a unica luta que perde Ă© a que se abandona e nĂłs nunca abandonamos luta

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a unica luta que perde Ă© a que se abandona e nĂłs nunca abandonamos luta

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eu te odeio por isso, mas tu tĂĄ certa.
eu jĂĄ consigo ouvir tu cantando aquela da mahmundi "pera aĂ"
ou melhor, um "ai,ai como eu me iludo" do terno
enquanto vocĂȘ tem que aprender a nĂŁo gostar das pessoas tĂŁo rĂĄpido assim
eu tenho que aprender a nĂŁo queimar tanto que nem gelo
a não machucar coraçÔes tão preciosos
almas tĂŁo raras
como a tua
e uma outra que encontrei pelo caminho
aliĂĄs, foi outra histĂłria que nĂŁo te contei
como tantas outras
que guardei
me enfio tanto numa concha
que acho que nunca vou aprender a sair
queria manter esse texto pra mim
mas nada mais justo
que compartilhar esse sĂł com vocĂȘ
queria te dar o mundo,
mas nessa vida nĂŁo vai ser possĂvel
>nosso tempo nĂŁo bate<
eu nĂŁo gosto de incerteza
jĂĄ vocĂȘ se aventura no tempo
eu gosto do cara a cara
e vocĂȘ do sarcasmo
eu gosto de mais de uma pessoa
vocĂȘ sĂł gosta de uma
eu não suporto revolução dos bichos
vocĂȘ vĂȘ atravĂ©s dele
tu Ă© fleumatica
e eu melancĂłlica
eu me fecho
e vocĂȘ se abre
vocĂȘ Ă© mais um caso
da pessoa certa e tempo errado
uma pessoa quase perfeita
nĂŁo Ă© por egoĂsmo
mas a gente podia ser um sĂł
vocĂȘ podia ser minha
eu podia olhar nesses olhos e ver a eternidade
mas odeio coisa prematura
nĂŁo sei se vocĂȘ entendeu,
mas eu tomei cuidado
sĂł que tomei demais
e me embriaguei
quando percebi
tava bĂȘbada
tomada pela rigidez
pelo autocontrole
e vi ele soterrado no chĂŁo
seu coração
e sĂł quando sai da embriaguez
que vi
como que eu nunca aprendi?
a nĂŁo machucar as pessoas tĂŁo fĂĄcil assim
e sabe, viciei em vocĂȘ
sua mente virou meu alvo de estudo
ainda quero seu mapa
e trilhar essa alma, esse corpo e essa mente inteiros
mas dependendo de como as coisas vĂŁo sair
nĂŁo vou botar isso pra fora
vocĂȘ venceu
pela metade
porque vocĂȘ se feriu
mas entenda que tu
jå não sai mais da minha cabeça
.
avoado como sempre
sempre que posso
................................
sobrevivendo
das migalhas
que caem das mesas
dos donos do papel
- nascemos num subĂșrbio operĂĄrio
falam
"primeiro a ordem, depois o progresso"
mas se depender deles, nosso paĂs sĂł conta com regresso
progresso pra quem?
pra burguesia, que vai derramar sangue em excesso

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mina,
vem me visitar, sai desse seu mar
vem cubrir minha mente e me fascinar
chega aqui que eu te dou o que tu quiser
deixa meus dedos percorrerem essa cintura, mulher
e meus lĂĄbios tocarem os seus
até o amanhecer vier
Ă© quando os holofotes se espalham
que o medo se alastra
com medo, dentro de uma mĂĄscara
escondo-me aos fundos da festa
a vida cobra expressĂŁo
e tudo que entrego Ă© repressĂŁo
longe de meu lar, nos confins da minha mente
sem ter onde me abrigar
sem um capuz para me esconder
tudo Ă mostra
sempre
nĂŁo tem como se esconder
num mundo onde tudo Ă© luz
se tudo brilha,
porque não consigo também?
sinto vergonha
mas tudo que sei fazer
Ă© me esconder
Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tĂŁo difĂcil?
- Herman Hesse
Feminismo Ă© sobre opressĂŁo de gĂȘnero e sexo, nĂŁo sĂł mulheres cis (brancas)
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Ă© lamentĂĄvel as coisas incrĂveis que deixamos de fazer >por medo.

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cansei de me esforçar por algo que nĂŁo se esforça por mim com a mesma intensidade. a equidade entre nĂłs acabou. se Ă© que um dia sequer existiu. o desapego e a dor relacionada ao nosso laço jĂĄ existia antes de eu dizer tchau, mas ainda assim, eu continuei, insisti, achando que talvez as coisas voltariam ao normal e que era sĂł eu dar "uns ajustes". mas as coisas nĂŁo voltaram a ser como eram antes. sabe aquele sol que bate brevemente antes da tempestade? foi isso que eu senti quando tudo "esteve bem" e logo depois, desmoronou. o cĂ©u caĂa aos pedaços e eu com cada vez mais pesos o que aconteceu depois foi que eu me cansei, cansei de tentar, me esforçar por pessoas que nem enxergavam meus esforços e nĂŁo me viam por quem eu era. no momento em que eu percebi que era preciso dizer adeus, meus olhos viram uma pequena luz, uma breve oportunidade de se livrar de todos os meus pesos. imagino como eu estaria melhor se tivesse pensado com clareza desde o inĂcio. Ă© engraçado como nĂŁo percebemos que sĂŁo as ervas daninhas que impedem o nosso jardim de prosperar. pois elas sĂŁo tĂŁo familiares, que atĂ© nos acostumamos com elas. nem pensamos na possibilidade delas serem a raiz das mortes conjuntas, por serem sutis. disso, eu atĂ© que percebi o vazio que essas relaçÔes me traziam e eu nĂŁo percebia, por ter me acostumado com esses padrĂ”es de relação. ao corta-las ao meio, eu me senti livre. os pesos sumiram. e as correntes tambĂ©m.
esse mĂȘs surge como uma homenagem Ă s diversas lutas movimentadas por pessoas lgbt nos EUA, a chamada rebeliĂŁo de Stonewall. nĂŁo sĂł lĂĄ, Ă© claro, mas no mundo todo, muita gente precisou se movimentar pra poder cobrar espaço mĂnimo pra poder viver em plenitude e com dignidade. esse mĂȘs a gente celebra o orgulho de ser lgbt, mas tambĂ©m "descarregamos" o peso que suportamos diariamente e compartilhamos o medo constante que temos de encarar. nos unimos pela dor e pela esperança. tambĂ©m pensamos no futuro e no que podemos fazer com ele. pensamos na nossa realidade e na do outro. Ă© um mĂȘs pra celebrar, mas tambĂ©m pra construir e pensar. como serĂĄ nosso futuro? como acabar com o preconceito (nĂŁo sĂł ligado ao movimento lgbtq+ em si, mas com todas as realidades que se unem Ă s pessoas pertencentes ao nosso movimento) que assola a sociedade? nossa liberdade Ă© algo possĂvel? nĂŁo consigo parar de pensar nisso. acredito que muitos tambĂ©m nĂŁo param. enfim, queria pedir tambĂ©m a todes que se importassem conosco sempre, nĂŁo sĂł em datas especĂficas. feliz mĂȘs do orgulho lgbtqiap+ que num futuro nĂŁo muito longĂnquo, possamos viver ao lado da felicidade.
as nossas personas e o tal do "glow up": uma crĂtica
ando pensando um pouco além sobre esse termo que anda sendo bem disseminado faz um tempo: glow up. no sentido literal 'melhorar'; glow como verbo (to glow) ou substantivo (glow) recebe o significado de brilho, luz, vislumbre, luminosidade, enfim, tudo que tenha a ver com deixar brilhoso, glamouroso, luminoso. glow up então significa transformar-se, fazer brilhar, inovar, e por aà vai. pode ter diversos significados.
o termo em si Ă© usado pra nomear o processo de autocuidado e mudança nos nĂveis interno e externo. bom, pelo menos Ă© o que deveria ser.
como maioria das coisas ultimamente, tudo que tem certo significado recebe outro, um distorcido ou diferente que Ă© manipulado pelo pĂșblico. ou todo movimento que parece bonito demais na realidade esconde intençÔes mais profundas e sujas por trĂĄs. o segundo caso Ă© o que mais se aplica.
eu nĂŁo digo isso Ă toa. a cultura do 'glow up' que Ă© disseminado pelo tik tok, por exemplo, chega a ser ridĂculo de tĂŁo cheio de padronizaçÔes. estĂĄ tudo bem falar sobre saĂșde. dormir bem, comer bem, beber bastante ĂĄgua, andar sempre que possĂvel, praticar exercĂcios sempre que puder, etc. tudo isso Ă© vĂĄlido, Ă© recomendĂĄvel e faz sentido. mas temos alguns pontos:
nem todo mundo consegue realmente perder peso facilmente, por conta do biotipo de cada um (ou seja, se um dos "resultados finais" do glow up Ă© emagrecer, isso sĂł vai gerar ansiedade em grupos especĂficos de pessoas). se uma pessoa naturalmente Ă© mais magra, ela terĂĄ tendĂȘncia a permanecer assim, se uma pessoa Ă© naturalmente mais gorda, ela tambĂ©m terĂĄ tendĂȘncia a permanecer assim. cada caso Ă© um caso. corpos sĂŁo diferentes.
existem pessoas que tĂȘm problemas nas ĂĄreas em que se recomenda cuidar (sono = inĂșmeras pessoas com insĂŽnia, outros distĂșrbios de sono; alimentação = distĂșrbios alimentares ou outros tipos de problemas que envolvem a saĂșde fĂsica, e por aĂ vai). alĂ©m do mais, a ansiedade, em seus diversos tipos, atrapalha e muito a pessoa de ter uma rotina normal, pois a mente sempre pensa mais adiante do que deveria, o que impede que a pessoa consiga se concentrar no momento presente e desempenhar tarefas da forma como queria. e Ă© um dos transtornos que mais assolam a sociedade.
nem todo mundo tem capacidade de dividir o dia em partes exatas e focar tanto no autocuidado (seja por questĂ”es psicolĂłgicas, - depressĂŁo, por exemplo - fĂsicas, pessoais, questĂ”es envolvendo o tempo e outras complexidades)
Ă© sempre um "beba muita ĂĄgua, isso faz perder peso e manter a pele lisa", "pra fazer a bunda crescer: faça (tal exercĂcio sei lĂĄ quantas vezes por semana e mantenha a rotina)". tudo isso envolve, de forma velada, o alcance de um corpo perfeito, uma personalidade perfeita.
padrÔes não só de corpo e estética, mas como de personalidade também são impostos inconsciente e conscientemente.
aquela personalidade imbatĂvel, a vibe fodona, a postura simpĂĄtica, as "good vibes" e o corpo "fitness dos sonhos". uma pessoa aparentemente perfeita. o arquĂ©tipo perfeito a ser alcançado.
algo que observo é que a cada ano, cada pessoa busca se "mudar", "adquirir" uma nova personalidade, se tornar uma pessoa diferente, sofrer uma >transformação< externa afim de alcançar uma satisfação interna.
constantemente, sofrem vĂĄrios "glow ups" para impressionar as pessoas e se sentirem fodas, sentirem que estĂŁo agindo de forma surpreendente e magnĂfica, que todos olham e prestam atenção.
Ă© importante ter autoconfiança, desde que ela nĂŁo seja forçada. desde que ela nĂŁo esteja vinculada com a forma como te enxergam no meio em que vocĂȘ vive. ou nĂŁo seja algo que precise de certos requisitos a serem cumpridos pra ser alcançada.
autoconfiança se sente, nĂŁo se força. vocĂȘ nĂŁo vai aumentar sua autoestima se vocĂȘ pintar o cabelo, cuidar das suas unhas, fazer trocentos exercĂcios e seguir uma rotina que um ser aleatĂłrio de uma rede social fĂștil te recomendou a fazer. nĂŁo Ă© pegando um molde de como ser confiante que vocĂȘ vai ser confiante. claro que isso pode dar certo impulso, mas nĂŁo serĂĄ o bastante para que vocĂȘ se sinta bem consigo mesme. logo esse efeito passa e o que sobra Ă© o vazio.
autoestima se alcança atravĂ©s de processos. Ă© uma questĂŁo interna que, ao ser curada, te farĂĄ enxergar de forma diferente o mundo externo e logo, quem vocĂȘ Ă©.
interno-externo. Ă© disso que se trata.
as verdadeiras transformaçÔes são de dentro pra fora. não de fora pra dentro.
solitude;
acho que Ă© importante denotar que toda pessoa precisa de um tempo sozinho. vocĂȘ pode ser a pessoa mais extrovertida do mundo, mas mesmo assim, uma hora vocĂȘ vai sentir essa necessidade. todo mundo precisa sentar um pouco pra reorganizar o seu caos ou apreciar sua prĂłpria companhia, apenas.
ficar sozinho não significa se mover para um estado de infelicidade ou falta de plenitude. vamos mais além nessa ideia: estar sozinho é sobre tentar alcançar a plenitude, só que dentro de si mesmo.
não precisamos nos isolar apenas quando nos sentimos mal, mas também quando estamos bem ou num estado neutro de humor. não podemos nos voltar pra nós mesmos apenas nos momentos ruins. precisamos conviver com nós mesmos em diversos momentos.
é importante quebrar com essa problematização do estado de introspecção > o ato de se voltar pra dentro de si próprio e refletir de forma mais introvertida. isso pois ninguém se torna "problemåtico" ou "sad" (como costumam taxar) por precisar de um tempo pra si próprio ou simplesmente fazer isso constantemente. é mais do que normal ficar na sua. isso não te torna problemåtico, até porque todos temos problemas, mas esse não é um deles. ficar sozinho é uma virtude.
obs:(novamente, isso não se restringe apenas às personalidades introvertidas, extrovertidos também são totalmente capazes de entrarem nesse estado de introspecção, mantenham a mente aberta sobre isso).
fora tudo isso que foi dito, acho que é importante também que a gente respeite o nosso próprio tempo. principalmente quando a gente ta mal. nessas horas, surge uma necessidade enorme de se isolar, pois parece que o mundo e as suas relaçÔes desgastam a mente, que jå estå cheia, e tudo parece tão pesado que tu tem que se voltar pra dentro de ti.
nesses momentos, acho que nĂŁo Ă© hora de se forçar a interagir socialmente sĂł pra cumprir com as expectativas das pessoas. vocĂȘ pode desejar estar ali pelas pessoas, mas se vocĂȘ nĂŁo ta bem, vocĂȘ talvez nĂŁo consiga dar tudo de si pra ajudar aquela pessoa, ou vocĂȘ sĂł se desgaste mais.
a real Ă© que nĂŁo tem como cumprir as expectativas das pessoas o tempo todo. as pessoas devem respeitar as suas necessidades. elas devem entender que vocĂȘ simplesmente nĂŁo tĂĄ bem o bastante pra estar ali o tempo inteiro.
Ă© normal sumir, se isolar e agir como se o mundo inteiro nĂŁo existisse. vocĂȘ deve respeitar suas fases.
tenta pensar mais no que vocĂȘ precisa e se desliga um pouco do que esperam de ti.
foca na tua mente e em se entender, pra que vocĂȘ nĂŁo se perca dentro de si e nĂŁo precise ter crises por conta de milhares de coisas que acumulam com o tempo (por vocĂȘ nĂŁo se dar o tempo pra processar, e a sua mente ir rĂĄpido demais, sempre adiante, e vocĂȘ, sem deixar ela parar pra descansar, sĂł desaba de vez em vez, numa intensidade enorme).
fica na sua. vai te fazer bem, garanto. torne um hĂĄbito o ato de dar um tempo pra vocĂȘ.
valide sua solitude.
tu me tira da minha zona de conforto, a todo momento. odeio tudo que tu me faz sentir. odeio como eu deixo escapar coisas que eu havia prendido por tanto tempo em mim e prometi nunca soltar, mas entĂŁo vocĂȘ, doido pra ver tudo que ali se esconde, se alegra com meus pequenos deslizes.

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Ă©poca de prova sempre fode a mente de todo mundo. todo mundo se pergunta o que sabe, e se sabe o que sabe, ou se Ă© capaz de aprender algo que o faça ir bem. tudo parece impossĂvel. o engraçado Ă© que perdemos tanto tempo nos perguntando de nossa capacidade que nos esquecemos que um saber tĂ©cnico nĂŁo vai definir o quanto somos seres humanos vĂĄlidos. inteligĂȘncia nĂŁo Ă© sĂł sobre o conhecimento cientĂfico, ou coisas que a escola avalia. vocĂȘ pode ser bom ou ruim nisso, mas isso nĂŁo define, de forma alguma, quem vocĂȘ Ă©. apenas estamos acostumados a dependermos muito de avaliaçÔes para sentir que a nossa inteligĂȘncia Ă© vĂĄlida. claro que o Enem Ă© importante, as provas anuais/bimestrais sĂŁo importantes, mas eu considero como importante o que vamos achar de nĂłs mesmos depois dessas avaliaçÔes. isso sim importa. tudo bem nĂŁo ir bem. tudo bem nĂŁo ser perfeite. o importante Ă© saber que vocĂȘ vai alĂ©m daquilo. aquele papel grampeado que estĂĄ sobre a mesa nĂŁo vai definir quem vocĂȘ Ă© por dentro.
a relação do estado mental do kazutora e sua infùncia; como a alienação parental influenciou na forma como ele enfrentou a morte de shinichiro sano.
o kazutora Ă© um personagem complexo e muito odiado, tambĂ©m. isso por conta da mentalidade dele em relação Ă quela situação com o irmĂŁo do mikey, o shinichiro, na qual o kazutora e o baji vĂŁo atĂ© uma loja de motos (sem saber que era do irmĂŁo do mikey) justamente para roubar uma moto pra dar de presente pro mikey. nisso, o dono da loja, o shinichiro, aparece e o kazutora impulsivamente o atinge, sem saber que se tratava do irmĂŁo do mikey. a situação ficou feia e a polĂcia foi chamada. shinichiro havia morrido por conta da pancada na cabeça. sabemos muito bem o que acontece depois. o kazutora coloca a culpa no mikey, dizendo que foi por conta dele que ele foi preso, e etc.
mas bom, por que serĂĄ que ele chegou nessa conclusĂŁo? por que ele nĂŁo enxergou a realidade que estava na sua frente e jogou a culpa em outra pessoa?
voltemos Ă infĂąncia do kazutora: cotidianamente seus pais brigavam e alĂ©m do ambiente ser totalmente violento (o que jĂĄ o prejudicou mentalmente), tem o fato de que seus pais faziam ele "escolher" entre os dois. a mesma situação de polarização que Ă© criada em ambientes com os pais separados. "vocĂȘ prefere a mim ou o seu pai?". diante dessa situação onde os pais o colocam em uma espĂ©cie de jogo psicolĂłgico onde ele fica constantemente se perguntando quem prefere, ele se confunde completamente psicologicamente, pois se vĂȘ num beco sem saĂda. cresceu diante de dois pais que carregava certo carinho e de forma abrupta teve de parar pra pensar em quem ama mais, quebrando com tudo o que um dia sentiu. Ă© complicado na mente da criança desenvolver uma crĂtica tĂŁo rĂĄpida sobre os pais, ter de escolher entre um deles.
acredito que seja este ponto que criou essa raiz no kazutora. essa tendĂȘncia a jogar cargas emocionais, responsabilidades e culpa nas outras pessoas.
perceba que é o mesmo que os pais faziam com ele. todo o peso do casamento perdido era despejado nele. culpa jogada de forma tão absurda que ele passou a projetar (em situaçÔes de perigo) esse mesmo comportamento em outras pessoas. e por isso, mesmo estando escancarado que ele quem teve culpa da morte do shinichiro por ser impulsivo, ele jogou a culpa no mikey. simplesmente reproduzindo um comportamento que ele sempre teve que aturar.