo fica muito mais emocionante. — ofereceu um sorriso travesso a Sage sabendo que não precisava se esforçar com argumentos para a convencer, porque acreditava que o bônus iria agradá-la tanto quanto o agradava. Uma risada lhe escapou com a postura feminina, porque Gray era viciado naquele jogo e, consequentemente, muito habilidoso, então estava confiante de que quem ficaria sem roupas ali era a morena. — Isso é o que você acha, porque não vou ser muito misericordioso contigo. — retribuiu de maneira destemida enquanto embaralhava da melhor forma as cartas antes de distribuir sete para cada. — E como está sendo seu recesso?
“uma mulher com habilidades tem que se garantir.” verbalizou um pensamento, mesmo que no fundo não fosse tão cheia de si quanto fazia parecer, ou gostasse de fazer. era apenas uma das suas estratégias, fazia com que todos acreditassem, o que parecia perfeito em determinadas ocasiões. mas era um fato: sage era excelente no poker. “só me deixou curiosa pra saber quais as verdades você quer arrancar de mim.” admitia que não chegava a ser um livro aberto, mas não existia muito ao seu respeito que o garoto já não soubesse, ao menos era o que ela pensava naquele momento. “eu nunca pedi que você fosse bonzinho comigo.” disse, o duplo sentido em sua frase sendo mais uma consequência do que algo realmente programado. mesmo assim, riu. ao entender o que havia acabo de dizer. “está sendo um tédio.” deu de ombos, preferindo não entrar em mais detalhes. as coisas andavam turbulentas, mas ele não precisava saber sobre aquela parte. “e você? curtindo muito?”
nathwniel:
cruzou os braços em frente ao peito, maneando a cabeça como quem não acreditava no que via naquele momento. “não acredito que você tá fazendo isso comigo. de novo.” suspirou, bem sabendo como a história acabaria. nate nunca fora bom em dizer não para a menina (ou para os seus amigos como um todo, dependendo do que fosse), então nem entendia como ainda perdia seu tempo insistindo na negação. “tá, tá, eu vou. eu vou. mas depois você tem que ir no que eu escolher comigo e não pode reclamar da fila nem nada. combinado?” encarou a montez com uma de suas sobrancelhas arqueadas. na seguida, tomou um gole de seu refrigerante. “só me mostra então onde que fica essa barraca, eu realmente deletei da minha memória.”
“não sei do que você está falando.” fingia demência as reclamações do garoto, forçando a sua melhor expressão desentendida. às vezes era tão burra que aquela personagem era fácil de interpretar. “eu nunca disse que seria o contrário.” concordou, contendo o enorme sorriso que por muito pouco não apareceu em sua boca. “vem comigo.” agarrando a sua mão livre, o puxou junto consigo ao caminhar em direção a barraca onde estava o enorme panda de pelúcia pendurado como um troféu. “é aquele ali.”