S.T.A.Y.
O tempo é um paradoxo que se dobra sobre si mesmo, tão frágil quanto a poeira que repousa sobre uma prateleira, e tão singular quanto o horizonte de eventos de um buraco negro. Ah, o tempo. Entre equações e universos distantes, há um silêncio tão alto que chega a ser ensurdecedor. Um relógio cujos ponteiros não marcam a hora, mas a ausência. E a força da gravidade nada é, perto do sentimento capaz de transcender as dimensões do espaço-tempo. Não é físico, é inevitável. Assim como as leis de Murphy. Ah, o tempo. Não há começo, meio ou fim nessa força que nos ancora. Na vasta escuridão, há uma biblioteca infinda, onde cada livro é uma memória, cada prateleira - uma escolha, cada segundo - uma despedida. Fique, eu imploro, fique. No vazio impenetrável, uma escolha separa o 'ainda' do 'nunca mais'. Cada planeta - um erro, uma tentativa de recomeço. Mas eu volto. Não deveria ter saído. Fique. Os ponteiros do relógio oscilam e dançam em um binário que revela os segredos do cosmos. Ah, o tempo. Em um universo em constante expansão, o caos sussurra, e até o menor desvio pode reescrever o destino. Ainda assim, persisto. Fique. É tudo o que peço. Fique, mesmo quando o tempo insistir em nos separar. Fique. Porque no centro de tudo, existe uma força maior do que qualquer dimensão. Fique. Você encontrará o caminho. Fique. Volte para casa. Fique! Não vá... Fique - Fique.- Fique-.--












