. ⸼ ۫𓂅 🥀 . 𝐰𝐡𝐲 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂𝒕𝒆 𝐰𝐡𝐚𝐭 𝐜𝐨𝐮𝐥𝐝 𝐛𝐞 𝒔𝒐 𝒆𝒂𝒔𝒚?
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CHATTING WITH @recatadaedolar
se fosse ser honesto ( o que não era característico de jacob ), a morte de idris trazia certo alívio. a loucura daquele homem o incomodava em níveis absurdos. tirou a aliança do anelar e afundou-a no bolso como sempre fazia antes de começar a beber. e bebeu muito. em luto, em comemoração, em um alívio profundo de quem sabia que nenhum animal morto apareceria na caixa de correio. ‘ EI. falou com a voz arrastada. ‘ UMA PUTA TRAGÉDIA, NÃO? reconhecia a mulher ao seu lado, ou era apenas uma confusão dado o nível de embriaguez.
𓏲 🥀. ` a percepção de tragédia que tem é tão relativo que seria insensível afirmar que nada sente . acrescente a lógica irrefutável de que , para uma lista de suspeitos , quem esbanja indiferença é um quão mais vulnerável ao julgamento . a perícia da polícia , é claro . porque o julgamento civil , porra , saskia está pouco se fodendo . demora alguns segundos para responder quiçá um quão apática demais quando o assunto é idris . você era amigo dele ? ignora a melodia ébria do homem à sua frente ; um quão absorta demais em sua própria bebida para julgá-lo . não lembro de ter te visto no funeral . anunciou em um dar de ombros suave , o sonido da taça de vidro em choque com o gelo gera um cintilar agradável . deus , bem melhor do que a memória ridícula de um velório forjado . hm , sinto muito . eu acho . não sente um mísero resquício de compaixão , porém , disfarça o máximo que pode em um singelo revirar de órbes .
hcroics:
featuring 〳 ❪ 𝒔𝒂𝒔𝒌𝒊𝒂 ❫
controle sempre foi algo tão primordial ao médico , senti-lo escorregando por entre seus dedos era o mais próximo que podia chegar de um pesadelo palpável . se fosse menos emocional não se afetaria tanto , mas esse seu traço só se tornou mais impetuoso com a idade ; não pensava em sua carreira ou sua reputação , não naquele momento onde era quase capaz de sentir as garras da sede de vingança em seu âmago . a parte racional sabia ser uma vontade inútil e redundante , buscar um desfecho quando estava à beira do fim , idris estava morto e com ele as perseguições , mas isso não trazia o doce sabor do êxito , quiçá apenas amargava ainda mais a boca ao saber que o filho da puta pegou a saída mais fácil : ele estava morto , mas merecia pior . o ar deixa os lábios de maneira pesada com as palavras de saskia , um rolar de olhos genioso de quem sabia que ela tinha toda a razão ali , mas custava a aceitar o fato . sabe bem que certas coisas são passíveis de imutabilidade , onde as forças do tempo e as relações que as circulam não geram efeito , mas ainda é pego de surpresa toda vez que lhe ocorre que se existe alguém no mundo que o conheça tão bem quanto ele mesmo , esse alguém era saskia . se afastar de tamanha familiaridade pelos últimos meses definitivamente tinha sua carga de culpa no peso que carregava nos ombros ou no vazio que dominava os olhos cansados . quem cala , consente . não era hora nem lugar para explosões que poderiam facilmente pintá-lo como culpado e , talvez pior do que isso , talvez estilhaços atingissem àqueles que carregam níveis elevados de importância na vida do jung e ele não podia deixar isso acontecer . nada de errado entre dois amigos enlutados , o rosto se perde na curva do pescoço alheio , sentia falta da proximidade como um soco no estômago que lhe sorve todo o ar . um corpo a menos ‘pra gente esconder . replicou em um sopro de voz , uma tentativa no mínimo falha de brincar entre a tensão que não o deixava , as mãos escorregam à cintura dela por um décimo de segundo , um leve aperto ali ante o aconchego trazido pelo toque em sua face , mesmo que custe a sustentar o olhar da mulher . mas ah , se as palavras dela não soavam com um convite . eu quero a porra do soco , saskia . diz em um desafio degenerado , um sorriso que ousa quebrar a carranca , sua destra deslizando pelo braço feminino até envolver o pulso , cessando o toque em seu rosto em favor de deixar um selar na palma dela sobre as marcas das unhas deixadas ali . você ainda faz essa merda . vai se machucar . advertiu , seus dígitos então envolvendo os dela de forma que a forçasse a fechar o punho , outro selar nos nós dos dígitos antes das íris escuras voltarem a focar no rosto bonito . essa é a sua deixa , vai . me faz sentir alguma cosa , wright . era fácil demais voltar às suas antigas maneiras , mas na expressão ladina que tomou conta do rosto escondia uma súplica gritante . não me deixa em paz saber que ele ‘tá com aquele filho da puta . o desgosto espalha amargor pelo palato , suas mãos envolvem o próprio rosto daquela vez , esfrega os olhos para tentar fugir daquela realidade ridícula . sinto falta dele . confessou enquanto rodeava o carro para ocupar seu lugar no banco do carona , a chave jogada sobre o veículo na direção de saskia . não hesitaria em se colocar em perigo atrás de um volante se estivesse sozinho , mas como era , as circunstâncias mudavam . senti sua falta também , ‘cê conseguiu ler isso nos meus olhos lá dentro ? aquilo ao menos não tem vergonha em admitir , mas também não é capaz de olhá-la nos olhos quando sabia que tinha sido egoísta com a forma súbita que se afastará em meio à sua mania .
𓏲 🥀. ` o quão mórbido é admitir que a presença de callum consegue ser calorosa mesmo ante à morte ? quer dizer , céus , que idris descanse em paz ou apodreça o mais rápido possível . quem sabe muitos , assim como eles , terão o descanso mental que tanto lhe foi privado por conta de perseguições errôneas . ao menos no seu caso é desse jeito , afinal por mais rebelde e agressiva que tenha sido em sua adolescência , saskia nunca chegou a confrontá-lo . talvez seja o preço que pague por sua condescendência mas , cacete , treze anos não é tempo suficiente para curar algumas feridas ? não é algo que lhe priva o sono , não fosse a coleção de fotos um quão íntimas demais para se ter como arsenal . esquisito , irritante e extremamente asqueroso de modo que , por deus , por qual motivo tem de ser interrogada ? mas então não pensa só em si mesma , callum é alvo de sua preocupação súbita ao agir como um ser inescrupuloso . oras ! uma característica que os dois sempre partilharam e , que no momento , saskia se vê na obrigação moral de interrompê-lo . o jung é importante demais ; inclusive um dos poucos que de fato cultiva sentimento genuíno . você é bem esperto , uh ? de brincar com essa merda aqui . é a sua vez de rolar as órbes em irritação , a preocupação tangível é dissipada quando um sorriso ladino orna a boca . não por completo , é claro . ainda sente que são observados de perto , examinados como culpados por um bando de filho da puta hipócrita . você quer que eu te machuque ? ah , cala boca . custa admitir que sente falta do abraço apertado , que a proximidade efêmera demais mexe com a própria consciência . é como um flash de uma recordação perigosa , que não tarda a ser escondida e resguardada em seu subconsciente . não sabia que a tua maior saudade era um soco , jung . o selar dos lábios de callum sob as costas da mão fê-la suavizar quase de imediato . as palavras são absorvidas e , de novo , é como uma memória que toma posse de seu âmago . a última vez que te fiz sentir algo ' cê não voltou mais . recita com uma mágoa intrínseca em seu timbre , porém , mais uma vez a wright o toca com os dígitos suaves e preguiçosos sob o maxilar . não tem a menor intenção de se afastar , quiçá até cultive uma distância diminuta ao que desce a mão sob o pescoço . público demais para segurá-lo , porém , não dá a mínima quando desce os dígitos sob o peitoral para sentir o diafragma . ou , quem sabe , em seu âmago almeje vivenciar outra coisa . você está agitado demais . não é um soco que vai resolver . nunca resolveu ; somente serviu de combustível para a dinâmica perigosa entre os dois . porém , ah , saskia sorri ao que derrapa as unhas compridas com esmero e cuidado sob os braços do mais alto . respira , desgraçado . soprou com o timbre tranquilo e dissimulado perto da audição , o suspiro advém em seguida ao ouvi-lo falar sobre o marido . é a porra do pai dele , callum . ele não vai fazer nada , uh ? relaxa . apesar do marido ser um crápula para consigo , não o considera uma ameaça para henry . senão o garotinho estaria ali protegido por saskia com todas às suas garras . e , sem dúvida , callum sabe o quão protetora e responsável é quando se trata de henry . eu já disse , uh ? está tudo bem , babe . quando percebe a vulnerabilidade de callum , a mulher segura as mãos alheias com cuidado . você tem que controlar essa tua raiva , porra . sorriu empática , verdadeira , ao beijar a bochecha do mais alto com carinho . ele também sente tua falta . ' pra caralho . é um quão contraditório dizer que saskia wright , a mulher que esconde a origem de seu próprio filho , seja alguém que não ouse mentir para a criança . mas , veja só , jamais contaria à ele que callum poderia estar distante por outro motivo senão por ser um herói de crianças . o título parece mais agradável , tragável para a inocência de seu filho , do que dizer que poderia ter fodido tudo às coisas com o jung . como sempre faz . você sempre esquece a merda do cinto , callum . reprende o mais velho com o tom jocoso , o próprio cinto sendo posto antes de dar partida no carro . é claro que a fala mexe consigo , que a vontade que tem é de simplesmente... deus , callum é injusto demais . eu senti a tua falta , callum . mas , hm , tentei respeitar o teu espaço . achei que era isso que você queria . aproveita o instante do sinaleiro para observá-lo , o trajeto para casa de callum sendo tão conhecido quanto as írises do jung . detesto quando você não olha pra mim .
aaronhow:
╰ ♢ › a primeira coisa que pensa é que saskia deveria ter chego 10 minutos mais cedo . quando os amigos estavam reunidos , decididos a sair e comprar uma pizza para desconcentrarem da prova que deixava todos ansiosos . quando haviam feito uma porra de sorteio para decidir quem ficaria ali com aaron , o idiota que se recusava a sair porque não tinha segurança em nenhum dos assuntos abordados durante o grupo de estudos . aaron não tinha nada com aquela garota . nem de perto . a blusa dela nem mesmo era do tamanho da dele . enquanto ele sente a raiva de saskia , os olhos passam pelas polaroids dos dois em meio a post - itsbagunçados — somente as decentes se encontravam ali , separadas de tantas outras guardadas consigo no meio de suas gavetas . a verdade é que , saskia podia não entender ainda , mas ele lutava constantemente com a vontade de voltar pra ela , para casa . não era brincadeira as tantas vezes que pedira para a mulher ficar . como um típico namorado carente . " foder ela ? merda saskia . eu não iria fazer isso . eu amo você . " e a desconfiança dói , corta , machuca . tanto quanto a saudade que tem de se aproximar e ser afastado . mas a confirmação de amor é firme , como tantas vezes mais havia feito . como em toda chamada , em que ele termina dizendo que o amor dele é completamente dela . ela poderia não entender , mas até contato leve das mãos naquela pele já eram para si como uma tranquilidade , sentir o perfume da outra era como se tudo pudesse ser consertado , mesmo quando ela fala tais coisas . " me odeia ? “ aaron a observa imóvel , como se esperasse uma confirmação daquilo , como se tudo pudesse ser desmentido , ali e agora . ” eu não disse que precisava de um motivo . eu também estou com saudades de você , porra . ” mais uma vez , a presença entre eles é diminuída . em algum lugar , sua mente só confirma : saskia esta ali . com ele . ela está perto , ela veio o ver . e , em alguns segundos , até mesmo o cansaço vai embora , dando espaço para que possa levar destra até aquele rosto sério acariciando - a com tanto carinho … merda , ele estava tão cheio de tudo . mas a mulher era sua força . sempre fora . “se tivesse dito eu não teria feito um de grupo de estudos as 15 da tarde . teria ido até você , love . ”
𓏲 🥀. ` tem o mínimo de ciência e juízo para saber que aaron merece mais . quer dizer , porra , não precisa de uma percepção brilhante para concluir que é um atraso para a evolução alheia . que agora o momento entre os dois é outro , que a faculdade e a distância é mero prelúdio do futuro entre os dois . tão distante que não lembra qual a última vez que esteve frente a frente com ele . mas agora seu âmago é ciente que vai ser a última , quem sabe o final mais trágico e fracassado possível . onde é trocada por uma mulher brilhante , graduada e com um futuro próspero demais para a própria vocação medíocre . o motivo de pensar tanto à respeito ? o exame de gravidez , o fato de ter a completa certeza que esse não é o momento ideal para a união desarmônica entre eles . não cogita dizer agora , porém , seu nervosismo é transformado em mágoa e cólera exorbitante . qual outra reação vai ter senão o ódio súbito por aaron ? ele fere sua honra ! céus , o quão difícil é permanecer sã sem o efeito tranquilizante da nicotina em seu sistema . talvez mereça esse desfecho ridículo , uma espécie de moeda de troca do carma com sua cerne . trepar , foder ou transar . que se foda , escroto . você sabe o que eu quis dizer . por mais chulo e indecente que seja seu vocabulário , saskia sempre buscou respeita-lo quando aceitou ser a namorada dele . uma promessa intrínseca de não agir como os pais , bárbaros e briguentos , porém , veja só como está agora . é a primeira vez , aaron ? que você fode com a minha cara . que você mente ' pra mim . aquele momento de torpor absoluto ignora a confissão de aaron , dando-lhe valor mínimo quando impele sobre o peitoral uma força brusca para aumentar a distância . sim , eu odeio você . ' pra caralho . o tremular dos dígitos é tão intenso que um riso sôfrego orna a garganta , a visão turva pelas lágrimas idiotas que flamejam o globo ocular . saudade ? ah , você nem me ligou . o calor da derme de aaron incita em si um asco demasiado , o riso de escárnio é audível de tal maneira que incomoda . grupo de estudos , aaron ? ah , sério ? onde está todo mundo ? você acha que eu sou uma imbecil , deus . quer saber ? é melhor assim . você aqui é a porra do teu lugar . fica , vai . aproveita . eu não quero mais . e vai a merda com esse love , desgraçado .
aaronhow:
╰ ♢ › aaron não possuí a fama de filho da puta . de certo , é muito pelo contrário a cerne que ronda por si . mas é claro que saskia iria chegar na porra do pior momento . ele nem ao menos estava perto da garota que estava em sua cama . nem de perto havia algo sexual entre eles . mas como explicaria essa merda se saskia nem tentava ouvir ? “ você pode parar por um segundo ? ” a voz rouca ressoa . o homem pouco se importa no que os outros achariam . caralho , só conseguia pensar em saskia a sua frente . os livros ainda estão espalhados em sua cama , provas antigas refeitas por várias vezes . “ se você parar eu posso explicar que merda está acontecendo . ” nem ao menos tem medo de que saskia o machuque . não , ele confia demais na mulher . tanto que se aproxima mais , como se estivesse sendo sugado no centro do furação . “ não vai pra casa assim , baby . ” aparenta uma calmaria em seu corpo , mas só deus saberia a ansiedade que carrega da ponta de seu dedo até o fio de cabelo . fios esses que são bagunçados em pura agitação , como se algo logo fosse desmoronar . aaron a segura calmamente pela cintura , levando as mãos as da garota que se mexem rapidamente . os olhos demonstram cansaço , como alguém que a vários dias passa acordado . “ por que não me disse que vinha , hm ? ”
𓏲 🥀. ` não é alguém que implora por atenção . não combina para consigo , de modo que são poucas às vezes em que age tal qual uma namorada carente . mas , ah , se tem uma coisa que acredita que pode exigir é lealdade . o mínimo , inclusive ! o que mais pode pensar senão a única alternativa óbvia . desde quando aaron deixa outra garota vestir o moletom ? deus ! tem a certeza que é dele , pois sente o perfume quando a garota foge diante os seus gritos de fúria . não é o coração o único machucado , o ego de saskia infla e implode em sentimento de penitência . só deus sabe o quão se segura para não agir como o pai , destruir o ambiente com sua própria cólera . só que não quer dar àquela vitória a aaron , muito menos para a garota que saskia ofende com todo seu ódio exacerbado . só cala a boca , porra . o sonido do grito ecoa profundo no dormitório , a porta que fora fechada com lampejo de violência não chega perto da selvageria de saskia em empurrá-lo . wow . acha que eu não sei que ' cê ia foder ela , uh ? ah , eu quero . terminar . mas o impulso não lhe deixa exprimir a sentença , porém , seu corpo que esquiva do dele demonstra isso . eu odeio você , caralho . naquele momento é a única verdade que lhe parece tangível e digna de ser expressa verbalmente . a mão em sua cintura é repelida , o ímpeto em dar um passo para trás e apontar para ele sem escrúpulo algum . eu preciso de motivo ' pra te ver ? porra , você é tão óbvio . as mãos peregrinam sob os bolsos da própria jaqueta , porém , antes que alcance o maço de cigarros relembra que não pode . não agora .
+

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flashback , 2009 .
não se deixa guiar cegamente pela raiva como saskia . não podia se dar ao luxo , emoções genuínas eram as mais perigosas quando vinham acompanhadas dos punhos fechados e do escarlate lhe tomando a visão . não colocaria seu controle à prova só porque foi atingido onde doía mais , mas havia algo primal no olhar estático , o humor se esvaindo para dar lugar a mágoa que ele não ousaria expressar se não fosse a honestidade do que era incapaz de dominar . as mãos peregrinam às costas femininas , leves , num toque contido até repousá-las na curva da cintura , os dígitos se tornando cruéis à carne protegida pelo tecido . aposto que você queria que o teu pai te esquecesse . não precisava ser dono de um intelecto invejável para somar 1+1 . das conversas civis ( e altas ) que tinham , da maneira como ela própria se portava . tinha algo errado em sua casa e foi por isso que callum uma vez lhe ofereceu abrigo e companhia e nunca tocou no assunto . até aquele momento . era difícil para callum ser vulnerável e só os levava dez casas para trás perceber que havia errado em confiar em alguém tão baixa quanto saskia . ele podia jogar aquele jogo se era o que ela queria . ainda doí ? questionou-a próximo a audição , a destra se esgueirando para baixo da blusa feminina , as unhas curtas arrastadas sobre a derme maltratada onde há poucos dias tinha pego um vislumbre da bagunça arroxeada que ela escondia . teu teto é de vidro , otária . o tom calmo e coletado carregava um escárnio contido que também podia ser perceptível no curvar cruel dos lábios injuriados . seu problema é não saber desistir de uma briga mesmo quando sabia que não sairia vitorioso , mas não o impedia de fazer o maior estrago possível diante de sua impulsividade . o grunhido irritado que lhe escapa ante a ardência do molestar de seu lábio é extinto contra a boca dela em um selar tão rude quanto as atitudes dela . você é doente . não ia conseguir fingir ser gente nem se tentasse . o cuspir das palavras é falho , mas não tira a carga do sorriso ordinário que ostenta sem pudor e sequer falha quando volta a ser alvo da brutalidade alheia , não repete as palavras que iniciou o confronto no gramado , mas o arquear insolente das sobrancelhas repetia silenciosamente se aquilo era tudo que ela tinha para ele . pena ?nem tentou conter o riso amargo , ofendido que era aquilo que ela pensava dele , pro inferno com pena , fazia o que fazia em nome daquela amizade deturpada que cultivaram entre socos e palavrões . alguém que ele podia ser o quão baixo , rude , tempestuoso quisesse , alguém com quem ele pudesse ser verdadeiro em sua sujeira . puta merda , você é tão ridícula quanto essa tua autopiedade . saskia não era digna de pena na concepção de callum , nunca havia sido , callum admirava a força e valentia que enxergava nela . a resposta positiva era o suficiente para crescer o sorriso carmesim , mas não o tornava complacente à obedeça-la , o desafio ao continuar sobre ela sem vacilar . é por isso que a gente combina . não tem vergonha em admitir o que tanto luta para esconder quando diante de saskia , era aquele o motivo , afinal , que o fazia voltar para ela mesmo depois de prometer para si mesmo que era a última vez . era instigante a maneira que era tocado por ela quando não era alvo de ataques , às vezes parecia até a calma antes de uma tempestade . nunca pedi pela merda da tua piedade . o que te impede de acabar comigo , filha da puta ? sugestão , convite , que ela interpretasse como bem entendesse , o que não deixava espaço para interpretações foi com a forma como a destra deslizou pelo pescoço da garota até que pudesse segurar o rosto alheio com pouco fineza , o olhar vagando pelo rosto estupidamente bonito até chegar aos lábios dela e instintivamente voltar aos seus olhos , ‘cê fodeu com a minha boca , agora faz alguma coisa .
𓏲 🥀. ` seu pai tem o costume de ofendê-la como demônio por um motivo . de lhe machucar tanto que precisa faltar à aula , pelo simples fato de ser orgulhosa — prepotente em demasia , para demonstrar o quão fodida está . provoca mesmo que machuque , que lhe destrua , ou que lhe faça vomitar de dor . mas ali , por exemplo , callum não lhe fere com a mão pesada . nah , tem ciência que ele é decente demais para retribuir a dor que aplica sobre ele . mas , nah , não pense que não percebe o quão vil aquele consegue ser com a fala dissimulada . completamente maculada pelo remorso do que disse antes e , mais uma vez , saskia quer erguer o queixo e agir como a superioridade que esbanja quando quer . mesmo que no fundo seja uma completa fodida . comprime o maxilar quando a tensão lhe atinge sem dó , a pele arrepiada não só pelo toque bárbaro , mas por medo intrínseco que ergue-se como fel em seu paladar . seu silêncio não é bem uma afronta , porém , ela sorri de forma falsa e dissimulada . finge que não dói , que não assusta , muito menos que seu coração aperta com violência em seu peito . ele , assim como você , vai me esquecer quando eu estiver morta , porra . é fácil demais dizer o que machuca sem derramar uma única lágrima , afinal alguns professores até tiveram a falsa empatia de perguntar o que acontece . mas , ah , quem vai se meter com um policial aposentado , afinal ? não há nada que possa mudar a sua história de merda , nem mesmo a fictícia bondade velada de callum . eu sei , cacete . o grande problema de saskia não está em seus gritos , tampouco em sua fala recheada de palavrões de último nível . o perigo habita em sua calmaria , a maneira que parece recuar com uma voz branda . ela age como cobra ou sobrevivente embora acredite que seja a própria vilã de sua estória hedionda . não sou a única doente , callum . o que você quer , uh ? me salvar igual fez com o idris ? vai a merda , desgraçado . impulsionou as mãos de forma rude sobre o peitoral do rapaz , porém , ainda não usa força para afastá-lo . somente para comprimir a derme com sua ira absurda . olha só como você é incrível , céus , quem poderia imaginar que você tem um pingo de noção nessa cabeça ? apesar de idris não ser um amigo — muito menos um conhecido , senão alguém que conhece de vista por conta de seus hematomas — saskia é consciente do quão aproveitador callum fora. é ? então por que você ainda está aqui ? estalou a língua no céu da boca , o riso de escárnio queima em igual intensidade com o hematoma que arde em sua cintura . teus amiguinhos ricos não te conhecem de verdade , não é ? a destra acaricia como vidro arranhado na superfície , a mão de saskia peregrina tal qual um metal rude sob a derme . o beijo sujo , ah , quase lhe arranca um engasgo não fosse aquela excitação em seu peito . o que me impede ? ah , isso é óbvio . você não é tão burro , porra . não duvida que a família do jung iria lhe foder até o último átomo e , embora isso não lhe assuste de verdade , a amizade deturpada entre os dois é o que impõe um limite sólido em cada desavença . não sabe o porquê de ficar parada , as mãos que repousam sob a grama molhada ao desviar o olhar . não por hesitação ou intimidação com a fúria de callum , nah . ainda não encontra a palavra correta , porém , ela agarra com impetuosidade o couro cabeludo . deus , você é tão carente . mas , pela primeira vez , não há crítica alguma em sua fala viperina . um sorriso invisível , demasiado lascivo , escorre pela boca ao sugar o lábio daquele em provocação . a perna direita envolve o quadril daquele sem cuidado , estreitando ainda mais a distância ao que roça o lábio sob o maxilar . divaga em lentidão para o lóbulo da orelha , perpassando as unhas vermelhadas sob o pescoço pálido . não precisa estar por cima para esbanjar controle , demonstra através da ânsia fúria que aperta o corpo daquele contra o seu . esse é o teu jeito de implorar pela minha boca , callum ? cute . o indicador rasga com certa lentidão a derme , enquanto que a boca toma domínio sobre o lábio maltratado do maior . a mão esquerda prendeu-se aos fios com repelo , a exaltação sendo visível ao jeito que prende a perna ao quadril e quase , por um milésimo , permite que um suspiro ecoe da garganta .
𝟐𝟎𝟏𝟖
𓏲 🥀. ` que a paciência de saskia é instável qualquer ser humano coerente sabe . mas ao que lhe parece aaron resolveu testá-la em sua essência ; guiá-la em uma passagem só de ida para às profundezas do inferno . a custo do quê , afinal ? o que ele extrai de proveitoso de seu estresse exacerbado ? além da energia babélica que predomina a ambiência ; bagunçada ainda mais com seu surto de raiva . os colegas de turma de aaron certamente irão pensar que ela é louca ; uma mentecapta sem juízo ou noção . e , céus , quem sabe esse título lhe caiba tão bem quanto o papel de idiota . perdeu às contas de quantas horas gastou dirigindo só para ir vê-lo e encontrado daquele jeito sórdido . então é desse jeito que você estuda , filho da puta ? um sorriso amargo torna o paladar intragável como fel , os fios curtos são bagunçados em ímpeto por não encontrar nada mais para arremessar . embora não ouse lançar nada na direção de aaron , o ódio que sente é por si própria e exclusivamente . porra , aaron . não derrama uma só lágrima pela ciência de que esse papel não combina consigo . nah , nunca será a vítima da história . quiçá esteja tão habituada com o controle que , cacete , quando as coisas saem de seu domínio . eu vou ' pra casa , merda . @aaronhow
𓏲 🥀. ` finge prestar atenção no riso exacerbado e ébrio de uma amiga . cuja melodia é ainda mais estridente naquele túnel , a madrugada que tange o ambiente em um frescor típico de primavera . gostoso , familiar e quase tão aconchegante quanto o calor da nicotina entre os dígitos . você quer ? ou ' cê não consegue tirar os olhos da minha boca ? ali está a verdadeira raiz da equação , quem de fato lhe ocupa ATENÇÃO desde o instante em que aparece no rolê . de madrugada dizem que a noite é uma criança e , talvez , esteja tão embriagada em meio ao entusiasmo que resolve quebrar o gelo para com elu . o sorriso da wright ostenta um quê de provocação ladino , as írises felinas gravam bem os detalhes do rosto quando estão frente a frente . não pensei que ' cê fosse aparecer , sia . sabe bem que o nome delu é siobhán , porém , faz questão de ser corrigida quando o sorriso aparece em sua boca e ilumina as feições com uma promessa ambígua de rejúbilo tóxico . muito menos que , hm , cê não iria fugir de mim . a destra é atrevida quando alcança a derme macia , o polegar que roça no interior em um carinho velado ao que traz para perto em toda sua energia caótica e impetuosa . vem , siobhán . não vou te deixar fugir , baby . não hoje . sussurrou a última parte em um tom de promessa , a língua estala no céu da boca e a fumaça peregrina dos lábios carmesins da garota .
@sianry
rcyalgames:
responda um starter, apague o outro.
o corpo estava estirado no chão do jardim da escola, os olhos fechados e totalmente imóvel. quem olhasse de longe poderia muito bem achar que a garota estava morta ali mas era só se aproximar para visualizar o pequeno sorriso nos lábios por finalmente poder aproveitar um pouco do sol londrino. a sombra feita arrancou de leonita uma careta, fazendo-a abrir os olhos para verificar quem lhe atrapalhava. a dor de cabeça forte que lhe recepcionou a fez levar os dedos as têmporas e apertar de leve. “mierda.” soltou, no perfeito espanhol que sabia muito bem. “você está atrapalhando meu bronzeamento natural.” continuou. “o que foi? eu perdi aula, eu sei. não tava a fim. e você ta fazendo o que aqui a essa hora?”
𓏲 🥀. ` fuck . achei que ' cê estava morta . o sorriso boçal e quase afrontoso sondou-lhe a boca avermelhada , cuja fumaça do cigarro é expelida em uma lentidão provocativa . os fios acobreados da wright impedem a visão perfeita de leonita , o vento espalha não só o bálsamo da nicotina como a energia caótica de sua presença . a expressão logo é atenuada dando lugar a outra ; escárnio ? nah , é algo mais leve , porém , com uma cerne passível de virar combustão tal qual a energia intensa de cada uma . wow . já disse , porra . só queria ter certeza que ' cê não tinha morrido . so bad . naquela dinâmica instável e provocativa , saskia nunca sabe quando sua presença é bem-vinda .
hcroics:
featuring 〳 ❪ 𝒔𝒂𝒔𝒌𝒊𝒂 ❫
se fosse tão bom em controle quanto saskia , de certo que teria a consciência de que fazia tudo errado em sua missão de não plantar um imenso alvo em suas costas . os lábios comprimidos em uma linha fina de descontentamento de estar onde estava eram o acompanhamento perfeito dos punhos cerrados e da rigidez dos ombros que apenas relaxam ante ao toque feminino em sua face , seus olhos no dela e a situação fodida que conseguiram se inserir fazendo-o sentir como se não tivessem envelhecido um dia sequer naqueles treze anos . ah , você não faz ideia do quanto eu ‘tô sentindo , saskia .em uma escala entre vida e morte , seu tom com certeza pertencia ao lado do desgraçado que ousou perturbar o seu juízo ; não por não sentir nada , longe disso , estava banhado em uma fúria tão intensa quanto era silenciosa . não conseguia acreditar que era aquilo , o desfecho para meses a fio na mais pura paranoia e receio de voltar para casa . não podia ser , parecia fácil demais e com idris nada seguia aquele caminho , não havia motivo para se iludir ao achar que aquele era genuinamente o fim , pois sabia que mais cedo ou mais tarde quebraria a cara . eu queria ter matado o filho da puta . aos sussurros com aquela que sempre esteve a par consigo , não precisava abafar o vocabulário chulo advindo da adolescência desregrada . a taça descartada da outra é tomada em sua mãos para terminar com a bebida deixada por saskia na ânsia de ter alguma outra coisa lhe queimando a garganta além do mais puro desconforto de estar ali segurando tudo que tinha para dizer sobre o morto . ah , a bebida é boa . exprimiu ao devolver a taça vazia à mesa , rolando os ombros como se saísse de um estupor . me faz questionar como uma família decente conseguiu a dádiva de criar um miserável . um traço de satisfação lampeja no rosto apático quando eleva seu tom de voz , naquela que talvez fosse a emoção mais intensa demonstrada naquela tarde , os olhares de ultraje lhe queimando as costas ao que caminhava de braço dado com saskia até a porta da rua pouco o incomodavam . é como a porra de uma casa de horrores . respirou fundo , usando da mão livre para desatar sem fineza o nó da gravata que parecia sufocá-lo . preciso de uma bebida ou dez . massageou as têmporas , soltando do braço da mulher apenas quando chegou em seu carro e encostou-se na lataria . com quem o henry ficou ? questionou , o convite implícito para que ela se juntasse a ele , mas apenas se o afilhado fosse ficar bem sem a mãe pelo resto do dia .
𓏲 🥀. ` não é sensação de ser observada , testemunhada tão a fundo que pode sentir o flamejar em sua alma . é a certeza que um passo em vão e será suspeita outra vez . uma estatística que a tira do sério por sua incongruência , afinal sequer havia trocado uma só palavra com idris . como pode plantar e semear a morte quando , céus , estava bem mais ocupada nos últimos anos . não por rejeitá-lo como alguém medíocre ou desprezível na época da escola , porém , veja bem : agora ele lhe perturba a cabeça por ter fotos demais de saskia em seu apartamento . algumas tão reveladoras que , cacete , a alcunha de suspeita de homicídio vai ser o menor de seus problemas . tem certeza disso , callum ? eu ainda consigo ler os teus olhos . desta vez não sorri ou abranda o timbre sério , o maxilar contraído suavemente ao que seus dígitos abandonam o queixo para descansar a mão em uma pressão leve nos ombros . você está tenso ’ pra caralho . a ponta dos dígitos massageiam com discrição o ponto que julga ser correto , porém , o afago não dura tanto ao que se afasta sutilmente . um passo para trás , saskia . ordenou a si mesma com certa rigidez e autoritarismo próprio , consciente de cada olhar discriminatório que ambos recebem de quem permanece no velório . não fosse henry , a chance de perdê-lo caso fosse presa injustamente , saskia não hesitaria em voltar ao seu verdadeiro eu ; caótica , agressiva e com uma resposta sempre na ponta da língua . além de preso quer perder a porra do teu diploma ? cala boca , porra . aqui não . recitou entre dentes em um sopro confidencial , cuja eloquência é firme e um quão agressiva demais quando , no fundo , está preocupada em demasia com callum . os dois são estúpidos a sua maneira , mas não significa de longe que não tenha sentimento de proteção e carinho para com ele . embora muitas vezes ele não mereça . jung . o sobrenome dissipou-se com um riso ladino , as írises que correm pelo ambiente com toda sua cerne viperina e dissimulada . você é bem mais esperto que isso . é claro que tem consciência que idris pode ser um grande filho da puta . entre a palavra de callum e um homem morto , saskia ficaria do lado do jung sem pensar duas vezes . porém , ah , a repulsa que os hipócritas manifestam entre sussurros fê-la parar no caminho por um instante . as unhas avermelhadas maculam a própria palma , o contato com callum não é desfeito ainda que à mercê da raiva . não dele , é claro que não . mas é negligente ao soprar um palavrão , as palavras amaldiçoadas que são ditas próximo a acústica daquele . esse bando de filho da puta . é melhor que ele esteja morto , hm , pelo menos assim conseguiu o que queria . deus , saskia não reconhece a si mesma quando articula a sentença em confidência , os lábios que escondem um sorriso frio demais . a diferença é que a frase é dita em um abraço orquestrado , as mãos envoltas dos ombros ao que a boca de aproxima da orelha direita . agora para de ser estúpido , porra . segurou o rosto do mais alto com as mãos , dissimulada , saskia peregrina a palma sob a derme até voltar a puxá-lo para longe daquele marasmo . eu acho que você precisa de um soco . mas , hm , eu pago a tua bebida . rolou os olhos ao estalar a língua no céu da boca , os braços cruzados quando acompanha ladina as ações do outro . henry está com o pai , uh ? não se preocupe . a cabeça tomba para o lado , o suspiro derrapa ao que massageia a têmpora . vamos ' pra tua casa .

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evangeliquinha:
saskia era uma das poucas pessoas que evangeline autorizava chamá-la por qualquer tipo de apelido - ela nunca foi muito fã de apelidos, e, de uns tempos para cá, sua antipatia ficou ainda mais forte - sem algum tipo de retaliação. talvez fosse pela intimidade que tinham, ou pelo simples fato de saber que a outra acabaria chamando-a por algum outro nome, um mais diferente e irritante do que eva. ❝ todo esse tempo e você ainda não se acostumou com o fato de eu ser o epítome de concentração? ❞ falou em um tom surpreendentemente brincalhão, o começo de um sorriso aparecendo em seus lábios. seus colegas de classe a chamavam de séria, entediante e chata, e evangeline até concordava; mas, na presença de saskia, a garota se sentia tudo menos entediante. é claro, não a ponto de sair respondendo os professores ou aprontando poucas e boas como a melhor amiga. ao ouvir o comentário da garota, o sorriso da loira sumiu e ela enrijeceu em sua cadeira, balançando a cabeça imediatamente. ❝ nem pense nisso. se você der atenção, o que é exatamente o que ele quer, ele não vai me deixar em paz nunca. ❞ evangeline revirou os olhos e enfiou outra cenoura na boca, mastigando e engolindo antes de continuar. ❝ apenas faça o que eu faço e o ignore. ❞ forçou um pequeno sorriso na direção de saskia, apoiando um dos cotovelos sobre a mesa para pousar o queixo na mão e dar toda sua atenção para a melhor amiga. as feições da loira se contorceram em uma pequena careta, balançando a cabeça tão avidamente que sua franja saiu do lugar. ❝ nope, not gonna happen! não adianta me olhar com esses olhinhos de cachorro pidão, você sabe que eu não mato aula. ❞
𓏲 🥀. ` você fala de um jeito tão bonito quê , merda , evangeline . quase perco o foco de te atormentar . embora o seu jeito de tormenta para com ela seja demasiado específico , ameno e carinhoso . completamente diferente de qualquer outra criatura que ouse confrontá-la , por exemplo . nah , não é isso . eu gosto de te ver concentrada . você parece até um filhote de gatinho . a última parte fora dita em uma confidência implícita , o sorriso brincalhão sendo retribuído ao que encara a cenoura . ou coelho , você que sabe . não lhe passou despercebido , porém , a maneira que evangeline parece tensa diante a sua última sugestão . um suspiro desgostoso é audível , embora não encontre outra opção senão concordar . até mesmo saskia tem um resquício de juízo e , oras , não pode ir mais uma vez para a diretoria àquela semana . principalmente após a última ameaça de um professor de expulsá-la . eu só quero dizer que , hm , se precisar eu estou aqui . ainda mais se for ' pra socar esse esquisito . o som do metal da cadeira sendo arrastada pelo assoalho é proposital , de modo que fica de frente à amiga ao ponto de escondê-la do ponto de visão de idris . dá próxima vez a gente passa o intervalo naquela árvore ! ah , deixo até você ler ' pra mim . não é muito de seu feitio estreitar proximidades , porém , quando é evangeline na equação , a wright sente conforto em suficiência para roçar os dígitos nas costas da mão em um carinho . quiçá queira transmitir segurança à melhor amiga , apesar de não ser boa nesse tipo de coisa . eu sei , eu sei ! você é o motivo de eu ainda não ter reprovado por falta , uh ? mas , ah , você sabe que eu tinha que tentar !
aaronhow:
necessidade é um substantivo feminino de origem latina . significa aquilo que não se pode evitar , uma qualidade do que se é necessário .
╰ ♢ › necessidade é a palavra é utilizada quando falamos acerca das coisas as quais fazem falta . ao contrário do vício , não é uma palavra usada para coisas ruins , pelo contrário . e já fazia muito tempo desde que saskia havia se tornado necessária em sua vida . era tão forte o desejo de mantê - la ali que aaron apenas a observava por alguns instantes guardando os detalhes da mulher . há um sorriso doce pendurado em sua boca . sua língua umidifica os lábios só enquanto pensa em inúmeras maneiras de a fazer ficar ali um pouco mais . ele sente falta dela . não é só saudades . não é só um egoísmo . estava disposto a ser dela . mesmo assim sabia que , dentro do que tinham , já eram um do outro . esse o motivo de estarem ali . “ não fica ofendida , vai . eu ainda fiz questão de tirar cada peça da fantasia ruim que fizemos . ” há resquícios de roupas jogadas ao longo do dormitório , peças de fantasias indecentes feitas as pressas por ambos . memórias de momentos antes ainda passam pela sua mente , quando fez questão de marca - la como sua em cada área exposta daquele corpo . o riso embebido em prazer assola o ambiente quando aaron repassa os lábios pelo vermelho daquele pescoço . sente o perfume e aproveita da pele de saskia , apenas um pouco mais . “ sim . você é gostosa . para caralho . ” se corrige , abraçando - a com os dedos pressionados contra a pele branca daquela costas . ainda consegue sentir - la escorrendo em seu colo . ambos tão imersos a texturas e sentimentos que é impossível sequer pensar em afasta - la . “ wow , você está tão irritada , baby . isso é vontade de mais é ? ” o sorriso devasso preenche o rosto em uma correspondência singela . a meia luz camufla muitas coisas que acontecem ali , mas é difícil camuflar a forma que os corpos se encontram emaranhados , entregues . por alguns segundos , o coração até mesmo volta a se acelerar . aaron poderia ser um idiota , mas entendia que o seu maior querer era não deixa - la ir . ou melhor , era voltar com ela . tudo seria melhor assim . eles não precisariam ficar longe , lidando com a vontade de estar perto — pelo menos ele não precisaria . “ não é toda festa que tenho saskia beatrice wright aqui , porra . ” e não importa quantos olhares eles haviam atraído , quantas pessoas haviam comentado sobre ambos . foda - se todo o resto . ele estava feliz . e verdadeiramente feliz em um longo tempo . só não sabia se ela entendia que era o motivo disso . “ babá ? nah . tem cara de quem poderia ficar pra cuidar do seu homem . ” e embora carregue o tom claro de brincadeira que compartilham , aaron a aperta em si . os lábios roçam na boca dela , um pedido indireto para que ela fique . por mais um dia . por mais um mês . um ano . pra sempre . “ eu sei que não . ” e saskia possui uma autoridade que poucos não se dobrariam nas ordens dela . aaron não é um dos que busca fugir . nah . ele apenas sorri , sentindo as unhas no queixo e umidificando a boca , encarando a própria alheia . “ vou esperar por esse dia . ” o sorriso é devasso , uma provocação feita apenas para a outra . “ não conheço , baby ? tem certeza ? ” e , dessa vez , ele a toca com calma no rosto . aaron beija aquela boca . não demora muito , porém , para a pornografia voltar a si e a mão chocar contra aquela bunda — ação resultante da forma que ela roça em si . “ você é desgraçada quando quer , baby . ” e aquela carinha de quem iria o destruir é o que mais o puxa pra ela . os dedos roçam contra o ponto tão desejado daquela anatomia , ele sente a bagunça do que haviam feito antes , ainda nela . o homem quer a segurar , repetir as doses mais e mais vezes . mas o diabo é articulado demais . e quando saskia levanta , ele apenas se joga na cama . “ por que eu acho que a cada dia que passa , você fica mais cruel ? ” a risada tem humor . não está frustrado , não mesmo . a noite é longa , ainda tem muito mais do que podem fazer . aaron se levanta , procura em meio as coisas sua calça e a veste . porém , joga uma de suas blusas na direção da mulher . “ vamos voltar , baby . tem muita coisa pra enchermos a cara ainda . ”
𓏲 🥀. ` você ama me ter nua do teu colo . a vermelhidão das unhas que acariciam em lentidão sob o abdômen entra em contraste com a derme pálida , esculpida por marcas dos beijos cálidos e de cada roçar bárbaro das mãos pequenas sob a região . a anatomia de aaron é parte de sua poesia , acaricia e explora na ponta dos dígitos , para senti-lo tão fundo em sua psiquê . não esconde que é entregue pela quentura da derme , tampouco pelo jeito que pode senti-lo arrepiar quando roça as unhas sob a extensão da barriga . mas é a doçura daquele olhar quase chapado que a desestabiliza , evitando-o por um só instante ao que se obriga a morder o próprio lábio . deixa de ser filho da puta , aaron . ' cê sabe que não pode alimentar meu ego . quase tem vontade de encaixa-lo em si outra vez , somente pelo bel prazer de embriaga-lo em sua persona . quem sabe assim o filho da puta iria parar de constrangê-la com sua doçura , que a algum tempo deixou de ser incômoda . aos vinte e quatro anos , a wright não pensou que visitá-lo na faculdade seria tão intenso . que sua própria alma há de se tornar refém das írises masculinas . não segura o ímpeto de bater naquela bochecha , reclinando o próprio tronco na direção daquele ao beijá-lo com avidez . chupa com maldade a língua , roçando os dentes contra o lábio inferior e ora o maculando com uma mordida excitada ; voraz . entrelaça os dígitos do homem na cama , usando-o de apoio para rebolar em seu colo . sim , você está certo . você é meu , howard . prende o queixo daquele em sua mão fina , a autoridade escorre por seus dígitos ao que desliza para o pescoço . ah , você fica uma delícia dizendo isso . pode sentir o próprio âmago pulsar em deleite , o estalar da língua no céu da boca ao se aventurar no pescoço já marcado . beijou-lhe o pavilhão da orelha , a língua dissimulada umidifica o lóbulo ao que morde o maxilar em maldade . ' cê quer tanto uma faca minha na tua pele ? pervertido do caralho . o riso dissimulado tem um quê de brandura , as unhas que molestam a derme das coxas do homem sem piedade . não geme por pura ousadia , porém , os olhos e a maneira que entreabre os lábios em puro tesão não esconde o que desfruta em totalidade em sua cerne . não deixa de ser indecente ao chupar os dedos de aaron , estalando o som da própria língua ne extensão por puro entusiasmo . vai fingir que não gosta da minha maldade , aaron ? ah , não é isso que estou sentindo . sussurrou com os lábios maltratados roçando em seu tímpano , o sorrisinho prepotente finaliza com um selar doce na boca . ' cê me fode depois , vai . eu quero conhecer essa merda . um jeito quão peculiar de se referir à faculdade ? quem sabe , mas quando se veste com a blusa dele , saskia sorri de um jeito engraçado ao contemplar no espelho o nome do curso . ah , claro . tinha que ser , não é ? medicina . pôs-se nas pontas dos pés ao empurrá-lo contra a parede , afundando as mãos no couro cabeludo ao que abre a porta do quarto . desgraçado . achei que ' cê tinha trancado , aaron . entrelaça os dígitos a mão quente , puxando-o para longe do quarto ao que pode ouvir a música alta ressoando pelo prédio . eu quero uma bebida de verdade . agora .
ashfcwd:
2009 OU 2022? ESCOLHA UM.
2009:
⠀ ⠀ encarava a interação sem entender muito bem o que estava acontecendo. não sabia se estavam forçando idris a comer mais do que aguentava ou se estavam apenas brincando uns com os outros — a forma violenta com que os garotos se divertiam sempre fora preocupante para a loira, mas não seria ela a estraga prazeres. desviou então os olhos para a barra de cereal que trazia consigo e suspirou, oferecendo-a para a pessoa que estava ao seu lado. “ você quer? eu… acho que perdi a fome. “
𓏲 🥀. ` uma lição tóxica e agressiva que aprendeu com o pai é que , infelizmente , o quão mais frágil alguém demonstra a seu agressor pior serão as consequências . não é inocente ou ingênua ao ponto de não perceber a tormenta de idris . mas é egoísta o suficiente para pensar que , se consegue defender a si própria , ele também seria capaz de fazê-lo . fora através da agressividade que pode escapar de cada perseguição e , para a sua sorte , funcionou tão bem que ninguém ousa olhar para si . eu não preciso das tuas sobras . respondeu com o tom arredio de sempre , porém , um suspiro melindroso escapou dos lábios avermelhados ao que encara a loira . foi mal essa merda me deixou irritada , hm , também perdi a fome . essa merda é nojenta ' pra cacete .
hcroics:
existe uma satisfação intrínseca em brincar com o controle alheio , lhe tira a sensação de impotência que tanto o assombra e , sinceramente , o faz se sentir melhor consigo mesmo , ao menos existiam pessoas por aí piores do que ele ! sempre fazia um trabalho tão perfeito em dissimular as emoções torpes que o motivavam que via seu escape nos outros . forma vil de se satisfazer , mas não deixava de ser uma via de mão dupla — saskia fazia o que sabia fazer de melhor e ele sentia alguma coisa para variar . maldita . recitou entre os dentes para não largar do sorriso ordinário um segundo sequer , o ímpeto de aproximar ainda mais seus rostos ao ponto de encostar sua testa na dela , a canhota apoiada no chão para sustentar seu peso ao passo que a destra envolvia a nuca feminina e se emaranhava em seus cabelos . ‘cê bate , saskia , mas bate direito , filha da puta . que porra é essa ? vai me beijar , porque parece que você quer . inevitável não descer o olhar tentadoramente aos lábios alheios , os próprio humedecidos enquanto os dígitos se tornam mais firmes nos fios acobreados * . o impacto contra seu rosto o surpreenderia se ele não tivesse pedido por exatamente aquilo , o riso amargo que deixa os lábios é entrelaçado com o grunhido de dor ao ser devolvido ao chão a violência da nuca contra o gramado outra vez o deixando à beira da tontura , ou talvez fosse o efeito de saskia sobre si . que bela hipócrita você é . o olhar passeia sem pudor do rosto ao colo feminino tão próximo ao seu , os olhos se fechando com o ardor das unhas em seu braço , a queixa plácida do ar escapando entre os dentes , não daria à ela a vitória de se incomodar com a dor . não são nem oito da manhã , não acha cedo demais pra começar a flertar desse jeito ? o jeito cínico que fala é completo com os lábios comprimidos em um bico teatralmente manhoso . eu não sei qual a porra do teu problema … complacente até certo ponto , sabe da força que a fúria de saskia reserva , mas usa seu tamanho ao seu favor para inverter a situação e colocá-la contra o chão , uma mão envolvendo a cintura enquanto a outra protegia a nuca feminina em uma ação automática de afeição velada , não usa da força para mantê-la ali , o próprio corpo suspenso pouco acima dela quando cessou os pontos de contato entre eles para poder apoiar as palmas contra o gramado sobre os ombros dela . eu ‘tô pouco me fodendo pras merdas que acontecem na tua vida , mas todo mundo vê que você ‘tá toda fodida . você sabe onde é minha casa , a porta vai ficar destrancada pra quando você parar de ser uma pau no cu .
𓏲 🥀. ` não é fúria intrínseca e involuntária ! o ódio germinado ( lapidado ) é incentivado pela criatura medíocre que callum tem a satisfação de ser . tão verdade absoluta que a mera respiração daquele lhe tira do sério . filho da puta . só não gritou porque sabe que vai chamar atenção , que naquela equação vai ser a única que vai parar na sala da diretora . afinal , para quem vê de longe , callum parece a vítima e não o ser indecente que tanto lhe atiçou ao escárnio . arrancar sangue dele é quase uma reparação histórica , mas precisa de controle para não machucá-lo mais do que sabe que ele aguenta . uma preocupação inútil e que sequer tem esse nome : é autoproteção . você quer tanto isso , não é ? que eu foda com você . quem sabe assim papai lembra que você existe , callum ? estalou a língua no céu da boca , a consciência beira ao delírio ao usar o que sabe que pode afetar . vai se foder , você é fraco . não se intimida com o olhar dele em sua boca , a testa colada junto a sua é como uma aproximação ultrajante . o aperto daquele em si arde , ah , mas ela sorri em puro deboche ao que morde o lábio dele com certa agressividade . eu quero teu sangue , porra . não essa tua boca . rosnou em pura cólera em sua fala arredia , o antebraço sendo pressionado ainda mais forte contra a traqueia . furiosa tal qual um furacão indomável e inescrupuloso , saskia é obrigada a rir ao vê-lo lhe ofender daquele jeito . pelo menos eu não finjo o que não sou , caralho . quer enforcá-lo e rasgar a derme alheia com suas unhas , porém , se controla ao que lembra o motivo de tê-lo no chão debaixo de si . é pura mágoa por não saber receber ajuda , ainda que esta seja um quão questionável advindo de seu ex- amigo . wow . ' cê está apaixonado por mim , callum ? ah , patético . respondeu ríspida diante à fala , o outro tapa advém seguido de um segurar selvagem do rosto com fúria . o problema é que você se mete em uma merda que não é tua . não preciso da tua pena , desgraçado . entre dentes e com a testa franzida , saskia odeia a sensação de ter sido pega vulnerável . as costas doem quando é posta no chão , porém , não chega nem perto de ser culpa dele . eu vou hoje , filho da puta . agora sai de cima de mim . impulsionou os braços sob o peitoral do mais alto , a mão esquerda desce ao colarinho ao puxar o rosto dele para perto . ríspida e agressiva . você ainda é mais fodido do que eu , jung . o polegar limpa o resquício do sangue do lábio cortado , perpassando sob o rosto ao puxar pela nuca os fios macios . dá próxima vez não vou ter dó de você , callum .
bocadesacola:
₊ᝰ ˓ ࣪˖ Uma risada genuína escapou dos lábios de Eugen. ❝ —— E eu iria querer uma foto sua pra quê?’ negou com a cabeça antes de continuar. ❝ —— Se eu fosse tirar tinha que ser escondido, as fofocas ficam melhores quando as pessoas acham que o alvo não sabe.’ deu-lhe uma piscadela. Não iria admitir mas realmente tinha algumas coisas que contava que as próprias pessoas traziam, o loiro aumentava, claro, para dar mais engajamento. ❝ —— Mas nah, não se preocupe. As pessoas querem saber de novidades.’ e Saskia sendo rebelde definitivamente não era algo do tipo. O rapaz fingiu então pensar um pouco se deveria ou não aceitar mas ah, daqui que tivesse que voltar para a aula, o cheiro do cigarro já teria sumido de suas roupas. ❝ —— Depende, você vai me dar um pouco? Eu aceitaria sim.’ contou, negando então com a cabeça. ❝ —— Nah, eu não me sujaria assim de propósito, guardo essa parte pra vocês.’
𓏲 🥀. ` me responde você , eugen . o que ' cê faria com essa merda , uh ? não retribui o sorriso que sondou os lábios do garoto , porém , o timbre é brando apesar de não ser completamente simpático . é incapaz de baixar a guarda diante de pessoas curiosas e , como é o caso dele , que prejudicam os outros sem perceber . tua vida deve ser bem peculiar ' pra tirar foto escondido . se vai confrontá-lo com sua pronúncia arisca ou não cabe a ele , mas relaxou os ombros ao apoiar o tronco na parede . a novidade é você falar comigo . o sorriso que aparece não demonstra outra coisa senão escárnio , quiçá um quê de desafio e hipocrisia ao observá-lo com atenção . cuidado para não engasgar , lars brown . aproximou-se então após retirar o cigarro dos lábios , o olhar felino da mais baixa ao estender para ele sem hesitação . nah , não se preocupa . não sou eu quem espalha fofoca . não vou te sujar , vai . acho que você consegue fazer isso sozinho .

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Molly’s Game (2017)
OLIVIA COOKE Emmy Magazine // Issue №9, 2022