Ithlinne, idade desconhecida, por volta de um milênio, rainha da corte dos gritos, vive para atormentar seres humanos e criaturas sobrenaturais, oferecendo desejos e favores em troca daquilo que mais lhe aprouver no momento.
nem todas as fadas são boazinhas.
A origem de seres ancientes é difusa para aqueles que tentam conhecê-los, pois nem mesmo os próprios recordam-se mais de seu passado. Após séculos é fácil esquecer das suas origens. Ithlinne, nascida no mundo das fadas, não recorda-se muito bem de seus pais, pois lembra-se que assim que nasceu já fora condecorada rainha dos unseelie, tal qual uma abelha rainha em sua colméia. Desde então, até envelhecer e escolher a melhor versão de si mesma para congelar no tempo, vive com a coroa dos Unseelie, um reinado conturbado, diga-se de passagem, tal qual a personalidade de seus súditos. Os Unseelie são leais a sua líder, mas jamais curvaram-se perante outras espécies ou entenderam os acordos feitos para paz, pois o limite não existe para os mesmos: a única missão de vida de um feérico da corte dos gritos é satisfazer seus prazeres por puro hedonismo.
Há pouco (em sua visão, alguns séculos é pouco tempo - vive há tempo demais), passou a coexistir em terra com seres humanos, quando descobriu a cidade de fulano. Alguns de sua corte a seguiram em terra, enquanto deixou os mais leais a si governando em seu nome no mundo das fadas, onde o tempo passa infimamente mais devagar. Encontrou júbilo em enrolar vidas humanas e não humanas em seu dedinho e girá-los à sua própria vontade e prazer, sabendo-se pouco sobre sua real intenção em permanecer por tanto tempo na terra, mas Ithlinne como uma boa fae, nunca dá ponto sem nó. Seus motivos são um mistério, ela própria sendo uma incógnita aos próprios seres de sua espécie. Sua aura aspira respeito e medo, pois dada a sua instabilidade, seu próximo passo é impossível de calcular.
Na cidade, optou por construir um império baseado na troca de favores. Oferece aos mais desesperados a realização de sonhos ou até mesmo a oferta de poder e magia, em troca, amarrando-os como bonecos em uma teia de aranha, para conseguir manter tudo sob seu controle. Em palavras humanas, parece atuar como agiota, pois muitos a procuram atrás do pote de ouro, mas não é somente riqueza que oferece aos que a procuram. A sorte ao procurar a rainha da corte dos gritos para as trocas de favores é que, diferentemente de demônios, Ithlinne não cobra a alma do indivíduo, mas ela cobra, por muitas vezes, sua vida, das maneiras mais cruéis possíveis, no fim, apenas por pura diversão.















