a gente tem essa mania de carregar no peito a certeza descabida de que nĂŁo somos capazes
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a gente tem essa mania de carregar no peito a certeza descabida de que nĂŁo somos capazes

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Depois que se vive tantas coisas existe uma maturidade em nĂŁo oferecer conselhos para almas desesperadas.
— Shandy Crispim
É muito louco olhar para alguém e enxergar o seu mundo todo em uma pessoa.
Maria Clara Nogueira.
Tem pessoas que te olham como se vocĂŞ fosse inesquecĂvel e mesmo assim… te deixam ir. E isso bagunça tudo, porque te faz questionar se vocĂŞ realmente significou algo ou se foi sĂł mais um capĂtulo bonito que alguĂ©m decidiu fechar.
Escriturias
Seja quem incentiva outras pessoas Seja quem emana energias positivas Seja luz em meio a escuridĂŁo Seja quem estende a mĂŁo Nessa Cross

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dia do trabalhador
nĂŁo adianta enfrentar esse parasita que Ă© a sua vontade intrĂnseca de sumir, se ele devora minha paz cada dia que passa. o agridoce de te ter tem cada vez mais daquelas primeiras mordidas em que dĂłi bem atrás do ouvido, no final do maxilar ao sentir o gosto. sĂł que ao invĂ©s de sumir quando as papilas gustativas se acostumam com o sabor, cada hora machuca mais. o relĂłgio — apesar de pra frente —, traz pra cada vez mais perto o medo de uma prĂłxima punição fĂsica a um corpo que sequer me pertence. me pergunto o tempo todo se eu poderia te salvar, se eu poderia ter feito algo diferente, se eu poderia estar em outro lugar naquele feriado depois de insistir tanto em nĂŁo querer ir pra lugar nenhum. eu entendo que deveria escutar mais meu corpo, mas e vocĂŞ? entende que deveria escutar o seu? ele ainda conversa com vocĂŞ? ou mais importante Ă© se livrar dessa carcaça que pesa e vocĂŞ arrasta por aĂ como se a cada dia fosse um fardo mais pesado? queria, mas nĂŁo consigo dividir essa carga contigo pelo simples fato de sermos quem somos e, hoje, Ă© um daqueles dias em que ser eu Ă© estranho. de novo: e vocĂŞ? ser vocĂŞ Ă© insuportável? eu sei que vocĂŞ tem batido na porta da eternidade forte demais a cada vez que tenta chama-la de novo. uma hora ela vai abrir. a eternidade Ă© uma porta no chĂŁo, onde uma vez aberta, vocĂŞ se pega caindo pra sempre e sempre e, meu bem, se hoje a escuridĂŁo te assombra, imagine a mais longa delas… o silĂŞncio que ficou depois dessa porta nĂŁo ser aberta Ă© ensurdecedor tal qual o barulho que teria tido essa queda. mais uma vez, peço que dĂŞ uma chance a enterrar essa porta, ao invĂ©s do prĂłprio corpo.
isca
silenciosa,
mas deixa um rastro de sangue que não aceita segredo.
aprendi sozinha esse teu silĂŞncio.
tem um jeito especĂfico no teu desaparecer,
como quem escora a prĂłpria existĂŞncia na parede
pra ver se some
e eu finjo que não sei,
mas eu sei.
sei do cansaço que não dorme,
da culpa que carrega
como se tivesse nascido já devendo espaço.
sempre se lamentando por ocupar o ar,
por precisar,
por ficar.
como se existir fosse um erro fatal de cálculo.
mas sou eu quem sempre peço pra você ficar
com a calma de quem grita calado.
você mede o mundo com régua torta
e é foda como sempre sobra você.
sempre sobra demais.
sigo tentando te alcançar
como quem lança linha no escuro
sem saber se é o fundo
ou se é você que já não quer mais voltar.
tento jogar palavras na tua direção
como quem escolhe a tal isca com cuidado,
na esperança de que alguma delas
te convença a morder a vida de novo.
mas eu nunca sei.
nunca sei se o que te puxa de volta
sou eu
ou o abismo treinado à base de paciência.
e eu assisto com essa dor burra
de quem ama alguém que sempre escapa
não porque quer,
mas porque aprendeu assim.
dia desses o chĂŁo daqui abriu
ou talvez tenha sĂł sido vocĂŞ daĂ.
e desde então,
tudo em mim anda com medo.
medo de uma frase que não chega,
de um silêncio que dura demais,
de um fim que não avisa.
eu sinto no corpo
como se a dor tivesse no endereço errado.
Ă© aqui que ela bate.
você tá sempre preparada pra fugir de mim
como quem ao invés de medo do escuro,
tivesse medo da clareza.
mas vocĂŞ sempre volta.
com as mãos cheias de nada
e o peito quebrado.
encosta em mim
como quem testa
se ainda Ă© possĂvel nĂŁo cair
e por alguns minutos
você quase me faz crer
que segurar é o mesmo que salvar.
e nĂŁo Ă©.
eu te amo
de um jeito que não impede nada.
um amor que não fecha ferida,
só aprende a sangrar bonito.
um amor que espera
mesmo sabendo
que tem quedas que a distância abafa,
ou que de fato sequer fazem barulho,
e quando fazem,
já é tarde.
ainda assim,
eu fico.
porta aberta,
luz acesa,
como se isso fosse o suficiente.
como se amor
não fosse só outra forma
de assistir você ir embora
bem devagar.
Comunicar um incômodo é dar ao outro o privilégio de saber como te manter por perto. Se não há escuta, o problema não é o comportamento dele, é a sua permanência.
Autor Desconhecido.
Gosto de estar perto de gente com quem o riso flui facilmente, gosto desses momentos nos quais posso esquecer a rotina cansativa da vida.
- Érica Nadotti

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Você adormeceu em meus braços
Cada respiração, cada batida do seu coração
Eu sentia o peso de ter que cuidar de um universo de afetos
Enquanto eu acariciava suas curvas, sentia o seu cheiro
Era um lembrete do quĂŁo precioso Ă© o seu amor
Que repousava a cabeça sobre meu peito.
Meu IG: rodrigo_lopes_escritor
“dona de toda beleza que essa terra há de dar.” 🤍
que mĂşsica gostosa e mais ainda pra quem Ă© pernambucano. LAURO, te amo!
NinguĂ©m nos ensina como amar. NĂŁo vem com manual de instruções. NĂŁo tem rumo. Sem dicas. VocĂŞ sĂł sente, aceita e tenta fazer o melhor que pode para entender e viver o sentimento do melhor modo possĂvel. Somos inexperientes na arte do amor e seremos sempre iniciantes na hora de amar.
Amortangivel.

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Às vezes, é bom ter alguém com quem dividir um cobertor em uma noite fria. Você se aninha nos braços da pessoa e sente o cheiro de conforto e carinho. Faz toda a diferença.
- Garoto Sincero.
em mim, a vida arde mais.Â