by michelerossettiphotography
Color Me Curious

if i look back, i am lost
One Nice Bug Per Day

ellievsbear

pixel skylines
đ©” avery cochrane đ©”

⣠Chile in a Photography âŁ
Mike Driver

Love Begins
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

#extradirty
Doug Jones
Noah Kahan
occasionally subtle
tumblr dot com
Lint Roller? I Barely Know Her
NASA
almost home
â

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@ragazzarossa
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Konstantinos Volanakis (Greek, 1837--1907)
bernardo ainda pensa em marina. não dorme antes das 2:25 da madrugada. usa tarja preta, fitoteråpico e meditação como tratamento da insÎnia.
marina nĂŁo se expĂ”e mais. em quase um ano de solidĂŁo, talvez tenha pensado duas, trĂȘs ou cinco vezes em bernardo. especulaçÔes, mas nĂŁo sabemos. quase num gesto natural de voto hinduĂsta, prefere o silĂȘncio â mas marina Ă© ateia.
bernardo conta os meses sem marina. e marina, nĂŁo sabemos. ela sumiu. bernardo revisita repetidamente o calendĂĄrio e jurou que dessa vez nĂŁo morreria. estava certo: nĂŁo morreu, mas se permite o coma nos dias 29 e 30.
marina e bernardo sabem que ela estå um ano adiantada dele. ambos também sabem continuar. marina é objetiva, bernardo sentimental. marina é organizada, bernardo espontùneo.
bernardo ainda sente tudo como hå uma década. marina, não sabemos.
monĂłlogo de baixo d'ĂĄgua
vocĂȘ tem razĂŁo em muitas coisas.
inclusive nisto.
sim, Ă© verdade, vocĂȘ me machucou.
e a minha justificativa para ter te contestado anteriormente Ă© que: eu estava tĂŁo preocupada em amar vocĂȘ, em sĂł te amar, que eu esqueci de mim. durante esse tempo todo...
eu mereço alguĂ©m que me ame. alguĂ©m que nĂŁo me faça esperar meia dĂ©cada para ouvir um eu-te-amo de volta. eu mereço alguĂ©m que queira resolver os conflitos atravĂ©s da conversa, nĂŁo pelo sumiço ou pelo silĂȘncio como forma de punição. eu quero alguĂ©m que converse comigo, que me admire tanto que serĂĄ inimaginĂĄvel contestar o meu valor, a minha inteligĂȘncia, o meu potencial.
eu nĂŁo quero alguĂ©m que me fale para eu tentar me distrair quando eu falar que tive uma crise suicida. eu quero alguĂ©m que me trate com humanidade, e nĂŁo que essa humanidade sĂł seja pertinente quando tenha a ver com sexo, com massagem ao prĂłprio ego. eu quero alguĂ©m que me veja como uma pessoa, como indivĂduo.
eu mereço alguĂ©m que nĂŁo me puna atravĂ©s do silĂȘncio, porque sabe o quanto Ă© doloroso para mim esses silĂȘncios que me silenciam.
entĂŁo, sim: vocĂȘ me machucou.
muito.
mas eu nunca quis perceber a dor.
e se notava algo doloroso, logo passava, porque era mais importante o seu bem-estar do que o meu. e isso nĂŁo Ă© altruĂsmo, Ă© burrice. eu fui burra ao seu lado. eu fui submissa ao seu lado. e todas as vezes em que me posicionei, fui lida como intolerante e impaciente, mas a verdade Ă© que eu jĂĄ esperei por muito tempo.
vocĂȘ Ă© tĂŁo covarde e tĂŁo pequeno que quando eu disse o que eu sentia, vocĂȘ foi embora. porque o amor assusta vocĂȘ. sĂł que vocĂȘ se esqueceu completamente que antes do meu amor, viria a minha amizade. e talvez seja por isso que eu tenha continuado durante todos esses anos: pela honestidade, pela lealdade, pela sinceridade da minha amizade.
sĂł que nada disso Ă© mais relevante.
nĂŁo importa mais nada disso, porque, chegou num ponto que, o que vocĂȘ me oferece e o que vocĂȘ me faz sĂŁo farelos, migalhas. Ă© pouco. e nĂŁo porquĂȘ isso Ă© tudo aquilo que vocĂȘ tem a oferecer, mas sim porque isso Ă© o que vocĂȘ quer oferecer. eu mereço mais: eu mereço a constĂąncia, eu mereço a rotina, eu mereço a segurança, aquilo que eu desejo. eu mereço o acolhimento, o estar em casa, o aconchego. eu mereço tudo aquilo que eu questionei merecer no tempo em que estive afastada de vocĂȘ.
vocĂȘ faz eu questionar a minha prĂłpria sanidade, vocĂȘ faz eu achar que o que eu quero Ă© loucura, Ă© demais, sendo que o que eu quero Ă© o bĂĄsico em uma relação. e se nem isso vocĂȘ consegue ofertar em uma amizade, vocĂȘ nĂŁo Ă© um bom candidato para ser o meu amor.
vocĂȘ Ă© egoĂsta. Ă© conveniente os seus favores, porque eles te beneficiam em algo, te recompensam de alguma forma. vocĂȘ nĂŁo Ă© caridoso, vocĂȘ nĂŁo tem compaixĂŁo. vocĂȘ sĂł enxerga a si.
e eu cansei. honesta e humildemente.
da via de mĂŁo Ășnica: de ser sustento, o cais, a estrutura, a base, o firmamento.
entĂŁo, vocĂȘ que desmorone.
lancei feitiço sobre o tempo.
como mĂĄrio disse, que passe devagar, emoldurei o lembrete num quadro exposto na parede da sala enquanto via seu semblante simĂ©trico desfalecer. sem pele rubra ou corada, sĂł enxergo na lembrança o amarelo de seu sorriso com marcas do bruxismo. sem branco da paz, tu rangia nos dentes, numa medida insana de quem mede a raiva, o sopro da desistĂȘncia. animalesco. hĂbrido. covarde.
sem honrarias ou glĂłrias, abandonou a batalha contra o relĂłgio. a desistĂȘncia Ă© logicamente racional perante ao sofrimento. na anĂĄlise psicolĂłgica estabelecida entre açÔes e falas, entendo. nĂŁo somos masoquistas, muito menos psicĂłlogos. mas se a ação nos leva Ă fala, a fala nĂŁo seria, entĂŁo, ação? o exemplar surrado do Ă©rico responde ao questionamento: nĂŁo resta nem o silĂȘncio.

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entendo! sinto sua falta mesmo assim.
na real nunca entendi essas mensagens anĂŽnimas que ainda chegam aqui apĂłs anos do ĂĄpice do tumblr
faço a menor ideia também de quando tempo essa mensagem ficou no meu inbox ou quem mandou
hoje em dia a Ășnica coisa que sei Ă© que saudade arregaça, mas tambĂ©m acho que Ă© importante a gente comunicar o que sentimos. a expressĂŁo Ă© um bagulho muito importante, mesmo que Ă s vezes ela dependa da comunicação e esta daĂ seja falha e cheia de equĂvocos
uma hora para de fazer falta. vai por mim...
magtira paolo
nĂŁo imagino chamando teu nome de algum jeito que nĂŁo seja o que tem. por isso nĂŁo consigo fantasiar um vocativo que faça alusĂŁo a ti neste momento. o nome te materializa. me Ă© sĂłlido. tudo o que ressoa sĂŁo as conssoantes e as vogais e as sĂlabas de seu nome, que minutos atrĂĄs desejei nĂŁo conhecer. preferia ser analfabeta. muda para calar o som de seu nome, surda para nunca mais ouvi-lo. aqui, a praga Ă© escutar o prĂłprio desejo e ansiar dar vasĂŁo ao mesmo. pois ainda sou capaz de enlouquecer caso me prive. te chamo. num silĂȘncio vocal, num grito psĂquico:
veja aquelas fotos, com nossos rostos e corpos escancarados, e ouse encher a boca e proclamar devotamente que nĂŁo se recorda de nada mais. minta na afirmação de que estĂĄ bem. veementemente bem. pungentemente bem. o que vocĂȘ vĂȘ? dois adolescentes brincando de faz de conta. anĂŽnimos ao mundo, descobridores do mesmo. traĂdos por si prĂłprios, covardes confusos. profanamente calados. nascido do choro de lĂĄgrimas secas, latente como escarlate: nĂŁo se comemora sentimentos assim, trajados pelo desastre, perseguidos pelo drama, fadados a tragĂ©dia.
em especĂfico, vocĂȘ nunca vira uma fotografia - de olhos e olhar retilĂneos, brilhantes e acastanhados, pois sempre fora sĂł minha. jĂĄ os meus, despencados no açude reservado a ti, com choros destinados ao tratamento especial. o esquecimento jĂĄ nĂŁo Ă© preocupante, pois o alzheimer Ă© meramente especulativo diante de minha metaimagem cerebral. a fisicalidade da fotografia nĂŁo existe mais.
e Ă© na rebeldia da insistĂȘncia que encontro a vivaz burrice. o paradoxo do esquecimento. contestando a incerteza do esquecer, chamo o nome, o teu, porque hĂĄ a esperança do livramento, do alĂvio. mas ecoa ecoa ecoa. e no abismo, no andar cuidadoso de ponta de pĂ©, vocĂȘ recua e eu me jogo no precipĂcio de pedras pontiagudas feito suicida. fale se a maldição recai apenas a mim ou se em sua lucidez tambĂ©m encontra o retrato de um sonho, prĂłximo daquele que vivemos.
nĂŁo me venha com a desculpa enfadonha da demĂȘncia precoce. nĂŁo temos nem quarenta anos ou vinte e seis. falo da lembrança do som acinzentado de chuva primaveril batento na janela. ninguĂ©m pediu licença, todos entraram. primeiro, o som. a cor, a luz, a sombra. tonalidades contrastantes em fundos quentes. depois, o toque. cĂĄlido, trĂȘmulo, finito. e entĂŁo, o cheiro d'ĂĄgua. a chuva, o suor, a lĂĄgrima.
falam de explicaçÔes lĂłgicas, racionais e biolĂłgicas aos fenĂŽmenos naturais. externos ou internos, nĂŁo importa. nĂŁo ouço. pois todas as palavras do meu vĂŁo vocabulĂĄrio nĂŁo parecem sustentar minhas teses absurdas. nĂŁo hĂĄ validade no que escrevo, nĂŁo hĂĄ o sustento. a segurança da letra. e mesmo que pudesse se cogitar, se pensar, se escrever ou se dizer em outro idioma tudo o que gostaria, ainda assim nada seria. porque nem mesmo os mestres da comunicação me dĂŁo a garantia de que nĂłs falamos a mesma lĂngua e entendemos o mesmo assunto e sentimos na mesma pele e partilhamos do mesmo ser e sonhamos o mesmo desejo e lembramos a mesma coisa. porque, apesar de semelhantes, idiomas sĂŁo materiais vivos de lĂnguas que jamais morrem. a matĂ©ria pulsa energia e eu, silĂȘncio.
(na proporcionalidade entre a lentidĂŁo da memĂłria e a intensidade: vocĂȘ se lembra, eu sei).

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One of my biggest insecurities is my stretch marks. After I had my son I was covered in them. Itâs been over two years and the deep gashes have made no progress on disappearing.
So in an attempt to try to not hate them (and myself) as much, here they are.
extremely beautiful
Women are incredible
You are perfect.
âGo slowly. I have to get used to it. I talked to you so much when you werenât there, itâs strange for me to talk to you for real.â Mr. Nobody (2009) Dir. Jaco Van Dormael
Nunca fui como todos Nunca tive muitos amigos Nunca fui favorita Nunca fui o que meus pais queriam Nunca tive alguĂ©m que amasse Mas tive somente a mim A minha absoluta verdade Meu verdadeiro pensamento O meu conforto nas horas de sofrimento nĂŁo vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser sĂłâŠ
Florbela Espanca (via 60milanos)
conheci florbela com 16. incrĂvel que quase 10 anos depois, ela continua sendo atualĂssima a mim.

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By :Â Rachel Baran