Quando meu amor vem abaixo.
Eu deveria dormir naturalmente, sem pílulas ou outras invenções.
Deveríamos continuar tentando, mesmo quando nosso amor declina.
Em uma noite, desistimos de tantas maneiras que, na manhã seguinte, não havia mais nada para dizer.
Como um novo dia pode ser sem novidades?
Quando nosso amor declina, nós perseguimos o luto do cotidiano, tentamos evitar o efeito colateral do tédio, ficamos apáticos e irônicos. Ficamos distantes.
Quando meu amor vem abaixo, há uma dor de estômago na existência.
Eu canso de trazer comigo alguma esperança.
Quando nosso amor vem abaixo, esquecemos o jeito dos jovens amantes. Nos fechamos em uma redoma e nos mantemos assim.
É com paixão que fecho meus olhos, viro minha cabeça sobre o ombro e espero o toque dos seus cabelos em meu rosto.


















