âMal me quer? Ou bem me quer? - SĂł te quero.â
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eu nĂŁo sou o seu porto seguro nĂŁo sou um farol sou o olho do furacĂŁo fujaÂ
âO amor se esgota. Eu descobri isso ontem, quando o ex namorado da minha irmĂŁ ligou pra ela. 3 meses, 3 meses esperando qualquer sinal dele. Qualquer ligação, qualquer aparição, qualquer sinal de fumaça. E ele nada, e ele desaparecido. NĂŁo digo totalmente desaparecido, entendam isso como: E ele desaparecido da vida dela. Minha irmĂŁ diariamente recebia notĂcias dele, e era sempre como: Ontem eu vi seu ex numa balada que eu fui, ele estĂĄ melhor do que nunca. E minha irmĂŁ deveria pensar coisas do tipo: Como ele podia estar bem, quando eu estava tĂŁo mal? Eu via ela chorar o dia inteiro, eu ouvia ela reclamar pra mim, pras amigas, e pra quem mais quisesse ouvir o quanto ela sentia falta dele. Ela o amava como ninguĂ©m mais o amaria, e ela fez de tudo por ele. Isso durou atĂ© semana passada. Minha irmĂŁ havia finalmente saĂdo do transe em que ela estava, ela havia finalmente⊠Acordado. Colocou um vestido apertado, um sapato alto e saiu. Lembro atĂ© dela ter me chamado para ir, e ela estava com um sorriso enorme no rosto. Minha irmĂŁ saiu com as amigas de segunda Ă sexta, aproveitou tudo aquilo que ela tinha perdido. E ontem ele finalmente ligou. âVocĂȘ estava bonita ontem.â âVocĂȘ me viu?â âSim. Parece estar feliz.â âSim, finalmente.â âFico feliz por vocĂȘ, estou com saudades.â E entĂŁo, ela me surpreendeu. NĂŁo respondeu nada. NĂŁo chorou, nĂŁo resmungou, nĂŁo fez pirraça, nĂŁo surtou. Simplesmente desligou o telefone, se arrumou, e saiu novamente. Disse que se ele ligasse, que era pra dizer que ela nĂŁo estava. E que nunca estaria. A necessidade por uma pessoa se esgota. E o amor tambĂ©m. NĂŁo importa qual tamanho seja ele, nĂŁo importa quĂŁo enorme ele seja. O amor simplesmente se esgota.â
â robin and stubb.
Eu tenho insistido hĂĄ tantos anos em calçar um sapato que nĂŁo serve nos meus pĂ©s. Eu tento fazer com que o meu pĂ© caiba dentro dele, respiro fundo, encolho os dedos e enfio os pĂ©s com todo o cuidado para que a fivela nĂŁo se rompa, que o tecido nĂŁo se rasgue, mas o sapato continua apertado. E eu continuo insistindo, porque durante toda a minha vida as pessoas me disseram que Ă© o certo a se fazer, que esse sapato precisa ser calçado, que eu preciso inclusive gostar de calçar esse sapato â ainda que doa, ainda que cause bolhas e feridas nos meus pĂ©s, ainda que me faça andar torta e desconfortĂĄvel, com os ombros curvados para baixo. âĂ assim que os sapatos sĂŁoâ, eles dizem. âVocĂȘ nĂŁo vai querer comprar briga com as fĂĄbricas de sapatos, nĂŁo Ă© mesmo?â âE se um dia esse sapato mofar, vocĂȘ vai se arrepender de tĂȘ-lo deixado no fundo do armĂĄrioâ. Ă assim que a gente se sente quando tenta forçar relaçÔes que estĂŁo doentes hĂĄ muito tempo â sim, relaçÔes familiares tambĂ©m entram nessa conta. Ă assim que a gente se sente quando tenta insistir na ideia distorcida de que as coisas dependem Ășnica e exclusivamente da nossa vontade. NĂŁo Ă© possĂvel brincar de cabo de guerra sozinho, assim como tambĂ©m nĂŁo Ă© possĂvel que uma sĂł pessoa sustente uma relação quebrada quando o outro lado nĂŁo tem interesse algum em empenhar nessa batalha força, afeto e empatia. Portanto, tire esse peso dos seus ombros. Deixe que os seus pĂ©s estejam livres da dor do sapato apertado e percorram caminhos bonitos, que eles possam levar vocĂȘ a lugares onde o amor, a felicidade e a liberdade preencham os seus dias. Permita que o seu corpo e a sua alma estejam em constante movimento, porque parar no tempo em que se calçava 34 nĂŁo vai tornar a vida mais fĂĄcil. E ainda que de fato pudesse tornĂĄ-la quem consegue provar que fĂĄcil Ă© o melhor caminho para vocĂȘ? Chego ao fim dessa prosa de pĂ©s descalços e o coração mais leve, com a fĂ© de que assim como os meus pĂ©s eu sou livre e de que vou superar todas as bolhas, feridas e calos que o sapato apertado me causou.
Thais AlessaÂ
VocĂȘ Ă© incrĂvel demais para ser apenas uma segunda opção. VocĂȘ nasceu para ser o Sol e nĂŁo uma estrela qualquer. Seja o Sol de alguĂ©m.
Carlos Eduardo Saltzman.Â

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Ă difĂcil esperar por algo que talvez nunca aconteça, mas Ă© muito mais difĂcil abrir mĂŁo quando isso Ă© tudo que vocĂȘ quer.
Supernatural
Quando nĂŁo consigo dormir, eu gosto de imaginar eu e vocĂȘ. Sei lĂĄ, sĂł achei que vocĂȘ devia saber.
VinĂcius Kretek.
Bom⊠VocĂȘ me tinha. VocĂȘ me teve como ninguĂ©m mais teria. Mas vocĂȘ preferiu me deixar ir embora. VocĂȘ me teve tambĂ©m naquela festa ridĂcula, lembra? Eu estava quase implorando pela sua atenção aquele dia, Stubb. Mas vocĂȘ tinha bebido demais pra pagar de legal para os teus amigos babacas e acabou nem me notando. Mas ainda sim, vocĂȘ me tinha. Eu fui sua em dezembro, no natal. E fui sua no ano novo. VocĂȘ me teve no meu aniversĂĄrio e tambĂ©m me teve na pĂĄscoa. VocĂȘ me teve todos dias. Eu era sua mesmo quando nĂŁo queria. Eu era sua atĂ© mesmo quando era de outra pessoa. VocĂȘ me tinha, Stubb. VocĂȘ me teve nas suas mĂŁos, mas preferiu me deixar escapar. VocĂȘ me tinha tanto, que quando vocĂȘ escolheu me perder, eu obedeci.
Robin and Stubb. Â
acontece, meu amor, que eu sou triste e vocĂȘ me faz feliz.
e só quando vejo o mundo através dos teus olhos que eu acredito que a vida pode ser boa.
VocĂȘ sempre me disse que sua maior mĂĄgoa era eu nunca ter escrito um texto sobre vocĂȘ. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. VocĂȘ sempre foi o Ășnico homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. VocĂȘ sempre foi o Ășnico amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o Ășnico que sempre entendeu tambĂ©m, depois, eu dormir meio chorando porque Ă© impossĂvel abraçar sequer alguĂ©m, o que dirĂĄ o mundo. Outro dia eu encontrei um diĂĄrio meu, de 99, e lĂĄ estava escrito âhoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formaturaâ. Ele, no caso, Ă© vocĂȘ. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para vocĂȘ, eu por diversas vezes larguei vĂĄrios namorados meus, sentados, e dancei com vocĂȘ. Porque vocĂȘ Ă© meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tĂmido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que vocĂȘ estĂĄ com um daqueles Ăłculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas âbailarinaâ. E nessa Ă©poca vocĂȘ nĂŁo gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de vocĂȘ porque vocĂȘ tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridĂcula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. AĂ lembrei que alguns anos depois, quando eu jĂĄ nĂŁo era mais a bobinha da classe e sim uma estagiĂĄria metida a esperta que sĂł namorava figurĂ”es (uns babacas na verdade), vocĂȘ viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridĂculo. Mas foi menos ridĂculo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. VocĂȘ saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu nĂŁo sei porque exatamente vocĂȘ nĂŁo mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do VinĂcius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, jĂĄ de saco cheio de eu ficar com vocĂȘ e com mais metade da cidade, vocĂȘ me deu aquele cartĂŁo postal da AmazĂŽnia com um tigre enrabando uma onça. TambĂ©m nĂŁo sei porque eu nĂŁo escrevi um texto quando vocĂȘ apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu jĂĄ ouvi na minha vida âeu sei que vocĂȘ nĂŁo gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assimâ. Talvez eu devesse ter escrito um texto para vocĂȘ, quando eu te pedi a Ășnica coisa que nĂŁo se pede a alguĂ©m que ama a gente âme faz companhia enquanto meu namorado estĂĄ viajando?â. E vocĂȘ fez. E vocĂȘ me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com vocĂȘ mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu nĂŁo amava vocĂȘ, vocĂȘ continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois vocĂȘ começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para vocĂȘ. Claro que eu senti ciĂșmes e senti uma falta absurda de vocĂȘ. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu tambĂ©m podia ter escrito sobre aquele dia que vocĂȘ me xingou atĂ© desopilar todos os cantos do seu fĂgado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente sĂł odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto vocĂȘ quiser desde que isso signifique que vocĂȘ ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, atĂ© meu jeito de dançar ou de andar. Tudo Ă© vocĂȘ. Minha personalidade Ă© vocĂȘ. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo Ă© vocĂȘ. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invĂ©s de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo Ă© vocĂȘ. Eu sou mais vocĂȘ do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre vocĂȘ. AtĂ© hoje. AtĂ© essa manhĂŁ. Em que vocĂȘ, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que vocĂȘ simplesmente foi embora. Como se eu fosse sĂł mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que nĂŁo sĂŁo ela. E que vocĂȘ usa para nĂŁo sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que vocĂȘ deixou eu te olhar, mesmo vocĂȘ nĂŁo gostando de mim. E foi por isso, porque vocĂȘ deixou de ser o menino que me amava e passou a ser sĂł mais um que me usa, que vocĂȘ, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
Tati Bernardi.  Â

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R E C I P R O C I D A D E.
Vem cĂĄ, sem demora, teu abraço Ă© meu abrigo, apareceu como aurora boreal, quando te vejo, fico sem reação, meu coração fica acelerado, num sei explicar, e agora o quĂȘ fazer, se o meu pensamento sĂł vem em vocĂȘ?
SerĂĄ o A M O R ?
Franciele.J
Pensei muito sobre os motivos que te levaram a ir embora. Primeiro, eu me culpei. Eu tinha deixado isso acontecer, eu fiz isso com a gente. Depois, deduzi que tinha outra pessoa. NinguĂ©m muda de ideia assim, por nada. Mas no fim, nĂŁo era nenhuma dessas coisas. Eu fiz o que pude por vocĂȘ, dei atĂ© o que nĂŁo tinha pra ver sua felicidade. E a Ășnica pessoa que mudou todo o rumo dos seus pensamentos, foi vocĂȘ mesmo. Decidiu nĂŁo lutar mais, nĂŁo pensar mais em nĂłs. VocĂȘ escolheu a sua liberdade sem se importar quanto lhe custaria. Quanto vocĂȘ deixaria pra trĂĄs. Acho que atĂ© agora vocĂȘ nĂŁo mediu as perdas. Mas nĂŁo Ă© isso que eu quero dizer. SĂł queria deixar claro que seja lĂĄ o que vocĂȘ pensou ou sentiu, eu nĂŁo julgo. Seja muito feliz com esse novo eu, com essa nova vida que nĂŁo me cabe mais. Que essa convicção de que nĂŁo dĂĄ mais certo viver comigo seja usada pra coisas boas, pra realizar os sonhos que vocĂȘ nĂŁo conseguiu ao meu lado. NĂŁo se perca na ilusĂŁo de que a vida sozinho Ă© mil maravilhas, pois nĂŁo Ă©. A gente tem que enfrentar as responsabilidades tambĂ©m, que aumentam, pois nĂŁo tem ninguĂ©m pra te ajudar a sustentar, alguĂ©m pra dividir a barra pela metade. Quanto a mim, nĂŁo se preocupe. Eu vou aprender a gostar do eco da minha voz, do vazio que me faz enxergar fundo o estrago no meu peito. VocĂȘ sabe que me destruiu, mas nĂŁo se culpe. A beleza estĂĄ na reconstrução.
Aline Oliveira. Coração foi pro conserto.
Hoje estĂĄ um dia nublado e frio, eu optei por fechar os olhos e lembrei de vocĂȘ e das inĂșmeras desculpas que me dava quando eu te procurava porque necessitava estar nos teus braços. Eu sempre tive medo de me apaixonar por um amor que nĂŁo pudesse ser correspondido, entĂŁo vocĂȘ chegou e me fez querer acreditar que o que pudĂ©ssemos ter, iria virar algo real. Mas foi tĂŁo real que sĂł eu pude sentir.Eu te procurava e nĂŁo te encontrava, passei por risos que vocĂȘ nĂŁo pode contemplar,da mesma forma que os meus choros vocĂȘ nĂŁo estava lĂĄ para me consolar. Perdi a quantidade de vezes que vocĂȘ estava ao meu lado,mas na verdade vocĂȘ nĂŁo estava comigo.Sua expressĂŁo era tensa e preocupada. Seu corpo estava ali, mas a sua mente e o seu coração,sĂł vocĂȘ e Deus sabia aonde estava. Eu senti medo, e no fundo eu sĂł queria acreditar que eu nĂŁo era a sua segunda opção, e sim o seu verdadeiro amor. Tive uma vida ao teu lado durante muito tempo, enquanto para vocĂȘ se resumiu em apenas uns capĂtulos. Eu te observava pela janela da minha alma. Queria te ver atravĂ©s dos defeitos e das qualidades,sem olhares de julgamento. Procurei maneiras de me encaixar em vocĂȘ. De me encaixar nas suas rotinas e nos seus horĂĄrios livres. Tentei me encaixar nos teus gostos,nos teus medos. Eu realmente quis fazer parte de vocĂȘ. Tentei reservar o melhor lugar naquela cafeteria. Tentei escolher os melhores presentes,mesmo nĂŁo sendo um dia especial. Pesquisei atĂ© rosas da sua cor favorita,mas elas nunca foram entregues. A cafeteria nunca rolou,e o lugar reservado ainda estĂĄ vazio. Sua rotina ainda anda a mesma coisa,e seus horĂĄrios livres nunca sĂŁo comigo. Os presentes tambĂ©m nunca foram entregues,vocĂȘ dizia que nĂŁo queria andar por aĂ,como se me devesse um presente de volta. Enquanto isso,eu te observava ganhando presentes de outras pessoas. Seus horĂĄrios livres,cheios de companhias,mas nenhuma delas era a minha. Talvez nossos abraços nunca foram para se encaixar. Talvez vocĂȘ nem iria gostar tanto assim dos meus presentes. E sobre a cafeteria? Bom,talvez o cafĂ© de lĂĄ,nem fosse tĂŁo bom assim nĂ©? Talvez seus horĂĄrios livres sĂŁo muito importantes,para gastar comigo. Ăs vezes surgia algumas notificaçÔes sua.Pedindo desculpas,falando que tava na correria.Mas eu jĂĄ sabia,era madrugada e vocĂȘ nĂŁo tinha mais ninguĂ©m para te socorrer. Mas tudo bem,eu estava sempre disponĂvel nĂ©? Mas uma hora cansa. VocĂȘ cansa de querer se encaixar. Cansa de querer,de gostar. Cansa de ser segunda opção. Eu me esforcei muito para te ter na minha vida,mas vocĂȘ nĂŁo fez nada para me ter na sua,e isso Ă© o que machuca. A indiferença,sempre machuca. Quando vocĂȘ Ă© segunda opção na vida de alguĂ©m,vocĂȘ sĂł passa a ser companhia nos momentos mais difĂceis. VocĂȘ sempre toma chuva,e nunca vĂȘ o brilho do sol. Os abraços e os carinhos,sĂł servem de consolo,quando a solidĂŁo bate. EntĂŁo parei de preencher o teu vazio. Parei de pesquisar rosas. Parei de colecionar embrulho de presentes. Parei de olhar Ă s notificaçÔes. Parei de gritar pela sua companhia. E agora,sentado naquele lugar que tinha reservado pra gente,olhando pela janela,enquanto a chuva cai, atĂ© que o cafĂ© Ă© bom. O gosto do cafĂ© adoçando todo meu paladar,me faz querer adoçar ainda mais a vida. Aprendi que amar vocĂȘ era bom,mas amar a mim mesmo era melhor ainda. Fiz tudo que estava ao meu alcance, mas aprendi que fazer por mim era tudo o que eu precisava. Que a paz que depositei em vocĂȘ,na verdade era a paz que eu encontrei em mim. Que eu nĂŁo podia amar alguĂ©m,se eu nĂŁo me amasse primeiro. Aqui eu rasgo o nosso contrato,estou deixando de ser sua segunda opção.
Helen (helenNovais93) and Calixto (apenas-palavras) em compartilhando a essĂȘncia.
como começar a falar sobre vocĂȘ? sobre ser nĂłs em um dia e no outro, sĂł eu. eu e todos os pedaços que vocĂȘ deixou por aqui. como continuar depois de tantas promessas virarem pĂł da noite para o dia? como vocĂȘ consegue dormir a noite? porque eu nĂŁo consigo. eu nĂŁo consigo acreditar que tudo aquilo foi desfeito. eu nĂŁo consigo acreditar em nenhuma palavra que saiu da sua boca. em algum momento, eu fui real pra vocĂȘ? em algum momento vocĂȘ de fato, me amou? ou eu fui apenas um curativo pra tapar o buraco que vocĂȘ tem no seu peito? vocĂȘ que disse em um dia me amar e no outro nĂŁo existir mais amor. vocĂȘ que prometeu ficar e no outro dia foi, sem dar a mĂnima, sem olhar pra trĂĄs pra ver quem vocĂȘ deixou. * Foi como seu tu fechasse a porta que existia entre nĂłs, os ruĂdos daqui chegaram aĂ? Meu choro pesado que ia se acalmando com o tempo, vocĂȘ ouviu? porĂ©m logo tudo voltava, como uma pancada que me dizia: vocĂȘ viveu por dois onde sĂł existia um. Como eu conto essa histĂłria sem nossos plurais que eu tanto repetia no passado?
Exponho and Re-escritas - notas sobre saudade
Meu pensamento voa atĂ© vocĂȘ, sei que me sente ao seu lado, o meu toque suave no seu corpo, o beijo quente que eu deixo nos seus lĂĄbios todas as noites antes de dormir. Eu sei que vocĂȘ me sente aninhada no seu abraço a dormir.
Flor de Inverno

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Olha, eu sei que o barco tĂĄ furado e sei que vocĂȘ tambĂ©m sabe, mas queria te dizer pra nĂŁo parar de remar, porque te ver remando me dĂĄ vontade de nĂŁo querer parar tambĂ©m.TĂĄ me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, Ă© sĂł me pedir. Nem precisa de jeito certo, sĂł dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se vocĂȘ vai tambĂ©m. Porque sozinha, nĂŁo vou. NĂŁo tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu sĂł entro nesse barco se vocĂȘ prometer remar tambĂ©m! Eu abandono tudo, histĂłria, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas vocĂȘ tem que prometer que vai remar tambĂ©m, com vontade! Eu começo a ler sobre polĂtica, futebol, ficção cientĂfica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas vocĂȘ tem que remar tambĂ©m. Eu desisto fĂĄcil, vocĂȘ sabe. E talvez essa viagem nĂŁo dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, Ă© sĂł me pedir. Perco o medo de dirigir sĂł pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas vocĂȘ tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que Ă© possĂvel nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas vocĂȘ tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! VocĂȘ tem que me prometer que essa viagem nĂŁo vai ser a toa, que vale a pena. Que por vocĂȘ vale a pena. Que por nĂłs vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
Caio Fernando de Abreu.
Meu coração grita, mas o seu é surdo.
Castelo de vidro, Nanda Marques Â