
Origami Around
Aqua Utopiaïœæ”·ăźćșă§èšæ¶ă玥ă
KIROKAZE

ellievsbear

JBB: An Artblog!
d e v o n

@theartofmadeline

â

shark vs the universe
styofa doing anything

Kiana Khansmith
wallacepolsom

romaâ

JVL
Misplaced Lens Cap
I'd rather be in outer space đž

Product Placement

ojovivo
seen from Austria
seen from Austria
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from TĂŒrkiye
seen from TĂŒrkiye
seen from Iraq

seen from Guyana

seen from United Kingdom
seen from Lithuania
seen from Kazakhstan
seen from Brazil

seen from United States
seen from Italy
@rottingshell

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
WILLY POGĂNY Hand to the Stars
O grito que habita o silĂȘncio
Vivemos cercados de sons artificiais. Ping de mensagens, alarmes de lembretes, sons de curtidas, toques de chamadas â uma sinfonia moderna que preenche nossos dias com uma promessa constante de conexĂŁo. Mas, paradoxalmente, nunca estivemos tĂŁo sĂłs. Ă no intervalo entre uma notificação e outra que o silĂȘncio grita mais alto.
O silĂȘncio de uma tela que nĂŁo pisca. De uma mensagem que nĂŁo chega. De uma presença que se ausenta mesmo estando online. Vivemos em redes que prometem laços, mas entregam fios soltos â frĂĄgeis, volĂĄteis, facilmente rompidos com um deslizar de dedo.
A solidĂŁo na era das notificaçÔes nĂŁo Ă© a mesma de outros tempos. Ela nĂŁo se parece com o abandono fĂsico, mas com a ausĂȘncia emocional no meio da hiperconexĂŁo. Estamos todos acessĂveis, mas poucos realmente disponĂveis. Falamos muito, ouvimos pouco. Compartilhamos tudo, mas quase nunca o essencial.
Nos habituamos a medir nossa existĂȘncia pelo eco que ela gera nas redes. Uma foto nĂŁo curtida fere. Um âvistoâ nĂŁo respondido vira fantasma. Uma ausĂȘncia prolongada vira angĂșstia. O silĂȘncio, antes sinĂŽnimo de paz, hoje Ă© ruĂdo ensurdecedor. Porque ele revela o vazio que tentamos esconder atrĂĄs das telas.
Ă como estar preso em um quarto lotado de vozes que falam demais, mas nĂŁo dizem nada. Um lugar onde o toque virou reação, e a presença virou status. Onde tudo Ă© imediato, mas nada Ă© profundo. Onde quanto mais se tenta ser visto, mais se sente invisĂvel.
No fundo, o que resta Ă© esse incĂŽmodo constante. Uma lacuna que nĂŁo se nomeia, mas se sente o tempo todo. Ă existir entre notificaçÔes â esperando suprir esta Ăąnsia tĂŁo voraz por pertencimento.
cĂĄrcere
mundo em que vivo sem sentido, inferno crucio e tĂŁo atro
cenas de hostilidade nos dias nefastos
cessai os gritos, curvai o corpo calado mergulhai no prĂłprio Ăntimo, olvida teu fardo explora o Ăąmago em vida mundo dos rĂ©us e das sinas onde tudo Ă© embargo
altruĂsmo indeciso, me pesa a cruz mas eu sigo
servo do bem entre gritos sempre tĂŁo bem camuflados
sensação de solidão, atos brutais são inatos
ninguĂ©m nem sabe o que Ă© amor, traços de Ăłdio herdadosÂ
de geração pra geração
em uma ou outra multidĂŁo hĂĄ sempre um ser arruinado
Ă© triste ter que envelhecer num deprimente cenĂĄrioÂ
onde o termo evolução sĂł existe no dicionĂĄrioÂ
quanto tempo mais teria que permanecer calado?
Ă volta hĂĄ sĂł infelicidade e Ă© quase insustentĂĄvel
ter que enxergar futilidade por todos os lados
tendo ciĂȘncia da existĂȘncia de milhĂ”es de barracos
quando serĂĄ que enxergarĂŁo que somos feitos de escravos?
reféns da fome, frio e do constante descaso
carente povo promissor vivendo marginalizado
por uma ideia obsoleta com raĂzes no passado
juĂz o homem; Deus: delĂrio, desvario
devo rezar Ă Ele crente de que fui abandonado?
cerrai os cĂlios, curvai o corpo calado
mergulhai no infinito e olvida teu fardo
pois sĂł na prece se suporta o peso e gosto tĂŁo amargos
de ser oferta pro demĂŽnio e seus tantos soldados
e ter que estar submetido Ă uma vida sem sentido
peço socorro eu que agonizo por viver encarcerado
Mundo tirano, cosmo austero, homem bruto
A sĂłs eu devo me curvar? Olho pra mim, me vejo mudo
Sons abafados, vida rasa, véu soturno
Na voz da morte ao me chamar hĂĄ sempre o mesmo tom de insulto
Se pÔe a rir ao divagar tão satisfeita em meu sepulcro
Me envolvem os fios desta mortalha
SĂŁo tantas falhas, brindo ao luto
Mesmo com a dor e o meu pesar, um gole seco ao deus injusto
JĂĄ que jamais irei rezar e quanto Ă isso nĂŁo discuto
Pois quantas vezes pereci dentro do corpo que sepulto?
E reergui-me, tolo, em vĂŁo, sem direção e sem refĂșgio
Sem saber ao certo o ponto em que falhei no meu percurso
de pés descalços, tão cansado, fardo duro:
na inditosa vastidĂŁo deste tumulto
Nada hĂĄ de ser sagrado senĂŁo os vermes no meu tĂșmulo.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
Quando se estĂĄ machucado demais a mente cria mecanismos para auto defesa e, tudo que tente chegar e ser intimo, parecerĂĄ suspeito. Ă como se fossem armaduras e armas projetadas para se defender e atacar qualquer aproximação. No entanto, o que passa despercebido Ă© que, na medida em que vocĂȘ se defende, esse arsenal, que teoricamente deveria ajudar, tambĂ©m fere a si mesmo.
Carteou
Untitled (Mary Frank and children with sparklers) - Robert Frank, 1958
Solitude
na vida sempre fui sozinha visito lares, dobro esquinas reflito em vĂŁo: onde estĂŁo as companhias? no deserto das cidades hĂĄ sempre um ou outro alarde hĂŁo de ser delĂrios! e ainda que eu os cale voltam sempre a assombrar. no trajeto ou mesmo bares, Ă© lamentĂĄvel a vaidade e os corpos vagos se singrassem buscando o riso ou outros ares encontrariam algum contraste? nunca hĂĄ cores em meio ao cinza, mas talvez disparidades. nĂŁo sei se Ă© uma saĂda se hĂĄ alguma alternativa pois invade a solitude e jĂĄ nĂŁo sei viver sem ela, mesmo sendo um pouco rude. parte do solo jĂĄ mirrado, convivo em paz com o azedume sendo assim, bailemos! pois ao aprender que todo rio segue seu rumo tenho em mente que Ă s vezes as solidĂ”es se esbarram em meio ao percurso.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
Longevidade
a amargura clama espaço
absortos olhos refletem o estrago
escasso vĂnculo banalizado
na cidade os muros, poesia e asfalto
todos ilustram o engradado
compÔe, alheios, a minha prisão
ainda assim, por ironia,
me pÔe no eixo a poesia
busco enterrar nas entrelinhas
um pranto aflito e a agonia
de saber que Ă© curta a vida
e dela pouco ser permitido desfrutar.
mas que faço se nasço com sede do mundo?
curto a vida que Ă© curta e ao passo que correm os ponteiros se encurta ainda mais?
me instalo num canto e lĂĄ canto Ă angĂșstia?
nesta imundĂcie de constante peças teatrais
penso em dar voz aos meus silĂȘncios.
abanco o corpo no solo e lanço ao vento a prenĂșncia:
a gente morre e nĂŁo vĂȘ tudo.
Se sofro hoje Ă© por nĂŁo amares Ă todas as rosas
Cinzento céu me encobre hoje
amanhĂŁ talvez nĂŁo mais
o ontem perde-se no tempo
um brinde Ă erva e ao relento
Ă estiagem e meus tormentos
que me trouxeram até aqui.
Mesmo tendo envelhecido um par de anos
nĂŁo sei bem por onde ando
apĂłs dobrar aquela esquina, quantas outras hĂŁo, portanto,
de cruzar o meu caminho?
Como saber o momento exato em que partimos?
Qual a razão de existirem os pulmÔes com que respiro?
Sinto-me frustrado! O que hĂĄ por trĂĄs de tudo isso?
E nĂŁo mencione o deus onĂrico, pois seja real ou seja mito, desacredito no intangĂvel
não creio em Deus, no céu ou Cristo
talvez da fĂ© nĂŁo seja dignoâŠ
No futuro, quem sabe eu largue o ceticismo
desconsidere o suicĂdio
ao ouvir de outras bocas um âeu te amoâ sem motivo.
Mundo tirano, cosmo austero, homem bruto
A sĂłs eu devo me curvar? Olho pra mim, me vejo mudo
Sons abafados, vida rasa, véu soturno
Na voz da morte ao me chamar hĂĄ sempre o mesmo tom de insulto
Se pÔe a rir ao divagar tão satisfeita em meu sepulcro
Me envolvem os fios desta mortalha
SĂŁo tantas falhas, brindo ao luto
Mesmo com a dor e o meu pesar, um gole seco ao deus injusto
JĂĄ que jamais irei rezar e quanto Ă isso nĂŁo discuto
Pois quantas vezes pereci dentro do corpo que sepulto?
E reergui-me, tolo, em vĂŁo, sem direção e sem refĂșgio
Sem saber ao certo o ponto em que falhei no meu percurso
de pés descalços, tão cansado, fardo duro:
na inditosa vastidĂŁo deste tumulto
Nada hĂĄ de ser sagrado senĂŁo os vermes no meu tĂșmulo.
positivo, Ă© aquilo que anseio ser  a positividade Ă© a lareira que eu adoraria  que as mĂŁos da minha atitude  se agasalhassem num tempo infinito mas a ausĂȘncia da minha positividade Ă© espontaneamente saliente, quando sinto que outras pessoas necessitam quando consiste somente, no meu eu singular consigo sĂł alcançar o seu gĂ©meo malĂ©fico aquele que estĂĄ sempre deitado saudando de estilo subtractivo a maneira que os meus sentimentos assistem as coisas.
âI found out I was in love with you, winter before last,â she said. âI wasnât going to say anything about it because - well, you know. If you felt anything like that for me, youâd have known I did. But it wasnât both of us. So there was no good in it. But then, when you told us youâre leaving⊠At first I thought, all the more reason to say nothing. But then I thought, that wouldnât be fair. To me, partly. Love has a right to be spoken. And you have a right to know that somebody loves you. That somebody has loved you, could love you. We all need to know that. Maybe itâs what we need most.â
- A Fisherman of the inland sea, Ursula K. Leguin

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
em mim, a vida arde mais.Â
Amor não é só paz à loucura também.