Sinto o peito bater, é o mesmo tic-tac do relógio. Aqui dentro o tempo passa tão depressa, sou uma ampulheta de um minuto. Temo não ter tido um último amor, apenas você Ana. Eu juro que não to sabendo dançar o ritmo dessa música, a vida tem me escapado entre os dedos e dessa vez não é a rotação da Terra e nem a posição dos astros. Dessa vez sou eu. Eu errei em encaixotar as utopias mesmo sabendo que era delas o meu fôlego e errei em desafiar o meu cansaço e segurar o choro. Não dá pra organizar a vida inteira em um bloco de notas, ainda que o tempo seja curto. Devia ter sentido o vento bater forte e doer a costela e aumentado o caminho só pra ouvir o passarinho cantar.Queria ter velejado o mar sem volta e decorado o céu de rosa. Onde foi que eu me perdi de mim? Ribossomos, efêmero












