A internet age como uma droga, uma droga acessível e lícita, pois ao mesmo tempo que ajuda, atrapalha, ao mesmo tempo que contém boas informações, te prende como um cachorro raivoso na coleira.
A era da internet tem acabado com o ser humano, desde o novo ao velho, não conversam nem interagem uns com os outros, mas são cheios de “amigos” quando pegam o celular. É um mundo irreal, que não se habita nele com o copo, mas com a mente. A droga da internet como costumo chamar é usada pelo ser humano com algumas finalidades, como para ter dopamina “de graça” e sem esforço algum, diversão, uma espécie de escape do que é real, mas por quê?
Por que estamos cansados, fatigados das obrigações diárias, assim como há pessoas que recorrem a vícios ilícitos, a quem recorra a internet como meio de escape, sabemos que dentro da internet a meios que trazem o prazer que a dopamina nos dá, mas é um prazer momentâneo que ao sair das telas tudo acaba e vem o desânimo, a dor de cabeça, dor nos olhos, uma sensação de estar “bêbado”.
Engraçado como quando dizem “vício em internet” ou “vicio em celular”, não acreditam que isso exista, falam que isso é balela, que não existe se viciar em celular ou internet, mas pense, qual foi a última vez que ficou fora de casa sem seu celular e não se preocupou com ele ou por estar sem ele? Quando foi a última vez que ficou sem verificar suas redes sociais, suas notificações porque “alguém pode ter mandado mensagem”, mesmo você sabendo que não tem nada e o celular nem vibrou!
Essa sensação de sentir o celular vibrar mesmo não tendo vibrado se chama Síndrome da vibração fantasma, a primeira vez foi descrita, foi em um artigo publicado no jornal norteamericano New Pittsburgh Courier, em 2003. Desde então, cientistas de vários lugares do mundo investigaram a condição e, mais recentemente, pesquisadores das universidades de Indiana e Purdue (EUA) descobriram que estudantes universitários estão mais propensos a sentir os efeitos da síndrome. De 290 pessoas ouvidas, 258 disseram sentir isso pelo menos uma vez em 15 dias.
Uma psicóloga diz que não é uma doença, é uma sensação, "É uma sensação apenas, não é uma doença. Você tem a impressão de que o aparelho está tocando, porque isso fazer parte do seu cotidiano, está mais ligado a um hábito", diz a psicóloga Anna Lucia King, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e uma das fundadoras do Instituto Delete, que trata pessoas com dependência tecnológica.
Então, o vício em telas e principalmente na internet é de corrente do cansaço, mas não deveríamos descansar quando estamos fatigados? Sim! Mas para muitos ficar no celular é um meio de descanso, porém se torna um meio de descanso para o corpo, mas pra mente se torna um peso, o peso de ver vidas perfeitas, a quantidade exagerada de informações, a comparação, tudo isso pesa a mente.
Faça a experiência de sair das telas e ir para o ar livre, de tomar seu café, almoçar ou jantar sem mexer em celular ou assistir algo e simplesmente saborear a comida, ande na rua sem o celular no bolso, além de apreciar melhor a vista sem o celular na mão, não haverá o perigo de ser assaltado (brincadeira).Na natureza onde tudo é silencioso, você silencia sua mente e seu corpo ao mesmo tempo, faça a experiência de descansar sem olhar para uma tela e veja o que mudará em você.